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VEJA
Recomenda
DVDs
Fotos divulgação
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| O
Núcleo: em Hollywood, o fim do mundo é sempre mais divertido
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O Núcleo Missão ao Centro da Terra (The
Core, Estados Unidos, 2003. Paramount) É reconfortante
saber que, no apocalipse à moda de Hollywood, sempre haverá
homens e mulheres dispostos a salvar o mundo e que, no caso
de todas as calamidades plausíveis já terem sido exploradas,
os roteiristas sempre vão ter uma nova idéia, ainda
que desprovida de lógica. São coisas assim que fazem
o charme de ficções como O Núcleo. Portadores
de marca-passo morrem subitamente, pássaros se desorientam,
tempestades de raios tomam os céus: é que o núcleo
da Terra parou de girar. Para evitar o fim do mundo, uma equipe
de "terranautas" irá mergulhar na crosta do planeta e remediar
a situação. Não se preocupe: apesar do elenco
de gabarito, o filme se assume como uma bobagem das mais
deliciosas.
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| Os
Brutos...: o menino é o único problema |
Os
Brutos Também Amam (Shane, Estados Unidos,
1953. Paramount) O único defeito deste faroeste clássico
é o menino Brandon de Wilde, que passa o filme todo grudado
nos calcanhares do caubói Shane (Alan Ladd), gritando seu
nome. De resto, faz jus à veneração que provoca
entre cinéfilos. Shane é hospedado por uma família
de pequenos fazendeiros, e vai ficando por ali. Vai também
se envolvendo na disputa que eles travam com o valentão da
região, que quer se apoderar das propriedades alheias. O
diretor George Stevens, transformado pela experiência seminal
vivida como documentarista durante a II Guerra, deu a Ladd o papel
dos sonhos: o de um pistoleiro que considera sua arma uma mácula
em seu caráter e uma fonte de corrupção para
todos à sua volta.
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| A
Comunidade: vizinhos muito estranhos |
A
Comunidade (La Comunidad, Espanha, 2000. Warner)
Carmen Maura é uma corretora de imóveis madrilenha
sem um tostão, mas com algum espírito de aventura.
Primeiro, ela se instala no apartamento que deveria vender. Depois,
descobre que o octogenário do andar de cima está morto
há semanas. Em seguida, acha a montanha de dinheiro que ele
escondeu. O passo seguinte será o mais difícil de
todos: driblar a marcação cerrada de seus estranhíssimos
vizinhos. A exemplo do que fez em O Dia da Besta e Ação
Mutante, o diretor espanhol Álex de la Iglesia segue
aqui com seu coquetel de humor negro e grand-guignol mas
agora com receita aprimorada e um sabor que combina O Bebê
de Rosemary com Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos.
LIVRO
AP
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| Kertész:
memórias de Auschwitz |
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Sem
Destino, de Imre Kertész (tradução
de Paulo Schiller; Planeta; 176 páginas; 38 reais)
A obra do escritor húngaro Imre Kertész, premiado
com o Nobel de Literatura no ano passado, é marcada por uma
lembrança monstruosa: a dos dias que ele passou como prisioneiro
no campo de concentração de Auschwitz, durante a II
Guerra Mundial. Assim como ocorreu na vida real do autor, o protagonista
de Sem Destino seu primeiro romance, publicado originalmente
em 1975 é um jovem judeu cuja inocência dá
lugar ao desespero ao ser deportado para o campo de extermínio.
Aos poucos, porém, o personagem encontra alegria e esperança
no simples fato de continuar vivo em meio a tantos horrores e privações.
Leia
trecho do livro.
DISCOS
Divulgação
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| Charlie
Brown Jr.: sem barulho |
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Acústico
MTV, Charlie Brown Jr. (EMI) O Acústico
foi um dos projetos mais interessantes surgidos na MTV. Ele punha
roqueiros para tocar no esquema "banquinho e violão" e mostrar
que, sob o barulho, havia melodias assobiáveis. Nos últimos
anos, no entanto, o programa se tornou uma espécie de INSS
para artistas em declínio, que assim vendem uns CDs a mais
com a "releitura" de sua obra. Eis que o quarteto santista Charlie
Brown Jr. retoma a idéia original do projeto neste belo disco
ao vivo. Sem a barulheira característica de suas canções,
sobra espaço para apreciar as levadas criativas do baixista
Champignon. O grupo toca sucessos próprios, faz covers de
Camisa de Vênus e Chico Science e brilha numa versão
chacoalhante de Oba
Lá Vem Ela, de Jorge Ben Jor.
Tour
de France Soundtracks, Kraftwerk (EMI) Em 1983, às
vésperas do lançamento do disco Techno-Pop,
Ralf Hütter, integrante do grupo alemão de música
eletrônica Kraftwerk, sofreu um grave acidente de bicicleta.
Chocados, seus companheiros cancelaram o álbum, apesar de
terem um single na praça Tour de France, composto
em homenagem à mais famosa prova ciclística do mundo.
Passados vinte anos, o Kraftwerk ressurge revigorado, com um disco
inteiramente dedicado à competição. Traz uma
nova versão para Tour de France e outro punhado das
batidas e vocais gélidos que são sua marca registrada.
Destaque para Vitamin,
que lembra os melhores momentos do grupo nos anos 70.
Tom Le Goff
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| Lila:
miscigenação sonora |
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Border,
Lila Downs (EMI Music) Conhecida do público brasileiro
pelo dueto com Caetano Veloso em Burn It Blue, um dos temas
do filme Frida, a cantora Lila Downs tem um trabalho-solo
de respeito, dedicado a estudar a miscigenação sonora
entre México e Estados Unidos. Filha de pai americano e mãe
descendente de índios e mexicanos, Lila sonhava em ser cantora
de rock. Anos mais tarde, influenciada pelo curso de antropologia
na Universidade de Minnesota, acabou se voltando para os ritmos
tradicionais do México. Border é um álbum
temático, repleto de letras que falam dos imigrantes latinos
que tentam a vida nos Estados Unidos. O medley Pastures of Plenty/
This Land is Your Land/ Land é de arrepiar.
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