Edição 1823 . 8 de outubro de 2003

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Cinema
Peixe pequeno

Um desenho que não é nenhum
Nemo, mas tem seu charme


Sérgio Martins

 
Divulgação
O herói-sardinha e sua missão: achar a irmã e salvar os sete mares

Depois do sucesso de Procurando Nemo, fica difícil encarar outras produções infantis cuja trama se passe no fundo do mar. Mas Mamãe Virei um Peixe (Help, I'm a Fish, Alemanha/Dinamarca/Noruega, 2000), que estréia nesta sexta-feira no país, está repleto de qualidades para o público abaixo dos 10 anos. Três crianças – um fã de esportes radicais, sua irmã mais nova e o primo gorducho e afeito a cálculos matemáticos – deparam com uma poção que transforma humanos em peixes. Stella, a mais nova da trupe, acidentalmente bebe o preparado e é jogada no meio do oceano. Cabe aos outros dois, transformados em sardinha e água-viva, achar a menina e fazê-la beber o antídoto. Os momentos de maior criatividade acontecem em torno do efeito do antídoto nos peixes de verdade. Um deles, um peixe-piloto (espécie cuja "missão" é limpar os restos de alimentos dos dentes do tubarão), vira um ditador megalomaníaco, que quer conquistar os sete mares com a ajuda de um exército de caranguejos e de um tubarão atrapalhado. Como nada é perfeito, as vozes tarimbadas da versão em inglês (entre elas a de Terry Jones, do grupo Monty Python) não serão ouvidas aqui, já que o filme está sendo lançado apenas em versão dublada – cuja "estrela" é a apresentadora Jackeline Petkovic, fraquinha de dar dó como a menina Stella.

 
 
 
 
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