Edição 1870 . 8 de setembro de 2004

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Lya Luft
Sérgio Abranches
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Tudo pela Bíblia

Reuters


O ex-padre irlandês Cornelius Horan (apelido: Neil), 57 anos, aquele que, de kilt e colete, invadiu a maratona das Olimpíadas de Atenas e atropelou o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, meteu-se em outra encrenca: em Londres, onde mora, é acusado de haver abusado de uma criança nos anos 90. Sem traço de preocupação, comentou esses e outros assuntos com VEJA.

Veja – De onde saiu a idéia de atrapalhar a maratona?
Horan – Queria anunciar que a segunda vinda de Jesus está próxima. Escolhi a maratona por ser a prova mais tradicional e que chamaria mais atenção. Não para mim, mas para a Bíblia. Já havia feito isso antes, numa corrida de Fórmula 1, mas agora chega. Parei.

Veja – E como o senhor financia seus, digamos, manifestos?
Horan – Fui afastado da Igreja há dez anos, pelas coisas diferentes que faço. Recebo seguro social do governo porque sofro de depressão. Para ir a Atenas, economizei durante um ano.

Veja – E esse caso de abuso de menor nos anos 90, que será julgado no mês que vem?
Horan – Sou totalmente inocente. Eu era muito amigo de uma fiel, andávamos de mãos dadas. Diante do filho, ela me pediu para ficar nu e eu obedeci. Nada mais aconteceu. Fui muito idiota.

Veja – O senhor pinta o cabelo?
Horan – Pinto desde os 21. Acho que cabelo escuro combina melhor com meu traje irlandês. Retoquei antes de ir para a Grécia.

 

Pertinho, porém longe

 
AFP
Ronaldo e Daniella: namoro na concentração

Namorar a distância, e com a agenda cheia, dá trabalho – que o digam Ronaldo e Daniella Cicarelli. Ela mora em São Paulo. Ele, em Madri. Na semana passada ficaram pertinho um do outro – ele, porém, concentrado com a seleção em Teresópolis, no Estado do Rio, para o jogo deste domingo. Nesta semana é ela quem vai para a Espanha, desfilar em Barcelona. Um feliz reencontro? Nada disso: o craque voa do Brasil para Berlim, onde o time brasileiro enfrenta a Alemanha. O jeito foi furar o bloqueio do técnico Parreira e aparecer na concentração para namorar um pouquinho, sob os olhos atentos de Sônia, a sogra da modelo.

 

O Brasil no tapete vermelho

 
Divulgação
AP
O vestido original (na modelo), e a versão Lil'Kim: mais decote e fenda


AFP
Sasha e Xuxa: branco total, maquiagem, figa e nada de prêmio


Duas entregas de prêmios musicais nos Estados Unidos na mesma semana, ambas com marcante presença brasileira. Mais marcante, evidentemente, no Grammy latino-americano, com Xuxa
e Sasha na platéia, fazendo figa (sem efeito – a loira não ganhou nada). Xuxa foi de Lino Villaventura branco, a mesma cor do vestidinho de boneca de Sasha, ambas maquiadas e penteadas. Mas a roupa brasileira que estourou – em mais de um sentido – na premiação da MTV americana, dias antes, foi o modelito Carlos Miele escolhido pela exuberante rapper Lil'Kim. Era o último na loja, manequim 36, mas Kim bateu o pé: queria porque queria usá-lo. E usou, com uma vasta tesourada no decote, outra na fenda lateral, tudo arrematado por um imenso broche. O tapete vermelho tremeu.

 

Tão frágil e tão poderosa

Multimilionária desde 30 de junho, quando fez 18 anos e tomou posse da herança que o tio Gianni Versace lhe deixou – 50% do controle da marca –, Allegra não mudou nada: na semana passada, fazendo compras em Londres, era a mesma menina frágil, arredia, timidíssima, calada, que compareceu às comemorações do aniversário agarrada à mão da mãe, Donatella. Diferente, só o peso – perdeu mais alguns quilos, dos poucos que exibia. Ela está de mudança para os Estados Unidos, onde quer tentar ser atriz. Assim diz Donatella – Allegra, a própria, não dá entrevistas.


Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui,
Roberta Salomone e, de Londres, Silvia Rogar

 
 
 
 
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