Edição 1870 . 8 de setembro de 2004

Índice
Lya Luft
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Autor-retrato
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"Exemplos como o Jornal Nacional e profissionais do calibre de Bonner e Fátima são mais que suficientes para nortear a atividade jornalística nacional."
Hid Hishinuma
Niterói, RJ

Jornal Nacional

Quero registrar minha repulsa às declarações de Armando Nogueira sobre a edição do debate Collor x Lula. Mentiroso, ele não tem autoridade moral para me acusar de nada ("A guerra atrás das câmeras", 1º de setembro). Na verdade, o que Armando pretende é desviar o foco da discussão sobre a história do JN, para que não venha à luz a participação dele, como diretor de jornalismo da Globo, no período da ditadura. Sei que essas lembranças dos "tempos de chumbo" atormentam a consciência dele. Esclareço que os dois episódios que provocaram críticas e polêmicas – cobertura da campanha das diretas e edição do debate – não aconteceram no período em que dirigi a Central Globo de Jornalismo. E reafirmo: não participei da edição do debate Collor x Lula.
Alberico de Sousa Cruz
Rio de Janeiro, RJ

Sobre minha participação na edição do último debate da campanha presidencial de 1989, exibida no Jornal Nacional, gostaria de fazer três observações. No depoimento que dei para o livro Jornal Nacional A Notícia Faz História, assumi a responsabilidade parcial pela edição. Tendo recebido ordens dos então editor de política e diretor de telejornais de rede, Ronald de Carvalho e Alberico de Souza Cruz, eu poderia simplesmente me eximir, alegando tais determinações superiores. Mas não seria honesto. Todo jornalista deve ser responsável pelo que publica ou transmite. Não agi à revelia, mas sob o comando de dois dos meus superiores, como a revista informa. Ronald e Alberico é que agiram à revelia dos diretores da Central Globo de Jornalismo, seus superiores, Alice-Maria e Armando Nogueira.
Octavio Tostes
São Paulo, SP

VEJA atribui a funcionários antigos da Globo a afirmação de que fui transferido de sede na Copa de 1978 porque tinha dificuldade de pronunciar o nome da cidade de Rosário. Não é verdade. Fiquei na subsede, com meu sotaque nordestino, até o final. Só fui para Buenos Aires no jogo de decisão da Copa, quando a sede de Rosário já estava desativada. Mantive sempre o meu sotaque de origem sertaneja, na Argentina, nas outras três Copas de cujas coberturas participei pela Globo e em mais de 2.000 reportagens que fiz nos cinco continentes.
Francisco José
Repórter da Globo
Recife, PE

 

Radar

Sobre a nota "Tempo quente", publicada na seção Radar (1º de setembro), que relata a reunião que tive com o ministro Marcos Vilaça, do Tribunal de Contas da União, quero esclarecer: a conversa se deu de maneira respeitosa, como, aliás, tem sido a relação entre a Casa Civil e o TCU desde o início do governo, e ocorreu por orientação do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que determinou que sejam apresentados ao TCU todos os esclarecimentos sobre o uso do cartão de compras no âmbito da Presidência da República. Nesse sentido, quero informar que os trabalhos do TCU já se iniciaram e transcorrem com total colaboração e integração mútuas.
Swedenberger Barbosa
Secretário-executivo da Casa Civil
Brasília, DF

 

Tales Alvarenga

Ao tratar do Mercosul, o colunista esquece os benefícios do processo de integração, que fizeram da Argentina um de nossos três maiores parceiros comerciais ("O melhor dos piores", 1º de setembro). Ao comentar o Grupo de Amigos para a Venezuela, desconhece que a iniciativa brasileira visou a dar apoio à atuação do secretário-geral da OEA, teve permanente preocupação de equilíbrio e prestou contribuição fundamental à realização do referendo revocatório presidencial naquele país. O Brasil não propôs a criação de um grupo dos "Amigos de Cuba", mas sim a abertura de um diálogo do Grupo do Rio com Cuba. Tal proposta recebeu o apoio da grande maioria dos presentes àquela reunião e foi posteriormente aprovada nos Comunicados Conjuntos das visitas do presidente Lula ao Chile e ao Equador.
Ricardo Neiva Tavares
Chefe da assessoria de imprensa do gabinete do ministro das Relações Exteriores
Brasília, DF

 

Maria Amélia Bogéa

Lida nas entrelinhas, a matéria "Espeta, amassa..." (1º de setembro) permite detectar uma sutil e fina ironia em relação aos métodos terapêuticos e à conduta da doutora Maria Amélia Bogéa. Entretanto, para o público leigo e para os médicos mais jovens, há grande risco de ser interpretada como a fórmula mágica do sucesso profissional. A receita possui, entre outros, os seguintes ingredientes: mande a ética às favas e cite nominalmente seus clientes e os tratamentos realizados; empregue métodos desprovidos de qualquer respaldo científico; sirva champanhe no seu consultório, afinal o marketing prevalece sobre a competência profissional. Enfim, uma aula completa sobre como os médicos (em geral) e os dermatologistas (em particular) não devem se portar.
Bernardo Gontijo
Professor de Dermatologia da Universidade Federal de Minas Gerais
Belo Horizonte, MG

A Sociedade Brasileira de Dermatologia esclarece que a doutora Maria Amélia Bogéa não é dermatologista. Ela não tem título de especialista registrado no Cremerj e não é associada da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Marcio Rutowitsch
Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Rio de Janeiro, RJ

 

Stephen Kanitz

Como diretor-presidente de uma ONG que atende principalmente crianças, idosos, animais abandonados (em comunidades carentes) e moradores de rua, senti-me muito sensibilizado com a brilhante coluna "Ensinando a pescar" (Ponto de vista, 1º de setembro). Nós, que estamos na rua diariamente e vemos a carência das pessoas, não só de pão, mas principalmente de carinho e atenção, optamos por realizar o "mero assistencialismo", como menciona o querido Stephen Kanitz, e temos muito orgulho dessa opção. Infelizmente, num país de miseráveis, para muitos a necessidade do "peixe" é tamanha que não temos tempo de "ensiná-los a pescar" antes de lhes saciar outras necessidades vitais.
Alex Cardoso de Melo
Diretor-presidente Projetos Sociais Meu Sonho Não Tem Fim
Por e-mail

 

André Petry

Até os 44 minutos do segundo tempo o artigo "Baixem a bola" (1º de setembro) tinha tudo para ser um sucesso, mas ao afirmar que o locutor Galvão Bueno nunca terminou um jogo antes do fim André Petry mostra que não assistiu à final da Copa América de 2004 entre Brasil e Argentina.
Carlos Benetti
Curitiba, PR

 

Erin Brockovich

Só faltou Brockovich esclarecer que a sentença contra a empresa PG&E foi obtida através da arbitragem. Aqui no Brasil o receio pelo novo ainda é um dos entraves para a sua maior procura pelos advogados. A Lei Federal 9.307/96 está no seu embrião, mas ainda chegaremos lá (Amarelas, 1° de setembro).
Luiz Sérgio Martins Wosiack
Relações-públicas da Câmara de Mediação e Arbitragem
Cascavel, PR

 

Daiane dos Santos

Daiane deveria estar na coluna Sobe, pela sua postura ao perder a medalha. Daiane pode ter perdido uma batalha, mas mostrou que já ganhou a guerra da vida (Desce, 1º de setembro).
Carlos Barbosa
São Paulo, SP

 

CORREÇÕES: Ao contrário do que foi publicado na reportagem "A gorda campanha do PT" (1º de setembro), a agência Loducca não está trabalhando na campanha eleitoral do partido em Londrina, Ponta Grossa, Maringá e Cruzeiro do Oeste. O número de telefone correto da empresa Coopergarçons é (51) 3226-8113, e não o informado na reportagem "Os donos da festa", publicada em VEJA Superguia Porto Alegre (agosto). O jogo amistoso que Pelé fez pelo Santos na Nigéria, parando o país em guerra, aconteceu em 1969, e não em 1967, como informou a matéria "Um gol de placa" (25 de agosto).

 

 

Brasil com S

Sobre o quadro "Brasil, Brazil" (25 de agosto), o leitor Geraldo Pedrosa dos Santos, de João Pessoa, na Paraíba, escreveu: "Acredito que houve um lapso na afirmação de que o Brasil só padronizou a grafia do próprio nome com S em 1943". Geraldo cita o acordo entre a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa, de 1931, que resultou no Decreto nº 20108, de 15 de junho, assinado pelo presidente Getúlio Vargas. O professor José Willemann, da UniCEUB, confirma o que diz o leitor e ilustra melhor o caso. Embora a Academia Brasileira de Letras fosse contra, o Código Civil de 1916 já grafara Brasil com S, "consubstanciando a forma usada nas leis portuguesas do século XVI e mais de acordo com a etimologia", ensina Willemann (Código Civil de 1916: Brasil por Brazil). "Em 1931 ainda permanecia a dúvida: Brasil ou Brazil? O Acordo Ortográfico Luso-Brasileiro, aprovado pelo Decreto nº 20108, resolveu-a com a seguinte regra: 'Fixar a grafia usualmente dubitativa das seguintes palavras, seus derivados e afins: Brasil e não Brazil (...)' ", escreveu Willemann.

 
 
 
 
topovoltar