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Cartas
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"Exemplos
como o Jornal Nacional e profissionais do calibre de
Bonner e Fátima são mais que suficientes para
nortear a atividade jornalística nacional."
Hid Hishinuma
Niterói,
RJ
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Jornal
Nacional
Quero registrar
minha repulsa às declarações de Armando Nogueira
sobre a edição do debate Collor x Lula. Mentiroso,
ele não tem autoridade moral para me acusar de nada ("A guerra
atrás das câmeras", 1º de setembro). Na verdade,
o que Armando pretende é desviar o foco da discussão
sobre a história do JN, para que não venha
à luz a participação dele, como diretor de
jornalismo da Globo, no período da ditadura. Sei que essas
lembranças dos "tempos de chumbo" atormentam a consciência
dele. Esclareço que os dois episódios que provocaram
críticas e polêmicas cobertura da campanha das
diretas e edição do debate não aconteceram
no período em que dirigi a Central Globo de Jornalismo. E
reafirmo: não participei da edição do debate
Collor x Lula.
Alberico
de Sousa Cruz
Rio
de Janeiro, RJ
Sobre minha
participação na edição do último
debate da campanha presidencial de 1989, exibida no Jornal Nacional,
gostaria de fazer três observações. No depoimento
que dei para o livro Jornal Nacional A Notícia
Faz História, assumi a responsabilidade parcial pela
edição. Tendo recebido ordens dos então editor
de política e diretor de telejornais de rede, Ronald de Carvalho
e Alberico de Souza Cruz, eu poderia simplesmente me eximir, alegando
tais determinações superiores. Mas não seria
honesto. Todo jornalista deve ser responsável pelo que publica
ou transmite. Não agi à revelia, mas sob o comando
de dois dos meus superiores, como a revista informa. Ronald e Alberico
é que agiram à revelia dos diretores da Central Globo
de Jornalismo, seus superiores, Alice-Maria e Armando Nogueira.
Octavio Tostes
São
Paulo, SP
VEJA atribui
a funcionários antigos da Globo a afirmação
de que fui transferido de sede na Copa de 1978 porque tinha dificuldade
de pronunciar o nome da cidade de Rosário. Não é
verdade. Fiquei na subsede, com meu sotaque nordestino, até
o final. Só fui para Buenos Aires no jogo de decisão
da Copa, quando a sede de Rosário já estava desativada.
Mantive sempre o meu sotaque de origem sertaneja, na Argentina,
nas outras três Copas de cujas coberturas participei pela
Globo e em mais de 2.000 reportagens que fiz nos cinco continentes.
Francisco José
Repórter
da Globo
Recife, PE
Radar
Sobre a
nota "Tempo quente", publicada na seção Radar (1º
de setembro), que relata a reunião que tive com o ministro
Marcos Vilaça, do Tribunal de Contas da União, quero
esclarecer: a conversa se deu de maneira respeitosa, como, aliás,
tem sido a relação entre a Casa Civil e o TCU desde
o início do governo, e ocorreu por orientação
do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que determinou
que sejam apresentados ao TCU todos os esclarecimentos sobre o uso
do cartão de compras no âmbito da Presidência
da República. Nesse sentido, quero informar que os trabalhos
do TCU já se iniciaram e transcorrem com total colaboração
e integração mútuas.
Swedenberger Barbosa
Secretário-executivo
da Casa Civil
Brasília,
DF
Tales Alvarenga
Ao tratar
do Mercosul, o colunista esquece os benefícios do processo
de integração, que fizeram da Argentina um de nossos
três maiores parceiros comerciais ("O melhor dos piores",
1º de setembro). Ao comentar o Grupo de Amigos para a Venezuela,
desconhece que a iniciativa brasileira visou a dar apoio à
atuação do secretário-geral da OEA, teve permanente
preocupação de equilíbrio e prestou contribuição
fundamental à realização do referendo revocatório
presidencial naquele país. O Brasil não propôs
a criação de um grupo dos "Amigos de Cuba", mas sim
a abertura de um diálogo do Grupo do Rio com Cuba. Tal proposta
recebeu o apoio da grande maioria dos presentes àquela reunião
e foi posteriormente aprovada nos Comunicados Conjuntos das visitas
do presidente Lula ao Chile e ao Equador.
Ricardo
Neiva Tavares
Chefe
da assessoria de imprensa do gabinete do ministro das Relações
Exteriores
Brasília,
DF
Maria
Amélia Bogéa
Lida nas
entrelinhas, a matéria "Espeta, amassa..." (1º de setembro)
permite detectar uma sutil e fina ironia em relação
aos métodos terapêuticos e à conduta da doutora
Maria Amélia Bogéa. Entretanto, para o público
leigo e para os médicos mais jovens, há grande risco
de ser interpretada como a fórmula mágica do sucesso
profissional. A receita possui, entre outros, os seguintes ingredientes:
mande a ética às favas e cite nominalmente seus clientes
e os tratamentos realizados; empregue métodos desprovidos
de qualquer respaldo científico; sirva champanhe no seu consultório,
afinal o marketing prevalece sobre a competência profissional.
Enfim, uma aula completa sobre como os médicos (em geral)
e os dermatologistas (em particular) não devem se portar.
Bernardo
Gontijo
Professor
de Dermatologia da Universidade Federal de Minas Gerais
Belo
Horizonte, MG
A Sociedade
Brasileira de Dermatologia esclarece que a doutora Maria Amélia
Bogéa não é dermatologista. Ela não
tem título de especialista registrado no Cremerj e não
é associada da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Marcio Rutowitsch
Presidente
da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Rio
de Janeiro, RJ
Stephen Kanitz
Como diretor-presidente
de uma ONG que atende principalmente crianças, idosos, animais
abandonados (em comunidades carentes) e moradores de rua, senti-me
muito sensibilizado com a brilhante coluna "Ensinando a pescar"
(Ponto de vista, 1º de setembro). Nós, que estamos na
rua diariamente e vemos a carência das pessoas, não
só de pão, mas principalmente de carinho e atenção,
optamos por realizar o "mero assistencialismo", como menciona o
querido Stephen Kanitz, e temos muito orgulho dessa opção.
Infelizmente, num país de miseráveis, para muitos
a necessidade do "peixe" é tamanha que não temos tempo
de "ensiná-los a pescar" antes de lhes saciar outras necessidades
vitais.
Alex Cardoso de Melo
Diretor-presidente
Projetos Sociais Meu Sonho Não Tem Fim
Por
e-mail
André Petry
Até
os 44 minutos do segundo tempo o artigo "Baixem a bola" (1º
de setembro) tinha tudo para ser um sucesso, mas ao afirmar que
o locutor Galvão Bueno nunca terminou um jogo antes do fim
André Petry mostra que não assistiu à final
da Copa América de 2004 entre Brasil e Argentina.
Carlos Benetti
Curitiba,
PR
Erin Brockovich
Só
faltou Brockovich esclarecer que a sentença contra a empresa
PG&E foi obtida através da arbitragem. Aqui no Brasil
o receio pelo novo ainda é um dos entraves para a sua maior
procura pelos advogados. A Lei Federal 9.307/96 está no seu
embrião, mas ainda chegaremos lá (Amarelas, 1°
de setembro).
Luiz Sérgio Martins Wosiack
Relações-públicas
da Câmara de Mediação e Arbitragem
Cascavel,
PR
Daiane dos Santos
Daiane
deveria estar na coluna Sobe, pela sua postura ao perder a medalha.
Daiane pode ter perdido uma batalha, mas mostrou que já ganhou
a guerra da vida (Desce, 1º de setembro).
Carlos
Barbosa
São
Paulo, SP
CORREÇÕES: Ao contrário do que foi
publicado na reportagem "A gorda campanha do PT" (1º de setembro),
a agência Loducca não está trabalhando na campanha
eleitoral do partido em Londrina, Ponta Grossa, Maringá e
Cruzeiro do Oeste.
O número de telefone correto da empresa Coopergarçons
é (51) 3226-8113, e não o informado na reportagem
"Os donos da festa", publicada em VEJA Superguia Porto Alegre
(agosto).
O jogo amistoso que Pelé fez pelo Santos na Nigéria,
parando o país em guerra, aconteceu em 1969, e não
em 1967, como informou a matéria "Um gol de placa" (25 de
agosto).
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Brasil com S
Sobre
o quadro "Brasil, Brazil" (25 de agosto), o leitor Geraldo
Pedrosa dos Santos, de João Pessoa, na Paraíba,
escreveu: "Acredito que houve um lapso na afirmação
de que o Brasil só padronizou a grafia do próprio
nome com S em 1943". Geraldo cita o acordo entre a Academia
Brasileira de Letras e a Academia das Ciências
de Lisboa, de 1931, que resultou no Decreto nº
20108, de 15 de junho, assinado pelo presidente Getúlio
Vargas. O professor José Willemann, da UniCEUB,
confirma o que diz o leitor e ilustra melhor o caso.
Embora a Academia Brasileira de Letras fosse contra,
o Código Civil de 1916 já grafara Brasil
com S, "consubstanciando a forma usada nas leis portuguesas
do século XVI e mais de acordo com a etimologia",
ensina Willemann (Código Civil de 1916: Brasil
por Brazil). "Em 1931 ainda permanecia a dúvida:
Brasil ou Brazil? O Acordo Ortográfico Luso-Brasileiro,
aprovado pelo Decreto nº 20108, resolveu-a com
a seguinte regra: 'Fixar a grafia usualmente dubitativa
das seguintes palavras, seus derivados e afins: Brasil
e não Brazil (...)' ", escreveu Willemann.
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