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8 de agosto de 2007
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TELEVISÃO

BBC NHU/Divulgação
Planeta Terra: depois desta série
da BBC, o documentário sobre a
natureza não será mais o mesmo


Planeta Terra
(estréia no sábado, dia 11, às 20h, no Discovery) – A série da rede inglesa BBC representa, sem exagero, um divisor de águas nos documentários sobre a natureza. Por cinco anos, seus realizadores captaram imagens das principais paisagens selvagens do planeta, dos oceanos aos desertos e cordilheiras. Para além de oferecer um panorama tão amplo, Planeta Terra impressiona pelo visual: as filmagens em alta definição desnudam o mundo animal por ângulos sensacionais. Boa parte desse tour de force de onze horas já foi exibida na TV paga (e trechos dela também chegaram ao Fantástico, na Rede Globo). Mas faltava essa última fornada de três episódios, em que os produtores voltam aos ecossistemas que já haviam visitado para investigar os efeitos nocivos do aquecimento global.

 

DVD

Divulgação
Últimos Dias: a desintegração de Kurt Cobain


Últimos Dias
(Last Days
, Estados Unidos, 2005. Warner) – Depois de dramatizar de maneira brilhante a tragédia da escola de Columbine em Elefante, o diretor Gus Van Sant aplica as mesmas estratégias ao suicídio do cantor Kurt Cobain, líder do Nirvana, que se matou com um tiro em 1994. Visto quase sempre de costas, caminhando para cá e para lá e balbuciando frases ininteligíveis, "Blake" (o nome fictício que Cobain, interpretado por Michael Pitt, ganha no filme) se move dentro de algum pesadelo particular, observado mas quase nunca abordado por um grupo de amigos que está com ele numa mansão dilapidada no campo. A narrativa é tão anticonvencional quanto a de Elefante, embora seu impacto, aqui, seja consideravelmente menor. Ainda assim, Van Sant tem sucesso em captar o "lado B" de um pop star – ou seja, sua desintegração psicológica.

 

LIVROS

A Interpretação do Assassinato, de Jed Rubenfeld (tradução de Paulo Schiller; Companhia das Letras; 480 páginas; 53 reais) – Sigmund Freud, o criador da psicanálise, visitou os Estados Unidos apenas uma vez, em 1909, e não levou uma impressão das mais favoráveis do país. Em seu primeiro romance, Jed Rubenfeld – especialista em direito constitucional, que dá aulas na Universidade Yale – compôs uma envolvente história policial em torno dessa visita. No dia seguinte à chegada de Freud, uma mulher é assassinada por estrangulamento. Uma segunda vítima escapa do assassino, mas, assolada por uma crise histérica, não consegue se recordar do ataque. É para ajudá-la a lembrar que um psicanalista americano começa a tratá-la – e acaba envolvendo o próprio Freud na investigação. Leia trecho.

 
Jean-Christian Boucart/Getty Images
Vonnegut: um "repórter do além" que não agrada só a hippies e doidões

Deus O Abençoe, Dr. Kevorkian (tradução de S. Duarte; Record; 80 páginas; 28 reais) – Morto em abril deste ano, aos 84 anos, Kurt Vonnegut era amado por hippies e doidões, principalmente por causa de Matadouro 5, romance que realizou uma curiosa mistura de sátira social, ficção científica e militância pacifista. Mas não é preciso pertencer a nenhuma tribo "alternativa" para admirar a irreverência do escritor americano, muito bem representada nos 21 textos coletados em Deus O Abençoe, Dr. Kevorkian. Vonnegut se apresenta como um "repórter do além", que, com a ajuda do médico Jack Kevorkian – o polêmico defensor da eutanásia –, passa por uma série de experiências de "quase-morte". Do lado de lá, ele entrevista um time eclético de personalidades, de William Shakespeare e Isaac Newton a Adolf Hitler. Leia trecho.

 
Uf Andersen/Getty Images
Palahniuk: dezoito escritores aprisionados em um pesadelo

Assombro, de Chuck Palahniuk (tradução de Paulo Reis; Rocco; 388 páginas; 49,50 reais) – Um grupo de dezoito aspirantes a escritor responde a um anúncio que promete um "retiro criativo" de três meses, durante os quais será possível se dedicar integralmente aos contos, romances, poemas e roteiros que cada um sonha realizar. Mas o tal retiro é uma armadilha: os desgraçados autores são aprisionados dentro de um teatro abandonado, onde devem lutar para sobreviver pelos noventa dias. Assombro entremeia a narrativa dos padecimentos dos escritores com os textos que eles produzem nessa situação extrema – todos repletos de aberrações sexuais e situações bizarras, marcas registradas de Palahniuk, autor de Clube da Luta. Leia trecho.

 

DISCOS

 
Divulgação
Velvet Revolver: um pouco de Guns N'Roses, outro tanto de Stone Temple Pilots – agora na calibragem certa

Libertad, Velvet Revolver (Sony BMG) – Formada por uma união entre o que restou do Guns N'Roses original e a voz de Scott Weiland, do Stone Temple Pilots, a banda Velvet Revolver se mostra mais madura e coesa neste seu segundo álbum. Boa parte dessa evolução que se verifica em Libertad vem do antigo produtor do Pilots, que calibra a participação dos integrantes do grupo de forma a obter mais força e textura em canções como Let It Roll, que abre o disco com vigor, e She Builds Quick Machines, que mostra que, para o guitarrista Slash, os anos 80 ainda não se foram por completo. O título Libertad nada tem de político: fala do dilema pessoal de Weiland, a luta contra as drogas – ainda.

 

 

Fontes: Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Saraiva; Campinas: Laselva, Fnac; Campo Grande: Leitura; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense; Fortaleza: Laselva; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva; Londrina: Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Manaus: Laselva; Natal: Laselva; Navegantes: Laselva; Porto Alegre: Cultura, Livrarias Porto, Saraiva; Porto Seguro: Laselva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva, Travessa; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livraria da Vila, Nobel, Saraiva; Teresina: Laselva; Vitória: Laselva, Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Submarino.
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