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8 de agosto de 2007
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Morreram: Michelangelo Antonioni, diretor italiano que, nos anos 60 e 70, foi o maior expoente de um cinema de cunho existencialista. Nascido em Ferrara, estudou economia e trabalhou como crítico antes de se lançar na direção. Nos anos 50, pagou tributo ao neo-realismo. Na virada da década, sua obra evoluiu para um tom profundamente pessoal. A chamada "trilogia em preto-e-branco", composta de A Aventura, A Noite e O Eclipse, rodada entre 1960 e 1962 e inspirada na beleza angulosa e marcante de sua musa, Monica Vitti, é o exemplo maior das qualidades que fizeram de Antonioni um cineasta único: composições aparentadas da arquitetura modernista na geometria e na simetria; o ritmo que parecia advir dos personagens mais do que ser imposto pelo diretor; e a obsessão da erosão da identidade. Seus protagonistas estão sempre em busca de quem são e do que querem – mas raramente encontram uma resposta. Esse tema seria também o centro da etapa posterior de seu trabalho na qual se destacam Depois Daquele Beijo, Zabriskie Point e Profissão: Repórter, filme admirado por dez entre dez cineastas. A partir daí, seu talento começou a se obscurecer (há quem diga que seu cinema nunca mais foi o mesmo desde que Monica Vitti o deixou; se é esse o caso, há que perdoá-lo). Em 1985, um derrame lhe tirou a fala. Ele continuou a trabalhar, mas sem produzir algo comparável às suas trilogias. Dia 30, em Roma, aos 94 anos, de causas não reveladas.

• o ator francês Michel Serrault. Em cinco décadas, ele interpretou centenas de personagens, da comédia à tragédia, com competência invejável. Consta que, na juventude, pretendeu ser padre – mas, depois de alguns dias no seminário, apaixonou-se por uma moça e, com muita sensatez, percebeu que não era bem essa sua vocação. Seu maior sucesso foi Zaza, o transformista de A Gaiola das Loucas, de 1978. Dia 29, em Honfleur, aos 79 anos, de câncer.

AP
Ponte sobre o Mississippi: na queda, cinco mortos e oito desaparecidos


Desabou:
na cidade de Minneapolis, no Meio-Oeste americano, uma ponte sobre o Rio Mississippi. A estrutura cedeu na hora do rush, derrubando carros, ônibus e caminhões. Cinco pessoas morreram, cerca de setenta se feriram e, 48 horas depois, oito ainda estavam desaparecidas. Dia 1º, nos Estados Unidos.

Advertido: pela Comissão de Ética Pública o assessor do Planalto Marco Aurélio "Top Top Top" Garcia. Ele comemorou com gestos obscenos a notícia de que o Airbus da TAM acidentado em Congonhas tinha um reverso defeituoso. Dia 30 de julho, em Brasília.

Cassado: pela Justiça Eleitoral da Paraíba o mandato do governador Cássio Cunha Lima, do PSDB. Ele é acusado de distribuir dinheiro para eleitores em 2006. Como recorreu, ficará no cargo até que seu pedido seja julgado. Dia 30, em João Pessoa.

Detidos: os boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que desertaram da delegação de seu país durante os Jogos Pan-Americanos. Encontrados sem passaporte em Araruama, no litoral fluminense, devem ser deportados. Dia 2, em Niterói.

Compradas: pela Vivo a Telemig e a Amazônia Celular. Com a operação, de 1,2 bilhão de reais, a Vivo consolidou sua liderança em celulares. Dia 2, em São Paulo.

• pelo grupo News Corp. a Dow Jones, proprietária do The Wall Street Journal, o jornal financeiro mais influente dos Estados Unidos. Com o negócio, de 5 bilhões de dólares, o empresário de origem australiana Rupert Murdoch passou a comandar a publicação, fundada e dirigida pela família Bancroft desde 1889. Dia 1°, em Nova York.

Fincou: sua bandeira, a 4.200 metros de profundidade no mar do Pólo Norte, a Rússia. Ao enviar a primeira missão tripulada às profundezas da região, o país quis se apossar do local, sob a duvidosa alegação de que a cordilheira submarina do pólo faz parte da Sibéria. Rica em petróleo, gás, ouro e diamantes, a área é disputada também por Estados Unidos, Noruega, Canadá e Dinamarca. Dia 2.

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