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Edição 2020

8 de agosto de 2007
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Cartas

"Falha de material, do aeroporto ou humana – isso já é parte do triste passado. O momento é de olhar o futuro com mais responsabilidade, para evitar tragédias iguais."
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP


A tragédia de Congonhas

Parabéns a VEJA pela reportagem. Os acidentes ocorridos nas Filipinas e em Taipei com o Airbus do mesmo modelo deixam claro que houve em Congonhas uma sucessão de erros. Primeiramente da própria empresa fabricante do modelo, a Airbus, que não procurou reparar os problemas após os dois episódios (talvez não fosse economicamente viável). Depois vem a falta de competência do governo em nomear pessoas capacitadas para as funções que exercem. Em seguida, a ignorância em perceber que a pista de Congonhas não possui estrutura suficiente para sustentar a demanda de vôos, uma vez que, se a pista fosse maior e tivesse uma área de escape, como nas Filipinas e em Taipei, a proporção do desastre teria sido muito, mas muito menor mesmo ("A tragédia, segundo as caixas-pretas", 1º de agosto).
Cleverson Ribeiro Borges
São Francisco do Sul, SC

Não resta a menor dúvida de que a falta de uma área de escape determinou a tragédia. É exatamente nesse ponto que entra o descaso do governo, pois Congonhas já deveria estar fechado para as grandes aeronaves desde que Guarulhos entrou em funcionamento. O mais grave em tudo isso é que, mesmo tendo acontecido o maior desastre com aviões no Brasil, nenhuma providência definitiva para prevenir novas tragédias foi tomada.
Djalma Alves Gomes
Salvador, BA

Sou engenheiro, filho de comandante morto em acidente aéreo (Companhia Real, em 1958), e gostaria de ressaltar que o ser humano e também as máquinas são passíveis de falhas. As soluções para minimizar o problema de pista "curta" já eram conhecidas. Até quando o piloto continuará a ser culpado e quantas mortes serão necessárias para priorizar a segurança em detrimento do lucro imediato?
Luiz Roberto S. da Fonseca
Por e-mail

VEJA vem a público, mais uma vez, esclarecer os fatos: a reportagem deixa bastante claro que a "falha humana" por si só não seria responsável por tamanha tragédia. À memória do comandante Kleyber Lima e aos seus familiares não cabe imputar o peso de tão grande dor. A incompetência e o descaso das autoridades, a falta de vontade de solucionar problemas, esses, sim, são os grandes vilões.
Alba M. S. Miranda
Belo Horizonte, MG

Se um reverso é desativado, o que requer um procedimento fora do habitual e já causou dois outros acidentes, sem que nenhuma medida fosse tomada, a ponto de originar um terceiro, pode-se chamar a isso "falha humana"?
Andréa Barros
São Luís, MA

Ainda que uma falha do piloto tenha realmente ocorrido, é bom lembrar que ela foi só a última de uma série de erros, irresponsabilidades e desmandos de todos os lados, que se somaram para que a tragédia do vôo da TAM tivesse corpo. E, de todos os envolvidos, o piloto era o único em condição humana de errar e assumir as conseqüências, portanto o mais interessado em evitar que ela ocorresse.
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP

 

O caos no setor aéreo

Muito oportuna a sugestão de uma consultoria para resolver os problemas do caos aéreo ("É hora de buscar uma consultoria", 1º de agosto). Afinal, já que nossos governantes não conseguem chegar a uma solução plausível e ficam nesse jogo de empurra, que passem o comando a quem tem inteligência, habilidade e competência, e poupem nossas vidas.
Juliene Maldonado Orosco
Presidente Prudente, SP

A transferência de 151 vôos de Congonhas para Guarulhos só mudou o problema de localidade. Solução que é bom, nada. O Aeroporto de Cumbica está tão obsoleto e precário quanto o da capital paulista. Reformas urgentes terão de ser feitas para que uma nova tragédia não aconteça. O grande problema nesse caos aéreo não está na infra-estrutura aeroportuária, e sim nas pessoas incapacitadas para gerir o sistema.
Evandro Kinosita
São Paulo, SP

Os comentários do (ex)presidente da Infraero, José Carlos Pereira, afirmando que especialistas internacionais no setor aéreo "são uns imbecis querendo se meter" e que "não precisamos de ajuda nenhuma", ilustram a incapacidade e o despreparo total tanto dele mesmo quanto da Infraero.
Elmar Gans
Munique, Alemanha

O que o presidente da Infraero disse é uma espécie de afronta para conosco, pois o próprio governo admite que estamos vivendo uma crise no setor aéreo. A crise é nossa, mas será que nossos governantes têm realmente condições de solucioná-la? Será que realmente não precisamos de ajuda?
Leonardo de Moraes Guimarães
São José dos Quatro Marcos, MT

 

Novo ministro da Defesa

O "faça ou saia" do ministro da Defesa, Nelson Jobim, soou como arrogância e jogo de cena para a platéia sofrida dos familiares das vítimas de Congonhas. Ver o senhor ministro inspecionando, de capacete, o terrível cenário da tragédia, inclusive apontando o dedo, nos remete ao costume nacional de embromar e enganar deslavadamente o povo brasileiro ("Promiscuidade na Anac", 1º de agosto).
Gênio Eurípedes
Jataí, GO

Na posse do novo ministro da Defesa, Lula demonstrou publicamente seu medo das viagens de avião ao afirmar que entrega sua sorte nas mãos de Deus. Ele já não conseguia voar tranqüilamente antes da lamentável tragédia ocorrida em Congonhas. E agora? Será que vai comprar um iate ou um ônibus para fazer suas viagens?
Ricardo Ruzza
Cascavel, PR

Na solenidade de posse do ministro Nelson Jobim aconteceu algo para lá de indecente. Não se sabe por quê, todos ali riam. Lula ria. Nelson Jobim ria. Tarso Genro ria. Guido Mantega ria. Celso Amorim ria. Juniti Saito ria. Marco Aurélio Garcia ria e até mesmo o demitido Waldir Pires ria. Do que será que Pires ria? Da descompostura que Jobim passou nele na frente de todos? O país em luto e eles rindo da cara da nação.
Rodrigo Borges de Campos Netto
Brasília, DF

Sou leitor de VEJA desde a sua criação. Sempre admirei o caráter combativo e a capacidade de análise das grandes questões nacionais refletidos no elevado espírito público e na qualidade do seu jornalismo. Compartilho, também, a opinião de um dos seus mais brilhantes colaboradores, Millôr Fernandes: "Jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados". No entanto, diante de notícias que têm saído a meu respeito, devo esclarecer que as atividades de consultoria que exerci no passado não implicam nenhuma ilegalidade nem me retiram a necessária isenção, serenidade e imparcialidade que meus valores morais e familiares sempre me impuseram.
Josef Barat
Diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
Por e-mail

 

Diogo Mainardi

Este governo não merece trégua, tamanha a sua mediocridade. É impressionante a absoluta e total falta de sensibilidade do presidente e de seus asseclas na cerimônia de posse do ministro Jobim. E ele ainda se considera o maior estadista brasileiro de todos os tempos, atribuindo o pouco que há de bom em sua administração aos próprios méritos e não a governos anteriores ("Morremos todos", 1º de agosto).
Carlos Ernesto Henningsen
Rio de Janeiro, RJ

Não bastou a bofetada na nossa cara na semana anterior? Como muito bem definiu nosso digno senador Pedro Simon, agora tivemos de assistir a uma cena inacreditável, imprópria e desrespeitosa de risos e brincadeiras numa hora tão dolorosa para nós gaúchos. Diogo, parabéns pela definição como "o espetáculo mais indecoroso da história política brasileira".
Maria Izabel de Ugalde M. da Rocha
Santa Maria, RS

Enquanto o Rio contava as medalhas do Pan, São Paulo contava os mortos da TAM. Aplausos para os atletas e vaias para o presidente. Resultado final: 161 x 199. Ganhou a incompetência.

Osvaldo N. Tominaga
Tubarão, SC

Os risos, as tiradas ridículas do senhor presidente e apadrinhados, as cenas de escárnio, as atitudes na posse e as condecorações (do quê?) pós-acidente me fazem sentir nojo e desespero por perceber que realmente estamos no fundo do poço. Somente um poder maior para dar um basta nessa tirania e palhaçada. Que Deus nos ajude!
Walter P. Azevedo
Jaboticabal, SP

Não há dignidade que resista a tanta dor e humilhação. Iremos antes de Lula e sua gente, até porque Deus gosta de pessoas com sentimentos e gestos nobres, e o diabo, com certeza, prefere que seus risonhos aliados continuem no comando da sua sucursal em Brasília.
Joana Célia Mendes Malta de Souza
Uberaba, MG

Não é necessário gostar de Diogo Mainardi para, eventualmente, concordar com ele. É o meu caso (que ele me perdoe). Como seria delicioso lê-lo se os eufemismos que usa, referindo-se às personalidades que menciona, pudessem, sem arranhar a ética e o bom gosto, ser trocados pelos adjetivos chulos que a nossa classe dirigente está por merecer.
Azize Dibo Neto
Florianópolis, SC

 

Renan Calheiros

Mesmo que o senador prove lastro financeiro, num país sério isso não seria justificativa para uma empreiteira, por meio de seu lobista, pagar-lhe as contas. Qualquer investigação séria descobriria os reais motivos da generosidade da Mendes Júnior. Além disso, a possibilidade da renúncia e o retorno futuro ao Congresso são algo absurdo ("Contagem regressiva", 1º de agosto).
Fabricio Simão Fontana
Vitória, ES

Eu gostaria que os nossos homens públicos entendessem que deles não se espera apenas que sejam honestos e íntegros, que mantenham conduta ilibada e que realmente se preocupem com o bem-estar social. Espera-se que provem sempre ter essas e outras qualidades dignas para ocupar os cargos que ocupam. O senhor Renan e outros do Parlamento brasileiro fazem justamente o contrário: posam de respeitáveis, agem como Fernandinho Beira-Mar e querem que todos acreditemos no que não são.
Welder Valsini Calazans Medeiros
Brasília, DF

Alguém deve dizer a esse senhor que ele não serve mais para ser nosso funcionário. Respeito a opinião que tem sobre a situação, mas ele nos deve respeito também. Faltou ética, entre outras coisas. Por muito menos uma cidadã como eu seria presa. Ele deveria manter o mínimo de dignidade, ir cuidar da filhinha e continuar criando gado.
Marlise Zenzen
Goiânia, GO

O senador Renan Calheiros me parece um morto-vivo que teima em não deitar em seu caixão. Começo a acreditar que muito em breve o certo será o desonesto e os honestos serão os otários da nação. A frase não é minha, mas de um jovem de 18 anos, que me parece começar a entender o que move este país, e isso é péssimo. Esses ladrões de gravata estão mostrando um caminho perigoso aos jovens.
Miguel Ramalho
Fortaleza, CE

 

Stuart Gilman

Em meus quinze anos como assinante, não me lembro de ter lido uma entrevista tão clara e precisa sobre corrupção como a do senhor Stuart Gilman (Amarelas, 1º de agosto), chefe do Programa Global da ONU contra a Corrupção. Depois de lê-la, posso assegurar que, de todos os presidentes eleitos até aqui, Lula é o que mais contribuiu para o aumento da corrupção em nosso país. Em uma ocasião avaliza a corrupção, como fez numa entrevista na França, em outra nomeia para cargos de confiança pessoas sem o menor preparo para a função (vários de seus colaboradores mais próximos já foram pilhados metendo a mão no alheio). Criou mais de duas dezenas de estatais, inchando o estado brasileiro com mais de 180.000 novos servidores. Por fim, não move uma palha para reduzir o número de cargos (mais de 20.000) que um presidente brasileiro tem direito a nomear no exercício de seu mandato. Num ambiente desses não há como não ocorrer aumento da corrupção.
Francisco Rodrigues Neto
Paulo Afonso, BA

Concordo plenamente com o senhor Stuart Gilman quando ele diz que "é preciso combinar prevenção e punição" para combater a corrupção. Uma pena que continuemos a assistir, no cenário nacional, ao sórdido desfile da impunidade daqueles que, "relaxando e gozando", insultam o cidadão de bem e escarnecem das mazelas do país. Parabéns a VEJA por tão esclarecedora entrevista.
José de Arimateas de Sousa Nunes
Santa Luz, PI

O cientista político Stuart Gilman afirma que "corrupção não é um crime sem vítimas". No acidente de Congonhas, as vítimas foram 200. Ou há alguma dúvida quanto ao interesse da Infraero em construir luxuosos terminais, em vez de investir em segurança?
Ian de Porto Alegre Muniz
Rio de Janeiro, RJ

Sim, corrupção tem remédio, desde que haja fiscais qualificados, mas o que fazer quando o fiscal-mor comunga com a corrupção? Lideranças sindicais ficam ricas do dia para a noite, e ninguém se propõe a fazer algo por quê?
Edivelton Tadeu Mendes
São Paulo, SP

 

Colômbia

Gostaria de cumprimentar a equipe de VEJA pela excelente reportagem "Colômbia. Depois de domar o crime, o país renasce para a modernidade" (1º de agosto). Estive recentemente naquele país, onde fiquei um mês dando consultoria para uma indústria automobilística. Nesse período, pude constatar que a Colômbia é muito diferente do que as pessoas imaginam. Medellín, apesar de ter ficado estigmatizada como a "capital da violência", hoje é uma cidade bastante segura, com uma qualidade de vida superior à de muitas cidades do mesmo porte. VEJA foi fiel aos dados e fatos, o que reforça o seu compromisso de fazer jornalismo transparente e com qualidade.
Caio Alexandre Jehring
Curitiba, PR

Uma reportagem muito bem elaborada sobre a Colômbia, que retrata o renascimento e o crescimento econômico, político e social do país. Depois de ter superado a guerra interna contra a guerrilha, a Colômbia renasce para a modernidade e a população ganha confiança nos seus governantes. Acredito que novas reportagens sobre outros países latino-americanos em crescimento ajudariam a compreender melhor a atual conjuntura do continente.
Fredy Nilson Garcia Panduro
São Paulo, SP

Estive recentemente, por duas vezes, em Bogotá e Medellín, na Colômbia. É impressionante como eles rapidamente estão controlando a questão da violência urbana. São três as armas usadas pelo governo colombiano: 1) decisão política; 2) presença do estado com políticas sociais nas áreas mais pobres; 3) polícia respeitada, motivada e ostensiva por todos os lugares. A reportagem de VEJA retrata fielmente o que a Colômbia tem feito para acabar com a violência e a delinqüência urbana.
Murilo Cavalcanti
Recife, PE

 

Pan 2007

Ao contrário da maioria da mídia brasileira, VEJA expôs de forma clara e desapaixonada a realidade sobre as conquistas de nossos atletas nos recentes Jogos Pan-Americanos ("Contra hermanos e juvenis é fácil", 1º de agosto). É triste prever que os mesmos que ovacionaram aqueles competidores os criticarão no próximo ano (tal qual fizeram com Daiane dos Santos nas Olimpíadas passadas) caso seus feitos não se repitam.
Bleny Camêlo da Silva
Maceió, AL

O ufanismo tolo destas últimas semanas, coroado pela infeliz decisão de alguns segmentos da mídia de querer valorizar a disputa entre Brasil e Cuba no quadro de medalhas, revelou mais uma face da falta de capacidade do país para sediar eventos esportivos de grande porte. Pobre da nação que necessita de heróis e ainda mais de inimigos imaginários. No lugar das vaias, xingamentos e agressões, que só revelam quanto é preciso criar uma política séria de desenvolvimento esportivo, o brasileiro deveria aplaudir os modelos de competência esportiva que os americanos e os cubanos possuem.
Orlando de Macedo Júnior
Curitiba, PR

O Pan 2007 mostrou ao mundo que nosso país não tem condições de receber um evento importante como as Olimpíadas pelas vaias dadas aos atletas estrangeiros, que estavam tão-somente competindo pelos seus países. O COI seria louco se submetesse atletas olímpicos a essa selvageria antiesportiva.
Marco Antonio Brandão Pontual
Vitória, ES

 

A deserção dos cubanos

A reportagem "A vitória da liberdade" (1º de agosto) traz à vista a face mais cruel da ditadura: a coisificação do ser humano. Que racionalidade há em massacrar os direitos de uma pessoa tratando-a como mercadoria ou investimento? A atitude desses cubanos, que se permitiram correr para a liberdade, serviu para trazer à luz a falência do sistema ditatorial, no qual a vontade do povo não é considerada.
Isaura Capila Martins de Melo
Belo Horizonte, MG

Quando o sonho de grande parte de uma nação é fugir de sua terra natal, isso obviamente indica que o modelo de governo não atende às necessidades do povo. É o que explica o caso da fuga de atletas cubanos no Pan. É inacreditável como alguns poucos políticos alienados e seus cupinchas acreditam que a ilha de Fidel seja uma espécie de paraíso a ser imitado. Minha sugestão para eles é que embarquem para a "Terra Prometida" do senhor Castro e sejam felizes por lá, se é que isso é possível.
Marcos Tadeu Lima
São José dos Campos, SP

 

Veja essa

O presidente Lula disse que, quando fecha a porta do avião, entrega sua sorte a Deus (Veja essa, 1º de agosto). Pois é, caro presidente, aos brasileiros só resta também entregar sua sorte a Deus, uma vez que este governo não tem mais solução. Espero que o povo votante brasileiro, na próxima vez, seja mais responsável.
Ulli Lane
Saint Louis, EUA

Ao contrário de Lula, não tenho medo de voar. Tenho medo é dessa forma de governo que premia com altos cargos quem tem uma carteira do PT e é bem apadrinhado, independentemente de suas qualificações e de sua postura ética.
José Balan Filho
Curitiba, PR

Se o presidente Lula, que se locomove no espaço aéreo nacional e internacional a bordo de aeronave nova, confortável, revisada, entrega sua sorte a Deus, a quem nós, passageiros da agonia, devemos nos entregar?
Maria Dilza M. Camargo
Taguatinga, DF

 

Lya Luft

A escritora Lya Luft faz um retrato emocionante da triste realidade em que vivemos. Lamentavelmente, estamos cercados pelo descaso, pela omissão, irresponsabilidade e incompetência das autoridades governamentais, que deveriam zelar por um futuro decente para este país.
Esmeralda Kiefer
Porto Alegre, RS

Lya Luft é a papisa da palavra. Seus textos são de uma grandeza imensurável. Infelizmente, eles não chegam à massa que vota neste nosso governo. Portanto, vão continuar morrendo desnecessariamente pessoas que amamos tanto.
Cristina Freire
São Paulo, SP

 

Cigarro

Parabéns pela abordagem tão importante em relação à mulher e ao tabagismo ("Largue esse vício logo", 1º de agosto). Infelizmente, nossa sociedade está voltada para a beleza. Enfatizando essa relação estética-saúde-tabagismo se dará mais um incentivo para nossas mulheres desistirem de uma vez por todas desse impacto maléfico que o cigarro exerce.
Rodrigo Ribeiro
Rio de Janeiro, RJ

Em adição à informação tão pertinente do doutor Rogério Bonassi, é importante ressaltar o grande risco da associação entre tabagismo e anticoncepcionais, além da diminuição dos efeitos da terapia hormonal no climatério em mulheres fumantes. Desejo cumprimentar a revista pela publicação de mais um incentivo para as mulheres abandonarem esse vício, que é um inimigo tão nocivo à sua beleza e principalmente à sua qualidade de vida e saúde.
Madalena Bandeira de Mello
Ginecologista
Vitória, ES

Como médico oftalmologista, devo acrescentar à reportagem sobre os malefícios do cigarro que os vasos retinianos, que são artérias e veias terminais na retina, são também bastante prejudicados pelo tabagismo, e muitos médicos, inclusive, se esquecem desse detalhe. A obstrução de um vaso retiniano pode causar uma isquemia da retina ou uma trombose. Ambas as condições podem acarretar diminuição visual e até mesmo cegueira. Por isso, é importante que todos os médicos falem sobre essas alterações para orientar os tabagistas.
Carlos Fabian Seixas de Oliveira
Campos dos Goytacazes, RJ

 

Moda

Apesar de eu saber que os jeans de cintura alta estavam prontos para retornar às prateleiras do mundo inteiro, a reportagem "Será que vai pegar?" (1º de agosto) surpreendeu-me. Essas calças são desconfortáveis, apertam e colocam em evidência os pontos fracos de toda mulher. Mas, assim como tudo no Brasil, com um pouco de persuasão da nossa incrível publicidade elas serão recebidas de maneira bem calorosa por adolescentes, adultos e idosos.
Marianne Caldeira de Faria Santiago, 17 anos
Montes Claros, MG

 

Fafá de Belém

Adorei a pequena entrevista com Fafá de Belém, feita pela repórter Heloisa Joly na seção Holofote ("'É difícil fazer os outros rirem'", 25 de julho). Fafá é uma artista dinâmica e inovadora. Seu potencial é abrangente e cheio de surpresas. Vai ser divertido e curioso ao mesmo tempo vê-la atuando como atriz. Adoraria ver uma entrevista com ela nas Páginas Amarelas de VEJA.
Claudio Jairo Gomes Espindola
Fortaleza, CE

 

Harry Potter

Com toda a certeza posso dizer que Harry Potter criou novos leitores ("Agora acabou", 1º de agosto). Eu, como milhões de outros jovens, tive na série o ponto de partida para uma vida de leitura. J.K. Rowling é certamente uma das escritoras mais talentosas da atualidade, e seus inesquecíveis livros marcarão para sempre a vida de quem os acompanhou do início ao fim. É uma leitura para todas as idades: temas fortes como amor, amizade, sacrifício e morte são tratados com uma profundidade impressionante. Quando tiver filhos, vou dar-lhes os livros.
Felipe Soares Lima Filho
Joinville, SC

 

VEJA.com

Os leitores de VEJA.com (www.veja. com.br) realmente ganharam um excelente presente com o relançamento da área dedicada à educação. E melhor ainda foi a disponibilidade de conteúdos do site para todos. Os nossos agradecimentos. Parabéns aos responsáveis pela feliz idéia.
Maria Dilma Ponte de Brito
Professora
Parnaíba, PI

Parabéns a VEJA pela iniciativa de liberar grande parte do conteúdo do site para não-assinantes. Sou assinante, continuarei a ser e penso que a revista ganhará novos assinantes. Além disso, ganhará cidadãos. Mais pessoas poderão acessar as notícias, os colunistas e o rico acervo da revista. Isso é cidadania. Que o exemplo seja seguido por outros meios de comunicação.
Marcospaulo Viana Milagres
Barbacena, MG

 

Renan Calheiros 2

A propósito da reportagem "Contagem regressiva" (1º de agosto), em que VEJA faz alusão à minha pessoa, quero esclarecer o seguinte: 1) desde o ano 2000 não possuo fazenda nem atividade pecuária em Alagoas; 2) nunca, em tempo algum, mantive quaisquer relações comerciais com a empresa Mafrial citada na aludida matéria; 3) o país inteiro sabe quanto já fui investigado, e nada restou provado contra mim.
Augusto Farias
Deputado federal

Brasília, DF

 

CORREÇÕES: Marina Mantega, e não Mariana, é o nome da filha do ministro da Fazenda (Veja essa, 1º de agosto). Na mesma seção, o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) foi citado erroneamente como deputado federal. Onde se lê "No break at all", na página 64 da edição 2 019 ("A tragédia, segundo as caixas-pretas", 1º de agosto), leia-se "No brake at all".

 

 

NUNCA SE QUEIXE, NUNCA SE EXPLIQUE

O leitor Lincoln José da Costa Leite escreveu: "A frase dita pelo ministro Nelson Jobim ao assumir o Ministério da Defesa – 'Nunca se queixe, nunca se explique, nunca se desculpe. Aja ou saia. Faça ou vá embora' (Veja essa, 1º de agosto) – foi plagiada de outra, atribuída a Henry Ford II: 'Nunca se queixe, nunca se explique' ". Na verdade, não houve plágio. O novo ministro da Defesa citou o autor, o primeiro-ministro britânico Benjamin Disraeli (1804-1881) (Never complain, never explain, never apologize – Nunca se queixe, nunca se explique, nunca se desculpe). Reduzida ou ampliada, a citação de Disraeli foi atribuída a diversas personalidades ao longo do século XX, dos irmãos Kennedy à atriz Katharine Hepburn e a Wallis Simpson, a duquesa de Windsor, por quem Eduardo VIII, da Inglaterra, abdicou, em 1936. A frase tem sido atribuída também a Henry Ford II, como diz o leitor, a ponto de titular sua biografia, publicada por Victor Lasky em 1981: Never Complain, Never Explain: The Story of Henry Ford II.



CRUZAMENTO PERIGOSO

Os leitores Fernando Guahyba, de São Vicente, e Marlene Postner, artista plástica carioca, encaminharam a VEJA e-mails contendo uma foto curiosa, que circulou muito na internet desde o acidente com o Airbus da TAM em Congonhas. A foto é do espantoso aeroporto de Gibraltar – no território britânico localizado na extremidade sul da Península Ibérica, no sul da Europa, fronteira com a Espanha. O lugar é tão acanhado que a pista de pousos e decolagens é cruzada por uma avenida. Quando um avião vai pousar ou decolar, o semáforo fica vermelho, os automóveis param e os motoristas assistem à passagem da aeronave à sua frente.

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