"Falha
de material, do aeroporto ou humana isso já
é parte do triste passado. O momento é
de olhar o futuro com mais responsabilidade, para evitar
tragédias iguais." Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP
A tragédia de Congonhas
Parabéns
a VEJA pela reportagem. Os acidentes ocorridos nas Filipinas
e em Taipei com o Airbus do mesmo modelo deixam claro que
houve em Congonhas uma sucessão de erros. Primeiramente
da própria empresa fabricante do modelo, a Airbus,
que não procurou reparar os problemas após os
dois episódios (talvez não fosse economicamente
viável). Depois vem a falta de competência do
governo em nomear pessoas capacitadas para as funções
que exercem. Em seguida, a ignorância em perceber que
a pista de Congonhas não possui estrutura suficiente
para sustentar a demanda de vôos, uma vez que, se a
pista fosse maior e tivesse uma área de escape, como
nas Filipinas e em Taipei, a proporção do desastre
teria sido muito, mas muito menor mesmo ("A tragédia,
segundo as caixas-pretas", 1º de agosto). Cleverson Ribeiro Borges
São Francisco do Sul, SC
Não resta
a menor dúvida de que a falta de uma área de
escape determinou a tragédia. É exatamente nesse
ponto que entra o descaso do governo, pois Congonhas já
deveria estar fechado para as grandes aeronaves desde que
Guarulhos entrou em funcionamento. O mais grave em tudo isso
é que, mesmo tendo acontecido o maior desastre com
aviões no Brasil, nenhuma providência definitiva
para prevenir novas tragédias foi tomada. Djalma Alves Gomes Salvador, BA
Sou engenheiro,
filho de comandante morto em acidente aéreo (Companhia
Real, em 1958), e gostaria de ressaltar que o ser humano e
também as máquinas são passíveis
de falhas. As soluções para minimizar o problema
de pista "curta" já eram conhecidas. Até quando
o piloto continuará a ser culpado e quantas mortes
serão necessárias para priorizar a segurança
em detrimento do lucro imediato? Luiz Roberto S. da Fonseca Por e-mail
VEJA vem a público,
mais uma vez, esclarecer os fatos: a reportagem deixa bastante
claro que a "falha humana" por si só não seria
responsável por tamanha tragédia. À memória
do comandante Kleyber Lima e aos seus familiares não
cabe imputar o peso de tão grande dor. A incompetência
e o descaso das autoridades, a falta de vontade de solucionar
problemas, esses, sim, são os grandes vilões.
Alba M. S. Miranda Belo Horizonte, MG
Se um reverso é
desativado, o que requer um procedimento fora do habitual
e já causou dois outros acidentes, sem que nenhuma
medida fosse tomada, a ponto de originar um terceiro, pode-se
chamar a isso "falha humana"? Andréa Barros São Luís, MA
Ainda que uma falha
do piloto tenha realmente ocorrido, é bom lembrar que
ela foi só a última de uma série de erros,
irresponsabilidades e desmandos de todos os lados, que se
somaram para que a tragédia do vôo da TAM tivesse
corpo. E, de todos os envolvidos, o piloto era o único
em condição humana de errar e assumir as conseqüências,
portanto o mais interessado em evitar que ela ocorresse. Marcus de Medeiros Matsushita Marília, SP
O caos no setor
aéreo
Muito oportuna
a sugestão de uma consultoria para resolver os problemas
do caos aéreo ("É hora de buscar uma consultoria",
1º de agosto). Afinal, já que nossos governantes
não conseguem chegar a uma solução plausível
e ficam nesse jogo de empurra, que passem o comando a quem
tem inteligência, habilidade e competência, e
poupem nossas vidas. Juliene Maldonado Orosco Presidente Prudente, SP
A transferência
de 151 vôos de Congonhas para Guarulhos só mudou
o problema de localidade. Solução que é
bom, nada. O Aeroporto de Cumbica está tão obsoleto
e precário quanto o da capital paulista. Reformas urgentes
terão de ser feitas para que uma nova tragédia
não aconteça. O grande problema nesse caos aéreo
não está na infra-estrutura aeroportuária,
e sim nas pessoas incapacitadas para gerir o sistema. Evandro Kinosita São Paulo, SP
Os comentários
do (ex)presidente da Infraero, José Carlos Pereira,
afirmando que especialistas internacionais no setor aéreo
"são uns imbecis querendo se meter" e que "não
precisamos de ajuda nenhuma", ilustram a incapacidade e o
despreparo total tanto dele mesmo quanto da Infraero. Elmar Gans Munique, Alemanha
O que o presidente
da Infraero disse é uma espécie de afronta para
conosco, pois o próprio governo admite que estamos
vivendo uma crise no setor aéreo. A crise é
nossa, mas será que nossos governantes têm realmente
condições de solucioná-la? Será
que realmente não precisamos de ajuda? Leonardo de Moraes Guimarães São José dos Quatro
Marcos, MT
Novo ministro
da Defesa
O "faça
ou saia" do ministro da Defesa, Nelson Jobim, soou como arrogância
e jogo de cena para a platéia sofrida dos familiares
das vítimas de Congonhas. Ver o senhor ministro inspecionando,
de capacete, o terrível cenário da tragédia,
inclusive apontando o dedo, nos remete ao costume nacional
de embromar e enganar deslavadamente o povo brasileiro ("Promiscuidade
na Anac", 1º de agosto). Gênio Eurípedes Jataí, GO
Na posse do novo
ministro da Defesa, Lula demonstrou publicamente seu medo
das viagens de avião ao afirmar que entrega sua sorte
nas mãos de Deus. Ele já não conseguia
voar tranqüilamente antes da lamentável tragédia
ocorrida em Congonhas. E agora? Será que vai comprar
um iate ou um ônibus para fazer suas viagens? Ricardo Ruzza Cascavel, PR
Na solenidade de
posse do ministro Nelson Jobim aconteceu algo para lá
de indecente. Não se sabe por quê, todos ali
riam. Lula ria. Nelson Jobim ria. Tarso Genro ria. Guido Mantega
ria. Celso Amorim ria. Juniti Saito ria. Marco Aurélio
Garcia ria e até mesmo o demitido Waldir Pires ria.
Do que será que Pires ria? Da descompostura que Jobim
passou nele na frente de todos? O país em luto e eles
rindo da cara da nação. Rodrigo Borges de Campos Netto Brasília, DF
Sou leitor de VEJA
desde a sua criação. Sempre admirei o caráter
combativo e a capacidade de análise das grandes questões
nacionais refletidos no elevado espírito público
e na qualidade do seu jornalismo. Compartilho, também,
a opinião de um dos seus mais brilhantes colaboradores,
Millôr Fernandes: "Jornalismo é oposição,
o resto é armazém de secos e molhados". No entanto,
diante de notícias que têm saído a meu
respeito, devo esclarecer que as atividades de consultoria
que exerci no passado não implicam nenhuma ilegalidade
nem me retiram a necessária isenção,
serenidade e imparcialidade que meus valores morais e familiares
sempre me impuseram. Josef Barat Diretor da Agência Nacional
de Aviação Civil (Anac) Por e-mail
Diogo Mainardi
Este governo não
merece trégua, tamanha a sua mediocridade. É
impressionante a absoluta e total falta de sensibilidade do
presidente e de seus asseclas na cerimônia de posse
do ministro Jobim. E ele ainda se considera o maior estadista
brasileiro de todos os tempos, atribuindo o pouco que há
de bom em sua administração aos próprios
méritos e não a governos anteriores ("Morremos
todos", 1º de agosto). Carlos Ernesto Henningsen
Rio de Janeiro, RJ
Não bastou
a bofetada na nossa cara na semana anterior? Como muito bem
definiu nosso digno senador Pedro Simon, agora tivemos de
assistir a uma cena inacreditável, imprópria
e desrespeitosa de risos e brincadeiras numa hora tão
dolorosa para nós gaúchos. Diogo, parabéns
pela definição como "o espetáculo mais
indecoroso da história política brasileira".
Maria Izabel de Ugalde
M. da Rocha Santa Maria, RS
Enquanto o Rio contava
as medalhas do Pan, São Paulo contava os mortos da
TAM. Aplausos para os atletas e vaias para o presidente. Resultado
final: 161 x 199. Ganhou a incompetência.
Osvaldo N. Tominaga
Tubarão, SC
Os risos, as tiradas
ridículas do senhor presidente e apadrinhados, as cenas
de escárnio, as atitudes na posse e as condecorações
(do quê?) pós-acidente me fazem sentir nojo e
desespero por perceber que realmente estamos no fundo do poço.
Somente um poder maior para dar um basta nessa tirania e palhaçada.
Que Deus nos ajude! Walter P. Azevedo Jaboticabal, SP
Não há
dignidade que resista a tanta dor e humilhação.
Iremos antes de Lula e sua gente, até porque Deus gosta
de pessoas com sentimentos e gestos nobres, e o diabo, com
certeza, prefere que seus risonhos aliados continuem no comando
da sua sucursal em Brasília. Joana Célia Mendes Malta
de Souza Uberaba, MG
Não é
necessário gostar de Diogo Mainardi para, eventualmente,
concordar com ele. É o meu caso (que ele me perdoe).
Como seria delicioso lê-lo se os eufemismos que usa,
referindo-se às personalidades que menciona, pudessem,
sem arranhar a ética e o bom gosto, ser trocados pelos
adjetivos chulos que a nossa classe dirigente está
por merecer. Azize Dibo Neto Florianópolis, SC
Renan Calheiros
Mesmo que o senador
prove lastro financeiro, num país sério isso
não seria justificativa para uma empreiteira, por meio
de seu lobista, pagar-lhe as contas. Qualquer investigação
séria descobriria os reais motivos da generosidade
da Mendes Júnior. Além disso, a possibilidade
da renúncia e o retorno futuro ao Congresso são
algo absurdo ("Contagem regressiva", 1º de agosto). Fabricio Simão
Fontana Vitória, ES
Eu gostaria que
os nossos homens públicos entendessem que deles não
se espera apenas que sejam honestos e íntegros, que
mantenham conduta ilibada e que realmente se preocupem com
o bem-estar social. Espera-se que provem sempre ter essas
e outras qualidades dignas para ocupar os cargos que ocupam.
O senhor Renan e outros do Parlamento brasileiro fazem justamente
o contrário: posam de respeitáveis, agem como
Fernandinho Beira-Mar e querem que todos acreditemos no que
não são. Welder Valsini Calazans
Medeiros Brasília, DF
Alguém deve
dizer a esse senhor que ele não serve mais para ser
nosso funcionário. Respeito a opinião que tem
sobre a situação, mas ele nos deve respeito
também. Faltou ética, entre outras coisas. Por
muito menos uma cidadã como eu seria presa. Ele deveria
manter o mínimo de dignidade, ir cuidar da filhinha
e continuar criando gado. Marlise Zenzen Goiânia, GO
O senador Renan
Calheiros me parece um morto-vivo que teima em não
deitar em seu caixão. Começo a acreditar que
muito em breve o certo será o desonesto e os honestos
serão os otários da nação. A frase
não é minha, mas de um jovem de 18 anos, que
me parece começar a entender o que move este país,
e isso é péssimo. Esses ladrões de gravata
estão mostrando um caminho perigoso aos jovens. Miguel Ramalho Fortaleza, CE
Stuart Gilman
Em meus quinze
anos como assinante, não me lembro de ter lido uma
entrevista tão clara e precisa sobre corrupção
como a do senhor Stuart Gilman (Amarelas, 1º de agosto),
chefe do Programa Global da ONU contra a Corrupção.
Depois de lê-la, posso assegurar que, de todos os presidentes
eleitos até aqui, Lula é o que mais contribuiu
para o aumento da corrupção em nosso país.
Em uma ocasião avaliza a corrupção, como
fez numa entrevista na França, em outra nomeia para
cargos de confiança pessoas sem o menor preparo para
a função (vários de seus colaboradores
mais próximos já foram pilhados metendo a mão
no alheio). Criou mais de duas dezenas de estatais, inchando
o estado brasileiro com mais de 180.000 novos servidores.
Por fim, não move uma palha para reduzir o número
de cargos (mais de 20.000) que um presidente brasileiro tem
direito a nomear no exercício de seu mandato. Num ambiente
desses não há como não ocorrer aumento
da corrupção. Francisco Rodrigues
Neto Paulo Afonso, BA
Concordo plenamente
com o senhor Stuart Gilman quando ele diz que "é preciso
combinar prevenção e punição"
para combater a corrupção. Uma pena que continuemos
a assistir, no cenário nacional, ao sórdido
desfile da impunidade daqueles que, "relaxando e gozando",
insultam o cidadão de bem e escarnecem das mazelas
do país. Parabéns a VEJA por tão esclarecedora
entrevista. José de Arimateas
de Sousa Nunes Santa Luz, PI
O cientista político
Stuart Gilman afirma que "corrupção não
é um crime sem vítimas". No acidente de Congonhas,
as vítimas foram 200. Ou há alguma dúvida
quanto ao interesse da Infraero em construir luxuosos terminais,
em vez de investir em segurança? Ian de Porto Alegre Muniz Rio de Janeiro, RJ
Sim, corrupção
tem remédio, desde que haja fiscais qualificados, mas
o que fazer quando o fiscal-mor comunga com a corrupção?
Lideranças sindicais ficam ricas do dia para a noite,
e ninguém se propõe a fazer algo por quê?
Edivelton Tadeu Mendes São Paulo, SP
Colômbia
Gostaria de cumprimentar
a equipe de VEJA pela excelente reportagem "Colômbia.
Depois de domar o crime, o país renasce para a modernidade"
(1º de agosto). Estive recentemente naquele país,
onde fiquei um mês dando consultoria para uma indústria
automobilística. Nesse período, pude constatar
que a Colômbia é muito diferente do que as pessoas
imaginam. Medellín, apesar de ter ficado estigmatizada
como a "capital da violência", hoje é uma cidade
bastante segura, com uma qualidade de vida superior à
de muitas cidades do mesmo porte. VEJA foi fiel aos dados
e fatos, o que reforça o seu compromisso de fazer jornalismo
transparente e com qualidade. Caio Alexandre Jehring
Curitiba, PR
Uma reportagem
muito bem elaborada sobre a Colômbia, que retrata o
renascimento e o crescimento econômico, político
e social do país. Depois de ter superado a guerra interna
contra a guerrilha, a Colômbia renasce para a modernidade
e a população ganha confiança nos seus
governantes. Acredito que novas reportagens sobre outros países
latino-americanos em crescimento ajudariam a compreender melhor
a atual conjuntura do continente. Fredy Nilson Garcia Panduro
São Paulo, SP
Estive recentemente,
por duas vezes, em Bogotá e Medellín, na Colômbia.
É impressionante como eles rapidamente estão
controlando a questão da violência urbana. São
três as armas usadas pelo governo colombiano: 1) decisão
política; 2) presença do estado com políticas
sociais nas áreas mais pobres; 3) polícia respeitada,
motivada e ostensiva por todos os lugares. A reportagem de
VEJA retrata fielmente o que a Colômbia tem feito para
acabar com a violência e a delinqüência urbana. Murilo Cavalcanti
Recife, PE
Pan 2007
Ao contrário
da maioria da mídia brasileira, VEJA expôs de
forma clara e desapaixonada a realidade sobre as conquistas
de nossos atletas nos recentes Jogos Pan-Americanos ("Contra
hermanos e juvenis é fácil", 1º de agosto).
É triste prever que os mesmos que ovacionaram aqueles
competidores os criticarão no próximo ano (tal
qual fizeram com Daiane dos Santos nas Olimpíadas passadas)
caso seus feitos não se repitam. Bleny Camêlo da Silva
Maceió, AL
O ufanismo tolo
destas últimas semanas, coroado pela infeliz decisão
de alguns segmentos da mídia de querer valorizar a
disputa entre Brasil e Cuba no quadro de medalhas, revelou
mais uma face da falta de capacidade do país para sediar
eventos esportivos de grande porte. Pobre da nação
que necessita de heróis e ainda mais de inimigos imaginários.
No lugar das vaias, xingamentos e agressões, que só
revelam quanto é preciso criar uma política
séria de desenvolvimento esportivo, o brasileiro deveria
aplaudir os modelos de competência esportiva que os
americanos e os cubanos possuem. Orlando de Macedo Júnior
Curitiba, PR
O Pan 2007 mostrou
ao mundo que nosso país não tem condições
de receber um evento importante como as Olimpíadas
pelas vaias dadas aos atletas estrangeiros, que estavam tão-somente
competindo pelos seus países. O COI seria louco se
submetesse atletas olímpicos a essa selvageria antiesportiva. Marco Antonio Brandão Pontual
Vitória, ES
A deserção
dos cubanos
A reportagem "A
vitória da liberdade" (1º de agosto) traz à
vista a face mais cruel da ditadura: a coisificação
do ser humano. Que racionalidade há em massacrar os
direitos de uma pessoa tratando-a como mercadoria ou investimento?
A atitude desses cubanos, que se permitiram correr para a
liberdade, serviu para trazer à luz a falência
do sistema ditatorial, no qual a vontade do povo não
é considerada. Isaura Capila Martins de Melo Belo Horizonte, MG
Quando o sonho
de grande parte de uma nação é fugir
de sua terra natal, isso obviamente indica que o modelo de
governo não atende às necessidades do povo.
É o que explica o caso da fuga de atletas cubanos no
Pan. É inacreditável como alguns poucos políticos
alienados e seus cupinchas acreditam que a ilha de Fidel seja
uma espécie de paraíso a ser imitado. Minha
sugestão para eles é que embarquem para a "Terra
Prometida" do senhor Castro e sejam felizes por lá,
se é que isso é possível. Marcos Tadeu Lima
São José dos Campos, SP
Veja essa
O presidente Lula
disse que, quando fecha a porta do avião, entrega sua
sorte a Deus (Veja essa, 1º de agosto). Pois é,
caro presidente, aos brasileiros só resta também
entregar sua sorte a Deus, uma vez que este governo não
tem mais solução. Espero que o povo votante
brasileiro, na próxima vez, seja mais responsável. Ulli Lane
Saint Louis, EUA
Ao contrário
de Lula, não tenho medo de voar. Tenho medo é
dessa forma de governo que premia com altos cargos quem tem
uma carteira do PT e é bem apadrinhado, independentemente
de suas qualificações e de sua postura ética. José Balan Filho Curitiba, PR
Se o presidente
Lula, que se locomove no espaço aéreo nacional
e internacional a bordo de aeronave nova, confortável,
revisada, entrega sua sorte a Deus, a quem nós, passageiros
da agonia, devemos nos entregar? Maria Dilza M. Camargo
Taguatinga, DF
Lya Luft
A escritora Lya
Luft faz um retrato emocionante da triste realidade em que
vivemos. Lamentavelmente, estamos cercados pelo descaso, pela
omissão, irresponsabilidade e incompetência das
autoridades governamentais, que deveriam zelar por um futuro
decente para este país. Esmeralda Kiefer
Porto Alegre, RS
Lya Luft é
a papisa da palavra. Seus textos são de uma grandeza
imensurável. Infelizmente, eles não chegam à
massa que vota neste nosso governo. Portanto, vão continuar
morrendo desnecessariamente pessoas que amamos tanto. Cristina Freire
São Paulo, SP
Cigarro
Parabéns
pela abordagem tão importante em relação
à mulher e ao tabagismo ("Largue esse vício
logo", 1º de agosto). Infelizmente, nossa sociedade está
voltada para a beleza. Enfatizando essa relação
estética-saúde-tabagismo se dará mais
um incentivo para nossas mulheres desistirem de uma vez por
todas desse impacto maléfico que o cigarro exerce. Rodrigo Ribeiro
Rio de Janeiro, RJ
Em adição
à informação tão pertinente do
doutor Rogério Bonassi, é importante ressaltar
o grande risco da associação entre tabagismo
e anticoncepcionais, além da diminuição
dos efeitos da terapia hormonal no climatério em mulheres
fumantes. Desejo cumprimentar a revista pela publicação
de mais um incentivo para as mulheres abandonarem esse vício,
que é um inimigo tão nocivo à sua beleza
e principalmente à sua qualidade de vida e saúde. Madalena Bandeira de Mello
Ginecologista
Vitória, ES
Como médico
oftalmologista, devo acrescentar à reportagem sobre
os malefícios do cigarro que os vasos retinianos, que
são artérias e veias terminais na retina, são
também bastante prejudicados pelo tabagismo, e muitos
médicos, inclusive, se esquecem desse detalhe. A obstrução
de um vaso retiniano pode causar uma isquemia da retina ou
uma trombose. Ambas as condições podem acarretar
diminuição visual e até mesmo cegueira.
Por isso, é importante que todos os médicos
falem sobre essas alterações para orientar os
tabagistas. Carlos Fabian Seixas de Oliveira
Campos dos Goytacazes, RJ
Moda
Apesar de eu saber
que os jeans de cintura alta estavam prontos para retornar
às prateleiras do mundo inteiro, a reportagem "Será
que vai pegar?" (1º de agosto) surpreendeu-me. Essas
calças são desconfortáveis, apertam e
colocam em evidência os pontos fracos de toda mulher.
Mas, assim como tudo no Brasil, com um pouco de persuasão
da nossa incrível publicidade elas serão recebidas
de maneira bem calorosa por adolescentes, adultos e idosos. Marianne Caldeira de Faria Santiago, 17 anos
Montes Claros, MG
Fafá
de Belém
Adorei a pequena
entrevista com Fafá de Belém, feita pela repórter
Heloisa Joly na seção Holofote ("'É difícil
fazer os outros rirem'", 25 de julho). Fafá é
uma artista dinâmica e inovadora. Seu potencial é
abrangente e cheio de surpresas. Vai ser divertido e curioso
ao mesmo tempo vê-la atuando como atriz. Adoraria ver
uma entrevista com ela nas Páginas Amarelas de VEJA. Claudio Jairo Gomes Espindola
Fortaleza, CE
Harry Potter
Com toda a certeza
posso dizer que Harry Potter criou novos leitores ("Agora
acabou", 1º de agosto). Eu, como milhões de outros
jovens, tive na série o ponto de partida para uma vida
de leitura. J.K. Rowling é certamente uma das escritoras
mais talentosas da atualidade, e seus inesquecíveis
livros marcarão para sempre a vida de quem os acompanhou
do início ao fim. É uma leitura para todas as
idades: temas fortes como amor, amizade, sacrifício
e morte são tratados com uma profundidade impressionante.
Quando tiver filhos, vou dar-lhes os livros. Felipe Soares Lima Filho
Joinville, SC
VEJA.com
Os leitores de
VEJA.com (www.veja. com.br) realmente ganharam um excelente
presente com o relançamento da área dedicada
à educação. E melhor ainda foi a disponibilidade
de conteúdos do site para todos. Os nossos agradecimentos.
Parabéns aos responsáveis pela feliz idéia. Maria Dilma Ponte de Brito
Professora
Parnaíba, PI
Parabéns
a VEJA pela iniciativa de liberar grande parte do conteúdo
do site para não-assinantes. Sou assinante, continuarei
a ser e penso que a revista ganhará novos assinantes.
Além disso, ganhará cidadãos. Mais pessoas
poderão acessar as notícias, os colunistas e
o rico acervo da revista. Isso é cidadania. Que o exemplo
seja seguido por outros meios de comunicação. Marcospaulo Viana Milagres
Barbacena, MG
Renan Calheiros
2
A propósito
da reportagem "Contagem regressiva" (1º de agosto), em
que VEJA faz alusão à minha pessoa, quero esclarecer
o seguinte: 1) desde o ano 2000 não possuo fazenda
nem atividade pecuária em Alagoas; 2) nunca, em tempo
algum, mantive quaisquer relações comerciais
com a empresa Mafrial citada na aludida matéria; 3)
o país inteiro sabe quanto já fui investigado,
e nada restou provado contra mim. Augusto Farias
Deputado federal
Brasília,
DF
CORREÇÕES:Marina Mantega, e não Mariana, é o nome da
filha do ministro da Fazenda (Veja essa, 1º de agosto).
Na mesma seção, o senador Sérgio Guerra
(PSDB-PE) foi citado erroneamente como deputado federal.
Onde se lê "No break at all", na página 64
da edição 2 019 ("A tragédia, segundo
as caixas-pretas", 1º de agosto), leia-se "No brake at
all".
NUNCA SE QUEIXE,
NUNCA SE EXPLIQUE
O
leitor Lincoln José da Costa Leite escreveu:
"A frase dita pelo ministro Nelson Jobim ao assumir
o Ministério da Defesa 'Nunca se queixe,
nunca se explique, nunca se desculpe. Aja ou saia. Faça
ou vá embora' (Veja essa, 1º de agosto)
foi plagiada de outra, atribuída a Henry
Ford II: 'Nunca se queixe, nunca se explique' ". Na
verdade, não houve plágio. O novo ministro
da Defesa citou o autor, o primeiro-ministro britânico
Benjamin Disraeli (1804-1881) (Never complain, never
explain, never apologize Nunca se queixe,
nunca se explique, nunca se desculpe). Reduzida ou ampliada,
a citação de Disraeli foi atribuída
a diversas personalidades ao longo do século
XX, dos irmãos Kennedy à atriz Katharine
Hepburn e a Wallis Simpson, a duquesa de Windsor, por
quem Eduardo VIII, da Inglaterra, abdicou, em 1936.
A frase tem sido atribuída também a Henry
Ford II, como diz o leitor, a ponto de titular sua biografia,
publicada por Victor Lasky em 1981: Never Complain,
Never Explain: The Story of Henry Ford II.
CRUZAMENTO PERIGOSO
Os leitores Fernando
Guahyba, de São Vicente, e Marlene Postner, artista
plástica carioca, encaminharam a VEJA e-mails
contendo uma foto curiosa, que circulou muito na internet
desde o acidente com o Airbus da TAM em Congonhas. A
foto é do espantoso aeroporto de Gibraltar
no território britânico localizado na extremidade
sul da Península Ibérica, no sul da Europa,
fronteira com a Espanha. O lugar é tão
acanhado que a pista de pousos e decolagens é
cruzada por uma avenida. Quando um avião vai
pousar ou decolar, o semáforo fica vermelho,
os automóveis param e os motoristas assistem
à passagem da aeronave à sua frente.