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Pagodeiro, eu?
Ex-cantor
do Soweto fica
rico
com sambas românticos
Sérgio
Martins
João Santos
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| Belo:
mas o mundo é feio |
Em meados
do ano passado, o cantor paulista Belo tomou uma decisão arriscada:
largou seu grupo, o Soweto, que estava no auge do sucesso, e partiu para
a carreira-solo. Muitos previram sua desgraça. Mas, hoje, enquanto
o Soweto vai a pique com outras bandas de pagode-mauricinho, o cantor
de cabelos oxigenados fatura como nunca. Desafio, seu primeiro
disco-solo, acaba de ultrapassar a vendagem de 750.000
cópias cifra considerável para um disco popularesco,
numa época em que a pirataria corre solta nesse segmento de mercado.
Belo faz cerca de vinte apresentações por mês e embolsa
20.000 reais a cada uma. "Não saio de
casa por menos que isso", esnoba. Belo tem dois grandes apartamentos,
em bairros de classe alta de São Paulo e do Rio de Janeiro. Está
construindo uma casona no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio,
que servirá de ninho de amor para ele e a noiva, a atriz Viviane
Araújo, que interpreta a Rosinha da Escolinha do Professor Raimundo.
Até mesmo com os cabelos descoloridos ele ganha dinheiro: está
lançando uma linha de gel e tintura capilar. Sim, existe gente
que deseja ficar com o cabelo igual ao dele. Assim como outras viúvas
do pagode, Belo se diz agora representante de um gênero chamado
"popular romântico". Ele acha que isso muda alguma coisa. Pode achar,
Belo. O mundo é mesmo feio.
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