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Esse é para casar

Fábio Jr. é sedutor porque é
inconstante
ou é inconstante
porque é sedutor?

Ricardo Valladares

 
João Santos

O casamento do galã, apresentador e cantor Fábio Jr. com a Rede Record está em crise. A união teve início no final de 1998, quando ele assinou contrato para comandar um show noturno de variedades. Pelos dois anos seguintes, o Programa Fábio Jr., que vai ao ar às terças-feiras, ocupou um lugar de destaque na emissora. Mas surgiram problemas nos últimos meses. A audiência, que já foi de 12 pontos, bateu em míseros 2 na semana passada. Além disso, pesquisas internas da Record demonstram que Fábio Jr. não tem conseguido atrair espectadores das classes sociais D e E – o público preferencial da emissora, sempre ávida por arrebanhar novos fiéis para a igreja de seu dono, o bispo Edir Macedo. Outro ponto de discórdia são os ganhos do apresentador. Ele já chegou a faturar 400.000 reais por mês, entre salário e merchandising. Hoje, não tira mais do que 250.000, mas a Record acha que é demais. Na quarta-feira passada, as duas partes se sentaram para "discutir a relação". A emissora quer que Fábio Jr. volte a trabalhar como ator, marcando presença numa série ou novela. O galã não gosta muito da idéia, mas é difícil saber qual será sua decisão final. O certo é que ela não deverá demorar – Fábio Jr. decide as coisas rápido. Muito rápido. Juras perpétuas, promessas ardentes podem virar pó em questão de minutos.

Na sua vida pessoal, então, é um espanto. Que o diga a socialite com pretensões a atriz Patrícia de Sabrit. Seu casamento com Fábio Jr. teve duração relâmpago: foram apenas 135 dias de idílio. Os dois se conheceram no programa dele, namoraram por dois meses e então surpreenderam todo mundo com o anúncio de que haviam decidido juntar os trapinhos (trapinhos da Daslu, é claro). Armaram uma festa gigante – só de repórteres, foram credenciados 100 –, viajaram em lua-de-mel para a Austrália e depois fizeram fotos apaixonadas na casa e no sítio de Fábio. Patrícia dizia que estava tentando se adaptar aos hábitos caseiros do maridão, enquanto ele afirmava que tentaria acompanhar a esposa, que gosta de badalar. "Tudo estava correndo direitinho. De repente, ele resolveu passar três noites fora de casa. Foi demais para Paty", diz uma das ex-madrinhas. Na primeira semana de junho, Patricinha de Sabrit fez as malas e voltou para a casa dos pais. Consta que ela ainda acalenta o sonho de uma reconciliação. "O problema do Fábio é que ele é irresistível para as mulheres", explica a empresária Marina de Sabrit, mãe de Patrícia. "Eu já encontrei atores hollywoodianos, como Andy Garcia, Dennis Quaid e Al Pacino, e nenhum deles tem um carisma igual." Isso que é sogra.

Fábio Jr. tem outras quatro ex-mulheres: Tereza de Paiva Coutinho, Glória Pires, Cristina Karthalian e Guilhermina Guinle, atual namorada de José Wilker. De todas elas, a única que guarda mágoas incanceláveis de Fábio Jr. é Glória. O rompimento foi conturbado e a atriz não gosta nem mesmo de mencionar o nome do pai de sua filha Cléo em entrevistas. Cristina e Guilhermina, pelo contrário, derretem-se em elogios. "Não conheci ninguém mais interessante, ninguém que mexesse comigo do jeito que ele mexeu", diz Cristina, com um suspiro. Ela afirma que o casamento terminou por causa de seus ciúmes. "Ele ia para o Rio de Janeiro gravar uma novela e eu queria morrer. Ele era bonito e conquistador." Guilhermina considera Fábio Jr. uma pessoa adorável. Nos tempos de casamento, chamavam-se carinhosamente de "porquinho" e "porquinha". Porquinho Jr. realmente exibia uma barriguinha na época.

A pergunta que todos se fazem a respeito do moço é parecida com aquela de um antigo comercial de biscoitos: Fábio Jr. é sedutor porque é inconstante ou é inconstante porque é sedutor? No terreno movediço do dom-juanismo, ele é imbatível. Sua técnica é tão manjada quanto eficiente (veja quadro). Cristina, sua terceira mulher, diz que era mimada com braçadas de flores e presentes entregues em restaurantes. "E isso não foi apenas no começo do namoro. Ele fazia declarações de amor a todo momento e sempre tinha uma surpresa", conta. Outra tática de Fábio Jr. é compor músicas para a amada da vez. Dedicou várias canções a Guilhermina e ainda pôs uma foto dela na capa de um de seus discos. Antes de pedir a mão (e todo o resto) de Patrícia de Sabrit, também lhe ofereceu versos: "Alguns amigos se espantam / Todo mundo se espanta / Mas o amor que a gente planta / Nunca chega ao fim". Sobre esse último verso é preciso ter em mente que o advérbio "nunca", na boca repuxada de Fábio Jr., não é assim um "nuuunca". Na verdade, está mais para um "que seja infinito enquanto dure". Dura pouco, sim, mas, quando promete casar, ele casa. Não é isso que as mulheres querem?

Casamentos vão e vêm, mas ele não muda seu estilo de bon vivant. Mora numa confortável casa de 600 metros quadrados em Alphaville, um condomínio de luxo próximo de São Paulo, para onde todas se mudam (e desmudam). Ele gosta mesmo de ficar por lá, ouvindo música, dedilhando seu piano de cauda, bebendo doses de uísque ou fazendo alguma outra coisa que o ajude a atravessar a noite. Não circula por bares, restaurantes e discotecas porque não precisa. Costuma dizer em entrevistas que não tem de sair à caça – a mulher certa sempre aparece na hora certa. Em tempo: há dois meses, a Rede Globo andou paquerando Fábio Jr. Ele almoçou com um representante da emissora carioca, mas disso ainda não resultou nenhuma proposta concreta. Tudo bem. No amor ou nos negócios, o galã dificilmente fica sozinho.


Caça e caçador

O roteiro de sedução do galã para levar uma mulher ao altar

Chamar a presa de "princesa".

Levá-la para jantar e fazer o maître lhe entregar flores.

Ainda no restaurante, dizer que vai ao banheiro e voltar com um presente.

Em casa, esconder bilhetes apaixonados embaixo do travesseiro dela.

Fazer uma música para a moça. Depois, pedir sua mão.

 

Quem já subiu ao altar

E. Seixas
E. Seixas
Tereza: fase bicho-grilo
do cantor
Glória Pires: uma filha, Cléo, e final nada feliz


Luizinho Coruja
Cristina: três filhos, muitos mimos e ciumeira da parte dela Guilhermina: a "porquinha" do "porquinho"


João Raposo
Patrícia: 135 dias de idílio

 

   
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