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Home  »  Revistas  »  Edição 2120 / 8 de julho de 2009


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Panorama

Conversa com Heloísa Helena

"Sou um poço de ternura"

A vereadora Heloísa Helena (PSOL) responde a um processo na comissão de ética da
Câmara de Maceió por ter chamado sua colega Tereza Nelma (PSB) de "porca trapaceira"


Sandra Brasil

Lailson Santos
Heloísa Helena:
"À beira de um ataque de nervos"


A senhora xingou Tereza Nelma?
Eu a chamei de porca trapaceira... Mas o que está por trás disso é outra coisa. Ela quer me atingir porque estou lutando contra a forma como os vereadores de Maceió usam sua verba de gabinete.

Pode explicar melhor? Os vereadores de Maceió recebem 160 000 reais em dinheiro por mês, gastam e prestam contas depois. Isso é errado.

A senhora a chamou de "porca trapaceira" por causa disso? Só vou explicar na comissão de ética. Mas ela ficou brava porque, logo depois que a chamei de porca, apareceu a gripe suína em Maceió. Agora, o povo fica de brincadeira com ela.

O que o povo diz? Que foi ela que trouxe a doença. Os produtores de porco também reclamaram. Pediram para que eu não chame mais ninguém assim, porque os porquinhos cor-de-rosa são bonitinhos.

Mas "porca trapaceira" é pesado. Sei que não fica bem chamar ninguém assim. Mas, na essência, eu sou um poço de ternura. Só viro um caldeirão de fervura, uma onça, quando sou atacada pelas costas.

O que é pior: a Câmara de Maceió ou o Senado? A podridão é generalizada, meu amor. Na política, só quem é bandido não fica estressado nem à beira de um ataque de nervos, como eu.

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