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VEJA Recomenda CINEMA
Fotos
divulgação
 | | O
Cachorro: uma deliciosa tragicomédia vinda
da Argentina |
O Cachorro
(El Perro, Argentina, 2004. Em cartaz em São Paulo e, a partir
de sexta-feira, no Rio de Janeiro) Juan Villegas, o protagonista desse
filme, é um homem invisível: tem 56 anos, trabalhou os últimos
vinte num posto de gasolina na Patagônia argentina e, desde que foi demitido,
deixou de existir. Juan não consegue um novo emprego, ninguém o
nota e ele, por sua vez, é tímido e humilde demais para esboçar
qualquer reação. Certo dia, porém, Juan ganha um cão
de raça e uma porta se abre em sua vida: todos se interessam por seu cachorro
e, portanto, também por ele. Como em seu filme anterior, Histórias
Mínimas, o diretor Carlos Sorin trabalha aqui apenas com amadores.
O resultado tem um quê de cinema iraniano, mas com um delicioso tom de tragicomédia
e um sotaque distintamente argentino.
DVDs
 | | O
9º Dia: memórias de um padre numa
prisão nazista |
O
9º Dia (Der Neunte Tag, Alemanha/Luxemburgo, 2004. Imagem)
Em 1942, o padre Henri Kremer é retirado da ala dos clérigos no
campo de concentração de Dachau para uma licença de nove
dias. Kremer é um católico e um antinazista fervoroso, mas esse
será o prazo dado a ele para mudar de lado: ele deve convencer seu bispo
a apoiar o Reich. Caso não o faça, sua família e os outros
padres de Dachau serão executados. Qualquer decisão, portanto, implicará
culpa e traição nesse filme soberbamente dirigido pelo alemão
Volker Schlöndorff e baseado nas memórias de um padre luxemburguês.
Kremer é interpretado por Ulrich Matthes, que fez o nazista Joseph Goebbels
em A Queda Os Últimos Dias de Hitler e mostra talento
idêntico também quando vive um personagem que está do lado
certo. Veja
cenas.
 | | Pão,
Amor e Fantasia: delicadeza |
Pão,
Amor e Fantasia (Pane, Amore e Fantasia,
Itália, 1953. Versátil) Por preferir as comédias aos
dramas, o diretor italiano Luigi Comencini foi uma espécie de braço
cor-de-rosa do movimento neo-realista. Grande sucesso à época, Pão,
Amor e Fantasia trata de um sargento e um praça que, postados num vilarejo,
contrariam as ordens do regimento ao apaixonar-se por beldades locais. O cineasta
Vittorio de Sica, que cinco anos antes fizera Ladrões de Bicicleta,
o filme-símbolo do neo-realismo, interpreta o sargento perdido de amores
pela parteira da aldeia, e Gina Lollobrigida é a moça que vai virar
a cabeça do carabiniere mais jovem. O maior trunfo do filme, entretanto,
é a delicadeza da direção de Comencini. LIVROS
A
Morte Também Freqüenta o Paraíso, de Lev Raphael (tradução
de Luiz Antônio de Araújo; Companhia das Letras; 304 páginas;
41 reais) Mais um autor da boa safra recente de ficção policial
americana, Lev Raphael foi professor universitário antes de se transformar
em escritor. Foi com base nessa experiência que ele criou Nick Hoffman,
um detetive muito diferente do tipo machão e meio bronco consagrado pela
literatura noir. Hoffman é professor universitário, culto e homossexual.
Nesse livro, ele tenta solucionar o assassinato de um aluno numa universidade
de Michigan e, com isso, esbarra nas disputas do mundo acadêmico.
A narrativa bem-humorada é cheia de referências, da obra da escritora
inglesa Virginia Woolf à série de televisão Seinfeld.
Leia
trecho. Steve
Campbell/NYT
 |  | | Candace:
outra história picante da autora de Sex and the City | |
Janey
Wilcox, Alpinista Social, de Candace Bushnell
(tradução de Celina Cavalcante Falck-Cook; Record; 532 páginas;
49,90 reais) Autora da coluna de jornal e do livro que deram origem à
série de televisão Sex and the City, Candace conhece como
ninguém a alta sociedade de Nova York. Ela conhece a fundo, sobretudo,
as mulheres que circulam entre as festas chiques de Manhattan e as luxuosas casas
de praia na região dos Hamptons. Esse romance retoma a personagem Janey
Wilcox, que já aparecia na novela Quatro Louras. Modelo de lingeries,
Janey faz de tudo para se manter no topo da pirâmide social nova-iorquina.
O sexo com os ricos está entre os expedientes mais utilizados pela garota
talentosa. Leia
trecho. DISCOS  |  | | White
Stripes: até dor-de-cotovelo | |
Get
Behind Me Satan, White Stripes (Sum) A dupla White Stripes conquistou
seu lugar no rock americano com uma sonoridade crua, inspirada em bandas como
Stooges e Led Zeppelin. Em seu quinto disco, Jack (guitarra e vocais) e Meg (bateria)
White somam novos ingredientes à fórmula. Os arranjos estão
mais elaborados Jack toca piano, por exemplo e há nítida
influência da música country. Quanto às letras, tem até
dor-de-cotovelo: a faixa Blue Orchid parece ser um lamento do vocalista
por ter sido abandonado pela ex-namorada, a atriz Renée Zellweger. A dupla,
que na semana passada faria shows de lançamento do CD em várias
cidades brasileiras, sofisticou-se sem perder a energia. Aystelum,
Ed Motta (Trama) Em seus discos mais recentes, o cantor carioca Ed Motta
equilibrou-se entre o pop dançante que o consagrou e os flertes com o jazz.
Aystelum pende mais para essa segunda faceta. O álbum vai do puro
improviso (a faixa-título) até uma composição que
remete às montagens da Broadway (O Musical Medley, um aperitivo
do espetáculo que Motta está criando ao lado do compositor Cláudio
Botelho). As letras foram entregues a autores competentes. Além de Botelho
e do habitual colaborador Ronaldo Bastos, Motta apresenta duas parcerias com o
sambista Ney Lopes. A melhor delas é Samba Azul, que tem vocais
da cantora Alcione. Pois é, até Alcione está bem nesse disco.
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