Edição 1908 . 8 de junho de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
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Os livros mais vendidos
 
 

Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• CENSURA

Para maiores 1
A fúria controladora do governo chegou ao jornalismo de TV. Está tramitando no Conselho de Comunicação Social do Senado uma proposta de José Elias Romão, do Ministério da Justiça, para a classificação etária dos programas jornalísticos ao vivo – assim como se faz com novelas.

Para maiores 2
Imagina-se que a justificativa seja conter os abjetos programas policiais dos fins de tarde – ainda assim, é um precedente que costuma ser perigoso. Ou será que o governo está preocupado com a possibilidade de que as crianças assistam na TV às estripulias de Roberto Jefferson e quer proibi-las para menores de 18 anos?

 

• ELEIÇÕES 2006

Estilo trator
José Serra tem se movimentado mais do que nunca para ser o candidato tucano à Presidência em 2006. Seu estilo pouco contido vem incomodando alguns tucanos, notadamente Geraldo Alckmin.

 

• GOVERNO

Na pindaíba
O Ministério do Esporte consta como inadimplente no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Isso significa que o órgão não pode assinar qualquer convênio com a administração pública. O motivo: falta de prestação de contas ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Esquecido
Passou meio despercebido nas últimas semanas, mas o vice-presidente de logística da Caixa Econômica Federal, Carlos Alberto Cotta, é indicado do PTB. Entre suas atribuições está a de cuidar de todas as licitações da Caixa.  

Fogo amigo na Cultura
Gilberto Gil esteve propenso, mas não vai mais deixar o cargo. Já decidiu. E tem atribuído as notícias em contrário, que vêm germinando na imprensa nos últimos dias, "aos inimigos internos, de dentro do Ministério da Cultura".

 

• PARTIDOS

Colheita no PT
O PV está namorando pelo menos dois petistas que votaram a favor da CPI dos Correios e estão ameaçados de punição pelo PT.

 

A estranha história do depósito devolvido

Fotos Wilton Junior e Tasso Marcelo/AE
Pizzolato e Graça: bola dividida

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), presidida por Ary Graça, depositou em fevereiro 6 000 reais na conta da arquiteta Andréa. E daí? Bem, Andréa é mulher de Henrique Pizzolato, diretor de marketing do Banco do Brasil, que, veja só que coincidência, é patrocinador da CBV – o BB dá 30 milhões de reais por ano ao vôlei. Pizzolato diz que não entendeu o depósito. E garante ter provas da devolução do dinheiro. Graça, por sua vez, nega qualquer depósito. Segundo ele, Andréa deu-lhe apenas alguns conselhos técnicos quando o centro de treinamento da CBV foi construído: "Mas nunca remunerei Andréa, uma mulher muito distinta". As versões são conflitantes. E as perguntas ficam no ar. Por que Pizzolato, no cargo graças ao ministro Luiz Gushiken, se calou por tanto tempo diante do depósito? E por que Graça não reconhece o depósito que Pizzolato confirma?

 

• ECONOMIA

Tempo quente
Vão de mal a pior as relações entre a família Larragoiti e o banco holandês ING, ambos controladores da SulAmérica. A intenção do ING é promover um aumento de capital e passar a mandar sozinho na seguradora.  

Plim-plim
A Globopar anuncia nos próximos dias o executivo que substituirá Ronnie Vaz Moreira como o principal executivo da holding. Será o discreto Jorge Nóbrega, carioca de 52 anos e uma das vozes mais ouvidas pela família Marinho. Como diretor corporativo, cuidará das áreas financeira, de planejamento e de controle das Organizações Globo.  

Tragada rejeitada
Um banco de investimentos ofereceu à Souza Cruz e à Philip Morris a compra da American Virginia, a maior das empresas de cigarro nacionais, notória por suas práticas heterodoxas com o Leão. Pediam-se 140 milhões de dólares pelo negócio, que não foi adiante.

Cheiro de eleição
Ainda que quase imperceptivelmente, a eleição de 2006 já está afetando a economia. Um banqueiro de uma das maiores instituições do país comentava recentemente que alerta seus clientes que vão promover lançamentos de ações para que o façam até outubro. A partir daí, o cenário ficará mais sujeito aos humores eleitorais.

Na contramão
O Deutsche Bank, na contramão dos demais bancos estrangeiros, vem dispensando alguns executivos de peso e centralizando em Nova York suas atividades com clientes brasileiros mais importantes – ou seja, grandes empresas.

Lição de casa
Leitura de bordo de Henrique Meirelles dentro do AeroLula, na viagem de volta da Ásia: um livro americano sobre metas de inflação.

Procura-se
O Citibank está à procura de um escritório de lobby para dar uma mãozinha em suas relações com o governo.

Alô, alô
Notícias de um setor sem crise: em abril, foram vendidos no Brasil mais celulares que em todo o primeiro trimestre do ano.

 

• FUTEBOL

Nos ares com a seleção
Um contrato de permuta entre a CBF e a Varig será assinado nos próximos dias. Em resumo, a seleção brasileira cederá espaços de publicidade para a companhia aérea. E a Varig, evidentemente, passará a transportar o time.

 

• SEGURANÇA

Tanque nas ruas
Números de um país blindado: em São Paulo, existem 68 empresas de blindagem de automóveis.

 
Paulo Araujo/AE
Ronaldo: tentativa de enquadramento


A CBF joga duro

As relações entre Ronaldo e a CBF estão tensas desde que o jogador pediu para ficar de fora da Copa das Confederações e a CBF, em resposta, cortou-o da convocação para dois jogos das eliminatórias da Copa. Na CBF, o craque é qualificado de "mimado" e a ordem é jogar duro, como afirma um alto dirigente da entidade: "Se tiver de acontecer uma crise, que aconteça um ano antes e não durante a Copa".

 

 

Colaborou Policarpo Junior

 

 

 

 
 
 
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