Edição 1908 . 8 de junho de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Parabéns a VEJA por ter mostrado com lisura vozes e imagens do submundo da corrupção nos altos escalões do governo federal."
Geraldo Nardi
São Gabriel da Palha, ES

 

Corrupção

Reportagens como a da CPI dos Correios ("O que será que ele sabe?", 1º de junho) fazem de VEJA uma verdadeira cruzada pela moralização das atividades políticas dos homens públicos deste país. Devemos considerar que as últimas reportagens publicadas por esta revista, denunciando as falcatruas, os vergonhosos atos de corrupção explícita, os descalabros envolvendo homens de confiança do governo do PT e seus aliados, definem que é hora de milhões de brasileiros saírem às ruas para pressionar as autoridades constituídas para pôr em prática com a máxima urgência uma "Operação Mãos Limpas".
Cícero de Oliveira Martins
Tupã, SP  

É triste pensar que na bomba de Roberto Jefferson o detonador jamais funcionará: estamos no Brasil, a enorme "pizzaria", onde a corrupção virou a mais cara e a mais indigesta opção do cardápio. E os estilhaços desse artefato, com certeza, vão mais uma vez atingir o povo brasileiro. Na Pizzaria Brasil, o ladrão de galinhas é o único meliante punido com os rigores da lei.
Daniel Jourdan Oliveira
Goiânia, GO  

Como o deputado Roberto Jefferson, aquele mesmo da tropa de choque de Collor, ainda está na ativa, presidente de um partido de peso, mandando e desmandando como se estivesse em sua própria casa, lidando com o seu próprio dinheiro? Por que líderes do PT, outrora o partido da "moral e da ética", como José Dirceu, tanto temem e tanto querem abafar o caso?
Alberto Maurício Danon
São Paulo, SP  

Roubar vira notícia, e devolução, pesadelo, porque não acontece. Se cada povo tem o governo que merece, nós somos uns coitados, sem coragem nem sequer para massacrar as "ratazanas".
Laudi Vedana
Pato Branco, PR

É clara a caótica e insuportável situação a que chegou o Brasil, sob o comando da incompetência petista. Suas falácias, ignorância e teatralização estão expostas na mais pública autópsia a que um partido já se submeteu. A surpresa vem da imobilidade e da falta de patriotismo da população, que permitem que esses indivíduos, nocivos à sociedade, continuem a pôr e dispor dos bens públicos.
Luis M. Santos
Niterói, RJ

No Brasil, governos, no curso da história, se movimentam muito mais para acobertar suas alianças, apesar de gritantemente desonestas, do que para proporcionar aos cidadãos que lhes pagam os serviços e bens que deveriam respeitar.
Mário Carlos Rogério Vercesi
Aparecida de Goiânia, GO

Ah... Agora ficou claro por que o PT e seus dirigentes fizeram de tudo para barrar a CPI da corrupção. Alegando motivos políticos/eleitorais (golpismo da direita), dizendo que ela iria impedir a governabilidade, na verdade eles queriam esconder as maracutaias e conchavos que o partido antigamente condenava e denunciava, mas que agora abriga sob suas asas. O partido ético e moralizador só existiu nos quinze primeiros anos; nos últimos dez foi para o espaço.
Benedito Pessioni
São Paulo, SP

Quando Collor sofreu o impeachment e VEJA publicou edição especial sobre o assunto, escrevi a esta revista dizendo que iria guardar aquele exemplar para mostrar às minhas filhas, então crianças, aquele triste episódio da história brasileira, na esperança de que hoje não mais existisse em nosso país o cancro da corrupção. Ledo engano!
José Maria Miranda da Silva
Por e-mail  

Ai do povo brasileiro se não fosse o jornalismo sério e competente de VEJA, que investiga e denuncia o assalto que compromete todos os setores da administração pública brasileira.
José Olímpio da Silva Castro
São Luís, MA  

Eu acho, sinceramente, que o deputado Roberto Jefferson deveria lembrar-se da história: em 1991, elle também começou impávido, arrogante e deu no que deu. O deputado, escudeiro vibrante e "guloso" de todos os governos, fez parte da chamada "tropa de choque" delle; é bom que se lembre de que a história se repete sempre como farsa.
Ernani Luiz Franco Filho
Rio de Janeiro, RJ

 

Richard Dawkins

Nos Estados Unidos há um problema claro quando o assunto é definir a função da educação em um estado pretensamente laico. Isso não ocorre por desconhecimento dos cientistas ou incapacidade dos educadores, mas por concepções incorretas da cabeça de políticos, em geral religiosos, sobre o que é ciência e o que é religião. Richard Dawkins (Amarelas, 1º de junho) coloca bem esse problema. Infelizmente, esse absurdo começa a permear também a vida brasileira, como se vê em certos estados que consideram o ensino do criacionismo equivalente ao da evolução.
Professor-doutor Antonio Carlos Marques
Departamento de zoologia da Universidade de São Paulo
São Paulo, SP  

A visão do senhor Richard Dawkins de que "Darwin é universal e atemporal" soa um tanto pretensiosa, uma visão reducionista do assunto. Já existem estudos bem mais consistentes, a partir de uma compreensão sistêmica da evolução, de que o desdobramento da vida se ampara na criatividade inerente aos seres vivos, decorrente de sua crescente diversidade e complexidade. Sugiro a VEJA que entreviste Lynn Margulis, Dorion Sagan, James Lovelock, Humberto Maturana, dentre tantos.
Antônio Sales Rios Neto
Fortaleza, CE  

A arrogância de Richard Dawkins, ao nem sequer admitir a discussão com os criacionistas, é típica de partidários da teoria da evolução, que em mais de um século de existência não conseguiu passar disso: uma teoria. É interessante sua aversão à religião, já que é preciso ter muita fé para acreditar em muitas das afirmações evolucionistas.
Emir Hermes Bemerguy Filho
Belém, PA

Sutil o título da entrevista "O devoto de Darwin". De fato, não me surpreenderia se houvesse um altar e velas acesas a Darwin na casa de Dawkins.
Cláudio Zillner
São Paulo, SP

 

Especial Moda & Estilo

Gostaria de parabenizar a equipe de VEJA pela belíssima edição especial Moda & Estilo (junho de 2005). A revista está um luxo! Isso vai melhorar o nível do consumidor brasileiro. Adorei ver meu vestido na capa!
Reinaldo Lourenço
Por e-mail  

Espetacular a idéia de mostrar o trabalho artesanal por trás das grandes casas. Trabalho imprescindível para o sucesso de famosos estilistas. Foi sensacional o fechamento da matéria com Glorinha Kalil, mostrando como construir o próprio estilo. Adorei.
Maria Beatriz Mendonça de Oliveira
Belo Horizonte, MG  

Eu, aqui dos confins do Piauí, me pergunto: que cheiro tem o luxo? A reportagem falou de tudo, mas esqueceu desse detalhe. Que cheiro tem a Daslu?
Sergio Emiliano
Campo Maior, PI

 

Diogo Mainardi

Quero saudar a iniciativa do colunista Diogo Mainardi de tratar, na edição passada de VEJA, de políticas do livro e da leitura – tema que entrou definitivamente na agenda nacional e na pauta da imprensa brasileira. Nos cinco primeiros meses de 2005, Ano Ibero-Americano da Leitura, o volume de notícias, artigos e entrevistas publicados sobre o assunto – com abordagem positiva em 99% – é nada menos do que cinco vezes maior quando comparado com o mesmo período em anos anteriores. Uma das razões é a extraordinária mobilização que se dá em todo o país unindo em torno dessa causa o Estado (nas esferas federal, estadual e municipal), o setor privado e o terceiro setor. Estima-se a realização de pelo menos 100.000 ações em favor da leitura neste ano, denominado VIVALEITURA 2005. Um dos principais responsáveis por esse momento ímpar na história brasileira – conforme depoimento de escritores, editores, livreiros, bibliotecários, educadores, ONGs e cidadãos comuns – foi o fato de o governo federal passar a encarar a questão do livro e da leitura como estratégica para o projeto do desenvolvimento nacional. O primeiro passo foi a desoneração fiscal do livro, em 2004. Essa visão estratégica de política nacional do livro, leitura e bibliotecas olhando pelo menos duas décadas adiante é resultado de amplo debate com a sociedade e se materializa na forma do Plano Nacional do Livro e Leitura, uma obra coletiva do Estado, das empresas e do terceiro setor. Isso implica, sim, abrir bibliotecas, ampliar o acesso da população às várias formas de leitura, formar multiplicadores da leitura, dar ao tema a relevância de política de Estado, fazer campanhas para estimular o ato de ler e, ainda, apoiar e fortalecer a cadeia produtiva e criativa do livro, uma área fundamental para a cultura brasileira e para o próprio país. O Estado brasileiro, que apóia e financia diversos setores da economia, não poderia, evidentemente, discriminar a indústria do livro – e, nesse sentido, o BNDES-ProLivro, um conjunto de medidas criadas para apoiar editores, livreiros e escritores brasileiros, anunciado durante a Bienal do Livro do Rio, quer fortalecer o setor e, ainda, contribuir para baratear o preço do livro ao consumidor. Hoje em dia, o brasileiro lê, em média, menos de dois livros por ano, contra 2,4 na Colômbia, cinco nos EUA e Inglaterra e sete na França. É dever do Estado liderar o processo para mudar esse quadro para, entre outros, promover inclusão social e cidadania. Outros olhares e formas de percepção dessa questão e, ainda, vozes isoladas que destoam do resto da sociedade enriquecem esse debate e a busca por soluções. É, enfim, nessa diversidade do pensamento e da compreensão – saudáveis e imprescindíveis sempre que travadas no campo da ética pública – que o Brasil dirá aonde quer chegar, o papel do livro e da leitura e, em especial, como e com quem fazer isso. Aproveito para corrigir um dado absolutamente incorreto, e que diz a meu respeito, publicado na referida coluna. Diz que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo teria denunciado o então prefeito de Ribeirão Preto para que devolvesse 2,6 milhões de reais aos cofres públicos por causa de um suposto favorecimento a uma microempresa de minha propriedade. A informação não procede. O valor, por exemplo, supera a soma de dez anos de faturamento da microempresa que dirigi até o início de 2004. Trata-se de uma leitura errônea de uma acusação feita por um ex-vereador (cassado por quebra de decoro), feita ao mesmo tempo à Justiça e ao Tribunal de Contas, que tenta apontar um suposto uso irregular de 114.803,67 reais gastos na realização de uma feira de livros em 2001, quando eu era secretário municipal da Cultura. O grafismo do evento, de acordo com a acusação, trazia uma caneta-tinteiro (que é um dos símbolos mais comumente associados à cultura escrita no mundo) que poderia ser associada à logomarca da microeditora. A ação popular foi julgada improcedente em 8/7/2003 pela juíza Mayra Callegari Gomes de Almeida, da 4ª Vara Civil. Já os conselheiros do Tribunal de Contas nem sequer apreciaram a acusação, cujo processo possui, até agora, apenas um parecer interno e a contestação da defesa. Ou seja: sobre o mérito, o único julgamento havido até agora considerou a acusação improcedente. Sobre o valor e no que diz respeito à infundada acusação, vale a pena dar uma boa espiada nas iniciais do processo TC-1015/006/02 a fim de esclarecer eventuais dúvidas e restabelecer a verdade ("Sou um Maurício Marinho", 1º de junho).
Galeno Amorim
Coordenador do Plano Nacional do Livro e Leitura
Ministério da Cultura
Brasília, DF

No artigo "Sou um Maurício Marinho", o colunista Diogo Mainardi, depois de assegurar que o Estado é mau comprador, afirma: "...outro dia o BNDES comprou algumas cópias do Dicionário Aurélio, na versão para computador. Cada uma custou 643 reais. O mesmo produto pode ser encontrado no mercado por 154,80 reais". O colunista errou. A compra realizada pelo BNDES foi de dez cópias para uso em rede pelo valor total de 643 reais. Cada uma custou, portanto, 64,30 reais. A retificação se impõe como um compromisso ético de VEJA com seus leitores. Evidentemente o colunista foi induzido ao erro por seu informante ou por seu fornecedor.
Paulo Totti
Assessor de imprensa do BNDES
Rio de Janeiro, RJ  

 

Corrupção 2

Com relação à citação na matéria "O que será que ele sabe?" (1º de junho), tenho a esclarecer que o fato relatado não é verdadeiro. O ex-governador Garotinho não me pediu que procurasse quem quer que seja para pedir qualquer coisa, tampouco rasguei nenhuma assinatura, até porque não era depositário de assinaturas. Fui procurado por diversos parlamentares do governo, pedindo que eu intercedesse junto ao Garotinho para a retirada de assinaturas, entre eles o deputado Sandro Mabel. Houve propostas dos interlocutores de atendimento de compromissos passados não atendidos, como gesto de boa vontade do governo em troca da retirada das assinaturas. Levei o assunto ao Garotinho, que recusou qualquer proposta que envolvesse a retirada das assinaturas.
Deputado Eduardo Cunha
Rio de Janeiro, RJ  

A empresa Novadata recebeu com espanto a denúncia de que foi vítima ("O líder por testemunha", 1º de junho). Com base numa carta anônima, fomos acusados de favorecimento numa licitação que não ocorreu e cujo edital nem sequer foi publicado ainda. Há vinte anos participamos de licitações de forma limpa e transparente. Repudiamos as tentativas de nos envolver em questões políticas. As vendas da Novadata para os Correios caem desde o início do atual governo. Chegaram a 60 milhões de reais em 2002 (governo FHC), foram reduzidas para 10 milhões em 2003 e 5 milhões em 2004, que corresponderam a apenas 1,5% do nosso faturamento naquele ano. Em 2005, a Novadata não fez nenhuma venda aos Correios. Desde 2003 (governo Lula), os Correios licitaram e compraram 116 milhões de reais em produtos de informática, como os vendidos pela Novadata. As vendas da Novadata para a instituição nesse período somam 15 milhões, 13% do total licitado. Esse porcentual é inferior ao market share da Novadata de 22% no segmento de governo. Na última licitação dos Correios para o Banco Postal, realizada na modalidade pregão, a Novadata concorreu, em consórcio com a Positivo, e três empresas disputaram a fase final, entre elas nosso consórcio, em pregão presencial cujo vencedor só foi definido depois de 42 lances. Portanto, não procedem as insinuações de que a Novadata tenha sido beneficiada em licitações dos Correios.
Gilberto Machado
Diretor executivo Novadata – Sistemas e Computadores S/A
Brasília, DF

Em nenhum momento mantive contato com repórteres ou jornalistas dessa conceituada revista ou com pessoas vinculadas a qualquer outro órgão da imprensa. Portanto, as expressões que sugerem que eu tenha suspeitado de "maracutaia" e tentado impedir a "folia" não são de minha autoria ("A estranha sociedade", 1º de junho). Além disso, enfatizo que em hipótese alguma deve ser atribuído a minha pessoa, funcionário concursado com 28 anos de uma carreira que sempre pautou pela defesa incondicional do IRB Brasil Re, o fornecimento de qualquer documentação a VEJA.
Roberto Carvalho
Rio de Janeiro, RJ

 

Lúcia Flecha de Lima

Conheço Lúcia desde a juventude em Belo Horizonte, mas nunca tive oportunidade de conviver com ela e saber mais sobre sua vida, e agora agradeço a VEJA por esse Perfil ("'De pé, a madame chegou'", 1º de junho). Só lamento o que me pareceu certo machismo da forma um tanto pejorativa com que a reportagem descreve sua atuação à frente de um órgão público, que me leva a imaginar se o tom seria o mesmo caso tratasse de um homem que consiga fazer de uma repartição pública de segunda grandeza o que Lúcia está fazendo. Com uma vida tão rica atrás de si, tantos filhos criados e brilho e respeito já conquistados por ela e seu marido na sociedade de tantos países, não é admirável que essa mulher recuse uma vida de ócio e facilidades que sua condição social e financeira lhe permitiria facilmente e escolha um recomeço profissional até agora tão bem-sucedido?
Roberto Negrão de Lima
Nova Lima, MG

 

André Petry

Foi com um misto de vergonha (afinal, além de brasileira, sou advogada) e de galhardia (porque admirei a coragem do colunista) que li a coluna de André Petry ("É a cara do Brasil", 1º de junho). Que VEJA possa continuar contando com a precisão e a clareza de André Petry, que, nesta edição, me levou a uma profunda reflexão sobre o papel do Poder Judiciário na aplicação do princípio da dignidade humana previsto na Constituição Federal de nosso país.
Cláudia Ramos
São Paulo, SP  

Duvido que algum cidadão a quem ainda reste um pouco de brio e de coragem para indignar-se tenha ficado indiferente ao brilhante artigo.
Isabel de S. Torres
São João do Piauí, PI

 

Lya Luft

O texto "O feio vício da inveja" (Ponto de vista, 1º de junho) me levou a revisar minha vida, minhas atitudes, minhas palavras. Solicitei aos amigos – que não cultivam a inveja – que façam o mesmo. Inveja, Lya, lá bem no íntimo, é sinal de admiração, encantamento, veneração. Como não queremos admitir tal fascínio que nos desperta a criatura, suas obras, sua personalidade, invejamos. Que pena! A força dos fracos é a humildade; a fraqueza dos fortes é o orgulho.
Frei Irineu Costella
Por e-mail

 

Terapia de casal

Muito feliz a afirmativa do psicoterapeuta Flávio Gikovate quando diz: "As pessoas não fazem exames rotineiros do coração? Deveriam visitar o terapeuta para fazer check-up do casamento também". Aqui se resume grande parte do que acontece nas relações conjugais em processo de crise e falência: a procura de ajuda psicoterápica quando já existem "metástases" no conflito conjugal. Quando as relações já estão em fase terminal, simplesmente aguardando a "eutanásia psicológica". Permita-me o doutor Flávio Gikovate uma complementação: "As pessoas deveriam fazer também, constantemente, um check-up psicoterápico da vida pessoal!" ("Separados no divã", 1º de junho).
Doutor Edson F. Nascimento
Psiquiatra e psicoterapeuta
Ribeirão Preto, SP

 

Michel Onfray

EXCLUSIVO ON-LINE
Mais comentários sobre a
entrevista com o filósofo
Michel Onfray

A seção Cartas é uma das minhas preferidas. Gosto de ver o entendimento dos leitores sobre os mais variados assuntos abordados pela revista. Mas desta vez me indignei (frustração mesmo). Esperei – o que foi confirmado – que a entrevista com Michel Onfray (Amarelas, 25 de maio) fosse a campeã de correspondências da semana. Queria ver os diversos argumentos contra e a favor. No entanto, somente uma carta foi publicada (Cartas, 1º de junho). Vocês não poderiam pelo menos abrir espaço na revista on-line?
Julio Maximo de Almeida
Por e-mail

 

 

CORREÇÕES: No artigo "O feio vício da inveja" (Ponto de vista, 1º de junho) foi atribuída a nacionalidade francesa à escritora Marguerite Yourcenar, que na realidade era belga de nascimento, com nacionalidade americana e francesa. * No quadro "Apagão de competência no Ibama" (18 de maio), das 25 hidrelétricas citadas, apenas quinze aguardam licenciamento ambiental do Ibama. As outras dez dependem de órgãos estaduais. Nota: O Ibama informou que "a velocidade da análise dos projetos depende da qualidade dos estudos de impacto ambiental fornecidos pelos empreendedores, e o licenciamento final, do cumprimento de todas as condicionantes ambientais estabelecidas para uma usina entrar em funcionamento. Outros dados sobre o licenciamento de hidrelétricas estão disponíveis no site www.ibama.gov.br".

 

O vinho San Telmo

Rapahel Falavigna


Por equívoco, a reportagem "Vale mais a tradição" (25 de maio) mostra uma garrafa do vinho argentino San Telmo no quadro "Invasão de má qualidade". O vinho San Telmo não é citado no texto – e nem poderia. Ele não se encaixa na categoria de vinhos que a reportagem queria mostrar. O San Telmo recebeu 86 pontos do mais exigente e respeitado crítico de vinhos do mundo, o americano Robert Parker. Nenhum vinho brasileiro mereceu classificação por Parker. Sobre o San Telmo, o crítico diz: "Esse vinho é mais uma evidência de que atualmente a Argentina está produzindo vinhos melhores do que o Chile. O San Telmo é surpreendentemente rico, intenso e encorpado".

 

Condenados

No quadro "Testemunhas procuradas", publicado nesta seção de Cartas na edição de 25 de setembro de 1996, VEJA reproduziu o apelo da leitora Delizete Costa Carnaúba, da cidade de Bicas, em Minas Gerais, que procurava os ocupantes de um Monza vermelho, responsáveis pela filmagem, em abril daquele ano, de um racha entre dois carros numa estrada do município mineiro de Mar de Espanha. A disputa irresponsável culminou num acidente no qual Delizete perdeu toda a família: a filha única, as netas Victória, de 2 anos, e Theodora, de 7 meses, o genro e uma tia, que com ela vivia. Os ocupantes do Monza eram portanto testemunhas-chave para que o processo contra os motoristas fosse adiante. Com a publicação do telefone de Delizete, as testemunhas apareceram, e o caso prosseguiu. Na semana passada, nove anos depois do acidente, o médico Ademar Pessoa Cardoso, um dos motoristas, foi condenado a doze anos de prisão. O empresário Ismael Keller Loth, o outro envolvido, já havia sido condenado em junho do ano passado a dezesseis anos de reclusão.

 
 
 
 
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