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Cartas  | "Parabéns
a VEJA por ter mostrado com lisura vozes e imagens do submundo da corrupção
nos altos escalões do governo federal." Geraldo
Nardi São Gabriel da Palha, ES |
Corrupção
Reportagens como a da CPI dos Correios ("O que será que ele sabe?", 1º
de junho) fazem de VEJA uma verdadeira cruzada pela moralização
das atividades políticas dos homens públicos deste país.
Devemos considerar que as últimas reportagens publicadas por esta revista,
denunciando as falcatruas, os vergonhosos atos de corrupção explícita,
os descalabros envolvendo homens de confiança do governo do PT e seus aliados,
definem que é hora de milhões de brasileiros saírem às
ruas para pressionar as autoridades constituídas para pôr em prática
com a máxima urgência uma "Operação Mãos Limpas".
Cícero de Oliveira Martins Tupã, SP
É triste pensar que na bomba de Roberto Jefferson o
detonador jamais funcionará: estamos no Brasil, a enorme "pizzaria", onde
a corrupção virou a mais cara e a mais indigesta opção
do cardápio. E os estilhaços desse artefato, com certeza, vão
mais uma vez atingir o povo brasileiro. Na Pizzaria Brasil, o ladrão de
galinhas é o único meliante punido com os rigores da lei. Daniel
Jourdan Oliveira Goiânia, GO
Como o deputado Roberto Jefferson, aquele mesmo da tropa de choque de Collor,
ainda está na ativa, presidente de um partido de peso, mandando e desmandando
como se estivesse em sua própria casa, lidando com o seu próprio
dinheiro? Por que líderes do PT, outrora o partido da "moral e da ética",
como José Dirceu, tanto temem e tanto querem abafar o caso? Alberto
Maurício Danon São Paulo, SP
Roubar vira notícia, e devolução, pesadelo, porque não
acontece. Se cada povo tem o governo que merece, nós somos uns coitados,
sem coragem nem sequer para massacrar as "ratazanas". Laudi Vedana Pato
Branco, PR É clara a caótica
e insuportável situação a que chegou o Brasil, sob o comando
da incompetência petista. Suas falácias, ignorância e teatralização
estão expostas na mais pública autópsia a que um partido
já se submeteu. A surpresa vem da imobilidade e da falta de patriotismo
da população, que permitem que esses indivíduos, nocivos
à sociedade, continuem a pôr e dispor dos bens públicos. Luis
M. Santos Niterói, RJ
No Brasil, governos, no curso da história, se movimentam muito mais para
acobertar suas alianças, apesar de gritantemente desonestas, do que para
proporcionar aos cidadãos que lhes pagam os serviços e bens que
deveriam respeitar. Mário Carlos Rogério Vercesi Aparecida
de Goiânia, GO Ah... Agora ficou
claro por que o PT e seus dirigentes fizeram de tudo para barrar a CPI da corrupção.
Alegando motivos políticos/eleitorais (golpismo da direita), dizendo que
ela iria impedir a governabilidade, na verdade eles queriam esconder as maracutaias
e conchavos que o partido antigamente condenava e denunciava, mas que agora abriga
sob suas asas. O partido ético e moralizador só existiu nos quinze
primeiros anos; nos últimos dez foi para o espaço. Benedito
Pessioni São Paulo, SP
Quando Collor sofreu o impeachment e VEJA publicou edição especial
sobre o assunto, escrevi a esta revista dizendo que iria guardar aquele exemplar
para mostrar às minhas filhas, então crianças, aquele triste
episódio da história brasileira, na esperança de que hoje
não mais existisse em nosso país o cancro da corrupção.
Ledo engano! José Maria Miranda da Silva Por e-mail
Ai do povo brasileiro se não
fosse o jornalismo sério e competente de VEJA, que investiga e denuncia
o assalto que compromete todos os setores da administração pública
brasileira. José Olímpio da Silva Castro São
Luís, MA Eu acho, sinceramente,
que o deputado Roberto Jefferson deveria lembrar-se da história: em 1991,
elle também começou impávido, arrogante e deu no que
deu. O deputado, escudeiro vibrante e "guloso" de todos os governos, fez parte
da chamada "tropa de choque" delle; é bom que se lembre de que a
história se repete sempre como farsa. Ernani Luiz Franco Filho Rio
de Janeiro, RJ Richard
Dawkins Nos Estados Unidos há um problema
claro quando o assunto é definir a função da educação
em um estado pretensamente laico. Isso não ocorre por desconhecimento dos
cientistas ou incapacidade dos educadores, mas por concepções incorretas
da cabeça de políticos, em geral religiosos, sobre o que é
ciência e o que é religião. Richard Dawkins (Amarelas, 1º
de junho) coloca bem esse problema. Infelizmente, esse absurdo começa a
permear também a vida brasileira, como se vê em certos estados que
consideram o ensino do criacionismo equivalente ao da evolução. Professor-doutor
Antonio Carlos Marques Departamento de zoologia da Universidade de São
Paulo São Paulo, SP
A visão do senhor Richard Dawkins de que "Darwin é universal e atemporal"
soa um tanto pretensiosa, uma visão reducionista do assunto. Já
existem estudos bem mais consistentes, a partir de uma compreensão sistêmica
da evolução, de que o desdobramento da vida se ampara na criatividade
inerente aos seres vivos, decorrente de sua crescente diversidade e complexidade.
Sugiro a VEJA que entreviste Lynn Margulis, Dorion Sagan, James Lovelock, Humberto
Maturana, dentre tantos. Antônio Sales Rios Neto Fortaleza,
CE A arrogância de Richard
Dawkins, ao nem sequer admitir a discussão com os criacionistas, é
típica de partidários da teoria da evolução, que em
mais de um século de existência não conseguiu passar disso:
uma teoria. É interessante sua aversão à religião,
já que é preciso ter muita fé para acreditar em muitas das
afirmações evolucionistas. Emir Hermes Bemerguy Filho Belém,
PA Sutil o título da entrevista
"O devoto de Darwin". De fato, não me surpreenderia se houvesse um altar
e velas acesas a Darwin na casa de Dawkins. Cláudio Zillner São
Paulo, SP Especial
Moda & Estilo Gostaria de parabenizar
a equipe de VEJA pela belíssima edição especial Moda &
Estilo (junho de 2005). A revista está um luxo! Isso vai melhorar o
nível do consumidor brasileiro. Adorei ver meu vestido na capa! Reinaldo
Lourenço Por e-mail
Espetacular a idéia de mostrar o trabalho artesanal por trás das
grandes casas. Trabalho imprescindível para o sucesso de famosos estilistas.
Foi sensacional o fechamento da matéria com Glorinha Kalil, mostrando como
construir o próprio estilo. Adorei. Maria Beatriz Mendonça
de Oliveira Belo Horizonte, MG
Eu, aqui dos confins do Piauí, me pergunto: que cheiro tem o luxo? A reportagem
falou de tudo, mas esqueceu desse detalhe. Que cheiro tem a Daslu? Sergio
Emiliano Campo Maior, PI Diogo
Mainardi Quero saudar a iniciativa do colunista Diogo
Mainardi de tratar, na edição passada de VEJA, de políticas
do livro e da leitura tema que entrou definitivamente na agenda nacional
e na pauta da imprensa brasileira. Nos cinco primeiros meses de 2005, Ano Ibero-Americano
da Leitura, o volume de notícias, artigos e entrevistas publicados sobre
o assunto com abordagem positiva em 99% é nada menos do que
cinco vezes maior quando comparado com o mesmo período em anos anteriores.
Uma das razões é a extraordinária mobilização
que se dá em todo o país unindo em torno dessa causa o Estado (nas
esferas federal, estadual e municipal), o setor privado e o terceiro setor. Estima-se
a realização de pelo menos 100.000 ações em favor
da leitura neste ano, denominado VIVALEITURA 2005. Um dos principais responsáveis
por esse momento ímpar na história brasileira conforme depoimento
de escritores, editores, livreiros, bibliotecários, educadores, ONGs e
cidadãos comuns foi o fato de o governo federal passar a encarar
a questão do livro e da leitura como estratégica para o projeto
do desenvolvimento nacional. O primeiro passo foi a desoneração
fiscal do livro, em 2004. Essa visão estratégica de política
nacional do livro, leitura e bibliotecas olhando pelo menos duas décadas
adiante é resultado de amplo debate com a sociedade e se materializa na
forma do Plano Nacional do Livro e Leitura, uma obra coletiva do Estado, das empresas
e do terceiro setor. Isso implica, sim, abrir bibliotecas, ampliar o acesso da
população às várias formas de leitura, formar multiplicadores
da leitura, dar ao tema a relevância de política de Estado, fazer
campanhas para estimular o ato de ler e, ainda, apoiar e fortalecer a cadeia produtiva
e criativa do livro, uma área fundamental para a cultura brasileira e para
o próprio país. O Estado brasileiro, que apóia e financia
diversos setores da economia, não poderia, evidentemente, discriminar a
indústria do livro e, nesse sentido, o BNDES-ProLivro, um conjunto
de medidas criadas para apoiar editores, livreiros e escritores brasileiros, anunciado
durante a Bienal do Livro do Rio, quer fortalecer o setor e, ainda, contribuir
para baratear o preço do livro ao consumidor. Hoje em dia, o brasileiro
lê, em média, menos de dois livros por ano, contra 2,4 na Colômbia,
cinco nos EUA e Inglaterra e sete na França. É dever do Estado liderar
o processo para mudar esse quadro para, entre outros, promover inclusão
social e cidadania. Outros olhares e formas de percepção dessa questão
e, ainda, vozes isoladas que destoam do resto da sociedade enriquecem esse debate
e a busca por soluções. É, enfim, nessa diversidade do pensamento
e da compreensão saudáveis e imprescindíveis sempre
que travadas no campo da ética pública que o Brasil dirá
aonde quer chegar, o papel do livro e da leitura e, em especial, como e com quem
fazer isso. Aproveito para corrigir um dado absolutamente incorreto, e que diz
a meu respeito, publicado na referida coluna. Diz que o Tribunal de Contas do
Estado de São Paulo teria denunciado o então prefeito de Ribeirão
Preto para que devolvesse 2,6 milhões de reais aos cofres públicos
por causa de um suposto favorecimento a uma microempresa de minha propriedade.
A informação não procede. O valor, por exemplo, supera a
soma de dez anos de faturamento da microempresa que dirigi até o início
de 2004. Trata-se de uma leitura errônea de uma acusação feita
por um ex-vereador (cassado por quebra de decoro), feita ao mesmo tempo à
Justiça e ao Tribunal de Contas, que tenta apontar um suposto uso irregular
de 114.803,67 reais gastos na realização de uma feira de livros
em 2001, quando eu era secretário municipal da Cultura. O grafismo do evento,
de acordo com a acusação, trazia uma caneta-tinteiro (que é
um dos símbolos mais comumente associados à cultura escrita no mundo)
que poderia ser associada à logomarca da microeditora. A ação
popular foi julgada improcedente em 8/7/2003 pela juíza Mayra Callegari
Gomes de Almeida, da 4ª Vara Civil. Já os conselheiros do Tribunal
de Contas nem sequer apreciaram a acusação, cujo processo possui,
até agora, apenas um parecer interno e a contestação da defesa.
Ou seja: sobre o mérito, o único julgamento havido até agora
considerou a acusação improcedente. Sobre o valor e no que diz respeito
à infundada acusação, vale a pena dar uma boa espiada nas
iniciais do processo TC-1015/006/02 a fim de esclarecer eventuais dúvidas
e restabelecer a verdade ("Sou um Maurício Marinho", 1º de junho). Galeno
Amorim Coordenador do Plano Nacional do Livro e Leitura Ministério
da Cultura Brasília, DF No artigo "Sou
um Maurício Marinho", o colunista Diogo Mainardi, depois de assegurar que
o Estado é mau comprador, afirma: "...outro dia o BNDES comprou algumas
cópias do Dicionário Aurélio, na versão para
computador. Cada uma custou 643 reais. O mesmo produto pode ser encontrado no
mercado por 154,80 reais". O colunista errou. A compra realizada pelo BNDES foi
de dez cópias para uso em rede pelo valor total de 643 reais. Cada uma
custou, portanto, 64,30 reais. A retificação se impõe como
um compromisso ético de VEJA com seus leitores. Evidentemente o colunista
foi induzido ao erro por seu informante ou por seu fornecedor. Paulo Totti Assessor
de imprensa do BNDES Rio de Janeiro, RJ Corrupção
2 Com relação à citação
na matéria "O que será que ele sabe?" (1º de junho), tenho
a esclarecer que o fato relatado não é verdadeiro. O ex-governador
Garotinho não me pediu que procurasse quem quer que seja para pedir qualquer
coisa, tampouco rasguei nenhuma assinatura, até porque não era depositário
de assinaturas. Fui procurado por diversos parlamentares do governo, pedindo que
eu intercedesse junto ao Garotinho para a retirada de assinaturas, entre eles
o deputado Sandro Mabel. Houve propostas dos interlocutores de atendimento de
compromissos passados não atendidos, como gesto de boa vontade do governo
em troca da retirada das assinaturas. Levei o assunto ao Garotinho, que recusou
qualquer proposta que envolvesse a retirada das assinaturas. Deputado Eduardo
Cunha Rio de Janeiro, RJ A empresa
Novadata recebeu com espanto a denúncia de que foi vítima ("O líder
por testemunha", 1º de junho). Com base numa carta anônima, fomos acusados
de favorecimento numa licitação que não ocorreu e cujo edital
nem sequer foi publicado ainda. Há vinte anos participamos de licitações
de forma limpa e transparente. Repudiamos as tentativas de nos envolver em questões
políticas. As vendas da Novadata para os Correios caem desde o início
do atual governo. Chegaram a 60 milhões de reais em 2002 (governo FHC),
foram reduzidas para 10 milhões em 2003 e 5 milhões em 2004, que
corresponderam a apenas 1,5% do nosso faturamento naquele ano. Em 2005, a Novadata
não fez nenhuma venda aos Correios. Desde 2003 (governo Lula), os Correios
licitaram e compraram 116 milhões de reais em produtos de informática,
como os vendidos pela Novadata. As vendas da Novadata para a instituição
nesse período somam 15 milhões, 13% do total licitado. Esse porcentual
é inferior ao market share da Novadata de 22% no segmento de governo. Na
última licitação dos Correios para o Banco Postal, realizada
na modalidade pregão, a Novadata concorreu, em consórcio com a Positivo,
e três empresas disputaram a fase final, entre elas nosso consórcio,
em pregão presencial cujo vencedor só foi definido depois de 42
lances. Portanto, não procedem as insinuações de que a Novadata
tenha sido beneficiada em licitações dos Correios. Gilberto
Machado Diretor executivo Novadata Sistemas e Computadores S/A Brasília,
DF Em nenhum momento mantive contato com repórteres
ou jornalistas dessa conceituada revista ou com pessoas vinculadas a qualquer
outro órgão da imprensa. Portanto, as expressões que sugerem
que eu tenha suspeitado de "maracutaia" e tentado impedir a "folia" não
são de minha autoria ("A estranha sociedade", 1º de junho). Além
disso, enfatizo que em hipótese alguma deve ser atribuído a minha
pessoa, funcionário concursado com 28 anos de uma carreira que sempre pautou
pela defesa incondicional do IRB Brasil Re, o fornecimento de qualquer documentação
a VEJA. Roberto Carvalho Rio de Janeiro, RJ
Lúcia Flecha de Lima Conheço Lúcia
desde a juventude em Belo Horizonte, mas nunca tive oportunidade de conviver com
ela e saber mais sobre sua vida, e agora agradeço a VEJA por esse Perfil
("'De pé, a madame chegou'", 1º de junho). Só lamento o que
me pareceu certo machismo da forma um tanto pejorativa com que a reportagem descreve
sua atuação à frente de um órgão público,
que me leva a imaginar se o tom seria o mesmo caso tratasse de um homem que consiga
fazer de uma repartição pública de segunda grandeza o que
Lúcia está fazendo. Com uma vida tão rica atrás de
si, tantos filhos criados e brilho e respeito já conquistados por ela e
seu marido na sociedade de tantos países, não é admirável
que essa mulher recuse uma vida de ócio e facilidades que sua condição
social e financeira lhe permitiria facilmente e escolha um recomeço profissional
até agora tão bem-sucedido? Roberto Negrão de Lima Nova
Lima, MG André Petry
Foi com um misto de vergonha (afinal, além de brasileira, sou advogada)
e de galhardia (porque admirei a coragem do colunista) que li a coluna de André
Petry ("É a cara do Brasil", 1º de junho). Que VEJA possa continuar
contando com a precisão e a clareza de André Petry, que, nesta edição,
me levou a uma profunda reflexão sobre o papel do Poder Judiciário
na aplicação do princípio da dignidade humana previsto na
Constituição Federal de nosso país. Cláudia
Ramos São Paulo, SP Duvido
que algum cidadão a quem ainda reste um pouco de brio e de coragem para
indignar-se tenha ficado indiferente ao brilhante artigo. Isabel de S. Torres São
João do Piauí, PI Lya Luft
O texto "O feio vício da inveja" (Ponto de vista, 1º de junho) me
levou a revisar minha vida, minhas atitudes, minhas palavras. Solicitei aos amigos
que não cultivam a inveja que façam o mesmo. Inveja,
Lya, lá bem no íntimo, é sinal de admiração,
encantamento, veneração. Como não queremos admitir tal fascínio
que nos desperta a criatura, suas obras, sua personalidade, invejamos. Que pena!
A força dos fracos é a humildade; a fraqueza dos fortes é
o orgulho. Frei Irineu Costella Por e-mail
Terapia de casal Muito feliz a afirmativa do psicoterapeuta
Flávio Gikovate quando diz: "As pessoas não fazem exames rotineiros
do coração? Deveriam visitar o terapeuta para fazer check-up do
casamento também". Aqui se resume grande parte do que acontece nas relações
conjugais em processo de crise e falência: a procura de ajuda psicoterápica
quando já existem "metástases" no conflito conjugal. Quando as relações
já estão em fase terminal, simplesmente aguardando a "eutanásia
psicológica". Permita-me o doutor Flávio Gikovate uma complementação:
"As pessoas deveriam fazer também, constantemente, um check-up psicoterápico
da vida pessoal!" ("Separados no divã", 1º de junho). Doutor
Edson F. Nascimento Psiquiatra e psicoterapeuta Ribeirão Preto,
SP Michel Onfray
A seção
Cartas é uma das minhas preferidas. Gosto de ver o entendimento dos leitores
sobre os mais variados assuntos abordados pela revista. Mas desta vez me indignei
(frustração mesmo). Esperei o que foi confirmado que
a entrevista com Michel Onfray (Amarelas, 25 de maio) fosse a campeã de
correspondências da semana. Queria ver os diversos argumentos contra e a
favor. No entanto, somente uma carta foi publicada (Cartas, 1º de junho).
Vocês não poderiam pelo menos abrir espaço na revista on-line? Julio
Maximo de Almeida Por e-mail 
CORREÇÕES: No artigo "O feio vício da inveja" (Ponto
de vista, 1º de junho) foi atribuída a nacionalidade francesa à
escritora Marguerite Yourcenar, que na realidade era belga de nascimento, com
nacionalidade americana e francesa. * No quadro "Apagão de competência
no Ibama" (18 de maio), das 25 hidrelétricas citadas, apenas quinze aguardam
licenciamento ambiental do Ibama. As outras dez dependem de órgãos
estaduais. Nota: O Ibama informou que "a velocidade da análise
dos projetos depende da qualidade dos estudos de impacto ambiental fornecidos
pelos empreendedores, e o licenciamento final, do cumprimento de todas as condicionantes
ambientais estabelecidas para uma usina entrar em funcionamento. Outros dados
sobre o licenciamento de hidrelétricas estão disponíveis
no site www.ibama.gov.br".
O vinho San Telmo
Por
equívoco, a reportagem "Vale mais a tradição" (25 de maio)
mostra uma garrafa do vinho argentino San Telmo no quadro "Invasão de má
qualidade". O vinho San Telmo não é citado no texto e nem
poderia. Ele não se encaixa na categoria de vinhos que a reportagem queria
mostrar. O San Telmo recebeu 86 pontos do mais exigente e respeitado crítico
de vinhos do mundo, o americano Robert Parker. Nenhum vinho brasileiro mereceu
classificação por Parker. Sobre o San Telmo, o crítico diz:
"Esse vinho é mais uma evidência de que atualmente a Argentina está
produzindo vinhos melhores do que o Chile. O San Telmo é surpreendentemente
rico, intenso e encorpado".
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Condenados No
quadro "Testemunhas procuradas", publicado nesta seção de Cartas
na edição de 25 de setembro de 1996, VEJA reproduziu o apelo da
leitora Delizete Costa Carnaúba, da cidade de Bicas, em Minas Gerais, que
procurava os ocupantes de um Monza vermelho, responsáveis pela filmagem,
em abril daquele ano, de um racha entre dois carros numa estrada do município
mineiro de Mar de Espanha. A disputa irresponsável culminou num acidente
no qual Delizete perdeu toda a família: a filha única, as netas
Victória, de 2 anos, e Theodora, de 7 meses, o genro e uma tia, que com
ela vivia. Os ocupantes do Monza eram portanto testemunhas-chave para que o processo
contra os motoristas fosse adiante. Com a publicação do telefone
de Delizete, as testemunhas apareceram, e o caso prosseguiu. Na semana passada,
nove anos depois do acidente, o médico Ademar Pessoa Cardoso, um dos motoristas,
foi condenado a doze anos de prisão. O empresário Ismael Keller
Loth, o outro envolvido, já havia sido condenado em junho do ano passado
a dezesseis anos de reclusão. | | |