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Muito oportuna
a reportagem "Promessa de milagre" (1º de maio), alertando a população
para a falácia dos tratamentos alternativos. Entre as doenças
mais alvejadas por esses descalabros esotéricos, deve ser lembrada
a obesidade, que mata 80.000 brasileiros por
ano, muitos deles vitimados pela omissão terapêutica que
vem a reboque de todo falso milagre que se vende a um paciente aflito.
O Consenso Latino-Americano de Obesidade acaba de reiterar a condenação
a qualquer forma de terapia alternativa utilizada em tratamentos para
emagrecer. Excelente
a reportagem sobre terapias alternativas. Tal trabalho dignifica e engrandece
o jornalismo brasileiro, ao denunciar práticas não reconhecidas
cientificamente que podem levar a danos irreversíveis na saúde
das pessoas desavisadas que as utilizam. A matéria
sobre terapias alternativas esqueceu de mencionar o ayurveda, a medicina
indiana. Em uma recente pesquisa, publicada na edição de
15 de abril no American Journal of Cardiology, conceituada revista
americana de cardiologia, foram avaliados idosos saudáveis com
relação ao espessamento da parede dos vasos sanguíneos,
doença conhecida como arteriosclerose, que é um dos principais
fatores de risco para o infarto e o derrame. O programa foi baseado na
tradição milenar da medicina indiana, incluiu meditação
duas vezes ao dia, dieta com baixo teor de gordura e rica em frutas e
vegetais, caminhadas e exercícios de ioga para reduzir o stress
e suplementos de plantas medicinais com ação antioxidante.
Após um ano de tratamento, a probabilidade de apresentar redução
do espessamento das paredes da artéria carótida, que irriga
o cérebro, medido por ultra-sonografia, foi cerca de quatro vezes
maior entre os integrantes do grupo que praticou a medicina indiana que
entre os voluntários dos outros dois grupos que fizeram tratamento
convencional ou receberam terapias médicas modernas. Fazendo uma
correção quanto ao número de vértebras existentes
na coluna espinhal, são 33 (em alguns casos, 34) e não 24,
como diz a reportagem "Promessa de milagre". Parabéns
pela esclarecedora matéria. Sou médico. Tentei deixar de
fumar fazendo uso dos adesivos de nicotina e do Zyban. Tive reação
alérgica aos adesivos e sofri com os efeitos colaterais do Zyban.
Consegui êxito com a auriculoterapia no Instituto Marat, deixando
o vício já há quase três meses, com muito pouca
dificuldade. Lamento que essa técnica não tenha sido citada
na matéria. É
preciso parar com essa hipocrisia de que só a medicina alopática
é a salvadora de todos os males. A concorrência deve existir
e é salutar. Deixem que as pessoas tenham a liberdade de escolher
o que é melhor para elas. Nenhum tratamento alternativo sobreviverá
sem resultados positivos e ninguém é louco de gastar dinheiro
em tratamentos que não atendem a suas necessidades. A revista
VEJA surpreende-me a cada semana. Muito boa a reportagem "Promessa de
milagre". Quantas pessoas, no desespero pela cura, buscam essas terapias
alternativas, deixando muitas vezes de recorrer a terapias que realmente
são eficazes. É bom que o Conselho de Medicina esteja afirmando
com convicção que as pessoas pensem no que estão
fazendo ao próprio corpo. É fato que as consultas são
muito rápidas e alguns médicos nem sequer olham no rosto
do paciente e já vão preenchendo a receita. Perdi meu
pai em conseqüência de câncer em metástase. É
triste ver como pacientes que não encontram boas perspectivas de
solução por meio da medicina são bombardeados por
pessoas que querem ajudar e acabam sugerindo serviços de verdadeiros
charlatões que só alimentam falsas esperanças de
alívio e cura, muitas vezes à custa de bastante esforço
e sacrifícios inúteis. Conselhos irresponsáveis podem
transformar o que já é extremamente grave em algo ainda
pior. Parabéns a VEJA por abordar esse delicado tema com tanta
competência. A medicina
convencional deveria entender e aceitar que as medicinas alternativas
não são suas concorrentes, mas aliadas.
Parabéns
ao diplomata Bustani. Tenho orgulho de ser brasileira como o senhor. São
esses valores integridade, dignidade, coragem e auto-estima
que precisamos desenvolver em nossa identidade para não ser tragados
no processo voraz e irreversível da globalização
(Amarelas, 1º de maio). A postura
do senhor Bustani nos deixa envaidecidos por saber que pessoas de nosso
país e de seu quilate ocupam espaços nos organismos internacionais. Reacendi
minhas esperanças no futuro do Brasil. Se os políticos tivessem
metade da fibra e da coragem desse valoroso brasileiro, nosso país
seria uma potência mundial. Parabéns,
diplomata. O senhor, nessa atitude corajosa, nos traz um pouco de alegria
e esperança numa nação soberana e livre de tantas
mazelas sociais, éticas e morais que vivemos no Brasil e no mundo
e ainda resgata, perante a opinião pública nacional e internacional,
a real e verdadeira imagem do homem público e do povo brasileiro.
O sacrifício
do nobre diplomata trará maior transparência entre os países
do mundo em futuro próximo. Isso depende apenas de atitudes como
a do embaixador Bustani.
Fiquei triste
ao ver estampada com destaque na seção Cartas (1º de
maio) a mensagem de um senhor do interior do Paraná pisoteando
a figura santa do papa João Paulo II. Ele pode estar alquebrado
fisicamente, mas espiritualmente se mantém forte e é exemplo
de concórdia, decência e perdão para os povos de todas
as crenças. Imagine se
um dia seu pai, velho, doente, corcunda e fraco, estivesse à frente
de sua família, sua empresa, mas mantivesse a lucidez, o raciocínio
e a responsabilidade de conduzir e orientar milhares de pessoas. Você
o sacrificaria pela debilidade física? Iria afastá-lo de
sua família? Impediria que conduzisse sua empresa? Pensar um pouco
antes de emitir julgamentos tão sérios deve ser um costume
a ser aprendido. Na Igreja Católica aprendemos a amar e apoiar
uns aos outros. Se alguém erra, é devidamente repreendido.
Assim como em uma família.
É
bizarra a atitude de certos governantes interessados em continuar no poder
para atender às necessidades da população. Chega
a ser intrigante, porque muitos deles passam anos sem inaugurar uma obra
nem fazer uma "boa ação". E, de repente, uma explosão
de benefícios para o povão encanta nossos olhos. Espero
que a sociedade esteja realmente de olhos bem abertos para esses que estão
mais para getulistas que para sinceros e honestos governantes ("A luta
para não sair do palácio", 1º de maio).
De muita
valia a abordagem sobre a chacina no colégio alemão ("Chacina
na escola", 1º de maio). Ela nos mostra a verdadeira banalização
de valores e o desrespeito à vida, além de nos fazer indagar
sobre quem é o real responsável por essa barbárie.
Será que a sociedade se habituará a conviver com fatos como
esse? Espero que não.
Nossos cumprimentos
pela excelente matéria "Como julgar um advogado" (Guia, 24 de abril).
Pelo que sei, é a primeira vez que um artigo de tal importância
e escrito de forma tão objetiva é publicado na grande imprensa.
VEJA cumpriu seu papel de bem informar o público e trouxe ao escritório
em que trabalho formado por nove advogados e cinco estagiários
um manual de conduta obrigatório. Gostaria
de parabenizar a revista VEJA pela matéria "Como julgar um advogado"
pela extrema clareza e objetividade na abordagem do tema. Sabemos que
os profissionais competentes e os não tão competentes estão
por todas as partes, mas muitas vezes saber identificá-los torna-se
uma tarefa desgastante e frustrante.
A devolução
do IPVA lançado só pode ser feita se houver previsão
legal e, à exceção de lei do Rio Grande do Sul, que
prevê devolução proporcional do imposto na hipótese
de perda total do veículo, nenhum outro Estado tem esse dispositivo
("Se perder o carro, salve o IPVA", Para usar, 24 de abril).
Adorei a
sugestão colocada no fim da matéria ("Coro dos desafinados",
1º de maio), na qual Ricardo Valladares propõe aos afortunados
cantores que participaram do Show do Milhão contratar um
personal teacher. Santo Deus, parece que as celebridades só se
importam com lipo, Botox, dieta da Lua, dermatologistas, silicone, megahair,
bronzeamento artificial, abdominais, peeling... Mais nada. São
essas pessoas que, a cada entrevista, atingem milhões e milhões
de jovens e crianças. Poderiam, com palavras certas e um pouco
mais de conhecimento, influenciar para melhor muita gente.
Diogo Mainardi
faz sucesso falando mal do Brasil. Aproveita tema fácil, pois essa
é uma mania nacional, exercitada aqui por todas as classes sociais.
Os menos favorecidos culpam o Brasil por sua menos-valia, a classe média
pelo fardo de ter de financiar o governo, os abonados porque supõem
que "chic" mesmo são França, Inglaterra, Estados Unidos,
ou Veneza. Temos o direito de falar mal do Brasil e a fonte é
extensa , mas não temos o direito de não amar o Brasil
nem de desconhecer que há por aqui maravilhas que não existem
em nenhum outro lugar ("Não há para onde fugir", 1º
de maio).
Poucas vezes
vi um país ser descrito com tanta beleza e simplicidade, como fez
Roberto Pompeu de Toledo com o pequeno Kiribati ("Kiribati: modo de usar",
Ensaio, 1º de maio). Partindo de um ponto de vista inusitado e criativo,
o colunista deixou seu protesto contra o afastamento do diplomata brasileiro
José Maurício Bustani.
CORREÇÕES:
Peter Costello é tesoureiro da Austrália, e não
do Estado de Victoria ("A
campeã da década", 24 de abril).
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