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Edição 1 750 - 8 de maio de 2002
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"VEJA reafirmou o compromisso com os leitores ao oferecer informações sensatas e imprescindíveis para nosso bem-estar."
Maria Nolasca Costa Pereira
Belo Horizonte, MG

 

Terapias alternativas

Muito oportuna a reportagem "Promessa de milagre" (1º de maio), alertando a população para a falácia dos tratamentos alternativos. Entre as doenças mais alvejadas por esses descalabros esotéricos, deve ser lembrada a obesidade, que mata 80.000 brasileiros por ano, muitos deles vitimados pela omissão terapêutica que vem a reboque de todo falso milagre que se vende a um paciente aflito. O Consenso Latino-Americano de Obesidade acaba de reiterar a condenação a qualquer forma de terapia alternativa utilizada em tratamentos para emagrecer.
Doutor Walmir Ferreira Coutinho
Coordenador do Consenso Latino-Americano de Obesidade
Rio de Janeiro, RJ

Excelente a reportagem sobre terapias alternativas. Tal trabalho dignifica e engrandece o jornalismo brasileiro, ao denunciar práticas não reconhecidas cientificamente que podem levar a danos irreversíveis na saúde das pessoas desavisadas que as utilizam.
José Egídio Paulo de Oliveira
Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes
Rio de Janeiro, RJ

A matéria sobre terapias alternativas esqueceu de mencionar o ayurveda, a medicina indiana. Em uma recente pesquisa, publicada na edição de 15 de abril no American Journal of Cardiology, conceituada revista americana de cardiologia, foram avaliados idosos saudáveis com relação ao espessamento da parede dos vasos sanguíneos, doença conhecida como arteriosclerose, que é um dos principais fatores de risco para o infarto e o derrame. O programa foi baseado na tradição milenar da medicina indiana, incluiu meditação duas vezes ao dia, dieta com baixo teor de gordura e rica em frutas e vegetais, caminhadas e exercícios de ioga para reduzir o stress e suplementos de plantas medicinais com ação antioxidante. Após um ano de tratamento, a probabilidade de apresentar redução do espessamento das paredes da artéria carótida, que irriga o cérebro, medido por ultra-sonografia, foi cerca de quatro vezes maior entre os integrantes do grupo que praticou a medicina indiana que entre os voluntários dos outros dois grupos que fizeram tratamento convencional ou receberam terapias médicas modernas.
Doutor Aderson Moreira da Rocha
Presidente da Associação Brasileira de Ayurveda
Rio de Janeiro, RJ

Fazendo uma correção quanto ao número de vértebras existentes na coluna espinhal, são 33 (em alguns casos, 34) e não 24, como diz a reportagem "Promessa de milagre".
Rodrigo de Almeida Rosa
Rio de Janeiro, RJ

Parabéns pela esclarecedora matéria. Sou médico. Tentei deixar de fumar fazendo uso dos adesivos de nicotina e do Zyban. Tive reação alérgica aos adesivos e sofri com os efeitos colaterais do Zyban. Consegui êxito com a auriculoterapia no Instituto Marat, deixando o vício já há quase três meses, com muito pouca dificuldade. Lamento que essa técnica não tenha sido citada na matéria.
Doutor Mauro Rabinovitch
São Paulo, SP

É preciso parar com essa hipocrisia de que só a medicina alopática é a salvadora de todos os males. A concorrência deve existir e é salutar. Deixem que as pessoas tenham a liberdade de escolher o que é melhor para elas. Nenhum tratamento alternativo sobreviverá sem resultados positivos e ninguém é louco de gastar dinheiro em tratamentos que não atendem a suas necessidades.
Vilson F. Bonacin
Curitiba, PR

A revista VEJA surpreende-me a cada semana. Muito boa a reportagem "Promessa de milagre". Quantas pessoas, no desespero pela cura, buscam essas terapias alternativas, deixando muitas vezes de recorrer a terapias que realmente são eficazes. É bom que o Conselho de Medicina esteja afirmando com convicção que as pessoas pensem no que estão fazendo ao próprio corpo. É fato que as consultas são muito rápidas e alguns médicos nem sequer olham no rosto do paciente e já vão preenchendo a receita.
Angela Maria de Almeida
Campo Grande, MS

Perdi meu pai em conseqüência de câncer em metástase. É triste ver como pacientes que não encontram boas perspectivas de solução por meio da medicina são bombardeados por pessoas que querem ajudar e acabam sugerindo serviços de verdadeiros charlatões que só alimentam falsas esperanças de alívio e cura, muitas vezes à custa de bastante esforço e sacrifícios inúteis. Conselhos irresponsáveis podem transformar o que já é extremamente grave em algo ainda pior. Parabéns a VEJA por abordar esse delicado tema com tanta competência.
Jorge A. Nurkin
São Paulo, SP

A medicina convencional deveria entender e aceitar que as medicinas alternativas não são suas concorrentes, mas aliadas.
Maria Tereza Barros Valadão
Ipatinga, MG

 

José Maurício Bustani

Parabéns ao diplomata Bustani. Tenho orgulho de ser brasileira como o senhor. São esses valores – integridade, dignidade, coragem e auto-estima – que precisamos desenvolver em nossa identidade para não ser tragados no processo voraz e irreversível da globalização (Amarelas, 1º de maio).
Regina Rocha
Porto Velho, RO

A postura do senhor Bustani nos deixa envaidecidos por saber que pessoas de nosso país e de seu quilate ocupam espaços nos organismos internacionais.
Gilmar Hélio Stabach
Jacarezinho, PR

Reacendi minhas esperanças no futuro do Brasil. Se os políticos tivessem metade da fibra e da coragem desse valoroso brasileiro, nosso país seria uma potência mundial.
Fernando Augusto de Mendonça Neto
Recife, PE

Parabéns, diplomata. O senhor, nessa atitude corajosa, nos traz um pouco de alegria e esperança numa nação soberana e livre de tantas mazelas sociais, éticas e morais que vivemos no Brasil e no mundo e ainda resgata, perante a opinião pública nacional e internacional, a real e verdadeira imagem do homem público e do povo brasileiro.
Gismário Barreto de Almeida
Santa Maria, DF

O sacrifício do nobre diplomata trará maior transparência entre os países do mundo em futuro próximo. Isso depende apenas de atitudes como a do embaixador Bustani.
Ulisses Peixoto Pinto Neto
Brasília, DF

 

Cartas

Fiquei triste ao ver estampada com destaque na seção Cartas (1º de maio) a mensagem de um senhor do interior do Paraná pisoteando a figura santa do papa João Paulo II. Ele pode estar alquebrado fisicamente, mas espiritualmente se mantém forte e é exemplo de concórdia, decência e perdão para os povos de todas as crenças.
Vicente de Paula Portella
Vitória, ES

Imagine se um dia seu pai, velho, doente, corcunda e fraco, estivesse à frente de sua família, sua empresa, mas mantivesse a lucidez, o raciocínio e a responsabilidade de conduzir e orientar milhares de pessoas. Você o sacrificaria pela debilidade física? Iria afastá-lo de sua família? Impediria que conduzisse sua empresa? Pensar um pouco antes de emitir julgamentos tão sérios deve ser um costume a ser aprendido. Na Igreja Católica aprendemos a amar e apoiar uns aos outros. Se alguém erra, é devidamente repreendido. Assim como em uma família.
João Moisés Arbex
Três Corações, MG

 

Eleições

É bizarra a atitude de certos governantes interessados em continuar no poder para atender às necessidades da população. Chega a ser intrigante, porque muitos deles passam anos sem inaugurar uma obra nem fazer uma "boa ação". E, de repente, uma explosão de benefícios para o povão encanta nossos olhos. Espero que a sociedade esteja realmente de olhos bem abertos para esses que estão mais para getulistas que para sinceros e honestos governantes ("A luta para não sair do palácio", 1º de maio).
Thaís Feitosa
Teresina, PI

 

Chacina

De muita valia a abordagem sobre a chacina no colégio alemão ("Chacina na escola", 1º de maio). Ela nos mostra a verdadeira banalização de valores e o desrespeito à vida, além de nos fazer indagar sobre quem é o real responsável por essa barbárie. Será que a sociedade se habituará a conviver com fatos como esse? Espero que não.
Álvaro Farias Galassi
Campo Grande, MS

 

Guia

Nossos cumprimentos pela excelente matéria "Como julgar um advogado" (Guia, 24 de abril). Pelo que sei, é a primeira vez que um artigo de tal importância e escrito de forma tão objetiva é publicado na grande imprensa. VEJA cumpriu seu papel de bem informar o público e trouxe ao escritório em que trabalho – formado por nove advogados e cinco estagiários – um manual de conduta obrigatório.
Nilo Kaway Junior
Florianópolis, SC

Gostaria de parabenizar a revista VEJA pela matéria "Como julgar um advogado" pela extrema clareza e objetividade na abordagem do tema. Sabemos que os profissionais competentes e os não tão competentes estão por todas as partes, mas muitas vezes saber identificá-los torna-se uma tarefa desgastante e frustrante.
Cibele Fabichak
São Paulo, SP

 

Para usar

A devolução do IPVA lançado só pode ser feita se houver previsão legal e, à exceção de lei do Rio Grande do Sul, que prevê devolução proporcional do imposto na hipótese de perda total do veículo, nenhum outro Estado tem esse dispositivo ("Se perder o carro, salve o IPVA", Para usar, 24 de abril).
Clóvis Panzarini
Coordenador da Administração
Tributária da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo
São Paulo, SP

 

Televisão

Adorei a sugestão colocada no fim da matéria ("Coro dos desafinados", 1º de maio), na qual Ricardo Valladares propõe aos afortunados cantores que participaram do Show do Milhão contratar um personal teacher. Santo Deus, parece que as celebridades só se importam com lipo, Botox, dieta da Lua, dermatologistas, silicone, megahair, bronzeamento artificial, abdominais, peeling... Mais nada. São essas pessoas que, a cada entrevista, atingem milhões e milhões de jovens e crianças. Poderiam, com palavras certas e um pouco mais de conhecimento, influenciar para melhor muita gente.
Silvia Camargo
Ilhabela, SP

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi faz sucesso falando mal do Brasil. Aproveita tema fácil, pois essa é uma mania nacional, exercitada aqui por todas as classes sociais. Os menos favorecidos culpam o Brasil por sua menos-valia, a classe média pelo fardo de ter de financiar o governo, os abonados porque supõem que "chic" mesmo são França, Inglaterra, Estados Unidos, ou Veneza. Temos o direito de falar mal do Brasil – e a fonte é extensa –, mas não temos o direito de não amar o Brasil nem de desconhecer que há por aqui maravilhas que não existem em nenhum outro lugar ("Não há para onde fugir", 1º de maio).
Valther Ostermann
Blumenau, SC

 

Roberto Pompeu de Toledo

Poucas vezes vi um país ser descrito com tanta beleza e simplicidade, como fez Roberto Pompeu de Toledo com o pequeno Kiribati ("Kiribati: modo de usar", Ensaio, 1º de maio). Partindo de um ponto de vista inusitado e criativo, o colunista deixou seu protesto contra o afastamento do diplomata brasileiro José Maurício Bustani.
Nelson Siqueira dos Santos Júnior
Rio de Janeiro, RJ

 

CORREÇÕES: Peter Costello é tesoureiro da Austrália, e não do Estado de Victoria ("A campeã da década", 24 de abril). O nome correto do restaurateur do interior paulista citado na matéria "TV Nojeira" (24 de abril) é Paulo Reale.

 

OS BELGAS NÃO FALAM BELGA

O leitor Joost van Damme nasceu na região belga de Flandres e vive atualmente em Ribeirão Preto, no interior paulista. Uma informação publicada na matéria "É hospital. Mas pode chamar de hotel" (17 de abril) chamou sua atenção. VEJA disse que "no mega-hospital de Bangcoc, o Bumrungrad, há uma equipe de intérpretes em tempo integral para vários idiomas: espanhol, vietnamita, francês, alemão, holandês, belga, chinês, japonês, bengali e árabe". Van Damme lembra corretamente que não existe propriamente um idioma belga. "Na Bélgica há duas línguas oficiais: o francês e o holandês. Existe uma controvérsia sobre se o holandês falado na Bélgica é um dialeto – nesse caso, seria conhecido como flamengo, e é predominante na região de Flandres – ou se é uma língua autônoma. Uma das regras para saber se uma língua é própria ou não é a existência de um dicionário. No entanto, não existe um dicionário holandês-flamengo. A diferença entre o holandês da Holanda e o da Bélgica é mais ou menos equivalente ao português de Portugal e o do Brasil."

 

LEONARDO, FLORENTINO DE VINCI,
NASCIDO EM ANCHIANO

Thiago Luís Martins de Oliveira escreveu de Araraquara (SP) para nos parabenizar pela resenha "Leonardo, o cientista" (1º de maio), sobre a biografia de Leonardo da Vinci, e acrescentar que o criador da Mona Lisa, eternizado como um artista florentino, "nasceu na cidade italiana de Vinci – por isso ficou conhecido como Da Vinci. Ainda jovem, mudou-se para Florença, onde foi aprendiz do pintor e escultor Andrea del Verrocchio". Na verdade, Leonardo nasceu em 1452 em Anchiano, próximo a Vinci. Na época, ambas as cidades, Vinci e Anchiano, pertenciam à República de Florença.



 
 
   
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