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Televisão Da série Fringe
ao novo filme da saga Star Trek, as digitais
Nos fóruns de ficção científica da internet, muito se tem debatido sobre um certo Padrão série de fenômenos sobrenaturais ligados entre si. Especula-se também a respeito das motivações do personagem conhecido como Observador um careca soturno que sempre está por perto quando esses fenômenos ocorrem. Ou se a exposição a uma sequência específica das cores verde e vermelho induziria mesmo a um transe hipnótico. O seriado Fringe, que estreou nos Estados Unidos no fim do ano passado e há três semanas no canal pago brasileiro Warner, tem farto material para quem gosta de queimar os neurônios desvendando tramas com referências científicas e teorias conspiratórias. Essa turma já teve como ídolo Chris Carter, criador do extinto Arquivo X. Hoje, a seara tem novo dono: o americano J.J. Abrams. As digitais do produtor, roteirista e diretor estão num programa de ação como Alias ou num filme arrasa-quarteirão como Missão: Impossível III, passando pela história de monstro Cloverfield. Seu maior troféu, contudo, é Lost. Graças à série sobre os sobreviventes de um desastre aéreo perdidos numa ilha bizarra, ele passou de prodígio em quem poucos investiam a uma das mentes criativas mais assediadas do showbiz. Embora não repita o fenômeno, Fringe obtém audiência suficiente para manter seu prestígio. Abrams logo se confirmará de vez como o nerd-mor do pedaço: em maio, estreará nos cinemas o 11º filme da saga Star Trek, que tem sua direção. Abrams se envolveu em Lost para socorrer a rede americana ABC, que tinha em mãos o argumento do programa, mas não sabia como transformar aquilo em algo instigante. "Logo percebi que a melhor forma de uma trama de mistério prender o espectador era criar tantas reviravoltas e desdobramentos paralelos que ele não tivesse tempo de respirar", disse ele a VEJA (leia a entrevista abaixo). Confundir também é a palavra de ordem em Fringe. Só que aqui se emula francamente Arquivo X: a história é centrada numa agente do FBI, Olivia Dunham (Anna Torv), e fala de uma teoria conspiratória que envolve o governo americano e uma empresa de alta tecnologia. De paranormalidade a terrorismo biológico, cabe tudo na salada. Abrams em geral atua nos primeiros episódios das séries e, depois, deixa o trabalho a cargo de outros profissionais. Boa parte das pirações de Lost, por exemplo, saiu da cabeça do parceiro Damon Lindelof. Filho de um produtor de filmes para a TV, Abrams conviveu com equipes de gravação desde a infância. Na pré-adolescência, já dava mostras de seu pendor para o ramo: num curta-metragem em super-8 produzido com um colega, a trama versava sobre uma boneca assassina capaz de levitar. Ele tem 42 anos e está casado há treze com a relações-públicas Katie McGrath (o casal tem três filhos). Tempos atrás, a mulher entregou que Abrams não raro passa o dia trancado em casa de pijama, a ler e escrever. "J.J. é um ser de outro planeta", declarou ela.
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