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Edição 2107

8 de abril de 2009
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Robert Hare (Entrevista) - 28
Veja Essa - 24
Fim dos vestibulares (Artigo) - 13

 

Condenações no caso Daslu

 

Divulgação
Luxo
Em bilhete à imprensa, Eliana afirmou: "Não represento perigo para a sociedade". Na sexta-feira (27 de março), com um habeas corpus-relâmpago, a dona da Daslu foi descansar em casa

"Pergunto-me, às vezes, se realmente valem a pena tanto dinheiro e tanto poder à custa de um negócio tão sujo. Tem a senhora Eliana Tranchesi o sono dos justos?"
Marcelo Antonio Mariz Maia
João Pessoa, PB

Concordo que a indústria do luxo cria empregos qualificados, gera divisas, tendências etc. Mas me pergunto: em que Eliana Tranchesi é melhor que Martha Stewart, Leona Helmsley ou Sophia Loren? Todas burlaram o Fisco, foram descobertas, julgadas e tiveram de pagar por seus atos. Nos Estados Unidos e na Itália, nenhum cidadão está acima da lei. Aqui no Brasil é essa bandalheira, em que uns são melhores que outros. Espero que a sentença da senhora Tranchesi seja o começo de uma mudança no nosso sistema judiciário. Já está mais do que na hora de a Justiça brasileira ser célere nos seus julgamentos, sem deixar espaço para as famosas "interpretações da lei" que protelam os casos ad eternum ("Um dia a casa cai. Cai?", 1º de abril).
Fábio Archer de Camargo
São Paulo, SP

Vergonhoso o episódio da senhora Eliana e de sua loja de luxo, que nada mais é do que fachada de crimes fiscais. A corrupção no Brasil está generalizada em todos os setores sociais. A ousadia e a criatividade de que fala VEJA, na verdade, muitas vezes estão a serviço do crime e da burla às leis.
Francisco Tomé de Castro
Amsterdã, Holanda

Lendo a revista VEJA, percebi que Eliana Tranchesi escolheu o caminho mais fácil, a estrada mais larga, a avenida da sonegação. Ela terá de pagar por isso e terá de viver por um bom tempo em um lugar estreito. É um alívio saber que neste mundo cheio de Elianas Tranchesis as autoridades brasileiras estão cumprindo as leis. E ainda há pessoas que acham a prisão dela um exagero.
Lian Carla Lago Neiva
West Palm Beach, Flórida, EUA

O Brasil não precisa de condenações a penas seculares, em cadeias cheias de mordomias, e sim de penas curtas, mas que sejam cumpridas, com início rápido e isolamento dos criminosos da sociedade, para que eles possam sentir os efeitos de seus atos. Cadeia para todos, independentemente de sua posição social.
Marcelo Antonio Peres
Por e-mail

Fiquei me sentindo a própria otária quando vi a senhora Eliana Tranchesi deixando a cadeia, toda sorridente, como se estivesse saindo de uma festa. Doo ao governo boa parte do que ganho com o suor do meu trabalho (sou professora) e, mesmo assim, tenho de pagar convênio médico, escola para meus filhos etc. E a madame, sonegando impostos e achando que não representa perigo à sociedade. Representa, sim! O perigo do mau exemplo.
Leila Fernandes Alencar
Osasco, SP

O caso da Daslu é emblemático. A pena exagerada, que contraria o princípio da proporcionalidade, só pode ser explicada por busca de notoriedade ou "cochilo", que abrirá caminho para infindáveis recursos. Enquanto isso, os "40 ladrões" do mensalão, denunciados ao STF, navegam em mares tranquilos e dão consultorias, à espera do desfecho que o país já conhece: a prescrição e, por consequência, a impunidade. A lei não é para todos.
Verter Santa Cecília
Belo Horizonte, MG

 

Senado Federal

A reportagem "A farra é deles. A conta é nossa" (1º de abril) desnuda claramente a farra que se pratica no Senado Federal com o dinheiro do povo. É constrangedor e irritante imaginar que os impostos pagos por gente humilde sejam gastos fraudulentamente pelo "honrado" Senado da República, que, infelizmente, hoje abriga um grupo de políticos irresponsáveis, corruptos e fisiologistas. Até quando vamos suportar esse tipo de ilicitude?
Pedro Edson Lourinho
Fortaleza, CE

"A farra é deles. A conta é nossa." Nunca vi frase mais verdadeira. Enquanto "ralei" estudando para ingressar como médica concursada na prefeitura de Olinda, em Pernambuco, em 1991, recebendo atualmente 882 reais por mês, com retirada de uma gratificação de 360 reais em janeiro de 2009, a vida na "Brasilha" da fantasia é vivida leve e solta. Gostaria que o "céu" do Senado viesse abençoar a minha querida cidade, para que a classe médica municipal recebesse, como vencimento, pelo menos um terço da gratificação de 4.800 reais que o Senado paga a tantos de seus servidores.
Verônica Silveira
Médica pediatra
Olinda, PE

 

Robert Hare

Espero que os legisladores, promotores e juízes deste país leiam atentamente a entrevista com o psicólogo canadense Robert Hare (Amarelas, 1º de abril), para que possam entender que, muitas vezes, a função da Justiça não é recuperar o criminoso, mas sim afastá-lo da sociedade, visto que, se for um psicopata grave, não é recuperável. Essa observação também se aplica aos menores e às leis que os protegem, pois eu, como psiquiatra, sempre me perguntei: qual dado científico serviu para determinar que um psicopata grave, autor de um crime hediondo aos 16 anos e que, pela legislação vigente, não poderá ficar preso por mais de três anos, estará "curado" dessa psicopatia quando tiver 18 ou 21 anos de idade?
Frederico Porto
Médico psiquiatra
Belo Horizonte, MG

Esclarecedora a entrevista com o psicólogo canadense Robert Hare. Os estudos científicos mostram, cada vez mais, que nossas características fundamentais já vêm "impressas em nossa placa-mãe", em nosso "hardware cerebral". O ambiente, a escolaridade e o convívio familiar apenas nos ajudam a lidar com essas características.
Clovis R. Maliska
Florianópolis, SC

 

Veja Essa

Parodiando o presidente Lula, o mestre das metáforas infelizes, poderíamos dizer que a corrupção na política nacional é causada por brancos de olhos e cabelos castanhos (muitas vezes tingidos, inclusive o bigode) que antes não tinham nada e agora têm tudo.
Guilherme Luiz Leite Ribeiro
Rio de Janeiro, RJ

 

Fim dos vestibulares

Muito oportuno o artigo do senhor Claudio de Moura Castro, que sempre se preo-cupou com a educação no Brasil. Contudo, é lamentável pensar que o vestibular separe os burrinhos dos meio burrinhos e dos gênios tupiniquins. O vestibular é um exame eliminatório, e não um teste de inteligência.
Zaíra Dirani
Brasília, DF

 

Suicídio

Minha família sofre há três anos com a perda de meu irmão, que cometeu suicídio aos 29 anos. Não temos histórico de familiares que o fizeram, ele não usava drogas e não percebemos que ele estivesse passando por algum processo de depressão, pois mantinha seu comportamento normal. Todos os dias tentamos entender o motivo que o levou a praticar tal ato, mas não encontramos resposta. É um sofrimento imenso para nós e acho que não existem explicações para uma pessoa tomar uma decisão tão forte quanto essa ("Mortes espelhadas", 1º de abril).
Rita de Cássia Loureiro
João Pessoa, PB



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