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Datas Morreram
o compositor francês Maurice Jarre, vencedor de três Oscar pelas trilhas que escreveu para os filmes Lawrence da Arábia, Passagem para a Índia e Doutor Jivago (que inclui o belíssimo Tema de Lara), todos do diretor David Lean. Ele também fez as trilhas de Mad Max 3, Atração Fatal e Ghost. No total, compôs para mais de 150 filmes. Em fevereiro passado, com a saúde debilitada, foi de cadeira de rodas ao Festival de Berlim, para receber um Urso de Ouro especial pelo conjunto de sua obra. Jarre casou-se quatro vezes e teve três filhos. Um deles é o compositor de música eletrônica Jean-Michel Jarre. Dia 28 de março, aos 84 anos, de causas não reveladas, em Los Angeles. o comediante Anchizes Pinto, o Ankito, um ícone das chanchadas brasileiras, ao lado de Oscarito (com quem nunca trabalhou) e Grande Otelo. Ele atuou em 32 filmes, a maioria comédias. Na TV, participou de séries como Carga Pesada e Sob Nova Direção, da novela Alma Gêmea e do humorístico Zorra Total, todos da Rede Globo. Dia 30, aos 84 anos, de câncer no pulmão, no Rio de Janeiro.
o ex-presidente da Argentina Raúl Alfonsín, o primeiro civil eleito depois do fim da ditadura militar naquele país. Na Casa Rosada, Alfonsín deu apoio ao julgamento dos responsáveis pela morte e desaparecimento de 30 000 pessoas durante os anos de chumbo. Era o único político argentino de destaque contra o qual jamais pesou uma única acusação de corrupção. Alfonsín perdeu popularidade com o agravamento da crise que devastou a economia da Argentina no fim da década de 80. Desgastado pela hiperinflação, antecipou em seis meses a entrega de seu cargo a Carlos Menem, em 1989. Desde 2007, ele lutava contra um câncer de pulmão. Dia 31, aos 82 anos, de pneumonia, em Buenos Aires. o jornalista e político carioca Márcio Moreira Alves. Opositor do regime militar, foi eleito deputado federal em 1966, pelo então MDB. Em 1968, fez um discurso destrambelhado na Câmara, em que pedia aos brasileiros que boicotassem a festa de 7 de setembro em protesto contra os militares. Foi o bastante para que os generais tentassem cassar seu mandato. A Câmara decidiu ficar ao lado de Alves. Isso serviu de pretexto para o presidente Arthur da Costa e Silva editar o Ato Institucional Número 5 (AI-5), que restringiu as liberdades individuais e jogou o Brasil no período mais obscuro de sua história. Cassado, Alves foi para o exílio. Com a redemocratização, voltou a atuar como jornalista. Dia 3, aos 72 anos, de falência de múltiplos órgãos, no Rio de Janeiro.
SEG| 30| MAR| 2009 Condenadas
TER| 31 | MAR | 2009
QUA| 1º | ABR | 2009 Instaurado
QUI | 2 | ABR | 2009 Indiciado
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