Edição 1946 . 8 de março de 2006

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Holofote

Felipe Patury

O CARTÃO-FIDELIDADE DA REELEIÇÃO

Valter Campanato/ABR


O governo descobriu que 2 milhões de pessoas cadastradas nos programas sociais não vinculam seus benefícios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Motivo: no governo anterior, eles já recebiam auxílio, com cartões como os do Bolsa Escola. O Ministério da Segurança Alimentar, dirigido por Patrus Ananias, trocará os cartões dos programas velhos pelos do Bolsa Família, o carro-chefe da campanha de Lula. Com a troca, o valor dos benefícios dessas pessoas subirá.

 

A CARA-DE-PAU DE ROCHA
Roosevelt Pinheiro/
Ag. Brasil/Divulgação


O ex-deputado Paulo Rocha, do PT do Pará, renunciou ao mandato há cinco meses, quando se descobriu que ele estava na lista do mensalão de Marcos Valério. Na semana passada, Rocha começou a fazer propaganda de si mesmo. Espalhou cinqüenta outdoors com seu nome e a frase: "A estrela não se apaga". Estima-se que os cartazes tenham custado 25.000 reais. Cabe à Justiça Eleitoral decidir se Rocha está fazendo campanha fora de época, o que é crime. Evidentemente, ele está.

 

ESCARAMUÇA NA ESPLANADA
Lindomar Cruz/
Ag. Brasil/Divulgação


O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, deve concorrer à reeleição com um novo vice. Ele não quer disputar um novo mandato numa chapa com Clésio Andrade, seu vice atual. Um dos principais candidatos à vaga é o ministro da Saúde, Saraiva Felipe, que quer aliar seu partido, o PMDB, ao PSDB. Se Felipe conseguir, Aécio abortará a candidatura de seu principal oponente, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, que precisa da legenda do PMDB para entrar na sucessão estadual.

 

SISTEMA OPERACIONAL
Mionica Zarattini/AE

Durante o governo Fernando Henrique, o então ministro do Planejamento Martus Tavares desenvolveu um sistema de controle de obras públicas. Em 2005, implantou seu modelo no governo paulista. O BID gostou e decidiu utilizar o método em duas obras de integração: a construção de hidrovias na Amazônia e de uma estrada que ligará São Paulo a Buenos Aires. Os dois projetos estão estimados em 600 milhões de dólares.

 
Foto Miladen Antonov/AFP

Com reportagem de Fábio Portela, Heloisa Joly,
José Edward, Leonardo Coutinho e Veridiana Sedeh

 
 
 
 
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