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Cartas  | "Ser
ambicioso não é pecado, é sinal de vitalidade. O problema
está em se contentar com pouco. Que vida mais sem graça a dos conformados!"
Endrigo de Souza
Cordeirópolis, SP |
Ambição
Uma pena, mas a arrogância e a vaidade
desmedidas dos ambiciosos excessivos não lhes permitirão profundo
entendimento da excelente matéria "A descoberta da ambição"
(1º de março). Quando separada da humildade, a ambição
é hóspede da ignorância e da estupidez. Mirna
Machado Atibaia, SP
Mais uma vez, VEJA abordou um tema complexo com competência e, entre os
extremos, mostrou que existem formas aproveitáveis de usar a ambição
em nosso dia-a-dia. Francisco de Assis Garcia Campinas, SP
A matéria de VEJA sobre
a descoberta da ambição é muito boa e mostra todas as variáveis
e a complexidade relacionadas a ela. Não tenho dúvida nenhuma de
que a ambição nada mais é que um estado de desespero e insegurança
que bate nas pessoas. Pois quem tem capacidade de raciocínio lógico
e inteligência conquista tudo o que quer na vida. Luci Malpica
Buzzulini Campinas, SP
A ambição pode impulsionar o homem para o caminho do bem ou do mal.
Tudo depende de seu caráter. Sergio Dias Nunes São
Caetano do Sul, SP A ambição
é um estado de espírito caracterizado pelo desejo veemente de conquistar
um objetivo cuja consecução exige esforço, sacrifício
e perseverança. No entanto, quando a ambição se limita a
valores exclusivamente materiais, a situações de prestígio,
por motivação egoísta, que tenta de todas as formas derrubar
os outros, com o intuito de usurpar o lugar conquistado por mérito e esforço
próprio, ela se torna um defeito de caráter. Severino Coelho
Viana João Pessoa, PB
Ambicionar coisas grandes pode gerar enormes conflitos. Devemos ambicionar coisas
factíveis, pois a satisfação será a mesma. Edvaldo
Araujo Salvador, BA
Steven Hayes Vivemos a todo instante em busca
da efêmera felicidade. O fato é que a dor sempre existirá,
mas o sofrimento é opcional. Temos nossos valores, nossos pontos fracos,
nossos limites, é preciso realmente conhecê-los e aceitá-los,
tirando assim o maior proveito para viver sem medo (Amarelas, 1º de março).
Obrigado, VEJA. Ravel Inácio Costa Souza João Pessoa,
PB Extraordinária, objetiva
e corajosa a teoria do psicólogo Steven Hayes. O doutor Steven falou com
os olhos e desbravou nossos sentimentos ao deixar fluir a teoria de vencer os
desafios enfrentando o sofrimento. Li e reli em voz alta, como se estivesse diante
de uma orientação existencial. Enfrentar a dor, o sofrimento, a
frustração é uma tarefa delicada e difícil. Ele nos
ensina a tratar a dor sem receio de enfrentar o sofrimento. A matéria foi
uma sessão terapêutica, com valor de exercício de aprendizagem,
em que a receita prescrita tem validade indeterminada: a felicidade. Viver o presente,
sem se ater ao passado, torna a vida mais leve e feliz. Rose Cristine Salomão
Carvalho Amorim Brasília, DF
Realmente não há como nos sentirmos felizes o tempo todo. É
importante também sentir dor. No caso de perda, o normal é sentir
dor. Temos de passar por essa etapa, pois só assim daremos valor à
verdadeira felicidade, quando ela bater a nossa porta. Kelli Pedroso
Porto Alegre, RS O texto de Hayes,
em plena festa de Carnaval seguida de uma Quarta-Feira de Cinzas, é enriquecedor.
Lembra-nos de que não aprendemos a sofrer, como se não fora o sofrimento
a própria vida. Vida como misto de luz e trevas, de fogo e cinzas. Cinzas
que tomam espaço, quase sempre, com lentidão, numa prova clara de
que não há muito a fazer para evitar sentimentos dolorosos. Maria
das Graças Targino Teresina, PI
Fugir da dor é negar nossa dimensão humana, é tratar sem
respeito e levianamente uma manifestação da alma que pede exatamente
o contrário: a reflexão, a reverência, a quietude. Vera
Souza Dantas São Paulo, SP A
dor e o sofrimento não são naturais, posto que temos excelentes
profissionais de saúde, pesquisando e buscando soluções para
essas distorções que nos afligem. Quanto ao apoio recebido do governo
americano para o desenvolvimento dos estudos do psicólogo, realmente é
louvável que isso ocorra. Somente a direção dos recursos
está incorreta: o normal é ser feliz! Maria Lucia Barroso
Leopardi Valinhos, SP
Em entrevista a VEJA, o psicólogo Steven Hayes diz que não há
provas cientificamente consistentes da ação benéfica de antidepressivos
sobre a doença depressão. Tal afirmação é temível
e inconseqüente na medida em que milhões de pessoas ao redor do mundo
se tratam dessa doença com essas medicações. Marcelo
Caixeta Médico psiquiatra na UFGO Diretor científico
da Associação Goiana de Psiquiatria Goiânia, GO
Concordo plenamente com o que diz
Steven Hayes. É utopia acreditar em uma felicidade total e plena. Ela depende
da tristeza para existir, e a dor deve ser encarada como elemento natural desse
processo. Um grande filósofo grego já dizia que "o prazer nasce
da dor". Ou seja, o prazer de degustar um almoço só existe porque
antes se passou pelo "desconforto" de sentir fome. Breno Ponte de Brito
Teresina, PI Carta
ao leitor A democracia só se consolidará
quando todas as vertentes de compreensão tiverem ocupado o governo. Só
agora se pode escrever sobre continuidade, que significa um salto de racionalidade.
Mas um presidente bravateiro e palanqueiro é ainda uma marca de subdesenvolvimento
cívico e político, assim como a corrupção não
é circunstancial, embora levada a extremos sob a tutela deste presidente
Lula (Carta ao leitor, 1º de março). Harald Hellmuth
São Paulo, SP
Roberto Pompeu de Toledo Mesmo sendo fã
dos Rolling Stones, incomodou-me a idolatria pregada pelos meios de comunicação,
principalmente com Bono Vox, um marqueteiro digno do PT. Aliás, será
que ele e nosso presidente, a sós, se abriram numa troca de experiências
marqueteiras visando, quem sabe, à reeleição ou à
maior vendagem de discos? ("Histeria, patetice e rock'n'roll", 1º de março).
Mas a pérola, a cereja do ensaio, foi a constatação do incremento
em 100% das pessoas que acreditam que Lula trabalha para diminuir a fome e a miséria
no mundo. Eta ambiçãozinha desmedida, ou melhor, eta marquetezinho
danado de esperto, que leva à reeleição de um e à
maior vendagem de discos de outro. Marco Túlio Guimarães
Ribeirão Preto, SP
Eu já me imaginava anormal, por não entender a histeria que se instala
na juventude (e até em alguns não tão jovens), quando da
apresentação dessas bandas malucas. Felizmente Roberto Pompeu de
Toledo disse tudo aquilo que sempre pensei sobre o assunto. José
Felipe M. Campos Teresina, PI
Até que enfim aparece na mídia um texto sério e lúcido
que ousa romper com a falsa "aura divina" dos shows de conjuntos de rock que aportaram
no Brasil há dias. Sugiro aos educadores que divulguem e trabalhem esse
precioso material didático, analisando-o com seus filhos e alunos em casa
ou em salas de aula. Quem sabe assim não estaremos dando o primeiro passo
para romper esse círculo vicioso de "histeria, patetice e rock'n'roll"
em nossas novas gerações? Zenaide Farnese de Assis
Brasília, DF Toledo
me lembrou os profetas bíblicos: dedo na moleira, tocando fundo na ferida.
Uma análise penetrante, expondo a tolice de um povo. Só faltou um
detalhe, que é uma diferença fundamental entre o reformador social
e o profeta: a perspectiva do futuro. Tem saída? Que opções
temos? Toledo "profetiza" apenas a continuidade da histeria e da parvoíce.
Vilson Scholz São Leopoldo, RS
Tanto faz se o ídolo é pop ou alternativo. Os fãs realmente
são capazes de enfrentar sol, chuva e várias outras condições
desfavoráveis citadas no ensaio de Roberto Pompeu de Toledo. Afinal, muitas
das pessoas que lotaram a Praia de Copacabana e por duas noites o Estádio
do Morumbi, para assistir aos shows dos Rolling Stones e do U2, tiveram a oportunidade
de presenciar a performance de duas bandas ícones de várias gerações.
Histeria em excesso é desnecessário para contemplar um momento tão
especial. Azar do esbaforido. Patetice é a TV e as revistas mostrarem o
jeito como cada artista (global ou não) curtiu tal show enquanto passeava
despreocupado em sua ala vip. Paulo Eduardo Castellain Blumenau,
SC O poder que os ídolos
da música exercem sobre o público é algo a ser estudado,
um estudo até mesmo antropológico. A música é a linguagem
dos deuses, algo transcendental, universal, que toca, que sacode, que põe
para cima. Esse universo tão catártico é o substituto dos
deuses do Olimpo. Marcelo de Oliveira Barretos, SP
Censura Quero cumprimentar VEJA por levantar
tantos assuntos importantes para o público leitor. Porém, um em
especial de extrema gravidade foi o publicado na página 32 ("Uma nova tentativa
de censurar a imprensa", 1º de março). É incrível como
a todo custo o governo, sem fazer muito alarde, quer tomar conta do que há
de mais importante para uma nação e seus cidadãos: a liberdade
de expressão. Cercear a liberdade de imprensa é trilhar um caminho
extremamente perigoso: o do controle do Estado sobre o cidadão. Devemos
ficar muito, mas muito atentos, e VEJA está de parabéns por chamar
atenção para isso. Alberto Maurício Danon São
Paulo, SP Câmbio
Com medidas beneficiando os especuladores
e penalizando a cadeia produtiva, o curto prazo traz a sensação
de estabilidade, mas vai acarretar um preço alto para alguns setores, principalmente
o de agronegócio, setor de produção de soja, que vem pelo
segundo ano consecutivo amargando perdas insustentáveis, produzindo em
real e vendendo em dólar. O governo quer cesta básica barata à
custa do produtor e depois canta glória em cima de trabalho alheio; estamos
financiando a reeleição de Lula e depois... "Bem, depois tem mais
quatro anos para consertar os erros" ("Por que o dólar não pára
de cair", 22 de fevereiro). Weynando Antonio Dijkstra Carambeí,
PR Carmem Verônica
Fiquei surpreso com a matéria "Retorno
triunfal" (15 de fevereiro). Admito: não sou fã de novela. Contudo,
não dá para ser neutro quando vejo que, entre os escalados, figuram
nomes como os de Fernanda Montenegro, Carmem Verônica, Íris Bruzzi,
Serafim Gonzalez, Lima Duarte e Ítalo Rossi. Em outro horário temos
Ankito, Nicete Bruno, Elizabeth Savala, Hilda Rebello, Neusa Maria Faro, Fulvio
Stefanini e Ana Lucia Torre. A pura nata da teledramaturgia brasileira nos oferece
momentos de inegável qualidade e nos faz perceber quantos ainda terão
de se esforçar muito até ser realmente bons atores. Se não
aprenderem com eles, com quem irão aprender? Carlos G. Correa
Niterói, RJ Diogo
Mainardi As férias do colunista Diogo
Mainardi fizeram grande estrago. Sua ausência nas páginas de VEJA
fez com que o presidente Lula subisse nas pesquisas. Que bom que Diogo está
de volta. E, como Diogo não gosta muito ou nada de samba, acabo de saber
que a Vila Isabel ganhou o Carnaval do Rio com patrocínio chavista: a expansão
bolivariana chegou ao Carnaval do Rio de Janeiro ("Eu sou um fracasso", 1º
de março). Jarbas José Veiga Londrina, PR
Valeu, Diogo! Em Goiânia fiquei mais famosa que a Katilce. Muito mais! Com
a vantagem de que fui citada por uma figura de alta credibilidade. Só pela
quantidade de gente que me ligou, parou na rua, mandou e-mail e recado (sim, estou
no interior), vi que sua cruzada anti-Lula é um grande sucesso! Todos acham
você o máximo! Agora vou curtir meus dias de glória! Cláudia
Zuppani Goiânia, GO Diogo,
desta vez você se enganou. Acho que você não é "um fracasso",
e sim um sucesso, pois até sem escrever conseguiu tantas cartas. É
sinal de que realmente está incomodando Lula e seus companheiros, que certamente
torciam para que o pior lhe tivesse acontecido. Joselina Maria Chagas Maestro Belo
Horizonte, MG Sua coluna faz falta,
sim. Formadores de opinião não se lixam, servem, sim, para motivar
uma sociedade que sofre calada. Jorge Pasianot Por e-mail
Ufa! Ele voltou, finalmente! Estávamos contando as horas para Diogo retornar
das merecidas férias. Ele não pode deixar tantos leitores órfãos,
sem notícias e sem seu bom ou mau humor. Jonas Pedro Fabris Por
e-mail Lula e a Telemar
Creio que a maioria dos leitores de VEJA
ficou estarrecida com a reportagem "É ainda pior do que se pensava" (1º
de março), que mostra o claro favorecimento obtido pelo filho do presidente
Lula, advindo da concessionária estatal Telemar, algo equivalente a 15
milhões de reais. E, para piorar as coisas, ainda temos de aturar a reação
raivosa do presidente quando diz que a imprensa devia respeitar a família
dele. Se esse comportamento é aceitável e legal, certamente todos
nós estamos vivendo sob a ação da máfia, que tudo
pode e tudo faz. Estácio Trajano Borges Porto Velho, RO
Não dá para acreditar que uma pessoa que estagiava no zoológico
acumule tamanha quantia em tão pouco tempo e seu pai diga "eu não
sei de nada". E o mais inacreditável é que o pai continua sendo
o favorito para ganhar a próxima eleição. Danilo Ferreira Valinhos,
SP Isso é que é Bolsa
Família. Lindsay Rodrigues Cuiabá, MT
Ambição 2 Manifesto
meu desagrado com a conduta editorial de VEJA na edição 1.945. A
reportagem de capa sobre ambição não foi original e não
foi mencionado que material semelhante já havia sido publicado na revista
Time. As duas maiores influências no nível de ambição
são a família, que produziu o indivíduo, e a cultura, que
produziu sua família. Esse aspecto, que julgo essencial, mostraria ao leitor
que as pesquisas realizadas nos Estados Unidos têm extrapolação
limitada para os contextos brasileiros. Airton Tetelbom Stein Médico
e professor titular de faculdade de medicina Por e-mail Amazônia Vejo
com tristeza e indignação a floresta sendo solapada por essa gangue
inescrupulosa. O mais repugnante é constatar que as punições
nunca chegam aos verdadeiros mentores. Parece que a corrupção tomou
conta de tudo neste país! Agora é esperar para ver até quando
o povo ficará nesse estado letárgico ("A floresta pagou a conta
do PT", 1º de março). Orlem Pinheiro Manaus, AM
Para nós, que vivemos nesta região, o assunto já estava quase
esfriando, tantas foram as ações do governo no sentido de que tudo
fosse esquecido. A velha prática de "varrer o lixo para baixo do tapete",
no que o PT tem se esmerado. Orlando Bordallo Junior Belém,
PA Cada vez mais percebo que o grande
dificultador do desenvolvimento contínuo e efetivo do Brasil é a
tremenda falta de vergonha dos governantes, principalmente os da fase Lula. Não
obstante os inúmeros escândalos que envolvem o PT desde o início
do mandato Lula, agora aparece mais um, destruindo a Floresta Amazônica.
Ricardo Luiz Lucchini Itajubá, MG
Gente Eu me surpreendi
com a declaração da senadora Heloísa Helena dizendo que estava
se "cuidando" e sendo fotografada sem "cara de professora" ("Atendendo a pedidos",
Gente, 1º de março). Professora tem cara? Penso que a falta de vaidade
da senadora é uma opção pessoal, não uma característica
da classe das professoras. Sou uma professora e, assim como muitas das minhas
amigas, gosto de estar bem-cuidada perante meus alunos. Maria Laisa B.S.
Cavalheiro Curitiba, PR Bancos Alguns
dias atrás, não sei por quê, eu me surpreendi com a declaração
do presidente Lula de que estava fazendo a maior redistribuição
de renda da história deste país. A matéria "Não há
mau tempo para os bancos" (1º de março), sobre os lucros das instituições
financeiras, me trouxe a luz. Ele está tirando cada vez mais da classe
média por meio de impostos e redistribuindo para os bancos por meio dos
juros altos decorrentes da gastança e do endividamento do Estado. Ricardo
Garcia Jundiaí, SP 
CORREÇÕES: O astronauta brasileiro Marcos Cesar Pontes
não deixará a órbita terrestre, como informou a reportagem
"Ao infinito e além – em marketing" (1º de março). O veículo
em que ele será colocado em órbita é uma astronave e não
uma aeronave. O site da Receita Federal
(www.receita.fazenda.gov.br)
foi publicado incorretamente no Guia (1º de março).
O jogador italiano Totti lesionou um ligamento, e não um tendão
da perna esquerda ("Tudo tem conserto", 1º de março).
Dica para os beijoqueiros
 A
leitora Maria Waldete de Oliveira Cestari, de Jaú, São Paulo, faz
um alerta com relação à reportagem "Vinte beijos numa noite..."
(8 de fevereiro). "Seria muito bom esclarecer quais as doenças que podem
ser transmitidas com essa beijação. Um pai pode pensar que o filho
está com uma simples dor de garganta, quando, na verdade, está com
um dos sintomas da doença do beijo (mononucleose infecciosa)", diz Maria.
Ela recomenda aos jovens beijoqueiros e a seus familiares que consultem as dicas
de saúde da página do Ministério da Saúde na internet
(http://dtr2001.saude.gov.br/bvs/dicas/
49doenca_beijo.htm). Lá, eles terão informações
sobre a doença, seus riscos e como evitá-la. | |
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