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DISCO
A Viola e Minha Gente, Renato Andrade
(Lapa Discos, e-mail: apa@metalink.
com.br)
Andrade é um dos mais consagrados intérpretes
da música caipira de São Paulo, Minas
Gerais e Mato Grosso, aquela que predominava antes
do advento dos sertanejos agroboys. Seu instrumento
é a viola, prima portuguesa do violão,
com dimensões menores e afinações
diferentes. Neste CD, ele faz um mapeamento de como
a viola é utilizada nos vários estilos
musicais ligados ao universo interiorano. Numa faixa,
ela se presta às influências da guarânia
paraguaia. Em outra, aos ritmos nordestinos. Numa
terceira, imita as caixinhas de música que
faziam as delícias das mulheres dos fazendeiros
de antigamente. Em nenhum momento o disco cai na simples
pesquisa folclórica. Virtuose em seu instrumento,
acompanhado por um ótimo violonista, Andrade
faz música para ser apreciada por qualquer
ouvinte de bom gosto.
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VÍDEO
The Doors
Live in Europe 1968 (Eagle/ ST2 Vídeo)
Este documentário
é considerado o melhor registro dos shows dos
Doors, um dos ícones dos anos 60. Ele mostra
passagens de quatros espetáculos realizados
na Europa três anos antes da morte do cantor
Jim Morrison, por overdose de drogas. O grupo, que
estava no apogeu, interpreta clássicos como
Light My Fire e Hello, I Love You, enquanto
o guitarrista Paul Kantner dá uma série
de depoimentos. Quem assistiu ao edulcorado filme
de Oliver Stone sobre o grupo agora tem a chance de
conhecê-lo de verdade.
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LIVROS
O Papa de
Hitler, de John Cornwell (tradução
de A.B. Pinheiro de Lemos; Imago; 472 páginas;
40 reais) Desde que foi lançado na Inglaterra
e nos Estados Unidos, no final de 1999, este livro
vem causando polêmica. Seu autor sustenta que
o papa Pio XII, cujo pontificado durou de 1939 a 1958,
não foi apenas omisso com relação
aos crimes nazistas contra judeus, mas colaborou ativamente
para que Hitler subisse ao poder e implantasse suas
políticas de extermínio. Cornwell, que
é inglês, pesquisou em diversos países
e teve acesso a documentos confidenciais do Vaticano.
Embora em alguns momentos se tenha deixado levar pela
indignação, escreveu um livro que no
geral é bastante equilibrado. Segundo os especialistas,
as revelações de Cornwell podem até
complicar o processo de beatificação
de Pio XII, atualmente em andamento na Igreja.
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O Colecionador de Ossos,
de Jeffery Deaver (tradução de Ruy Jungman;
Record; 480 páginas; 30 reais)
Em 99% dos casos, os romances adaptados pelo cinema
permanecem melhores do que os filmes que deles resultam.
Esta não é uma exceção.
A única vantagem que O Colecionador de Ossos
das telas tem em relação à obra
de Jeffery Deaver está na presença da
estonteante atriz Angelina Jolie. No mais, o livro
leva vantagem. O suspense é maior e os calafrios
também. Deaver é excelente na descrição
dos truques tecnológicos e métodos científicos
empregados pela polícia e pelos médicos
legistas na tentativa de desvendar crimes. Seu herói
é um médico, Lincoln Rhyme, que ficou
tetraplégico depois de um acidente. Quanto
às cenas de assassinato, elas também
são apresentadas com minúcias "cirúrgicas".
É de arrepiar.
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| Desailly e Françoise:
o amor ao estilo de Truffaut |
Um Só Pecado (La Peau Douce;
França; 1964; em cartaz em São
Paulo) Poucos
cineastas europeus sabiam contar histórias
de amor como François Truffaut (1932-1984).
Este filme, apresentado em novas cópias,
é um excelente exemplo de sua maestria. Pierre
(Jean Desailly) é um homem bem casado que
certo dia se apaixona pela aeromoça Nicole
(Françoise Dorléac). Ele fica em dúvida
entre a segurança do lar e a aventura extraconjugal.
Basta esse fio de enredo para Truffaut realizar
uma fita magnífica, que mexe com várias
emoções do espectador.
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TELEVISÃO
Especial Gabriel García Márquez
(Quinta-feira às 22h e sexta às
2h, no People + Arts)
Caprichado perfil do escritor colombiano,
mestre do estilo conhecido como "realismo fantástico".
Num alentado depoimento, García Márquez,
ou "Gabo" (apelido que ganhou de seus compatriotas),
revela que sua principal fonte de inspiração
foi a própria família. Ele decidiu
tornar-se escritor ainda na infância, depois
de se encantar com as histórias de guerras
contadas pelos seus avós maternos. Da família
de Márquez também saíram os
personagens de seus dois principais romances, Cem
Anos de Solidão e O Amor nos Tempos
do Cólera.
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