Edição 1 639 - 8/3/2000

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"Os dogmas da religião não são consistentes para que, com base neles, se estabeleça um crescimento cultural e econômico satisfatório ."
Márcio Ribeiro Julio
Campinas, SP

Islã

Apesar das restrições ainda fortes à mulher e do fundamentalismo religioso, a clara tendência a uma maior abertura político-cultural no mundo muçulmano é um progresso e tanto ("Sob o manto do fanatismo", 1º de março).
Aldo Angelim Dias
Fortaleza, CE


Distrito Federal

Sou jornalista e trabalhei na revista Foco por dois anos. Ao contrário do que diz VEJA, não foi Consuêlo Badra quem escreveu a biografia do também jornalista Gilberto Amaral. Fui eu que fiz a reportagem e elaborei o texto publicado no volume de 24 páginas, mesmo não tendo mais vínculo empregatício com a Foco. Apesar do sobrenome Amaral, não tenho nenhum parentesco com o colunista ("Tudo pelo social", 1º de março).
Luciana Amaral
Brasília, DF


Rainha Silvia

Fantástica a entrevista com a rainha Silvia, uma mulher exemplar. Mesmo sendo uma pessoa extremamente importante, é um ser humilde e de grande caráter, que se preocupa com o bem-estar das crianças e dos adolescentes que passam por dificuldades em todo o mundo. Essa preocupação foi materializada com a World Childhood Foundation, projeto que fundou e que será inaugurado no Brasil depois do Carnaval, com o objetivo de proteger crianças e adolescentes, principalmente do abuso sexual e da violência (Amarelas, 1º de março).
Miguel Boudakian Moysés
Ribeirão Preto, SP


Desde criança sou fã da Silvia, "nossa brasileira", a rainha da Suécia. A cada dia a admiro mais, por sua simplicidade, amor e dedicação à família e seu árduo trabalho contra a violência infanto-juvenil.
Suzana Paiva de Barros Dias
São Paulo, SP


Claudio de Moura Castro

Além dos livros extremamente chatos, complicados, abrangendo matérias aparentemente inúteis para nossa vida fora da escola, nós, estudantes, temos mais uma razão para ficar desmotivados com a idéia de ir para a escola todo dia: a total falta de preparo e motivação dos professores, que não fazem nada para tornar as aulas um pouco mais interessantes, além do fato de qualquer questão fora da matéria para eles ser uma grande incógnita. Ainda bem que existem a internet e o Discovery Channel (Ponto de vista, 1º de março).
Erik Bosch
Campinas, SP


Roberto Pompeu de Toledo

Impressionam-me a perspicácia, a clareza e a inteligência com que Roberto Pompeu de Toledo aborda as questões em seus ensaios. No artigo "Memorial da Terra Papagalli", ele tratou da ridícula combinação da pompa artificial dos bem talhados ternos usados por técnicos de futebol com as manifestações explosivas e chulas — essas autênticas — de palavrões proferidos durante a transmissão de jogos pela TV. O ensaísta manifestou o pensamento de muitos brasileiros para essa encenação, que dá a sensação de uma peça bufa (Ensaio, 1º de março).
José Narcelio Marques Sousa
Natal, RN


Direto de

O Fórum de Debates de VEJA na internet perguntou aos leitores na semana passada se o aumento do salário mínimo resolveria o problema da pobreza no Brasil. Veja alguns comentários dos leitores:

Aumentar o mínimo significa apenas tomar um remédio para fazer a febre passar. O que temos de fazer mesmo é curar as doenças.
Alexandre Ochiai
aochiai@uol.com.br
São Paulo, SP

O aumento do mínimo é somente uma medida paliativa. O fim da miséria está diretamente ligado à melhoria da educação e da saúde.
Maria Regina de Mattos
maria.regina.d.mattos@br.arthurandersen.com
São Paulo, SP

Para acabar com a pobreza no país é necessário que se dê cultura ao povo brasileiro. Um povo culto escolherá melhor seus representantes, ajudando o crescimento econômico do país e conseqüentemente eliminando a pobreza.
Pedro Roque Marino
pedroroque@uol.com.br
Poços de Caldas, MG

O problema da pobreza no Brasil tem inúmeras causas. É ilusão achar que esse aumento ridículo venha resolver alguma coisa.
Fábio Bartolomeu Santana
fabio.bs@uol.com.br

 

O som da Ferrari

Na semana passada, leitores reclamaram que não puderam ouvir o som de uma Ferrari em VEJA on-line porque a página estava disponível apenas para os assinantes do UOL ou da revista impressa. Para compensar esses leitores, o som da Ferrari agora está, junto com a reportagem, numa página aberta, acessível a qualquer internauta.


BNDES

Trinta anos de trabalho duro, honrado e honesto — quinze na Universidade de São Paulo, oito em reorganizações industriais privadas e sete no serviço público — não podem ser ofendidos por uma matéria caluniosa ("Por que Calabi caiu", 1º de março). Meus princípios não permitem nenhuma ação imprópria, minha ética é incompatível com qualquer desvio de funções. Minha lealdade aos governos que servi (Franco Montoro, Sarney, FHC) sempre respeitou a hierarquia dos cargos que ocupei. Os sete ministros para quem trabalhei (Sayad, Dilson Funaro, Bresser, Mailson, Serra, Clóvis Carvalho e o próprio ministro Tápias) podem atestá-lo. É mentira deslavada e injuriosa qualquer insinuação sobre "caixa de campanha". Tenho orgulho de ter trabalhado na Consemp, sócio de Gerald Reiss, ex-funcionário, sim, do grupo Ultra, de onde saiu quinze anos atrás! O BNDES é instituição exemplar na transparência de critérios e procedimentos, bem como no processo colegiado de decisões. Cumpriu e continuará cumprindo papéis essenciais no financiamento do desenvolvimento econômico brasileiro — para empresas nacionais e também para as de capital estrangeiro sempre que o interesse nacional o justificar. Desafio qualquer diagnóstico que não lhe reconheça o mérito. Mesmo depois de todo o debate público, às vezes mal informado, nenhuma das decisões governamentais sobre a petroquímica pode ser vista como ilegítima ou imprópria. Quanto ao Jari, não foi apenas o BNDES, mas o BNDES e mais dezessete bancos credores que preferiram um comprador que assumisse a dívida inteira a outro que oferecia 150 milhões de dólares para uma dívida de quase 400 milhões. É importante para mim e para minha família esclarecer que minha casa de praia está em um loteamento com outras 200 casas, é minha há mais de dez anos e foi paga regularmente com rendimentos absolutamente legais de meu trabalho pessoal. Por fim, eu não tenho a menor idéia sobre em quem recaem as suspeitas do grampo da Telebrás.
Andrea Calabi
São Paulo, SP

A reportagem "Por que Calabi caiu" (1º de março) registra algumas impropriedades sobre minha participação no episódio. Em nenhum momento apresentei ao presidente Fernando Henrique documentos para "alicerçar a argumentação" de que "Calabi vinha tocando o BNDES de uma maneira... imprópria". A consideração que fiz ao presidente sobre a necessidade de troca na presidência do banco se remeteu única e exclusivamente a diferenças de estilo de trabalho. Não há nada que desabone a gestão de Andrea Calabi. Nunca falei com o presidente da Tembec, Frank Dottori, ou com qualquer outro funcionário da empresa. Somente na noite de sexta-feira 25, o ministério recebeu um pedido de audiência por parte da direção da empresa, ainda não atendido. O interesse da Tembec pelo Jari só chegou ao meu conhecimento pela imprensa, na semana passada. Tampouco expressei julgamento sobre a capacidade do grupo Orsa de tocar o negócio. No caso Jari, o BNDES é apenas um dos vários credores de uma das partes, e as decisões sobre a condução do processo foram tomadas por um colegiado técnico do banco.
Alcides Lopes Tápias
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Brasília, DF



Cinema

Em menos de meia página VEJA resumiu todo o ufanismo criado em torno de um filme ruim e que conseguiu se sair bem nas bilheterias graças ao apoio maciço da Rede Globo ("Coitado do Cacá", 23 de fevereiro). Vale lembrar que, dos últimos cinco anos, em três o Brasil teve um representante na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar. Nos dois anos em que ficou de fora, os filmes eram Tieta e Orfeu. O diretor de ambos? Cacá Diegues. Precisa dizer mais? Francisco Russo
frankrusso@uol.com.br


CORREÇÃO: O crédito correto da foto do produtor musical Walter Afanasieff, que aparece na página 145 da última edição de VEJA ("Chilli-burger", 1º de março), é: Reuters/Mike Blake/Archive Photos.