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"Os dogmas da religião não
são consistentes para que, com base neles,
se estabeleça um crescimento cultural e econômico
satisfatório ."
Márcio Ribeiro Julio
Campinas, SP
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Islã
Apesar das restrições ainda fortes à
mulher e do fundamentalismo religioso, a clara tendência
a uma maior abertura político-cultural no mundo muçulmano
é um progresso e tanto ("Sob o manto do fanatismo",
1º de março).
Aldo Angelim Dias
Fortaleza, CE
Distrito Federal
Sou jornalista e trabalhei na revista Foco por dois
anos. Ao contrário do que diz VEJA, não foi
Consuêlo Badra quem escreveu a biografia do também
jornalista Gilberto Amaral. Fui eu que fiz a reportagem
e elaborei o texto publicado no volume de 24 páginas,
mesmo não tendo mais vínculo empregatício
com a Foco. Apesar do sobrenome Amaral, não
tenho nenhum parentesco com o colunista ("Tudo pelo social",
1º de março).
Luciana Amaral
Brasília, DF
Rainha Silvia
Fantástica a entrevista com a rainha Silvia, uma
mulher exemplar. Mesmo sendo uma pessoa extremamente importante,
é um ser humilde e de grande caráter, que
se preocupa com o bem-estar das crianças e dos adolescentes
que passam por dificuldades em todo o mundo. Essa preocupação
foi materializada com a World Childhood Foundation, projeto
que fundou e que será inaugurado no Brasil depois
do Carnaval, com o objetivo de proteger crianças
e adolescentes, principalmente do abuso sexual e da violência
(Amarelas, 1º de março).
Miguel Boudakian Moysés
Ribeirão Preto, SP
Desde criança sou fã da Silvia, "nossa brasileira",
a rainha da Suécia. A cada dia a admiro mais, por
sua simplicidade, amor e dedicação à
família e seu árduo trabalho contra a violência
infanto-juvenil.
Suzana Paiva de Barros Dias
São Paulo, SP
Claudio de Moura Castro
Além dos livros extremamente chatos, complicados,
abrangendo matérias aparentemente inúteis
para nossa vida fora da escola, nós, estudantes,
temos mais uma razão para ficar desmotivados com
a idéia de ir para a escola todo dia: a total falta
de preparo e motivação dos professores, que
não fazem nada para tornar as aulas um pouco mais
interessantes, além do fato de qualquer questão
fora da matéria para eles ser uma grande incógnita.
Ainda bem que existem a internet e o Discovery Channel (Ponto
de vista, 1º de março).
Erik Bosch
Campinas, SP
Roberto Pompeu de Toledo
Impressionam-me a perspicácia, a clareza e a inteligência
com que Roberto Pompeu de Toledo aborda as questões
em seus ensaios. No artigo "Memorial da Terra Papagalli",
ele tratou da ridícula combinação da
pompa artificial dos bem talhados ternos usados por técnicos
de futebol com as manifestações explosivas
e chulas essas autênticas de palavrões
proferidos durante a transmissão de jogos pela TV.
O ensaísta manifestou o pensamento de muitos brasileiros
para essa encenação, que dá a sensação
de uma peça bufa (Ensaio, 1º de março).
José Narcelio Marques Sousa
Natal, RN
Direto
de  |
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O
Fórum de Debates de VEJA na internet perguntou aos
leitores na semana passada se o aumento do salário
mínimo resolveria o problema da pobreza no Brasil.
Veja alguns comentários dos leitores:
Aumentar o mínimo significa
apenas tomar um remédio para fazer a febre passar.
O que temos de fazer mesmo é curar as doenças.
Alexandre Ochiai
aochiai@uol.com.br
São Paulo, SP
O aumento do mínimo é somente
uma medida paliativa. O fim da miséria está diretamente
ligado à melhoria da educação e da saúde.
Maria Regina de Mattos
maria.regina.d.mattos@br.arthurandersen.com
São Paulo, SP
Para acabar com a pobreza no
país é necessário que se dê cultura ao povo brasileiro.
Um povo culto escolherá melhor seus representantes,
ajudando o crescimento econômico do país e conseqüentemente
eliminando a pobreza.
Pedro Roque Marino
pedroroque@uol.com.br
Poços de Caldas, MG
O problema da pobreza no Brasil
tem inúmeras causas. É ilusão achar que esse aumento
ridículo venha resolver alguma coisa.
Fábio Bartolomeu Santana
fabio.bs@uol.com.br
O som da Ferrari
Na semana passada, leitores
reclamaram que não puderam ouvir o som de uma Ferrari
em VEJA on-line porque a página estava disponível
apenas para os assinantes do UOL ou da revista impressa.
Para compensar esses leitores, o som da Ferrari agora
está, junto com a reportagem, numa página
aberta, acessível a qualquer internauta.
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BNDES
Trinta anos de trabalho duro, honrado e honesto
quinze na Universidade de São Paulo, oito em reorganizações
industriais privadas e sete no serviço público
não podem ser ofendidos por uma matéria
caluniosa ("Por que Calabi caiu", 1º de março).
Meus princípios não permitem nenhuma ação
imprópria, minha ética é incompatível
com qualquer desvio de funções. Minha lealdade
aos governos que servi (Franco Montoro, Sarney, FHC) sempre
respeitou a hierarquia dos cargos que ocupei. Os sete ministros
para quem trabalhei (Sayad, Dilson Funaro, Bresser, Mailson,
Serra, Clóvis Carvalho e o próprio ministro
Tápias) podem atestá-lo. É mentira
deslavada e injuriosa qualquer insinuação
sobre "caixa de campanha". Tenho orgulho de ter trabalhado
na Consemp, sócio de Gerald Reiss, ex-funcionário,
sim, do grupo Ultra, de onde saiu quinze anos atrás!
O BNDES é instituição exemplar na transparência
de critérios e procedimentos, bem como no processo
colegiado de decisões. Cumpriu e continuará
cumprindo papéis essenciais no financiamento do desenvolvimento
econômico brasileiro para empresas nacionais
e também para as de capital estrangeiro sempre que
o interesse nacional o justificar. Desafio qualquer diagnóstico
que não lhe reconheça o mérito. Mesmo
depois de todo o debate público, às vezes
mal informado, nenhuma das decisões governamentais
sobre a petroquímica pode ser vista como ilegítima
ou imprópria. Quanto ao Jari, não foi apenas
o BNDES, mas o BNDES e mais dezessete bancos credores que
preferiram um comprador que assumisse a dívida inteira
a outro que oferecia 150 milhões de dólares
para uma dívida de quase 400 milhões. É
importante para mim e para minha família esclarecer
que minha casa de praia está em um loteamento com
outras 200 casas, é minha há mais de dez anos
e foi paga regularmente com rendimentos absolutamente legais
de meu trabalho pessoal. Por fim, eu não tenho a
menor idéia sobre em quem recaem as suspeitas do
grampo da Telebrás.
Andrea Calabi
São Paulo, SP
A reportagem "Por que Calabi caiu" (1º de março)
registra algumas impropriedades sobre minha participação
no episódio. Em nenhum momento apresentei ao presidente
Fernando Henrique documentos para "alicerçar a argumentação"
de que "Calabi vinha tocando o BNDES de uma maneira... imprópria".
A consideração que fiz ao presidente sobre
a necessidade de troca na presidência do banco se
remeteu única e exclusivamente a diferenças
de estilo de trabalho. Não há nada que desabone
a gestão de Andrea Calabi. Nunca falei com o presidente
da Tembec, Frank Dottori, ou com qualquer outro funcionário
da empresa. Somente na noite de sexta-feira 25, o ministério
recebeu um pedido de audiência por parte da direção
da empresa, ainda não atendido. O interesse da Tembec
pelo Jari só chegou ao meu conhecimento pela imprensa,
na semana passada. Tampouco expressei julgamento sobre a
capacidade do grupo Orsa de tocar o negócio. No caso
Jari, o BNDES é apenas um dos vários credores
de uma das partes, e as decisões sobre a condução
do processo foram tomadas por um colegiado técnico
do banco.
Alcides Lopes Tápias
Ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior
Brasília, DF
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Cinema
Em menos de meia página VEJA resumiu todo o ufanismo
criado em torno de um filme ruim e que conseguiu se sair
bem nas bilheterias graças ao apoio maciço
da Rede Globo ("Coitado do Cacá", 23 de fevereiro).
Vale lembrar que, dos últimos cinco anos, em três
o Brasil teve um representante na categoria de melhor filme
estrangeiro no Oscar. Nos dois anos em que ficou de fora,
os filmes eram Tieta e Orfeu. O diretor de
ambos? Cacá Diegues. Precisa dizer mais? Francisco
Russo
frankrusso@uol.com.br
CORREÇÃO:
O crédito correto da foto do produtor
musical Walter Afanasieff, que aparece na página
145 da última edição de
VEJA ("Chilli-burger", 1º de março), é:
Reuters/Mike Blake/Archive Photos.