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VEJA Recomenda DVDs
Divulgação
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Grande Sedução: comédia canadense |
A
Grande Sedução (La Grande Séduction, Canadá,
2003. Europa) Quase em via de se extinguir, uma vila de pescadores na costa
franco-canadense ganha uma chance inesperada de voltar à vida com a instalação
de uma fábrica isto é, desde que algum médico concorde
em se tornar residente do local, por exigência da seguradora. Liderados
então pelo criativo Germain (Raymond Bouchard), os moradores armam uma
conspiração para evitar que o Dr. Christopher (David Boutin), em
visita de um mês, vá embora. Não é que A Grande
Sedução seja o auge da originalidade. Mas, sob a direção
afetuosa de Jean-François Pouliot, seu bom elenco repisa com graça
o território da comédia de costumes e das peculiaridades da vida
numa comunidade pequena.
Adivinhe Quem Vem
para Roubar (Fun with Dick and Jane, Estados Unidos, 1977. Columbia)
Dick (George Segall) perde o emprego como executivo de uma empresa aeroespacial,
e sua mulher, Jane (Jane Fonda), nunca trabalhou na vida. Mas os credores não
querem saber de desculpas, e as dívidas não param de aumentar. Única
saída possível: assaltar. As Loucuras de Dick e Jane, a refilmagem
estrelada por Jim Carrey e Téa Leoni que está em cartaz nos cinemas,
é mais movimentada e bem escrita. O modelo original, porém (dirigido
por Ted Kotcheff, hoje produtor e diretor da série Law & Order:
Special Victims Unit), tem aquele delicioso sabor de falta de compromisso
dos anos 70 e nenhuma preocupação em ser politicamente correto.
LIVROS Tiziana
Gabi/AFP
 |  | | Coetzee:
mais um romance cáustico do Nobel | |
À
Espera dos Bárbaros, de J.M. Coetzee (tradução de
José Rubens Siqueira; Companhia das Letras; 208 páginas; 37,50 reais)
O Nobel de Literatura Coetzee traçou cáusticos retratos de
seu país natal, a África do Sul, em romances como Vida e Época
de Michael K e Desonra. Em À Espera dos Bárbaros
livro de 1980 agora reeditado no Brasil com nova tradução, depois
de anos fora de catálogo , ele optou por desenvolver seus dilemas
políticos e morais num romance alegórico, sem definir o país
em que a história se desenrola. O personagem principal é o magistrado
de uma cidade de fronteira que se omite diante da perseguição e
da tortura que seu império promove contra os "bárbaros" mas
que mesmo assim desenvolve uma relação de afeto com uma jovem bárbara.
Leia
trecho. A
Linguagem de Shakespeare, de Frank Kermode (tradução de
Barbara Heliodora; Record; 462 páginas; 54,90 reais) "Ninguém
pode se livrar de Shakespeare sem abolir a própria idéia de literatura",
diz o inglês Frank Kermode, um dos mais renomados críticos literários
da atualidade, logo no início desse livro. O professor aposentado da Universidade
Cambridge desmonta toda a crítica "multiculturalista" que pretende fazer
do autor de Hamlet apenas um porta-voz do imperialismo inglês. Mas
Kermode tampouco engrossa o caldo dos idólatras de Shakespeare. Sua análise
da arquitetura formal das principais peças do autor é acurada, separando
o joio do trigo momentos de poesia ruim que convivem com a inigualável
complexidade artística de Shakespeare. Os
Crimes do Mosaico, de Giulio Leoni (tradução de Gian Bruno
Grosso; Planeta; 384 páginas; 39,90 reais) Cruzamento de romance
histórico com thriller "cultural" na linha de O Código Da Vinci,
Os Crimes do Mosaico foi sucesso de vendas na Itália, país natal
do autor, e já ganhou traduções em mais de vinte idiomas.
Na efervescente Florença do século XIV, um homem aparece assassinado
diante de um mosaico inacabado. E a investigação vai ficar a cargo
de Dante Alighieri, o autor da Divina Comédia, poema cosmológico
que se tornou o maior clássico da literatura italiana. Na versão
de Leoni, Dante é um homem sombrio mas determinado um típico
detetive de filme noir, que não se intimida nem quando tem de contrariar
os interesses do papa. Leia
trecho.
DISCOS Herb
Snitzer/Time Life Pictures/ Getty Images
 |  | | Coltrane:
gravações recuperadas | |
One
Down, One Up Live at the Half Note, John Coltrane (Universal)
Um dos gigantes do jazz, o saxofonista americano John Coltrane morreu com apenas
40 anos, mas deixou uma obra prolífica, da qual boa parte veio à
luz postumamente. É o caso das gravações que integram esse
CD duplo, lançado pela primeira vez nos Estados Unidos no ano passado.
Ele reúne um material precioso: duas apresentações de Coltrane
no clube nova-iorquino Half Note, em 1965. Os registros, feitos por um programa
de rádio da época, flagram Coltrane e seu lendário quarteto
pouco antes da dissolução do grupo (e a apenas dois anos da morte
do artista, em 1967). Como demonstram os quase trinta minutos de improviso da
faixa One Down, One Up, é um momento inspirado de sua carreira.
Bertrand
Guay/AFP
 |  | | Os
Beastie Boys: todos os hits matadores | |
Solid
Gold Hits, Beastie Boys (EMI) Na ativa desde a década de
80, o trio nova-iorquino Beastie Boys ganhou fama graças à sua mistura
irreverente de rock'n'roll com hip hop (mais tarde, o grupo acrescentaria toques
de música eletrônica à receita). Embora nos últimos
anos o Beastie Boys ande se repetindo um pouco além da conta, até
hoje discos como Paul's Boutique (1989) e Check Your Head (1992)
continuam imbatíveis nesse estilo e muito influentes entre os novos
artistas. Essa coletânea é uma chance de conhecer o que o cantor
Mike D e seus colegas MCA e Ad-rock fizeram de melhor na carreira: uma sucessão
de hits matadores, como Sabotage, No Sleep Till Brooklyn e Fight for
Your Right. |