Edição 1942 . 8 de fevereiro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Tales Alvarenga
André Petry
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"De que serve ter a melhor tecnologia em carros bicombustíveis se nossa gasolina é de péssima qualidade e pagamos um alto preço por ela?"
Jannos Artusi de Faria São Paulo, SP

 

Autonomia energética

Reconfortante a reportagem "A dupla conquista" (1º de fevereiro), sobretudo porque resgata nossa confiança no país. Não pelos arroubos do governo, dolosamente oportunista na hora de capitalizar conquistas positivas que nunca são suas. Aliás, essa revista magistralmente faz questão de destacar na matéria que nenhum mérito cabe aos governos, seja o atual, seja o anterior. Pelo contrário, se dependesse deste que aí está, a Petrobras e a Embrapa, por exemplo, seriam aparelhadas pela máquina do PT. Reitero meus parabéns pela gratificante e oportuna matéria.
Valter Gomes Barbosa
Brasília, DF

Foi com grande interesse e até com emoção que li a reportagem de VEJA sobre nossa produção e tecnologia do petróleo. Meu avô, o presidente Arthur da Silva Bernardes, foi um dos pioneiros lutadores na defesa do nosso petróleo. O lema "O petróleo é nosso" era a bandeira de todos os nacionalistas nos anos 50. No dia 23 de março de 1955, ele fez um de seus discursos sobre a defesa da exploração do petróleo pelos brasileiros. Quando saiu da Câmara, teve um infarto violento e veio a falecer. Morreu lutando pelos seus ideais, pois esse foi sempre o lema de sua vida.
Lúcia Bernardes de Castro Frade
Belo Horizonte, MG

Li com grande satisfação o avanço de nossa capacitação no campo tecnológico. Essa matéria me fez lembrar que até concordo com Pero Vaz de Caminha. O lugar é bom, só falta construir um país!
Carlos Alberto Campos Salles
São Paulo, SP

Parabéns pela qualidade da reportagem. Apesar de o Brasil ainda capengar em algumas áreas e de o Estado muitas vezes significar atraso no andamento das ações de interesse coletivo, o exemplo do álcool e o do petróleo (auto-suficiência) são projetos bem-sucedidos que encontraram espaço para se desenvolver. Impressionou-me o tempo necessário para a auto-suficiência, idealizada ainda no início do século passado. Com o sucesso atual, quem sabe grandes questões ainda negligenciadas entrem na pauta das discussões nacionais com intenções mais fortes e comprometidas? O petróleo foi possível; por que não a formação humana, a educação e a saúde?
Edgar Costa
Brasília, DF

Gostaria de acrescentar que com o início da produção de petróleo no Amazonas, com o gás de Urucu com quase 60.000 barris de óleo por dia, nossa liberdade será ainda maior, pois essa produção representa 3,8% da produção do país (1,5 milhão de barris/dia). O petróleo de Urucu é considerado o de melhor qualidade no país, e dele são produzidos, principalmente, derivados mais nobres (de alto valor agregado), como diesel e nafta. A região amazônica já é auto-suficiente em petróleo, e parte de sua produção é exportada para outras refinarias da Petrobras, localizadas em diferentes regiões do Brasil. O gás de Urucu tem o objetivo de ofertar energia elétrica à região amazônica, produzindo, a custo competitivo, cerca de 6 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. Em sua fase de implantação, deve gerar 3 500 empregos diretos e indiretos.
Flavio Lauria Ferreira
Manaus, AM

O que mais me chamou atenção foi a marca deixada pelo ambiente de competitividade e de ação criativa de pesquisadores que muito têm contribuído para os avanços nesse campo mais precisamente. Os gráficos das páginas 92 e 93 esclarecem de maneira preciosa os avanços que o país alcançou e demonstram com clareza dados fundamentais para a compreensão de fatos consistentes e inquestionáveis (a meu ver). A revista fecha o artigo com um quadro perfeito na página 94, em que coloca o governo venezuelano no seu devido lugar e faz uma previsão extremamente realista do que poderá vir a acontecer com o "ouro de tolo" daquele presidente.
Geralda Ferreira
Caeté, MG

O aperfeiçoamento da tecnologia flex sem dúvida é um avanço e tanto para nossa indústria automobilística, além de proporcionar aos consumidores a opção de escolher com qual combustível abastecer, sempre levando em consideração os custos de cada uma das opções. Com certeza a tecnologia flex trouxe ao consumidor a segurança de adquirir um carro movido a álcool sem a preocupação de se arrepender no futuro. Agora, para os usineiros ganharem a confiança dos consumidores, eles deveriam tomar a iniciativa de adotar medidas que tornem a cotação do álcool estável durante o ano, o que seria bom para eles mesmos, para que no início da safra os preços não baixem muito nem os motoristas sejam surpreendidos com altas exageradas durante a entressafra.
Rogério Fachone
Maringá, PR

Se estamos efetivamente livres da dependência externa do petróleo, tornando-nos também, aos poucos, exportadores, como explicar a gritante diferença de preços entre a nossa gasolina e a vendida na Argentina, por exemplo, que chega a cerca de 50%? Penso que caberia ao Ministério de Minas e Energia, à Petrobras e ao Ministério da Fazenda explicar a razão por que somos penalizados com essa aberração.
Roberto Barros
Paranaguá, PR

 

Norman Gall

O jornalista Norman Gall (Amarelas, 1º de fevereiro) nos dá uma perspectiva muito positiva sobre o nosso país. Mesmo com todas as falcatruas políticas, atos de corrupção sem limites, instituições desacreditadas, uma das piores distribuições de renda do mundo etc. Nós ainda temos jeito, isso não é incrível?
José Roberto Cordeiro
Cotia, SP

De forma simples, desinteressada de qualquer cargo, o doutor Gall, americano, brasileiro por opção, vai ao centro do problema e sugere soluções. Dá dicas essenciais para políticos de gabinete que só pensam em como se reeleger. O doutor Gall tem razão, os bons profissionais, com idade acima dos 50 anos, estão aos milhares implorando por um trabalho, e os políticos recusam essa riqueza viva que pode ajudar milhares de escolas abandonadas nas mãos de parentes cabideiros e sem competência nomeados por políticos cegos.
Agostinho Turbian
São Paulo, SP

Quanto à sugestão de Gall sobre a prestação de contas dos parlamentares e partidos políticos, informo que a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, em 2005, implantou o Projeto Transparência, justamente para que a sociedade possa consultar, pela internet, custos e atividades dos parlamentares. É um exemplo a ser seguido.
Vereador Gustavo Toigo
Caxias do Sul, RS

Quero cumprimentar Norman Gall pelos resultados excelentes que obteve na cidade de Diadema com a criação do Fórum de Segurança Pública. Recentemente, a minha cidade apareceu num quadro dessa conceituada revista ("A evolução do crime no Brasil", Contexto, 25 de janeiro) como a terceira cidade onde a violência mais cresceu no país. Devido a essa estatística, também optamos pela criação de um Fórum de Segurança Pública na cidade – iniciativa de um oficial do 5º BPM. O objetivo é convocar as autoridades civis e militares e a comunidade para uma busca de solução a fim de diminuir o índice de homicídios na região.
Emanuel Patricio de Campos
Petrolina, PE

Estudei em escola pública e sei bem quanto as ações do senhor Norman Gall à frente do Instituto Fernand Braudel no ensino público são importantes para a melhoria da educação. Tenho 19 anos e sempre achei o ensino nessas escolas muito aquém do ideal e acredito que iniciativas assim são realmente necessárias para qualificar nossa educação. Parabéns, senhor Norman Gall, e, quanto ao seu desejo de se naturalizar brasileiro, a honra é toda nossa!
Natalia Moutinho
Atibaia, SP

Fiquei impressionada e comovida pela forma como esse estudioso mostrou os obstáculos que barram o desenvolvimento educacional e social do nosso país. Ele apontou os problemas e as dificuldades, indicando a profilaxia de todo esse mal, que é a falta de educação, que mina uma nação.
Maria Micaela Picasky Pereira Reinert
São Francisco do Sul, SC

 

Era Greenspan

Muito oportuna, além de didática, a reportagem "As lições da era Greenspan" (1º de fevereiro). Sua forma de gerir o banco central americano com certeza se tornou um paradigma e consolidou a função dessa instituição. Uma das lições para o Brasil deveria ser que a política do Banco Central não deve constar das discussões e dos programas eleitoreiros.
Harald Hellmuth
São Paulo, SP

 

Claudio de Moura Castro

Quero cumprimentar o colunista Claudio de Moura e Castro pela forma magistral como abordou a questão do barulho excessivo a que estamos submetidos diariamente. Eis que, afinal, se levanta uma voz em favor daqueles que clamam por um pouco de silêncio. Mas fica também meu questionamento: como fazer valer nossos direitos em um país onde a maioria das leis é desrespeitada, a começar pelos políticos, que deveriam ser nossos representantes legais? Acho que a solução é ir morar na Suíça ("No país dos decibéis", Ponto de vista, 1º de fevereiro)!
Tânia Maria Cercal Mormêllo
Resende, RJ

Um dos efeitos do barulho facilmente notados é sua influência sobre a comunicação oral. O barulho intenso provoca o mascaramento da voz. Esse tipo de interferência atrapalha a execução ou o entendimento de ordens verbais e de avisos de alerta ou perigo e pode ser causa indireta de acidentes. A ação perturbadora de um som depende de suas características físicas como intensidade e duração e afeta a capacidade de concentração para a realização de atividades – muitas vezes uma fonte sonora atrativa, como a música, pode ser um perigo. Em nosso dia-a-dia de trabalho, lutamos contra esse agente estressor que trás problemas que vão além dos auditivos. A prevenção e a conscientização são a única forma de lutarmos contra ele. Assunto oportuno.
Professora Vera Cecilia Gelardi
Instituto de Estudos Avançados da Audição (IEAA/SP)
São Paulo, SP

Dentre os terroristas sonoros existentes no país, os mais temíveis são os automóveis com verdadeiro arsenal de alto-falantes preparados para a guerra de decibéis das competições de "tunning". Infelizmente, não limitadas a espaços ou épocas determinados, como os trios elétricos dos Carnavais e micaretas, e mais parecidas com os carros publicitários que infernizam as ruas com anúncios de "pamonha quentinha", essas armas de perturbação em massa circulam indistintamente por todas as áreas da cidade, inclusive nas redondezas de escolas e hospitais, fazendo janelas e corações tremer a cada bombardeio de graves.
Joaquim da Silva Mourão Júnior
Brasília, DF

Sou médico ginecologista e vivi no Japão, onde o vizinho do andar de baixo reclamava por eu estar andando muito pelo apartamento à noite. Creio que não seja necessário chegar a esse ponto, mas precisaríamos criar uma cultura em que se respeitasse mais o silêncio. Um exemplo disso é a unidade básica de saúde onde trabalho, na qual as pessoas ficam no saguão de espera conversando alto e muitas vezes levam crianças que fazem a maior algazarra.
Cleber Sato
Mogi das Cruzes, SP

Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, que deveria ser lugar apropriado ao trabalho, não passa um dia sem que abomináveis trios elétricos e carros de som impeçam qualquer concentração nos afazeres para os quais os servidores públicos são pagos. Não vou me alongar no assunto, mas posso dizer que uma das razões que me motivaram a deixar o serviço público, em agosto do ano findo, foi esta: a irritação que me causava o descaso das autoridades com o ensurdecedor barulho dessas máquinas de endoidecer!
Lucia Lemgruber
Brasília, DF

 

Aloizio Mercadante

Sobre o texto "Duda tenta emparedar a CPI" (25 de janeiro), informo que, diferentemente do que registra a revista, não participei de nenhuma tentativa de acordo para evitar a cassação de quem quer que seja, e muito menos fui pressionado pela oposição, que evitaria, assim, divulgar supostas irregularidades em minha campanha ao Senado em 2002. Por uma razão simples: minha prestação de contas está registrada corretamente na Justiça Eleitoral e jamais fiz pagamento algum em conta no exterior. Além disso, o próprio publicitário Duda Mendonça, que estaria participando da "chantagem", já atestou, em depoimento à CPI, que minha campanha "foi muito barata" porque integrou um pacote em que ele "tinha toda a estrutura pronta". Ademais, senadores da oposição, como os líderes Arthur Virgílio (PSDB) e Agripino Maia (PFL), informaram, da tribuna do Senado, que não trataram do assunto em nenhum momento. Por fim, destaco que, ao longo da crise, meu nome nunca foi mencionado em nenhuma irregularidade e que continuo à disposição para qualquer esclarecimento.
Senador Aloizio Mercadante (PT-SP)
Brasília, DF

 

Vela branca

Fiquei estarrecido quando soube por meio do quadro "Os percalços da volta ao mundo" (1º de fevereiro) que o governo brasileiro, ou melhor, o contribuinte brasileiro é que vai bancar parte da aventura dos velejadores do Brasil 1. É um absurdo prometer 3 milhões de reais a um monte de gente bem-nascida que pode se dar ao luxo de largar tudo por alguns meses para participar de uma regata. Oitocentos mil reais já foram gastos. Esse é o país em que vivemos.
Rogério Luiz Nogueira
Londrina, PR

 

Segunda vida

A que ponto chegamos! O ser humano, ao tentar desafiar as leis do nosso divino Deus, simplesmente por dinheiro, pensa que pode ressuscitar quando quiser. Onde vamos parar ("Gelado, mas rico", 1º de fevereiro)?
Dalmir G. de Souza
Rondonópolis, MT

 

Netinho

VEJA nos brinda com uma excelente notícia neste início de 2006: a saída do "caridoso" apresentador Netinho da TV brasileira ("Cantará em outra freguesia", Holofote, 1º de fevereiro). Mais fantástico seria se VEJA noticiasse a saída dos igualmente intragáveis Gugu e Faustão. Com essa trinca longe dos nossos televisores, teríamos um domingo um pouco melhor.
Ademar Aires do Amaral
Belém, PA

 

Roberto Pompeu de Toledo

Quero cumprimentar VEJA pela qualidade ímpar de seus jornalistas e colaboradores. Sou leitora assídua há anos e não posso deixar de externar minha admiração e satisfação ao ler suas matérias de forma geral. Nesta última semana, sensibilizei-me com o ensaio "Em torno da mesa, com Homero ou Machado" (1º de fevereiro), de Roberto Pompeu de Toledo. Sou professora orientadora de sala de leitura da rede municipal de São Paulo, onde há mais de trinta anos é desenvolvido um trabalho muito parecido com o citado no artigo. As escolas municipais não têm uma biblioteca, têm uma sala de leitura, um mundo mágico, onde se descobre o sabor da leitura e se tem contato com os mais diversos autores e gêneros literários. Tenho o prazer e a alegria de participar desse trabalho e acredito que formar leitores ainda é um caminho determinante para o desenvolvimento do ser humano e, conseqüentemente, da sociedade de um país. Parabéns pelo artigo, pela importância e pelo estímulo à leitura!
Marisa da Conceição Palopoli
São Paulo, SP

 

Televisão

Uma notícia rápida, mas bem-vinda aos noveleiros de plantão ("Vôos maiores", Radar, 1º de fevereiro). Saber que Walcyr Carrasco, autor de novelas de sucesso no horário das 18 horas da Globo, vai escrever para o horário das 19 e 20 horas é simplesmente demais. Acompanho as novelas desse talentoso dramaturgo e acredito que em breve daremos boas risadas em horário nobre. Parabéns a VEJA por antecipar essa notícia.
Auricicero Sousa
Goiânia, GO

 

Antonio Palocci

A reportagem "Palocci irreconhecível" (1º de fevereiro) mostra um sanitarista que em três anos virou economista e em três meses virou ator, após várias sessões de ensaio com assessores especialmente contratados para treiná-lo. Muitos que não sabem de nada e assistem aos capítulos das novelas que não ultrapassam uma hora ficaram longas horas grudados na TV e aplaudiram. Ninguém ficou sabendo de nada que interessa de fato ao Brasil. O presidente do Banco Central estava lá? Concluído seu longo depoimento, que durou seis horas e durante o qual respondeu que iria analisar a proposta para disponibilizar voluntariamente seu sigilo telefônico para a CPI e foi chamado de mentiroso, nem ficamos sabendo se ele já criou, cria ou pretende criar galinhas.
Delmiro Schmidt de Andrade
Belo Horizonte, MG

Os ribeirão-pretanos, que conhecem bem o Palocci prefeito, nada estranharam no depoimento dele na CPI dos Bingos. Para nós, o estranho é o "encantamento" estilo "bom-moço" que ele consegue país afora. Porém, cabe lembrar o ditado popular: "Uma pessoa pode enganar algumas pessoas por algum tempo; mas ninguém engana a todos todo o tempo".
Clever Mazzoni Campos
Ribeirão Preto, SP

 

Carnaval

Gostaria de parabenizar a revista VEJA pelo esclarecimento prestado à sociedade com a publicação da matéria "Com dinheiro do povo" (1º de fevereiro), que trata do financiamento de desfiles de escolas de samba do Rio de Janeiro com dinheiro público a fim de realizar propaganda de políticos ou de obras estatais. É interessante observar que o ministro Ciro Gomes recorreu ao pedido de financiamento via governo cearense após ver frustrada uma tentativa de destinar 4 milhões de reais sem licitação à Mangueira, por meio da Codevasf. Diante da notória ilegalidade do ato e do intuito de promoção pessoal dos patrocinadores, a Justiça Federal deferiu pedido de liminar na ação popular de minha autoria suspendendo o repasse do recurso. A Mangueira tem como enredo o Rio São Francisco – o patrocínio, por sua vez, destinava-se a carnavalizar o debate público sobre a transposição do rio.
Deputado federal José Carlos Aleluia (PFL-BA)
Líder da oposição na Câmara dos Deputados
Brasília, DF

Em relação à reportagem "Com dinheiro do povo", informamos que a Philip Morris Brasil não patrocina eventos esportivos nem culturais e não patrocinará o desfile da Unidos de Vila Isabel nem de nenhuma outra escola. O contrato assinado com a escola de samba Unidos de Vila Isabel se refere apenas à venda e à comunicação dos produtos da Philip Morris Brasil dentro dos pontos-de-venda (os bares) já existentes na quadra da escola. Trata-se de um contrato similar aos contratos que a empresa tem com outros pontos-de-venda e varejistas.
Leandro Conti
Gerente de comunicação
corporativa da Philip Morris Brasil
Curitiba, PR  

Excelente matéria de Daniela Pinheiro sobre o populista irresponsável Hugo Chávez e um de seus paralelos tupiniquins, Ciro Gomes. O que venho questionar é a menção à Mangueira como a mais tradicional escola de samba carioca. Trata-se, sem dúvida, de uma grande agremiação, uma verdadeira manifestação cultural e social brasileira. Porém, uma pesquisa mais aprofundada sobre as raízes e a evolução do Carnaval logo mostrará a Portela como a mais tradicional, pois ela, além de ser a mais antiga, inventou enredo e samba-enredo, a comissão de frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira. A Portela é a única heptacampeã do Carnaval e tem uma velha-guarda única, de baluartes sem pares, que poderemos chamar de lenda viva da história do Carnaval.
Pablo Rossi
Barra do Piraí, RJ

 

Editora Planeta

Quero tornar pública a minha surpresa com o conteúdo da nota "Invasão espanhola" (Holofote, 1° de fevereiro). Como porta-voz dos interesses do Grupo Planeta – Divisão Livros no Brasil, afirmo que a Editora Planeta do Brasil não está participando de nenhuma negociação para a compra da rede de livrarias e editora Siciliano. Ao longo desses três anos de existência da Planeta no Brasil, nosso relacionamento com o Grupo Siciliano tem sido marcado pelo exemplar profissionalismo entre suas equipes e pelo respeito mútuo entre seus dirigentes, mas nunca foi além da relação comercial entre uma editora e uma rede de livrarias. A Editora Planeta do Brasil nunca escondeu do mercado seu objetivo de figurar entre as maiores editoras brasileiras. Fazemos parte do sexto maior grupo de comunicação do mundo e pretendemos, sem sombra de dúvida, continuar nosso projeto de expansão no mercado nacional. No entanto, faremos isso com responsabilidade, não com especulações, e com o cuidado e o profissionalismo que sempre pautaram a trajetória da Planeta em todos os países onde está presente.
César González de Kehrig
Diretor-geral
São Paulo, SP

 

Soja doce

Gostaríamos de agradecer a VEJA pela nota "Criaram uma soja doce" (1º de fevereiro). Houve um equívoco na nota quando essa soja foi qualificada como transgênica. A soja doce foi obtida por intermédio do cruzamento genético tradicional, portanto, sem o uso da biotecnologia (ferramenta que utiliza manipulações genéticas em laboratório). Esse fato pode parecer insignificante, mas, como essa soja se destina à produção convencional (não transgênica) e, especialmente, à produção orgânica, reveste-se de grande importância em termos comerciais. A Embrapa Soja desenvolve materiais de soja transgênica destinados ao mercado de commodities, que ainda é o maior mercado para a soja, mas tem o compromisso público de continuar desenvolvendo materiais não transgênicos destinados à produção convencional e nichos de mercado. Dessa forma, possibilitamos opções para que o produtor possa escolher o que for mais conveniente para seu sistema de produção e para seus clientes.
Alexandre José Cattelan
Chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Soja
www.cnpso.embrapa.br
Londrina, PR

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi, a partir de agora você pode escrever sobre o que quiser, sua contribuição para o despertar de consciências adormecidas, obtusas e medíocres foi vital. Parabéns pelo talento informativo, brilhante e esclarecedor. Haja o que houver, seu papel está sendo feito ("Em guerra com o lulismo", 1º de fevereiro).
Paulo Ropberto Siqueira de Brito
João Pessoa, PB  

Finalmente discordei de algum comentário do Diogo Mainardi. Não jogaria os livros na fogueira, e sim os encaminharia para reciclagem.
Mauro Sauerwein
São Paulo, SP  

Sempre oportunas, educativas e essenciais as matérias de Mainardi e Alvarenga (dizendo assim, parece até dupla sertaneja). E digo ainda: os esquerdistas são aqueles que querem para si tudo o que o capitalismo pode lhes dar e, para os outros, que fique o socialismo. Para si, o Romané Conti, o avião, a faixa, casaco, casaca, copos de cristal, charuto e cigarrilha, almoço sem fome zero e tudo do bom e do melhor. Já para o povo... educação cubana, saúde coreana, trabalho chinês e política bolivariana neo-stalinista. Ainda não querem gritar? Fora Lula, baby.
Milton Larentis
Bento Gonçalves, RS

 

Verticalização

A Câmara dos Deputados, com uma só cajadada, conseguiu "matar dois coelhos": desrespeitar a Constituição Federal e o eleitor, quando aprovou uma emenda constitucional que põe fim à regra da verticalização, mudando normas das eleições de 2006 em pleno ano eleitoral ("Jogo sem regras", 1º de fevereiro). O artigo 16 da Carta Magna, textualmente, diz: "A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorrer até um ano da data de sua vigência". Será que não aparecerá nenhum partido político sério ou nenhuma entidade respeitável como a OAB para contestar, no STF, essa flagrante inconstitucionalidade?
Helmar da Cruz Rocha
Salvador, BA

Ao deparar com a ilustração da reportagem intitulada "Jogo sem regras", eu fiquei preocupada. Apesar da pouca vivência política que possuo, não fico feliz ao ver os integrantes da Câmara explodindo de alegria. Porém, guardei minha perplexidade para outros assuntos, pois desde que me entendo por gente sei que nossos políticos são egocêntricos e nunca vão festejar alguma aprovação que lhes traga um prejuízo.
Romélia Ribeiro Peron
Cuiabá, MT  

Na foto da pág. 50 da edição 1941, por trás dos papéis picados, o que consigo ver são apenas 300 picaretas gargalhando, felizes, porque a negociata está aberta.
Sílvio Sam
São Paulo, SP

 

Bento XVI

O cardeal de ferro, o linha-dura Joseph Ratzinger, surpreende o mundo ao escrever Deus Caritas Est. Ele se mostra afável e expõe seu lado humano, apresentando uma encíclica sobre um tema delicado: o amor e a caridade. Gosto mais de Bento XVI a cada dia que passa. O maior teólogo vivo, o "papa panzer", blinda a fé e guia com pulso firme a Igreja Católica no século XXI ("É o amor...", 1º de fevereiro).
Edvaldo Betiol Filho
Palmeira, PR

 

Cinema

Cumprimento a jornalista Isabela Boscov pelo texto sobre o longa americano O Segredo de Brokeback Mountain ("A conquista do Oeste", 1º de fevereiro). Acredito que ações como a do filme e o incentivo da revista possam "abrir a mente" das pessoas para a fraternidade e o amor. Faço uso de algumas palavras de Isabela para frisar minha satisfação com esse material de primeira: nunca li nada "retratado com tanta sensibilidade e tamanha razão" como o conteúdo dessa matéria.
Sérgio Montibeler
Blumenau, SC

 

CORREÇÃO: Na reportagem "As lições da era Greenspan" (1º de fevereiro), o trecho "ou de riqueza natural" foi inadvertidamente suprimido no original. A frase correta é: "Uma economia dependente de uma monocultura ou de riqueza natural concentradora de renda nas mãos do Estado, como é o caso da Venezuela com o petróleo, pode experimentar taxas altíssimas de crescimento nominal do PIB sem que isso se reflita na melhoria da condição de vida das pessoas".

 

 

Violência em paraíso baiano

Os leitores Alessandro de Souza e Renata Amorim, de Vitória, no Espírito Santo, escrevem para relatar o transtorno que enfrentaram recentemente na Península de Maraú, no litoral sul da Bahia, um dos melhores destinos turísticos do país, conforme indicado no especial de VEJA O Melhor do Brasil (dezembro de 2005). "No dia 30 de dezembro, depois de atravessarmos a balsa que liga Itacaré a Maraú, fomos atacados por três homens armados que, além de roubar nosso dinheiro, talões de cheques e outros objetos de valor, nos agrediram fisicamente. Maior que a perda material foi a decepção de deparar com uma Polícia Militar inerte e totalmente desinteressada, que chegou ao local após uma hora do ocorrido, efetuando diligências por não mais do que cinco minutos. Não poderíamos deixar de citar a boa vontade da Polícia Civil, que, apesar de materialmente desestruturada, não mediu esforços para cumprir com seu dever. A impunidade e a facilidade com que o bando pôde agir com certeza farão novas vítimas e, se continuar assim, brevemente o 'paraíso' será conhecido como 'inferno'." Fica o alerta para que a segurança pública melhore e intensifique o patrulhamento e iniba ações de delinqüentes na região.

 

Menino de talento

A leitora Teresa Aparecida de Sá, de Jundiaí, São Paulo, viu a foto de Rafael Henrique Miguel, 9 anos, na capa da edição 1 938 de VEJA ("Ginástica para o cérebro", 11 de janeiro) e lembrou-se de tê-lo visto em outro trabalho recente: na minissérie JK, da Rede Globo, em que interpreta Antenor, filho de Madalena com o coronel Licurgo. Apesar da pouca idade, Rafael, que cursa a 4ª série em um colégio em São Paulo, já tem alguma experiência como ator. Ele participou de mais de uma dezena de comerciais – um deles é aquele em que implora à mãe que lhe compre chicória. O ator mirim participou também de três peças de teatro e de um filme de longa-metragem.

 

Nos passos de Norman Gall

Ary Faria Neto, empresário radicado em Bauru, no interior do estado de São Paulo, quer participar de ações sociais como as citadas por Norman Gall nas Páginas Amarelas e por Roberto Pompeu de Toledo no Ensaio (1º de fevereiro). Casado, pai de dois filhos, Faria Neto pede um contato com o Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, criado por Gall: "Quero trocar informações com pessoas desse instituto para ver se consigo plantar aqui em Bauru uma sementinha dessa árvore frutífera", diz o leitor. Os interessados em conhecer o instituto ou os que quiserem entrar em contato podem acessar sua página na internet no endereço http://www.braudel.org.br/.

 
 
 
 
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