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Cartas
 | "De
que serve ter a melhor tecnologia em carros bicombustíveis se nossa gasolina
é de péssima qualidade e pagamos um alto preço por ela?"
Jannos Artusi de Faria São
Paulo, SP | Autonomia
energética Reconfortante a reportagem
"A dupla conquista" (1º de fevereiro), sobretudo porque resgata nossa confiança
no país. Não pelos arroubos do governo, dolosamente oportunista
na hora de capitalizar conquistas positivas que nunca são suas. Aliás,
essa revista magistralmente faz questão de destacar na matéria que
nenhum mérito cabe aos governos, seja o atual, seja o anterior. Pelo contrário,
se dependesse deste que aí está, a Petrobras e a Embrapa, por exemplo,
seriam aparelhadas pela máquina do PT. Reitero meus parabéns pela
gratificante e oportuna matéria. Valter Gomes Barbosa Brasília,
DF Foi com grande interesse e até
com emoção que li a reportagem de VEJA sobre nossa produção
e tecnologia do petróleo. Meu avô, o presidente Arthur da Silva Bernardes,
foi um dos pioneiros lutadores na defesa do nosso petróleo. O lema "O petróleo
é nosso" era a bandeira de todos os nacionalistas nos anos 50. No dia 23
de março de 1955, ele fez um de seus discursos sobre a defesa da exploração
do petróleo pelos brasileiros. Quando saiu da Câmara, teve um infarto
violento e veio a falecer. Morreu lutando pelos seus ideais, pois esse foi sempre
o lema de sua vida. Lúcia Bernardes de Castro Frade Belo
Horizonte, MG Li com grande satisfação
o avanço de nossa capacitação no campo tecnológico.
Essa matéria me fez lembrar que até concordo com Pero Vaz de Caminha.
O lugar é bom, só falta construir um país! Carlos
Alberto Campos Salles São Paulo, SP Parabéns
pela qualidade da reportagem. Apesar de o Brasil ainda capengar em algumas áreas
e de o Estado muitas vezes significar atraso no andamento das ações
de interesse coletivo, o exemplo do álcool e o do petróleo (auto-suficiência)
são projetos bem-sucedidos que encontraram espaço para se desenvolver.
Impressionou-me o tempo necessário para a auto-suficiência, idealizada
ainda no início do século passado. Com o sucesso atual, quem sabe
grandes questões ainda negligenciadas entrem na pauta das discussões
nacionais com intenções mais fortes e comprometidas? O petróleo
foi possível; por que não a formação humana, a educação
e a saúde? Edgar Costa Brasília, DF
Gostaria de acrescentar que com o início da produção de petróleo
no Amazonas, com o gás de Urucu com quase 60.000 barris de óleo
por dia, nossa liberdade será ainda maior, pois essa produção
representa 3,8% da produção do país (1,5 milhão de
barris/dia). O petróleo de Urucu é considerado o de melhor qualidade
no país, e dele são produzidos, principalmente, derivados mais nobres
(de alto valor agregado), como diesel e nafta. A região amazônica
já é auto-suficiente em petróleo, e parte de sua produção
é exportada para outras refinarias da Petrobras, localizadas em diferentes
regiões do Brasil. O gás de Urucu tem o objetivo de ofertar energia
elétrica à região amazônica, produzindo, a custo competitivo,
cerca de 6 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural.
Em sua fase de implantação, deve gerar 3 500 empregos diretos e
indiretos. Flavio Lauria Ferreira Manaus, AM
O que mais me chamou atenção foi a marca deixada pelo ambiente de
competitividade e de ação criativa de pesquisadores que muito têm
contribuído para os avanços nesse campo mais precisamente. Os gráficos
das páginas 92 e 93 esclarecem de maneira preciosa os avanços que
o país alcançou e demonstram com clareza dados fundamentais para
a compreensão de fatos consistentes e inquestionáveis (a meu ver).
A revista fecha o artigo com um quadro perfeito na página 94, em que coloca
o governo venezuelano no seu devido lugar e faz uma previsão extremamente
realista do que poderá vir a acontecer com o "ouro de tolo" daquele presidente.
Geralda Ferreira Caeté, MG
O aperfeiçoamento da tecnologia flex sem dúvida é um avanço
e tanto para nossa indústria automobilística, além de proporcionar
aos consumidores a opção de escolher com qual combustível
abastecer, sempre levando em consideração os custos de cada uma
das opções. Com certeza a tecnologia flex trouxe ao consumidor a
segurança de adquirir um carro movido a álcool sem a preocupação
de se arrepender no futuro. Agora, para os usineiros ganharem a confiança
dos consumidores, eles deveriam tomar a iniciativa de adotar medidas que tornem
a cotação do álcool estável durante o ano, o que seria
bom para eles mesmos, para que no início da safra os preços não
baixem muito nem os motoristas sejam surpreendidos com altas exageradas durante
a entressafra. Rogério Fachone Maringá, PR
Se estamos efetivamente livres da dependência
externa do petróleo, tornando-nos também, aos poucos, exportadores,
como explicar a gritante diferença de preços entre a nossa gasolina
e a vendida na Argentina, por exemplo, que chega a cerca de 50%? Penso que caberia
ao Ministério de Minas e Energia, à Petrobras e ao Ministério
da Fazenda explicar a razão por que somos penalizados com essa aberração.
Roberto Barros Paranaguá, PR
Norman Gall O jornalista Norman Gall (Amarelas,
1º de fevereiro) nos dá uma perspectiva muito positiva sobre o nosso
país. Mesmo com todas as falcatruas políticas, atos de corrupção
sem limites, instituições desacreditadas, uma das piores distribuições
de renda do mundo etc. Nós ainda temos jeito, isso não é
incrível? José Roberto Cordeiro Cotia, SP
De forma simples, desinteressada de qualquer
cargo, o doutor Gall, americano, brasileiro por opção, vai ao centro
do problema e sugere soluções. Dá dicas essenciais para políticos
de gabinete que só pensam em como se reeleger. O doutor Gall tem razão,
os bons profissionais, com idade acima dos 50 anos, estão aos milhares
implorando por um trabalho, e os políticos recusam essa riqueza viva que
pode ajudar milhares de escolas abandonadas nas mãos de parentes cabideiros
e sem competência nomeados por políticos cegos. Agostinho
Turbian São Paulo, SP
Quanto à sugestão de Gall sobre a prestação de contas
dos parlamentares e partidos políticos, informo que a Assembléia
Legislativa do Rio Grande do Sul, em 2005, implantou o Projeto Transparência,
justamente para que a sociedade possa consultar, pela internet, custos e atividades
dos parlamentares. É um exemplo a ser seguido. Vereador Gustavo
Toigo Caxias do Sul, RS Quero
cumprimentar Norman Gall pelos resultados excelentes que obteve na cidade de Diadema
com a criação do Fórum de Segurança Pública.
Recentemente, a minha cidade apareceu num quadro dessa conceituada revista ("A
evolução do crime no Brasil", Contexto, 25 de janeiro) como a terceira
cidade onde a violência mais cresceu no país. Devido a essa estatística,
também optamos pela criação de um Fórum de Segurança
Pública na cidade iniciativa de um oficial do 5º BPM. O objetivo
é convocar as autoridades civis e militares e a comunidade para uma busca
de solução a fim de diminuir o índice de homicídios
na região. Emanuel Patricio de Campos Petrolina, PE
Estudei em escola pública e sei bem
quanto as ações do senhor Norman Gall à frente do Instituto
Fernand Braudel no ensino público são importantes para a melhoria
da educação. Tenho 19 anos e sempre achei o ensino nessas escolas
muito aquém do ideal e acredito que iniciativas assim são realmente
necessárias para qualificar nossa educação. Parabéns,
senhor Norman Gall, e, quanto ao seu desejo de se naturalizar brasileiro, a honra
é toda nossa! Natalia Moutinho Atibaia, SP
Fiquei impressionada e comovida pela forma como esse estudioso mostrou os obstáculos
que barram o desenvolvimento educacional e social do nosso país. Ele apontou
os problemas e as dificuldades, indicando a profilaxia de todo esse mal, que é
a falta de educação, que mina uma nação. Maria
Micaela Picasky Pereira Reinert São Francisco do Sul, SC
Era Greenspan
Muito oportuna, além de didática, a reportagem "As lições
da era Greenspan" (1º de fevereiro). Sua forma de gerir o banco central americano
com certeza se tornou um paradigma e consolidou a função dessa instituição.
Uma das lições para o Brasil deveria ser que a política do
Banco Central não deve constar das discussões e dos programas eleitoreiros.
Harald Hellmuth São Paulo, SP Claudio
de Moura Castro Quero cumprimentar o colunista
Claudio de Moura e Castro pela forma magistral como abordou a questão do
barulho excessivo a que estamos submetidos diariamente. Eis que, afinal, se levanta
uma voz em favor daqueles que clamam por um pouco de silêncio. Mas fica
também meu questionamento: como fazer valer nossos direitos em um país
onde a maioria das leis é desrespeitada, a começar pelos políticos,
que deveriam ser nossos representantes legais? Acho que a solução
é ir morar na Suíça ("No país dos decibéis",
Ponto de vista, 1º de fevereiro)! Tânia Maria Cercal Mormêllo
Resende, RJ Um dos efeitos do
barulho facilmente notados é sua influência sobre a comunicação
oral. O barulho intenso provoca o mascaramento da voz. Esse tipo de interferência
atrapalha a execução ou o entendimento de ordens verbais e de avisos
de alerta ou perigo e pode ser causa indireta de acidentes. A ação
perturbadora de um som depende de suas características físicas como
intensidade e duração e afeta a capacidade de concentração
para a realização de atividades muitas vezes uma fonte sonora
atrativa, como a música, pode ser um perigo. Em nosso dia-a-dia de trabalho,
lutamos contra esse agente estressor que trás problemas que vão
além dos auditivos. A prevenção e a conscientização
são a única forma de lutarmos contra ele. Assunto oportuno.
Professora Vera Cecilia Gelardi Instituto de Estudos Avançados
da Audição (IEAA/SP) São Paulo, SP
Dentre os terroristas sonoros existentes no país, os mais temíveis
são os automóveis com verdadeiro arsenal de alto-falantes preparados
para a guerra de decibéis das competições de "tunning". Infelizmente,
não limitadas a espaços ou épocas determinados, como os trios
elétricos dos Carnavais e micaretas, e mais parecidas com os carros publicitários
que infernizam as ruas com anúncios de "pamonha quentinha", essas armas
de perturbação em massa circulam indistintamente por todas as áreas
da cidade, inclusive nas redondezas de escolas e hospitais, fazendo janelas e
corações tremer a cada bombardeio de graves. Joaquim da Silva
Mourão Júnior Brasília, DF
Sou médico ginecologista e vivi no Japão, onde o vizinho do andar
de baixo reclamava por eu estar andando muito pelo apartamento à noite.
Creio que não seja necessário chegar a esse ponto, mas precisaríamos
criar uma cultura em que se respeitasse mais o silêncio. Um exemplo disso
é a unidade básica de saúde onde trabalho, na qual as pessoas
ficam no saguão de espera conversando alto e muitas vezes levam crianças
que fazem a maior algazarra. Cleber Sato Mogi das Cruzes, SP
Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília,
que deveria ser lugar apropriado ao trabalho, não passa um dia sem que
abomináveis trios elétricos e carros de som impeçam qualquer
concentração nos afazeres para os quais os servidores públicos
são pagos. Não vou me alongar no assunto, mas posso dizer que uma
das razões que me motivaram a deixar o serviço público, em
agosto do ano findo, foi esta: a irritação que me causava o descaso
das autoridades com o ensurdecedor barulho dessas máquinas de endoidecer!
Lucia Lemgruber Brasília, DF Aloizio
Mercadante Sobre o texto "Duda tenta emparedar
a CPI" (25 de janeiro), informo que, diferentemente do que registra a revista,
não participei de nenhuma tentativa de acordo para evitar a cassação
de quem quer que seja, e muito menos fui pressionado pela oposição,
que evitaria, assim, divulgar supostas irregularidades em minha campanha ao Senado
em 2002. Por uma razão simples: minha prestação de contas
está registrada corretamente na Justiça Eleitoral e jamais fiz pagamento
algum em conta no exterior. Além disso, o próprio publicitário
Duda Mendonça, que estaria participando da "chantagem", já atestou,
em depoimento à CPI, que minha campanha "foi muito barata" porque integrou
um pacote em que ele "tinha toda a estrutura pronta". Ademais, senadores da oposição,
como os líderes Arthur Virgílio (PSDB) e Agripino Maia (PFL), informaram,
da tribuna do Senado, que não trataram do assunto em nenhum momento. Por
fim, destaco que, ao longo da crise, meu nome nunca foi mencionado em nenhuma
irregularidade e que continuo à disposição para qualquer
esclarecimento. Senador Aloizio Mercadante (PT-SP) Brasília,
DF Vela branca Fiquei
estarrecido quando soube por meio do quadro "Os percalços da volta ao mundo"
(1º de fevereiro) que o governo brasileiro, ou melhor, o contribuinte brasileiro
é que vai bancar parte da aventura dos velejadores do Brasil 1.
É um absurdo prometer 3 milhões de reais a um monte de gente bem-nascida
que pode se dar ao luxo de largar tudo por alguns meses para participar de uma
regata. Oitocentos mil reais já foram gastos. Esse é o país
em que vivemos. Rogério Luiz Nogueira Londrina, PR
Segunda vida
A que ponto chegamos! O ser humano, ao tentar desafiar as leis do nosso divino
Deus, simplesmente por dinheiro, pensa que pode ressuscitar quando quiser. Onde
vamos parar ("Gelado, mas rico", 1º de fevereiro)? Dalmir G. de Souza
Rondonópolis, MT Netinho
VEJA nos brinda com uma excelente notícia
neste início de 2006: a saída do "caridoso" apresentador Netinho
da TV brasileira ("Cantará em outra freguesia", Holofote, 1º de fevereiro).
Mais fantástico seria se VEJA noticiasse a saída dos igualmente
intragáveis Gugu e Faustão. Com essa trinca longe dos nossos televisores,
teríamos um domingo um pouco melhor. Ademar Aires do Amaral
Belém, PA Roberto
Pompeu de Toledo Quero cumprimentar VEJA
pela qualidade ímpar de seus jornalistas e colaboradores. Sou leitora assídua
há anos e não posso deixar de externar minha admiração
e satisfação ao ler suas matérias de forma geral. Nesta última
semana, sensibilizei-me com o ensaio "Em torno da mesa, com Homero ou Machado"
(1º de fevereiro), de Roberto Pompeu de Toledo. Sou professora orientadora
de sala de leitura da rede municipal de São Paulo, onde há mais
de trinta anos é desenvolvido um trabalho muito parecido com o citado no
artigo. As escolas municipais não têm uma biblioteca, têm uma
sala de leitura, um mundo mágico, onde se descobre o sabor da leitura e
se tem contato com os mais diversos autores e gêneros literários.
Tenho o prazer e a alegria de participar desse trabalho e acredito que formar
leitores ainda é um caminho determinante para o desenvolvimento do ser
humano e, conseqüentemente, da sociedade de um país. Parabéns
pelo artigo, pela importância e pelo estímulo à leitura!
Marisa da Conceição Palopoli São
Paulo, SP Televisão
Uma notícia rápida, mas bem-vinda
aos noveleiros de plantão ("Vôos maiores", Radar, 1º de fevereiro).
Saber que Walcyr Carrasco, autor de novelas de sucesso no horário das 18
horas da Globo, vai escrever para o horário das 19 e 20 horas é
simplesmente demais. Acompanho as novelas desse talentoso dramaturgo e acredito
que em breve daremos boas risadas em horário nobre. Parabéns a VEJA
por antecipar essa notícia. Auricicero Sousa Goiânia,
GO Antonio Palocci
A reportagem "Palocci irreconhecível" (1º de fevereiro)
mostra um sanitarista que em três anos virou economista e em três
meses virou ator, após várias sessões de ensaio com assessores
especialmente contratados para treiná-lo. Muitos que não sabem de
nada e assistem aos capítulos das novelas que não ultrapassam uma
hora ficaram longas horas grudados na TV e aplaudiram. Ninguém ficou sabendo
de nada que interessa de fato ao Brasil. O presidente do Banco Central estava
lá? Concluído seu longo depoimento, que durou seis horas e durante
o qual respondeu que iria analisar a proposta para disponibilizar voluntariamente
seu sigilo telefônico para a CPI e foi chamado de mentiroso, nem ficamos
sabendo se ele já criou, cria ou pretende criar galinhas. Delmiro
Schmidt de Andrade Belo Horizonte, MG
Os ribeirão-pretanos, que conhecem bem o Palocci prefeito, nada estranharam
no depoimento dele na CPI dos Bingos. Para nós, o estranho é o "encantamento"
estilo "bom-moço" que ele consegue país afora. Porém, cabe
lembrar o ditado popular: "Uma pessoa pode enganar algumas pessoas por algum tempo;
mas ninguém engana a todos todo o tempo". Clever Mazzoni Campos
Ribeirão Preto, SP Carnaval
Gostaria de parabenizar a revista VEJA pelo esclarecimento
prestado à sociedade com a publicação da matéria "Com
dinheiro do povo" (1º de fevereiro), que trata do financiamento de desfiles
de escolas de samba do Rio de Janeiro com dinheiro público a fim de realizar
propaganda de políticos ou de obras estatais. É interessante observar
que o ministro Ciro Gomes recorreu ao pedido de financiamento via governo cearense
após ver frustrada uma tentativa de destinar 4 milhões de reais
sem licitação à Mangueira, por meio da Codevasf. Diante da
notória ilegalidade do ato e do intuito de promoção pessoal
dos patrocinadores, a Justiça Federal deferiu pedido de liminar na ação
popular de minha autoria suspendendo o repasse do recurso. A Mangueira tem como
enredo o Rio São Francisco o patrocínio, por sua vez, destinava-se
a carnavalizar o debate público sobre a transposição do rio.
Deputado federal José Carlos Aleluia (PFL-BA) Líder da
oposição na Câmara dos Deputados Brasília, DF Em
relação à reportagem "Com dinheiro do povo", informamos que
a Philip Morris Brasil não patrocina eventos esportivos nem culturais e
não patrocinará o desfile da Unidos de Vila Isabel nem de nenhuma
outra escola. O contrato assinado com a escola de samba Unidos de Vila Isabel
se refere apenas à venda e à comunicação dos produtos
da Philip Morris Brasil dentro dos pontos-de-venda (os bares) já existentes
na quadra da escola. Trata-se de um contrato similar aos contratos que a empresa
tem com outros pontos-de-venda e varejistas. Leandro Conti Gerente
de comunicação corporativa da Philip Morris Brasil Curitiba,
PR Excelente matéria
de Daniela Pinheiro sobre o populista irresponsável Hugo Chávez
e um de seus paralelos tupiniquins, Ciro Gomes. O que venho questionar é
a menção à Mangueira como a mais tradicional escola de samba
carioca. Trata-se, sem dúvida, de uma grande agremiação,
uma verdadeira manifestação cultural e social brasileira. Porém,
uma pesquisa mais aprofundada sobre as raízes e a evolução
do Carnaval logo mostrará a Portela como a mais tradicional, pois ela,
além de ser a mais antiga, inventou enredo e samba-enredo, a comissão
de frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira. A Portela é a única
heptacampeã do Carnaval e tem uma velha-guarda única, de baluartes
sem pares, que poderemos chamar de lenda viva da história do Carnaval. Pablo
Rossi Barra do Piraí, RJ
Editora Planeta Quero tornar pública
a minha surpresa com o conteúdo da nota "Invasão espanhola" (Holofote,
1° de fevereiro). Como porta-voz dos interesses do Grupo Planeta Divisão
Livros no Brasil, afirmo que a Editora Planeta do Brasil não está
participando de nenhuma negociação para a compra da rede de livrarias
e editora Siciliano. Ao longo desses três anos de existência da Planeta
no Brasil, nosso relacionamento com o Grupo Siciliano tem sido marcado pelo exemplar
profissionalismo entre suas equipes e pelo respeito mútuo entre seus dirigentes,
mas nunca foi além da relação comercial entre uma editora
e uma rede de livrarias. A Editora Planeta do Brasil nunca escondeu do mercado
seu objetivo de figurar entre as maiores editoras brasileiras. Fazemos parte do
sexto maior grupo de comunicação do mundo e pretendemos, sem sombra
de dúvida, continuar nosso projeto de expansão no mercado nacional.
No entanto, faremos isso com responsabilidade, não com especulações,
e com o cuidado e o profissionalismo que sempre pautaram a trajetória da
Planeta em todos os países onde está presente. César
González de Kehrig Diretor-geral São Paulo, SP
Soja doce
Gostaríamos de agradecer a VEJA pela nota "Criaram uma soja doce" (1º
de fevereiro). Houve um equívoco na nota quando essa soja foi qualificada
como transgênica. A soja doce foi obtida por intermédio do cruzamento
genético tradicional, portanto, sem o uso da biotecnologia (ferramenta
que utiliza manipulações genéticas em laboratório).
Esse fato pode parecer insignificante, mas, como essa soja se destina à
produção convencional (não transgênica) e, especialmente,
à produção orgânica, reveste-se de grande importância
em termos comerciais. A Embrapa Soja desenvolve materiais de soja transgênica
destinados ao mercado de commodities, que ainda é o maior mercado para
a soja, mas tem o compromisso público de continuar desenvolvendo materiais
não transgênicos destinados à produção convencional
e nichos de mercado. Dessa forma, possibilitamos opções para que
o produtor possa escolher o que for mais conveniente para seu sistema de produção
e para seus clientes. Alexandre José Cattelan Chefe de pesquisa
e desenvolvimento da Embrapa Soja www.cnpso.embrapa.br Londrina, PR
Diogo Mainardi
Diogo Mainardi, a partir de agora você pode escrever sobre o que quiser,
sua contribuição para o despertar de consciências adormecidas,
obtusas e medíocres foi vital. Parabéns pelo talento informativo,
brilhante e esclarecedor. Haja o que houver, seu papel está sendo feito
("Em guerra com o lulismo", 1º de fevereiro). Paulo Ropberto
Siqueira de Brito João Pessoa, PB
Finalmente discordei de algum comentário do Diogo Mainardi. Não
jogaria os livros na fogueira, e sim os encaminharia para reciclagem. Mauro
Sauerwein São Paulo, SP
Sempre oportunas, educativas e essenciais as matérias de Mainardi e Alvarenga
(dizendo assim, parece até dupla sertaneja). E digo ainda: os esquerdistas
são aqueles que querem para si tudo o que o capitalismo pode lhes dar e,
para os outros, que fique o socialismo. Para si, o Romané Conti, o avião,
a faixa, casaco, casaca, copos de cristal, charuto e cigarrilha, almoço
sem fome zero e tudo do bom e do melhor. Já para o povo... educação
cubana, saúde coreana, trabalho chinês e política bolivariana
neo-stalinista. Ainda não querem gritar? Fora Lula, baby. Milton
Larentis Bento Gonçalves, RS
Verticalização A Câmara
dos Deputados, com uma só cajadada, conseguiu "matar dois coelhos": desrespeitar
a Constituição Federal e o eleitor, quando aprovou uma emenda constitucional
que põe fim à regra da verticalização, mudando normas
das eleições de 2006 em pleno ano eleitoral ("Jogo sem regras",
1º de fevereiro). O artigo 16 da Carta Magna, textualmente, diz: "A lei que
alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação,
não se aplicando à eleição que ocorrer até
um ano da data de sua vigência". Será que não aparecerá
nenhum partido político sério ou nenhuma entidade respeitável
como a OAB para contestar, no STF, essa flagrante inconstitucionalidade? Helmar
da Cruz Rocha Salvador, BA
Ao deparar com a ilustração da reportagem intitulada "Jogo sem regras",
eu fiquei preocupada. Apesar da pouca vivência política que possuo,
não fico feliz ao ver os integrantes da Câmara explodindo de alegria.
Porém, guardei minha perplexidade para outros assuntos, pois desde que
me entendo por gente sei que nossos políticos são egocêntricos
e nunca vão festejar alguma aprovação que lhes traga um prejuízo.
Romélia Ribeiro Peron Cuiabá, MT
Na foto da pág. 50 da edição 1941, por trás dos papéis
picados, o que consigo ver são apenas 300 picaretas gargalhando, felizes,
porque a negociata está aberta. Sílvio Sam São
Paulo, SP Bento XVI
O cardeal de ferro, o linha-dura Joseph Ratzinger,
surpreende o mundo ao escrever Deus Caritas Est. Ele se mostra afável
e expõe seu lado humano, apresentando uma encíclica sobre um tema
delicado: o amor e a caridade. Gosto mais de Bento XVI a cada dia que passa. O
maior teólogo vivo, o "papa panzer", blinda a fé e guia com pulso
firme a Igreja Católica no século XXI ("É o amor...", 1º
de fevereiro). Edvaldo Betiol Filho Palmeira, PR
Cinema
Cumprimento a jornalista Isabela Boscov pelo texto sobre o longa americano O
Segredo de Brokeback Mountain ("A conquista do Oeste", 1º de fevereiro).
Acredito que ações como a do filme e o incentivo da revista possam
"abrir a mente" das pessoas para a fraternidade e o amor. Faço uso de algumas
palavras de Isabela para frisar minha satisfação com esse material
de primeira: nunca li nada "retratado com tanta sensibilidade e tamanha razão"
como o conteúdo dessa matéria. Sérgio Montibeler
Blumenau, SC
CORREÇÃO: Na reportagem
"As lições da era Greenspan" (1º de fevereiro), o trecho "ou
de riqueza natural" foi inadvertidamente suprimido no original. A frase correta
é: "Uma economia dependente de uma monocultura ou de riqueza natural concentradora
de renda nas mãos do Estado, como é o caso da Venezuela com o petróleo,
pode experimentar taxas altíssimas de crescimento nominal do PIB sem que
isso se reflita na melhoria da condição de vida das pessoas".
| Violência em paraíso
baiano Os
leitores Alessandro de Souza e Renata Amorim, de Vitória, no Espírito
Santo, escrevem para relatar o transtorno que enfrentaram recentemente na Península
de Maraú, no litoral sul da Bahia, um dos melhores destinos turísticos
do país, conforme indicado no especial de VEJA O Melhor do Brasil (dezembro
de 2005). "No dia 30 de dezembro, depois de atravessarmos a balsa que liga Itacaré
a Maraú, fomos atacados por três homens armados que, além
de roubar nosso dinheiro, talões de cheques e outros objetos de valor,
nos agrediram fisicamente. Maior que a perda material foi a decepção
de deparar com uma Polícia Militar inerte e totalmente desinteressada,
que chegou ao local após uma hora do ocorrido, efetuando diligências
por não mais do que cinco minutos. Não poderíamos deixar
de citar a boa vontade da Polícia Civil, que, apesar de materialmente desestruturada,
não mediu esforços para cumprir com seu dever. A impunidade e a
facilidade com que o bando pôde agir com certeza farão novas vítimas
e, se continuar assim, brevemente o 'paraíso' será conhecido como
'inferno'." Fica o alerta para que a segurança pública melhore e
intensifique o patrulhamento e iniba ações de delinqüentes
na região. | |
| Menino de talento
A
leitora Teresa Aparecida de Sá, de Jundiaí, São Paulo, viu
a foto de Rafael Henrique Miguel, 9 anos, na capa da edição 1 938
de VEJA ("Ginástica para o cérebro", 11 de janeiro) e lembrou-se
de tê-lo visto em outro trabalho recente: na minissérie JK,
da Rede Globo, em que interpreta Antenor, filho de Madalena com o coronel Licurgo.
Apesar da pouca idade, Rafael, que cursa a 4ª série em um colégio
em São Paulo, já tem alguma experiência como ator. Ele participou
de mais de uma dezena de comerciais um deles é aquele em que implora
à mãe que lhe compre chicória. O ator mirim participou também
de três peças de teatro e de um filme de longa-metragem. |
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| Nos passos de Norman Gall
Ary
Faria Neto, empresário radicado em Bauru, no interior do estado de São
Paulo, quer participar de ações sociais como as citadas por Norman
Gall nas Páginas Amarelas e por Roberto Pompeu de Toledo no Ensaio (1º
de fevereiro). Casado, pai de dois filhos, Faria Neto pede um contato com o Instituto
Fernand Braudel de Economia Mundial, criado por Gall: "Quero trocar informações
com pessoas desse instituto para ver se consigo plantar aqui em Bauru uma sementinha
dessa árvore frutífera", diz o leitor. Os interessados em conhecer
o instituto ou os que quiserem entrar em contato podem acessar sua página
na internet no endereço http://www.braudel.org.br/.
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