Edição 1934 . 7 de dezembro de 2005

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• BANCOS

Discórdia entre os Safra
Azedou o relacionamento entre os irmãos Joseph e Moise Safra, dois dos homens mais ricos do país. Entrou azeite na negociação entre ambos em que o primeiro estava comprando a parte do segundo no Banco Safra. As negociações de mais de um ano chegaram a um impasse. Moise rompeu a transação e decidiu oferecer sua parte no banco ao mercado. E já está contratando um banco de investimentos para cuidar do assunto.

 

• CRIME

Roubos no BC...
Uma equipe de técnicos graduados do Banco Central voltou a Fortaleza para investigar mais um furto vultoso. A mesma agência do BC que sofreu, em agosto, o maior assalto a banco do país voltou a ser roubada. Apesar de as investigações sobre o sumiço dos 164 milhões de reais ainda estarem em curso, a caixa-forte foi violada outras vezes. O BC já localizou 200.000 reais desaparecidos. Suspeita-se que o golpe ocorria havia muito tempo, até mesmo antes do grande assalto.

...não param
Há dois meses, a polícia descobriu um buraco em uma casa abandonada nas proximidades da sede do BC no Recife. Desde então, boa parte do dinheiro foi recolhida das caixas-fortes das capitais. Agora, só há grandes somas guardadas nas sedes do BC em Brasília e no Rio de Janeiro.

 

• GOVERNO

Medo de gripe
Lula pegou uma mania. Tem tomado diariamente comprimidos de 2 gramas de vitamina C.  

Preocupação com a saúde
A propósito, a Presidência da República está comprando 41.000 reais em medicamentos para abastecer sua despensa. Da lista oficial, não consta vitamina C. Incluem-se, porém, 350 comprimidos de "vitamina do complexo B".  

Presidência sedenta
Além de medicamentos, a Presidência da República está comprando também 17.250 copinhos de plástico para água, 5.000 para café, além de 55 garrafas térmicas.

 

O substituto de Duda

Joedson Alves/AE
Agliberto Lima/AE
Lula: conversas pré-eleitorais Santana: conversa no Planalto

O namoro é sério e prestes a dar em casamento: João Santana deve ser o marqueteiro de Lula em sua campanha à reeleição. Desde agosto, sob o patrocínio do ministro Luiz Dulci, Santana tem dado consultoria ao Planalto. Discretíssimo (a ponto de essa relação não ter vazado até agora), o baiano Santana é jornalista. Foi sócio de Duda Mendonça, com quem se desentendeu anos atrás, e marqueteiro do ex-presidente argentino Eduardo Duhalde. É também muito ligado a Antonio Palocci. Na terça-feira passada, Santana esteve com Lula no Palácio do Planalto. Tiveram uma longa conversa.

 

• BRASIL

Menos miséria 1
A diminuição do número de miseráveis no país em 2004 veio acompanhada de características pouco usuais nas séries históricas brasileiras, segundo estudo inédito do economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da FGV/RJ. Por exemplo, a queda da miséria foi relativamente mais forte nas grandes metrópoles do que nas áreas rurais, o que abranda a chamada crise metropolitana dos últimos oito anos. Outro ponto importante foi a queda da miséria baseada apenas em renda do trabalho. Isso contribuiu decisivamente para a redução da miséria, rompendo com a crise de desemprego que vigorava desde 1998.

Menos miséria 2
O mesmo estudo projeta uma nova redução do número de miseráveis neste ano – e em doses ainda maiores. A desaceleração econômica de 2005 será compensada por um aumento no salário real e pela expansão do Bolsa-Família.

 

• ECONOMIA

A guerra dos chocolates
Está em andamento uma nova guerra comercial entre Brasil e Argentina. Há duas semanas, os argentinos mudaram sua regulamentação para a importação de chocolates brasileiros. Proibiram a entrada das barras de chocolate que não possuam um certificado garantindo que o leite usado na sua fabricação estava livre de aftosa e de vaca louca – ressalte-se que nunca surgiu no Brasil um caso de vaca louca. Com isso, dezenas de caminhões das indústrias brasileiras estão parados na fronteira.  

À venda
Os acionistas da CP Cimento, donos de 5% de participação no mercado nacional, estarão recebendo ofertas para vender a empresa nesta semana. Estima-se que o valor do negócio possa chegar perto de 1 bilhão de dólares. Os candidatos mais fortes a levar a CP são Holcim, Camargo Corrêa e a francesa Lafarge.

 

• MODA

Casablancas está de volta
Acabou a quarentena de John Casablancas. O criador da agência de modelos Elite, vendida por ele há cinco anos, e descobridor de Gisele Bündchen associou-se a um grupo minerador europeu para voltar ao mercado. Está fundando a Star Systems. A nova agência vai atuar em quarenta países. Quer formar também maquiadores, fotógrafos de moda e todos os profissionais envolvidos no mundo das passarelas.

 

Contratado pela Planeta, o mago sai da Rocco

Antonio Ribeiro
Coelho: novo recorde no mercado editorial


Três anos depois de ter deixado a Objetiva em direção à Rocco, Paulo Coelho está novamente mudando de editora no Brasil. Vai assinar um contrato de quatro anos com a Planeta, que já o edita na Espanha. Como da outra vez, os valores envolvidos são recordes. Àquela altura, seu passe custou 600.000 reais à Rocco. Agora, os espanhóis estão lhe pagando 800 000 dólares – três vezes mais. A Planeta leva catorze títulos do escritor para seu catálogo. Nada no contrato obriga Coelho a escrever um só livro novo – embora seja evidente que irá fazê-lo. Estrategicamente, contratar o maior best-seller brasileiro é uma tacada fundamental para a Planeta entrar no rol das grandes no Brasil. O Zahir vendeu, aqui e lá fora, 10% a mais que o romance anterior de Coelho. Ele fecha 2005 como o segundo escritor mais vendido do mundo – quase 9 milhões de livros até o momento. Atrás de J.K. Rowling, autora de Harry Potter. E à frente de Dan Brown, do Código Da Vinci.

 

Colaborou Daniela Pinheiro

 

 

Foto Alexandre Campbell/Folha Imagem

 

 
 
 
topo voltar