Edição 1934 . 7 de dezembro de 2005

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Que o mar de lama não cubra o imprescindível no governo, pois o país precisa crescer com o pé no chão."
Emilson de Azevedo Cruz
Cachoeiro de Itapemirim, ES

Antonio Palocci

Palocci é a imagem e semelhança do próprio presidente. Assim como Lula, uma espécie de símbolo, necessário para a manutenção da força política do governo e da estabilidade econômica. Ao mesmo tempo, ironicamente, frágil e ameaçado por denúncias, em um governo já afundado na lama da corrupção ("O paradoxo do homem forte", 30 de novembro).
Dalton Normando Cabral
Manaus, AM

Lá se vai o tempo em que, ao ser questionado a respeito da crise política, o presidente Lula se agarrava aos números do crescimento econômico (vinculado ao ministro Palocci). Parece que, para o governo, o mastro firme de outrora já está virando pau-de-sebo.
Bruna Marcela Vicentini
Marília, SP

Um conselho à ministra Dilma Rousseff: em vez de bombardear Palocci, por que ela não cuida de suas atribuições e comanda os ministérios que gastam pouco e mal os recursos em caixa?
Wilson Osmar de Souza Júnior
Blumenau, SC

Com prevalência na ortodoxia monetária, Pedro Malan e Antonio Palocci merecem um lugar de destaque no panteão da pátria. Cercados por míopes e reivindicadores, foram alvo de incompreensão, isolamento e agressões. Em contrapartida, não há como negar o sacrifício que está sendo imposto às empresas (elevada carga tributária) e às populações de média e baixa renda (falta de emprego e perda do poder aquisitivo).
Jacir J. Venturi
Curitiba, PR

 

Carta ao leitor

Cumprimento VEJA pela excelente Carta ao leitor "Conciliação sem pizza" (30 novembro), ao analisar o "acordo" que a oposição, principalmente o PSDB, está fechando com o governo para poupar o ministro Palocci de críticas contundentes. Certamente essa não é a atitude mais apropriada de uma oposição responsável. Esse episódio mostra que não estão sabendo fazer oposição. Poupar adversários em prol da conquista de dividendos políticos na campanha eleitoral de 2006 é apequenar o debate político tão necessário neste momento.
Neuton Luiz Ramos de Melo
Formoso do Araguaia, TO

 

STF

Como disse um jurista muito respeitado, para permitir a cassação do deputado José Dirceu o STF só falta exigir que seja apresentada como prova ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados uma declaração de confissão de culpa, feita em cartório e diante de escrivão, com pelo menos duas testemunhas idôneas, assinada por todos e com as firmas reconhecidas. É uma piada ("A 'sorte' de Dirceu", 30 de novembro)!
Luiz Antônio da Silva
São Paulo, SP

 

Ribeirão Preto

Lendo e ouvindo todo dia notícias de Ribeirão Preto, minha cidade natal, fico lembrando que já fomos conhecidos por ser a cidade de Sócrates, de Raí, de Cicinho e de muitos outros nobres cidadãos. Hoje, Paloccis, Poletos e Buratis dão à cidade o destaque de que ela não gostaria e de que se envergonha. Porém, quero lembrar que o Ministério Público que investiga a fundo os acontecimentos também é de Ribeirão Preto e, se existe a turma de Ribeirão, existe uma outra turma, também de Ribeirão, que espera que a justiça seja feita ("A casa, os amigos e o banco", 30 de novembro).
José Antonio Fazzio
Ribeirão Preto, SP

 

Bassem Eid

A colaboração de VEJA para compreendermos os bastidores do conflito Israel-Palestina foi inestimável. Bassem Eid deu uma das mais lúcidas entrevistas sobre a questão. Sou, muitas vezes, massacrado pelas opiniões que emito nas minhas aulas quando abordo esse tema. Nunca me iludi com as versões atravessadas que certos setores da mídia nos passam. As palavras mais que sensatas de Bassem Eid são um lenitivo para mim: "Os palestinos fazem parte do mundo árabe. Em nossa natureza, somos um povo violento". A civilidade nos territórios palestinos só será viável no dia em que eles tiverem um choque de ocidentalismo, quando os ventos forem mais israelenses e americanos que árabes. E os palestinos parecem estar percebendo isso ("Também temos culpa", Amarelas, 30 de novembro).
José Roberto dos Santos
Fortaleza, CE

Uma entrevista surpreendente a dada por Bassem Eid às Páginas Amarelas de VEJA. É a primeira vez que vejo um palestino falando sobre o conflito árabe-israelense sem usar os velhos chavões anti-semitas e antiisraelenses.
Saulo H. A. Tavares
Fortaleza, CE

A entrevista de Bassem Eid demonstra que o entrevistado conhece profundamente seu povo (palestinos). Porém, minimiza sua capacidade de reconstrução de um Estado, que carece de uma atitude política de seus primos, os judeus, de permitirem que alcance sua soberania. Somente depois desse importante passo eles conseguirão sua organização política e abandonarão esse "faz-de-conta" chamado Autoridade Palestina.
Habib Tamer Badião
Goiânia, GO

 

Roberto Pompeu de Toledo

A objetiva e corajosa abordagem do ensaio sobre o tema das greves das universidades federais, "A farsa cruel de um ponto de exclamação" (Ensaio, 30 de novembro), traz um alerta ao Brasil que sabe pensar. Os 978 dias de greve traduzem um sindicalismo extemporâneo somente existente no serviço público do Brasil. Roberto Pompeu afirma que com as freqüentes greves os estudantes é que são prejudicados. Isso é apenas uma parcela da verdade. Os grandes lesados somos nós – os contribuintes –, que pagamos não somente os professores, mas também os sindicalistas. Estes jamais nos consultaram se estamos de acordo em lhes pagar por um serviço que não nos prestam. Isso se chama roubo. Quando é que os sindicalistas nos devolverão o que a nós contribuintes pertence e de que se apoderam sem escrúpulos?
André Mika, professor mestre
Curitiba, PR

Numa greve em universidade os maiores prejudicados são os alunos, jovens esforçados que estudaram muito para conseguir entrar. Como mãe de um deles, fico indignada com o descaso geral pela educação no país.
Luciane Reginatto Nietsche
Santa Maria, RS

É doloroso observar que apenas no estado do Espírito Santo existem hoje cerca de 6.000 alunos do Cefet e, pasmem, todos adolescentes, que estão há mais de dois meses sem aulas. O curioso é que nossa Constituição garante ensino aos menores e nos obriga, como pais, a manter nossos filhos na escola. É com muita tristeza que vejo o sonho de meu filho, que tem apenas 15 anos, se esfacelar, tendo em vista que não temos em quem nos ancorar diante dessa grave situação, pois tanto os docentes quanto o Executivo, que são os gestores das instituições públicas, não estão preocupados em dar fim ao problema.
José Carlos da Silva
Por e-mail

Como pai de aluno do 3º ano do Cefet-MG, em greve há 88 dias, concordo com Roberto Toledo e lamento que professores continuem recebendo salários apesar da greve. Os baixos salários, o descaso do governo e de professores com a educação e a certeza da impunidade não justificam greve tão longa sem manifestação, sem envolvimento da sociedade. A política do governo, de fingir que paga, e a do professor, de fingir que trabalha, vêm atingindo em cheio nossa juventude, que precisa de educação e exemplo de quem faz parte de sua formação.
Vinícius Almeida Medeiros
Belo Horizonte, MG

 

Charles Darwin

VEJA proporcionou importante serviço ao destacar Darwin e suas idéias. Como os criacionistas estão combatendo ferozmente as teorias hoje aceitas e comprovadas, inventando o chamado design inteligente, também citado na matéria, é importante anotar que não apenas nos EUA essa batalha está sendo travada: no Rio de Janeiro, o casal Garotinho queria que fosse ensinado o criacionismo nas escolas públicas, idéia felizmente rejeitada. Mesmo assim, alguns adeptos do fundamentalismo religioso, com discutíveis títulos acadêmicos, têm percorrido universidades brasileiras para defender essa idéia. Em resumo, é preciso estar sempre alerta contra os pseudocientistas e o atraso intelectual ("Por que Darwin ainda tem a chave da vida", 30 de novembro).
Celio Levyman, médico
São Paulo, SP

Com bilhões de dólares à disposição e algumas das melhores cabeças do planeta, os cientistas nunca conseguiram reproduzir em laboratório aquilo que os evolucionistas afirmam ser fruto do acaso. Incompetência da ciência? Não. Apenas mais uma mostra de que o darwinismo não possui aquilo que seus partidários exigem dos criacionistas: comprovação científica. Evolucionismo é mais uma questão de fé. Muita fé.
Emir Hermes Bemerguy Filho
Belém, PA

Sou um grande admirador da vida e da obra de Darwin. Em sua simplicidade, a teoria da seleção natural é a única que nos fornece uma explicação plausível para a origem da vida e de vários de seus aspectos, incluindo as relações humanas. É lamentável que muitos ainda defendam o criacionismo como uma alternativa válida à teoria da seleção natural.
Emerson Magno F. de Andrade
João Pessoa, PB

A obra de Darwin foi notável, mas para sua época. Hoje, já existem inúmeros estudos no campo da microbiologia, da biologia celular e da bioquímica provando que o desdobramento da vida não se deve só à seleção natural. O processo evolutivo nos seres vivos é intrinsecamente criativo e cooperativo.
Antônio Sales Rios Neto
Fortaleza, CE

 

Anorexia

Enquanto a mídia e a sociedade continuarem impondo a "ditadura da magreza" e os indivíduos continuarem se curvando a esse fenômeno, os transtornos alimentares continuarão aumentando. A auto-estima feminina está cada vez mais baixa por causa da glorificação de um padrão de beleza que é muito distante do da maioria. O problema é que a aparência física está se tornando o valor mais importante do indivíduo, à frente do caráter, da honestidade e da inteligência, por exemplo. Precisamos rever nossos conceitos ("Cada vez mais cedo", 30 de novembro).
Mariana Tarricone Garcia
Estudante de nutrição da USP
São Paulo, SP

 

Radar

Sou arquiteta e urbanista de formação e dediquei minha carreira a ações comunitárias e urbanização de áreas carentes; desenvolvi trabalhos de habitação, urbanização e ação comunitária no município de Olinda, onde fui secretária de Planejamento. Em virtude dessas experiências, fui convidada a exercer o cargo de assessora do secretário executivo do Ministério do Bem-Estar Social, a convite do então ministro Jutahy Magalhães Filho. Fui convidada em 2001, pela prefeita Teresa Jucá, para seu assessoramento na implantação do Programa Habitar-Brasil – Bid em Boa Vista, Roraima. Vim para o Maranhão a convite do governador, para atuar em equipe multidisciplinar para a implantação de ação comunitária e educação ambiental. Não disponho de sala no palácio, como diz a infeliz nota "Mãe Joana" (Radar, 30 de novembro); não tenho nenhum apego ao poder; solicitei ao governador que me exonerasse do cargo com o qual me honrou, de maneira a poupá-lo desse tipo vergonhoso de perseguição e também porque propaganda como essa, além de causar grande desconforto emocional a mim e a todos os que me conhecem e ao meu perfil profissional, como urbanista e como astróloga, gera enorme indignação.
Joana Trautvetter
Por e-mail

 

Lya Luft

Silenciar é dar espaço à introspecção, em que o bom senso e a razão muitas vezes tomam as rédeas. Assim como as palavras, o silêncio é necessário e arriscado em determinadas situações. Por meio do texto "Em outras palavras" (30 de novembro), Lya Luft discorre sobre elementos fortemente enraizados na vida do ser humano.
Diogo Fraga Ferreira
Montes Claros, MG

 

Naji Nahas

Com relação à crônica de Diogo Mainardi "Lulismo e malufismo" (28 de setembro), informo que não é verdade que eu esteja sendo "investigado pela roubalheira no túnel", tampouco "investigado pela roubalheira na coleta de lixo de Marta Sulicy". Não tive nenhuma participação em questões de túneis e de lixo e nunca sofri acusação alguma nas investigações referidas. Não provoquei nenhuma "quebradeira no mercado acionário" em 1989. Fui vítima de uma montagem de manipuladores que então dirigiam a Bovespa. A condenação que sofri foi revogada pela Justiça, que acaba de pôr um ponto final nos vários processos que se arrastavam por tantos anos. Ganhei todas as causas e agora me preparo para levar aos tribunais os que foram responsáveis pelas falsas acusações. Não é verdade que seja minha especialidade "facilitar a passagem de dinheiro do setor público para o setor privado" ou ainda "intermediar a passagem de dinheiro do setor privado para os políticos". É mentira que eu teria me "aproximado de Lula em 2002, doando dinheiro à campanha presidencial", e que esse dinheiro "pertenceria ao príncipe Bandar". Também não é verdade que o deputado Delfim Netto seja meu "parceiro" em uma pressão contra o Citibank nas negociações em curso visando à solução dos problemas que ora afligem a Brasil Telecom. Na minha função de conselheiro de grandes empresas, tenho participado das negociações em busca de uma solução para a crise da Brasil Telecom. Nesse trabalho assessoro a Telecom Itália inclusive no enfrentamento de certas manobras que por vezes chegam à mídia sem preocupação de esconder óbvios interesses escusos. Entre esses encapuzados figuram, lamentavelmente, empresas e empresários que procuram usar os problemas da Brasil Telecom ou para reestatizá-la ou para colocá-la no colo de concorrentes que cobiçam administrá-la e fazer uso de seu volumoso caixa, mesmo sabendo que a lei não permite.
Naji R. Nahas
São Paulo, SP

 

Juros

É incrível a quantidade de críticas que pessoas sem conhecimento fazem aos juros no Brasil. Para elas basta que o BC queira baixar os juros para que a economia decole. VEJA mostrou com simplicidade, porém em profundidade, as razões que fazem dos nossos juros os maiores do planeta, assim como apresentou soluções para poder controlá-los de forma segura ("Por que não caem mais?", 30 de novembro).
Rômulo Eduardo de Sousa
São João del Rei, MG

 

System of a Down

Com referência à informação veiculada na edição 1.933 na seção VEJA Recomenda (30 de novembro), gostaríamos de informá-los que o quarteto de rock System of a Down é constituído de descendentes de armênios, e não de ucranianos.
Achot Yeghiazarian
Cônsul-geral da República da Armênia em São Paulo
São Paulo, SP

 

 

CÉLULAS DA ESPERANÇA

Dezenas de leitores viram na reportagem "Células que salvam vidas" (23 de novembro) a esperança da própria cura. Um deles é Iracema Drysdale, de Clearwater, na Flórida, Estados Unidos. "Li a matéria a respeito do tratamento com células-tronco e necessito de informações para mandar minha filha de 37 anos, afligida com esclerose múltipla, para se tratar no Brasil", diz Iracema. O site do Instituto do Milênio de Bioengenharia Tecidual (www.imbt.org.br) – que reúne grupos de todo o país envolvidos em pesquisas com células-tronco – traz informações sobre o assunto. No site de VEJA há contatos com hospitais e especialistas que vêm realizando estudos e tratamentos na área para diversas doenças.

EXCLUSIVO ON-LINE
Hospitais e especialistas que vêm realizando estudos e tratamentos com células-tronco

 

ANTIDOPING CASEIRO

A reportagem "Na mira dos pais-espiões" (19 de outubro) falou sobre o aumento da procura por testes que detectam o consumo de drogas entre os familiares. Alguns leitores pediram mais detalhes sobre os testes citados por VEJA. Informações sobre o assunto estão disponíveis nos seguintes sites:

Teste do cabelo: http://www.testededrogas.com.br

Drugwipe: http://www.ags-cs.com.br

Coletor de superfície: http://www.centrodorio.com.br/varre_droga

 
 
 
 
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