|
|
Cartas
 | "Que
o mar de lama não cubra o imprescindível no governo, pois o país precisa crescer
com o pé no chão." Emilson de Azevedo Cruz
Cachoeiro de Itapemirim, ES |
Antonio Palocci
Palocci é a imagem e semelhança do próprio presidente. Assim
como Lula, uma espécie de símbolo, necessário para a manutenção
da força política do governo e da estabilidade econômica.
Ao mesmo tempo, ironicamente, frágil e ameaçado por denúncias,
em um governo já afundado na lama da corrupção ("O paradoxo
do homem forte", 30 de novembro). Dalton Normando Cabral
Manaus, AM Lá se vai o tempo
em que, ao ser questionado a respeito da crise política, o presidente Lula
se agarrava aos números do crescimento econômico (vinculado ao ministro
Palocci). Parece que, para o governo, o mastro firme de outrora já está
virando pau-de-sebo. Bruna Marcela Vicentini Marília, SP
Um conselho à ministra Dilma
Rousseff: em vez de bombardear Palocci, por que ela não cuida de suas atribuições
e comanda os ministérios que gastam pouco e mal os recursos em caixa?
Wilson Osmar de Souza Júnior Blumenau, SC
Com prevalência na ortodoxia monetária, Pedro Malan e Antonio Palocci
merecem um lugar de destaque no panteão da pátria. Cercados por
míopes e reivindicadores, foram alvo de incompreensão, isolamento
e agressões. Em contrapartida, não há como negar o sacrifício
que está sendo imposto às empresas (elevada carga tributária)
e às populações de média e baixa renda (falta de emprego
e perda do poder aquisitivo). Jacir J. Venturi Curitiba, PR
Carta ao leitor
Cumprimento VEJA pela excelente Carta ao
leitor "Conciliação sem pizza" (30 novembro), ao analisar o "acordo"
que a oposição, principalmente o PSDB, está fechando com
o governo para poupar o ministro Palocci de críticas contundentes. Certamente
essa não é a atitude mais apropriada de uma oposição
responsável. Esse episódio mostra que não estão sabendo
fazer oposição. Poupar adversários em prol da conquista de
dividendos políticos na campanha eleitoral de 2006 é apequenar o
debate político tão necessário neste momento. Neuton
Luiz Ramos de Melo Formoso do Araguaia, TO
STF Como disse um jurista muito respeitado,
para permitir a cassação do deputado José Dirceu o STF só
falta exigir que seja apresentada como prova ao Conselho de Ética da Câmara
dos Deputados uma declaração de confissão de culpa, feita
em cartório e diante de escrivão, com pelo menos duas testemunhas
idôneas, assinada por todos e com as firmas reconhecidas. É uma piada
("A 'sorte' de Dirceu", 30 de novembro)! Luiz Antônio da Silva
São Paulo, SP
Ribeirão Preto
Lendo e ouvindo todo dia notícias
de Ribeirão Preto, minha cidade natal, fico lembrando que já fomos
conhecidos por ser a cidade de Sócrates, de Raí, de Cicinho e de
muitos outros nobres cidadãos. Hoje, Paloccis, Poletos e Buratis dão
à cidade o destaque de que ela não gostaria e de que se envergonha.
Porém, quero lembrar que o Ministério Público que investiga
a fundo os acontecimentos também é de Ribeirão Preto e, se
existe a turma de Ribeirão, existe uma outra turma, também de Ribeirão,
que espera que a justiça seja feita ("A casa, os amigos e o banco", 30
de novembro). José Antonio Fazzio Ribeirão Preto,
SP Bassem Eid
A colaboração de VEJA
para compreendermos os bastidores do conflito Israel-Palestina foi inestimável.
Bassem Eid deu uma das mais lúcidas entrevistas sobre a questão.
Sou, muitas vezes, massacrado pelas opiniões que emito nas minhas aulas
quando abordo esse tema. Nunca me iludi com as versões atravessadas que
certos setores da mídia nos passam. As palavras mais que sensatas de Bassem
Eid são um lenitivo para mim: "Os palestinos fazem parte do mundo árabe.
Em nossa natureza, somos um povo violento". A civilidade nos territórios
palestinos só será viável no dia em que eles tiverem um choque
de ocidentalismo, quando os ventos forem mais israelenses e americanos que árabes.
E os palestinos parecem estar percebendo isso ("Também temos culpa", Amarelas,
30 de novembro). José Roberto dos Santos Fortaleza, CE
Uma entrevista surpreendente a dada por Bassem
Eid às Páginas Amarelas de VEJA. É a primeira vez que vejo
um palestino falando sobre o conflito árabe-israelense sem usar os velhos
chavões anti-semitas e antiisraelenses. Saulo H. A. Tavares
Fortaleza, CE A entrevista de
Bassem Eid demonstra que o entrevistado conhece profundamente seu povo (palestinos).
Porém, minimiza sua capacidade de reconstrução de um Estado,
que carece de uma atitude política de seus primos, os judeus, de permitirem
que alcance sua soberania. Somente depois desse importante passo eles conseguirão
sua organização política e abandonarão esse "faz-de-conta"
chamado Autoridade Palestina. Habib Tamer Badião Goiânia,
GO
Roberto Pompeu de Toledo A objetiva
e corajosa abordagem do ensaio sobre o tema das greves das universidades federais,
"A farsa cruel de um ponto de exclamação" (Ensaio, 30 de novembro),
traz um alerta ao Brasil que sabe pensar. Os 978 dias de greve traduzem um sindicalismo
extemporâneo somente existente no serviço público do Brasil.
Roberto Pompeu afirma que com as freqüentes greves os estudantes é
que são prejudicados. Isso é apenas uma parcela da verdade. Os grandes
lesados somos nós os contribuintes , que pagamos não
somente os professores, mas também os sindicalistas. Estes jamais nos consultaram
se estamos de acordo em lhes pagar por um serviço que não nos prestam.
Isso se chama roubo. Quando é que os sindicalistas nos devolverão
o que a nós contribuintes pertence e de que se apoderam sem escrúpulos?
André Mika, professor mestre Curitiba, PR
Numa greve em universidade os maiores prejudicados são os alunos, jovens
esforçados que estudaram muito para conseguir entrar. Como mãe de
um deles, fico indignada com o descaso geral pela educação no país.
Luciane Reginatto Nietsche Santa Maria, RS
É doloroso observar que apenas no estado do Espírito
Santo existem hoje cerca de 6.000 alunos do Cefet e, pasmem, todos adolescentes,
que estão há mais de dois meses sem aulas. O curioso é que
nossa Constituição garante ensino aos menores e nos obriga, como
pais, a manter nossos filhos na escola. É com muita tristeza que vejo o
sonho de meu filho, que tem apenas 15 anos, se esfacelar, tendo em vista que não
temos em quem nos ancorar diante dessa grave situação, pois tanto
os docentes quanto o Executivo, que são os gestores das instituições
públicas, não estão preocupados em dar fim ao problema.
José Carlos da Silva Por e-mail
Como pai de aluno do 3º ano do Cefet-MG, em greve há 88 dias, concordo
com Roberto Toledo e lamento que professores continuem recebendo salários
apesar da greve. Os baixos salários, o descaso do governo e de professores
com a educação e a certeza da impunidade não justificam greve
tão longa sem manifestação, sem envolvimento da sociedade.
A política do governo, de fingir que paga, e a do professor, de fingir
que trabalha, vêm atingindo em cheio nossa juventude, que precisa de educação
e exemplo de quem faz parte de sua formação. Vinícius
Almeida Medeiros Belo Horizonte, MG
Charles Darwin VEJA proporcionou
importante serviço ao destacar Darwin e suas idéias. Como os criacionistas
estão combatendo ferozmente as teorias hoje aceitas e comprovadas, inventando
o chamado design inteligente, também citado na matéria, é
importante anotar que não apenas nos EUA essa batalha está sendo
travada: no Rio de Janeiro, o casal Garotinho queria que fosse ensinado o criacionismo
nas escolas públicas, idéia felizmente rejeitada. Mesmo assim, alguns
adeptos do fundamentalismo religioso, com discutíveis títulos acadêmicos,
têm percorrido universidades brasileiras para defender essa idéia.
Em resumo, é preciso estar sempre alerta contra os pseudocientistas e o
atraso intelectual ("Por que Darwin ainda tem a chave da vida", 30 de novembro).
Celio Levyman, médico São Paulo, SP
Com bilhões de dólares à disposição e algumas
das melhores cabeças do planeta, os cientistas nunca conseguiram reproduzir
em laboratório aquilo que os evolucionistas afirmam ser fruto do acaso.
Incompetência da ciência? Não. Apenas mais uma mostra de que
o darwinismo não possui aquilo que seus partidários exigem dos criacionistas:
comprovação científica. Evolucionismo é mais uma questão
de fé. Muita fé. Emir Hermes Bemerguy Filho Belém,
PA Sou um grande admirador da vida
e da obra de Darwin. Em sua simplicidade, a teoria da seleção natural
é a única que nos fornece uma explicação plausível
para a origem da vida e de vários de seus aspectos, incluindo as relações
humanas. É lamentável que muitos ainda defendam o criacionismo como
uma alternativa válida à teoria da seleção natural.
Emerson Magno F. de Andrade João Pessoa, PB
A obra de Darwin foi notável, mas para sua época. Hoje, já
existem inúmeros estudos no campo da microbiologia, da biologia celular
e da bioquímica provando que o desdobramento da vida não se deve
só à seleção natural. O processo evolutivo nos seres
vivos é intrinsecamente criativo e cooperativo. Antônio Sales
Rios Neto Fortaleza, CE
Anorexia Enquanto a mídia
e a sociedade continuarem impondo a "ditadura da magreza" e os indivíduos
continuarem se curvando a esse fenômeno, os transtornos alimentares continuarão
aumentando. A auto-estima feminina está cada vez mais baixa por causa da
glorificação de um padrão de beleza que é muito distante
do da maioria. O problema é que a aparência física está
se tornando o valor mais importante do indivíduo, à frente do caráter,
da honestidade e da inteligência, por exemplo. Precisamos rever nossos conceitos
("Cada vez mais cedo", 30 de novembro). Mariana Tarricone Garcia
Estudante de nutrição da USP São Paulo, SP
Radar Sou arquiteta
e urbanista de formação e dediquei minha carreira a ações
comunitárias e urbanização de áreas carentes; desenvolvi
trabalhos de habitação, urbanização e ação
comunitária no município de Olinda, onde fui secretária de
Planejamento. Em virtude dessas experiências, fui convidada a exercer o
cargo de assessora do secretário executivo do Ministério do Bem-Estar
Social, a convite do então ministro Jutahy Magalhães Filho. Fui
convidada em 2001, pela prefeita Teresa Jucá, para seu assessoramento na
implantação do Programa Habitar-Brasil Bid em Boa Vista,
Roraima. Vim para o Maranhão a convite do governador, para atuar em equipe
multidisciplinar para a implantação de ação comunitária
e educação ambiental. Não disponho de sala no palácio,
como diz a infeliz nota "Mãe Joana" (Radar, 30 de novembro); não
tenho nenhum apego ao poder; solicitei ao governador que me exonerasse do cargo
com o qual me honrou, de maneira a poupá-lo desse tipo vergonhoso de perseguição
e também porque propaganda como essa, além de causar grande desconforto
emocional a mim e a todos os que me conhecem e ao meu perfil profissional, como
urbanista e como astróloga, gera enorme indignação. Joana
Trautvetter Por e-mail
Lya Luft Silenciar é dar espaço à
introspecção, em que o bom senso e a razão muitas vezes tomam
as rédeas. Assim como as palavras, o silêncio é necessário
e arriscado em determinadas situações. Por meio do texto "Em outras
palavras" (30 de novembro), Lya Luft discorre sobre elementos fortemente enraizados
na vida do ser humano. Diogo Fraga Ferreira Montes Claros, MG
Naji Nahas Com
relação à crônica de Diogo Mainardi "Lulismo e malufismo"
(28 de setembro), informo que não é verdade que eu esteja sendo
"investigado pela roubalheira no túnel", tampouco "investigado pela roubalheira
na coleta de lixo de Marta Sulicy". Não tive nenhuma participação
em questões de túneis e de lixo e nunca sofri acusação
alguma nas investigações referidas. Não provoquei nenhuma
"quebradeira no mercado acionário" em 1989. Fui vítima de uma montagem
de manipuladores que então dirigiam a Bovespa. A condenação
que sofri foi revogada pela Justiça, que acaba de pôr um ponto final
nos vários processos que se arrastavam por tantos anos. Ganhei todas as
causas e agora me preparo para levar aos tribunais os que foram responsáveis
pelas falsas acusações. Não é verdade que seja minha
especialidade "facilitar a passagem de dinheiro do setor público para o
setor privado" ou ainda "intermediar a passagem de dinheiro do setor privado para
os políticos". É mentira que eu teria me "aproximado de Lula em
2002, doando dinheiro à campanha presidencial", e que esse dinheiro "pertenceria
ao príncipe Bandar". Também não é verdade que o deputado
Delfim Netto seja meu "parceiro" em uma pressão contra o Citibank nas negociações
em curso visando à solução dos problemas que ora afligem
a Brasil Telecom. Na minha função de conselheiro de grandes empresas,
tenho participado das negociações em busca de uma solução
para a crise da Brasil Telecom. Nesse trabalho assessoro a Telecom Itália
inclusive no enfrentamento de certas manobras que por vezes chegam à mídia
sem preocupação de esconder óbvios interesses escusos. Entre
esses encapuzados figuram, lamentavelmente, empresas e empresários que
procuram usar os problemas da Brasil Telecom ou para reestatizá-la ou para
colocá-la no colo de concorrentes que cobiçam administrá-la
e fazer uso de seu volumoso caixa, mesmo sabendo que a lei não permite.
Naji R. Nahas São Paulo, SP
Juros É incrível a quantidade
de críticas que pessoas sem conhecimento fazem aos juros no Brasil. Para
elas basta que o BC queira baixar os juros para que a economia decole. VEJA mostrou
com simplicidade, porém em profundidade, as razões que fazem dos
nossos juros os maiores do planeta, assim como apresentou soluções
para poder controlá-los de forma segura ("Por que não caem mais?",
30 de novembro). Rômulo Eduardo de Sousa São
João del Rei, MG
System of a Down Com referência à
informação veiculada na edição 1.933 na seção
VEJA Recomenda (30 de novembro), gostaríamos de informá-los que
o quarteto de rock System of a Down é constituído de descendentes
de armênios, e não de ucranianos. Achot Yeghiazarian
Cônsul-geral da República da Armênia em São Paulo
São Paulo, SP
| CÉLULAS DA ESPERANÇA
Dezenas
de leitores viram na reportagem "Células que salvam vidas" (23 de novembro)
a esperança da própria cura. Um deles é Iracema Drysdale,
de Clearwater, na Flórida, Estados Unidos. "Li a matéria a respeito
do tratamento com células-tronco e necessito de informações
para mandar minha filha de 37 anos, afligida com esclerose múltipla, para
se tratar no Brasil", diz Iracema. O site do Instituto do Milênio de Bioengenharia
Tecidual (www.imbt.org.br)
que reúne grupos de todo o país envolvidos em pesquisas com
células-tronco traz informações sobre o assunto. No
site de VEJA há contatos com hospitais e especialistas que vêm realizando
estudos e tratamentos na área para diversas doenças.
| | |