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Guia Proteção
solar máxima  Monica
Weinberg
James
Randklev/ Getty Images
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Uma
nova pesquisa mostra que apenas 30% das pessoas têm o hábito de usar
protetor solar no Brasil. Destas, quase nenhuma aplica a porção
mínima indicada pela Organização Mundial de Saúde
(OMS).
Os dados, revelados pela Sociedade
Brasileira de Dermatologia, são preocupantes. A ciência já
comprovou, há décadas, que nada é mais eficiente na prevenção
contra o câncer de pele do que um bom protetor solar. Mesmo assim, muita
gente "tem preguiça" de usá-lo, como mostra o levantamento. Especialistas
ouvidos por VEJA desbravaram o mundo dos protetores com o objetivo de responder
a perguntas simples, porém básicas, sobre o assunto. A seguir, eles
ensinam a escolher um protetor solar com base na cor e no tipo de pele e a aplicar
sobre ela a dose certa do produto. São todas sugestões fáceis
e de bom efeito. Eis a lista de recomendações: 1
Fator 15 ou 60?
O que dizem os especialistas:
depende da tonalidade da pele e de como ela reage ao sol.
As seis variações mais comuns estão situadas
numa escala concebida, em 1975, pelo dermatologista americano
Thomas Fitzpatrick, da Universidade Harvard. Ela informa qual
é o fator de proteção ideal contra os
raios ultravioleta do sol em cada caso (veja
o teste completo). A classificação:
PELES
"MUITO BRANCAS" E "BRANCAS" Reação ao sol: queimam-se
com facilidade e quase nunca se bronzeiam Fator de proteção
indicado: 60 Comentário: dos seis tipos de pele, são
os dois mais sensíveis e, por isso, pedem o maior fator de proteção
disponível, capaz de bloquear 98,5% dos raios ultravioleta PELES
"LIGEIRAMENTE MORENAS" E "MORENAS" Reação ao sol:
queimam-se com razoável facilidade e costumam ficar bronzeadas Fator
de proteção indicado: 30 Comentário: o fator
30, que filtra 96% dos raios ultravioleta, é suficiente nesse caso porque
a pele já conta com alguma proteção natural PELES
"MUITO MORENAS" E "NEGRAS" Reação ao sol: raramente
se queimam e sempre ficam bronzeadas Fator de proteção indicado:
15 Comentário: fator mínimo de proteção
solar recomendado para qualquer pessoa, esse é o bastante para os dois
tipos de pele em questão. Impede o contato de 87% dos raios ultravioleta
com a pele 2 Bloqueador ou protetor?
O que dizem os especialistas: para tomar uma
decisão, é preciso, de novo, situar-se na escala do professor Fitzpatrick
PELES MAIS CLARAS E SENSÍVEIS
AO SOL (incluindo as de crianças em geral) As pessoas
que têm duas das tonalidades de pele mais claras na classificação
Fitzpatrick certamente estão mais protegidas com o bloqueador porque, além
de neutralizar o impacto dos raios ultravioleta, ele previne o contato com outros
raios solares, como os infravermelhos. Esses também podem provocar queimaduras
nas peles mais suscetíveis ao sol OUTRAS
TONALIDADES DE PELE Os especialistas reuniram evidências para afirmar
que elas não precisam da blindagem contra outros raios, além dos
dois ultravioleta UVA e UVB. Há produtos que vêm com apenas
um deles, mas os que têm a dupla proteção são os mais
eficientes 3 Gel ou creme?
O que dizem os especialistas: a escolha deve considerar se a pele é
oleosa, mista ou seca PELES OLEOSAS Os
protetores sob a forma de gel são os mais indicados nesse caso. Isso porque,
ao contrário dos cremes, não formam uma película protetora
o que traria ainda mais oleosidade à pele. Outra sugestão
dos especialistas é optar pelos "não-comedogênicos", nome
dado aos protetores cuja fórmula substitui óleo por água.
A embalagem do produto sempre informa se ele possui tal característica
PELES MISTAS E SECAS É
melhor optar pelos cremes, porque vêm sempre com hidratante ao contrário
do gel. É justamente esse hidratante o responsável pela formação
de uma camada protetora extra sobre a pele. Sem ela, afirmam os especialistas,
as peles secas e mistas ficam mais vulneráveis ao sol 4
A dose certa O que dizem os especialistas: pessoas
de todas as idades e com qualquer tipo de pele devem passar protetor solar no
rosto e no corpo todos os dias, estando elas na praia ou sob uma chuva de inverno
espécie de mantra dos dermatologistas. O que varia é a assiduidade.
Existe um método caseiro para aferir a regularidade do uso de protetor
solar. O passo- a-passo: Expor o
braço ao sol sem nenhuma proteção
Contar no relógio o tempo que levou para ele apresentar alguma vermelhidão
Multiplicar pelo fator do protetor
solar que mais usa Conclusão:
uma pele que se torna vermelha em cinco minutos e é protegida com fator
30 precisa de nova camada de protetor a cada 150 minutos ou a cada duas
horas e meia. Essa é a regularidade indicada para a maioria das pessoas
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Fotos de James Devaney/Getty Images, Michael Loccisano/Getty Images, Dave M.Benett/Getty
Images e Gabriel Bouys/Getty Images |  |
| Boas práticas
Espalhar no corpo e no rosto algo como 30 mililitros de protetor solar. Menos
do que isso será insuficiente
Usar a palma das mãos, e não os dedos, para aplicar o creme. Ele
fica mais regular e, por essa razão, previne manchas
Passar uma nova camada depois do contato com a água
Não deixar de incluir orelhas, pés e pescoço são
áreas sensíveis, mas freqüentemente negligenciadas
Usar sempre boné. De saída, ele
confere proteção equivalente ao fator 7 para o rosto e 5 para o
pescoço | Lailson
Santos
 | A
fisioterapeuta Glaucy de Freitas,
29 anos, é obsessiva com relação ao uso de protetores solares:
"Se a ciência criou algo tão simples para retardar o envelhecimento
e prevenir doenças, eu me sinto no dever de usar" |
A escolha dos especialistas
Seis deles foram consultados sobre a mesma questão: selecionar protetores
solares que promovem mais benefícios a mais gente. Ao final, chegaram às
duas indicações ao lado uma para adultos, outra para crianças.
Eles justificam a escolha: PARA
ADULTOS ANSOLAR
DAILY USE (Stiefel) Fator de proteção:
30 Por que foi indicado: traz na fórmula uma substância
antioxidante capaz de combater a formação de novos radicais livres
o que costuma ocorrer durante a exposição ao sol Preço*
: 70 reais | Fotos divulgação
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 | PARA
CRIANÇAS ANTHELIOS
HÉLIOBLOCK DERMO-PEDIATRICS (La Roche-Posay) Fator
de proteção: 60 Por que foi indicado: de todos, é
o que menos provoca alergias e ainda combate eventuais assaduras e outras reações
ao sol comuns em crianças Preço* : 65 reais |
* Preço médio
Especialistas consultados:
Meire Brasil Parada (da Unifesp), Maria Tereza Tieppo (da Sociedade
Brasileira de Dermatologia), Estrela Machado (do Centro Paulista de
Medicina Cutânea), Ligia Kogos (da Sociedade Brasileira de Medicina
Estética), Eugênio Pimentel (do Hospital das Clínicas),
Renato Ramani (da Unifesp) e Celso Cukier (do Instituto de Metabolismo
e Nutrição)
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