"Conseguir
a cura dessa doença será uma maravilha, uma bênção para milhões de pessoas
que sofrem desse mal." Arcangelo
Sforcin Filho São
Paulo, SP
Diabetes
Muito boa a reportagem "Cura do diabetes
A esperança está numa cirurgia" (31 de outubro), sobre o
diabetes. É a evolução da ciência, e o Brasil fazendo
parte dela. Gostaria de salientar que a cirurgia é proposta tão-somente
para casos de diabetes tipo 2, doença causada por um conjunto enorme de
fatores. No caso do diabetes tipo 1, a cura certamente virá, mas por outros
caminhos. Gostaria também de lembrar que são necessários
vários anos de estudo para qualquer procedimento ser aprovado e validado,
sem falar que precisamos ver quais as conseqüências negativas desses
procedimentos (redução da absorção de diversos nutrientes
na exclusão duodenal, por exemplo), para com isso poder tomar a decisão
correta na indicação para cada pessoa. Como tudo na medicina, cada
caso é um caso, cada pessoa é uma pessoa. Essa é a arte da
medicina. Marcio Krakauer Endocrinologista, presidente da Associação
de Diabetes do ABC (Adiabc) Santo André, SP
Nos Estados Unidos, país campeão de casos de obesidade, o diabetes
tipo 2 na população infantil já supera o tipo 1. A OMS estima
que existam hoje no mundo 240 milhões de diabéticos e que esse número
duplicará até 2025. Um dos principais responsáveis por essa
epidemia é a popularização de bebidas açucaradas.
No Brasil, consomem-se 66 litros de refrigerante per capita, nos EUA 198 e no
México 147. Resumindo: a cirurgia para curar o diabetes tipo 2, de origem
alimentar, poderá resolver uma pequena parte desse grande problema de saúde
pública do século XXI, a um custo muito alto. Benedito Borges Médico-cirurgião da obesidade Cuiabá, MT
A reportagem sobre cirurgia em pacientes diabéticos tipo 2 mostra como
o Brasil está bem situado na produção científica mundial.
Vale a pena ressaltar, ainda no campo do diabetes, que o Brasil é pioneiro
no uso de células-tronco em pacientes com diabetes tipo 1 (juvenil). Imaginem
se o Brasil tivesse uma maior verba para pesquisa. Carlos Eduardo Barra
Couri Endocrinologista, pesquisador da equipe de transplante de células-tronco
do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto-USP Ribeirão
Preto, SP
Como médico
oftalmologista, acompanho diariamente as conseqüências do diabetes
mellitus tipo 1 (juvenil) e tipo 2 (adulto) nos olhos de meus pacientes, assim
como outros danos no organismo causados por essa doença crônica.
Apesar de ser um tratamento experimental, esse procedimento traz para a medicina
a esperança de aliviar o sofrimento de milhares de doentes mundo afora.
Carlos Fabian Seixas de Oliveira Campos dos Goytacazes, RJ
O conhecimento relacionado
ao diabetes está em rápida evolução, exigindo que
os profissionais envolvidos na atenção a essa doença mantenham-se
atualizados. A compreensão da fisiopatologia é essencial, mas a
conduta médica precisa ser determinada pelo seguimento das regras de evidência.
A eficácia de qualquer terapia tem de necessariamente passar por esses
processos. Como entidade científica, a SBD apóia estudos clínicos
bem conduzidos que possam resultar ou não na melhoria da qualidade de vida
dos pacientes acometidos. Mas somente após os resultados desses estudos
e, principalmente, depois de comprovada a sua reprodutibilidade é que poderemos
indicar novos procedimentos. Marcos Antonio Tambascia Presidente
da Sociedade Brasileira de Diabetes Ruy Lyra Presidente da Sociedade
Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
José Mariano Beltrame
Parabéns
ao senhor José Mariano Beltrame pela entrevista nas páginas amarelas
de VEJA (31 de outubro). Afinal, apareceu uma autoridade com coragem de assumir
publicamente a verdade, sem hipocrisia. Como pai de um seqüestrado barbaramente
assassinado e ex-participante de diversos movimentos pela paz, fiquei frustrado
com as autoridades, dirigentes de ONGs e similares que tripudiavam com a desgraça
alheia, buscando autopromoções e espaço na mídia.
Lógico que a situação dos excluídos é revoltante,
principalmente num país com uma das maiores cargas tributárias do
mundo. Mas a violência não vem dos pobres excluídos, mas sim
da impunidade generalizada. Eliel Romulo Araujo Nascimento Recife,
PE
O secretário
de Segurança Pública do Rio de Janeiro dá a cara a tapa e
mostra a serviço de quem está. Precisamos de mais pessoas assim
nos cargos essenciais. Não precisamos de políticos com suas falácias
e planos mirabolantes, que servem somente para angariar votos, mas de pessoas
técnicas com vontade para devolver aos cidadãos a dignidade, o direito
de sair às ruas, o orgulho de ser brasileiro. Tiago F. Oliveira Campinas, SP
O
secretário José Mariano Beltrame mostra de forma clara, objetiva
e com muita lucidez a atual situação da segurança pública
no Brasil. Mostra também o que fazer para proteger o cidadão. Cabe
à população fluminense continuar dando o apoio necessário
para que, finalmente, a ordem seja resgatada num dos mais belos cartões-postais
do Brasil e do mundo. Afinal, bandido é bandido e como tal deve ser tratado.
José Ewerton Santos Filho Ibitiara, BA
Acho que o Rio de Janeiro tem, no atual secretário de Segurança
Pública, alguém preparado para o árduo desafio de combater
a criminalidade na cidade que, no momento, dificilmente pode ser chamada de maravilhosa.
O crime macula uma das principais metrópoles do Brasil. O secretário
está certo: é hora de a sociedade tomar partido nessa guerra, porque
no Rio de Janeiro ficar em cima do muro também é muito perigoso.
Wellington Silva Brasília, DF
Sem dúvida alguma, Beltrame é o melhor secretário de Segurança
que o Rio de Janeiro poderia ter, por ser sério e estar disposto a enfrentar
a criminalidade, e não a fazer política de segurança para
subir na vida política, como fizeram os últimos ocupantes do cargo,
incluindo o ex-governador Garotinho. Manoel Coutinho Rio de Janeiro,
RJ
O mundo do crime
organizado foi completamente destrinchado. É preciso que as secretarias
de Segurança Pública dos outros estados se organizem para vencer
essa guerra, e o Rio de Janeiro merece uma atenção urgente. O crime
infectou toda a sociedade brasileira. Em quase todas as cidades existe ao menos
um bairro dominado pelo tráfico. O Brasil apodrece, e precisamos de uma
resposta imediata, sem lero-lero pró-bandidos. Rodnei Cézar
dos Reis Sacramento, MG
A hipocrisia da nossa sociedade em relação à violência
urbana foi colocada de forma clara, direta e sem medo. Quantos de nós podemos
declarar de que lado estamos sem ter a culpa de aceitar outros desvios de conduta
ou ilegalidades que já fazem parte da nossa rotina? Tenho quatro filhos
pequenos e gosto de repetir para eles em casa que, se algum traficante de droga
ou vendedor de DVD pirata dependesse de mim, estaria sem emprego, sem um único
centavo no bolso e o mundo seria um lugar bem melhor para viver. Heber
Osvaldo Garrido Silva Por e-mail
Bastante pertinente a entrevista, nas páginas amarelas de VEJA, com o secretário
de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro. Precisamos de
pessoas assim, firmes e fortes em seus posicionamentos e, acima de tudo, sem hipocrisia.
Parabéns. Guilherme Carvalho e Sousa Teresina, PI
Carta ao leitor
Como historiador e assinante desta imbatível e inigualável revista,
venho cumprimentar VEJA pela clareza, precisão e concisão com que
desmistifica na Carta ao leitor "Debaixo do capô" (31 de outubro) o irresponsável
e inconseqüente governo de JK e, com a mesma maestria narrativa, sintetiza
o sério, responsável, patriótico e empreendedor governo de
Castello Branco, juntamente com seus competentes e extraordinários planejadores
econômicos: Octávio Gouvêa de Bulhões e Roberto Campos.
Lamento profundamente que a maior parte das universidades, dos livros de história
e das revistas sonegue e omita essas relevantes informações da sociedade.
Graças a Deus que ainda existe VEJA, para manter a sociedade informada
e para resgatar a verdadeira história do país, sem nenhum apelo
ideológico nem político. Por favor, não nos abandone. Umberto
Ramos de Vasconcelos Cuiabá, MT
Em pouco espaço (meia página) VEJA resumiu cinqüenta anos de
Brasil com uma verdade tão clara que penso não haver oposições.
Parabéns por mais essa. Vicente M. S. Ávila Patos
de Minas, MG
Consumo
É indiscutível
que a estabilidade econômica com a queda de juros estimulou o consumo ("Propulsão
a crédito", 31 de outubro). Porém, alguns pontos não devem
passar despercebidos pelo consumidor. Da hora em que acorda até o momento
em que vai dormir, o consumidor é alvo dos mais diversos estímulos
de lojas e empresas que buscam seduzir o cliente. Podem ser comerciais na TV,
no rádio, na internet, promoções nas vitrines ou mesmo um
discurso pronto, ensinado para os vendedores nas lojas. A falta de planejamento
financeiro causa endividamento para 32% dos paulistanos, segundo pesquisa da Fecomercio.
José Zulmar Lopes São Paulo, SP
É muito bom saber que os brasileiros nunca
compraram tantos carros em 2007, cerca 2,5 milhões de unidades.
Melhor ainda é saber que, apesar da falta de ciclovias e dos perigos que
as ruas e estradas oferecem à prática do ciclismo, a previsão
para este ano é que sejam vendidos mais de 5 milhões de bicicletas
em todo o país, crescimento de 15,5% em relação a 2006. Mais
da metade, 53% do total de bikes comercializadas, é para transporte, 29%
para o público infantil, 17% para lazer e 1% para esporte. O meio ambiente
agradece. João Paulo Medrado Belo Horizonte, MG
Desde que comecei a entender o mundo, sempre ouvi dizer que "O Brasil é
o país do futuro". Quando vejo mais pessoas tendo acesso ao consumo e aumentando
seu poder de compra, sou tentado a concluir que o futuro chegou. VEJA, com muita
clareza e inteligência, baseada em índices que nos colocam em posição
de destaque no cenário mundial, mostra muito bem que estamos colhendo o
que plantamos anos atrás. A estabilidade e a credibilidade só têm
a contribuir para o crescimento sustentável de um país. Temos muito
a fazer, mas já estamos de parabéns. Gileno Moncorvo de Oliveira
Júnior Luanda, Angola
Constrangimento no Senado
O jornalista
Otávio Cabral relata com precisão o jogo sujo contra o senador Jefferson
Péres, relator do processo que investiga Renan Calheiros ("Baixaria na
reta final", 31 de outubro). Somente com reportagens esclarecedoras desse tipo
é que o eleitor brasileiro poderá banir essas pessoas da política,
através do voto consciente. Francisco Ribeiro Melo de Carvalho Vitória da Conquista, BA
O Brasil todo deveria ficar indignado. Aliás, o país já parou
demais para ouvir versões desencontradas e evidentemente tendenciosas sobre
os crimes do senador Renan Calheiros. Se não renunciar, devolvendo um pouco
de dignidade à representação que os eleitores lhe deram de
boa-fé e que ele não soube honrar, deve ser cassado por seus pares.
Flavio Lauria Ferreira Manaus, AM
Agora estou sabendo por que o "senador investigador" Renan Calheiros (PMDB-AL)
tirou dez dias de licença-saúde. Foi para armar mais uma de suas
arapucas, a fim de se defender da acusação da prática de
ato ilícito (compra de veículos de comunicação em
Alagoas) e tentar macular a imagem de um dos homens públicos íntegros
que ainda restam neste país, o senador Jefferson Péres. Usou dos
mesmos métodos do seu amigo Jader Barbalho, deputado federal (PMDB-PA),
que dispensa comentários. Ô senador, seja prudente, ofereça
seus punhos às algemas e siga célere rumo à cadeia, lugar
onde já deveria estar. Não fique atirando pedras em quem lhe aponta
os podres. Antônio Araújo da Silva Belém, PA
Gerúndio
Excelente a reportagem "Acusando,
culpando e errando" (31 de outubro), sobre o gerundismo. O jornalista André
Petry apresenta opiniões abalizadas sobre o emprego da forma reduzida de
gerúndio no português falado e escrito no Brasil. O conjunto das
observações dos diversos especialistas citados confere ao texto
a devida e necessária cientificidade. Como lingüista, concordo: o
gerúndio não é um bicho-de-sete-cabeças, constitui
apenas uma forma verbal presente na língua há vários séculos,
denotando, quando bem empregada, muito mais elegância que defeito. Eduardo
Sampaio Maceió, AL
Considerando que o ensino, principalmente público, no Brasil vem desmoronando
nos últimos dez anos e que a competição no mercado de trabalho
se acirrou ainda mais no mesmo período, a língua sofre respingos
dessa realidade dupla: ao trabalhador semi-escolarizado cabe dar um verniz à
linguagem, para parecer mais culto e preparado, surgindo daí não
só o gerundismo excessivo mas também o "a nível de" e tantos
outros exemplos que ainda estão por vir e se disseminar no conjunto da
população. Matheus Silveira Lima Araraquara, SP
Além da demissão
do gerundismo, seria importante estarem sendo postas no olho da rua, a
nível de Brasil, outras esquisitices como as que são aqui grafadas
em itálico. Isso poderia muito bem estartar um processo de valorização
e uso da norma-padrão do idioma "sem ossos e com açúcar".
Os nossos computadores, por exemplo, deixariam de ser inicializados para
ser ligados, ou, vá lá, iniciados. Paulo Gilberto Morais
dos Santos João Pessoa, PB
Do ponto de vista gramatical, o governador do DF foi impiedoso: "demitiu" o próprio
gerúndio, em vez de combater o seu uso inadequado, o gerundismo. Se há
servidores com problema de linguagem, o melhor caminho seria a distribuição
de uma gramática para cada um. Adalberto Alves de Matos Barra
do Garças, MT
Stephen Kanitz
Gostaria de cumprimentar
o colunista Stephen Kanitz pelo artigo "Intenções por trás
das palavras" (Ponto de vista, 31 de outubro). Ele tocou num ponto de extrema
importância: a valorização excessiva que se dá às
obras de ficção na defesa de pontos de vista. Ainda se ensina, nas
escolas, que a função da literatura é a "denúncia
social", como se a retórica fosse mais importante que a análise
técnica. Nossos alunos sabem tudo sobre Drummond e não sabem nada
sobre economia. A facilidade de se esconder atrás da ficção
é grande. Ferréz, no caso do relógio roubado de Luciano Huck,
defende a criminalidade utilizando-se de um conto. Por que ousar um texto dissertativo
quando se pode evitar o constrangimento de uma argumentação formal?
Ricardo Mioto Franca, SP
Excelente o artigo de Stephen Kanitz sobre intenções por trás
das palavras. Atualizado e consistente, mostra uma faceta dos que subestimam nossa
inteligência. Porém, gostaria de acrescentar a classe política
no contexto, como expoente no uso das intenções citadas. Jaime
Pacheco Alves Porto Alegre, RS
Stephen Kanitz, no seu artigo "Intenções por trás das palavras",
parece ressuscitar um conceito positivista de ciência, aquele que só
reconhece valor científico em um texto se este for na maior parte traduzido
por símbolos, fórmulas, dados estatísticos, números,
tabelas. Na área das ciências humanas, sabemos, prevalecem a interpretação
e o uso (por que não?) de palavras sedutoras que enganam tanto quanto a
tal linguagem matemática. Aliás, o próprio Kanitz, para convencer
o leitor desse risco epistemológico, serve-se de expressão sedutora,
a mesma que condena nos textos alheios. Como se vê, a linguagem, por mais
neutra aparentemente, não pode desligar-se da ideologia. Roberto
Sarmento Lima Maceió, AL
Não há dúvida de que somos presas fáceis de quem fala
bonito e escreve melhor ainda. Mas a experiência ensina que a famigerada
"agenda oculta" não é exclusividade de escritores, colunistas, pseudocientistas
ou professores mal remunerados, mas está enraizada também na fértil
seara dos administradores, políticos e sociólogos que mimetizam
seus pontos de vista sob um emaranhado de tabelas, planilhas, projeções
e estatísticas pretensamente concretas, decodificáveis apenas pelos
sofistas da dogmática exatidão numérica. José
A. Silva Osasco, SP
Inteligentíssimo o artigo de Stephen Kanitz. Mas o trecho "...sempre indago
se não é mais um professor querendo maiores salários..."
me força uma pergunta que não quer calar. Estará na "agenda
oculta" do articulista o absurdo de que neste país os professores JÁ
ganham bem demais? Airton Sampaio Teresina, PI
Copa de 2014
A reportagem "O valor de uma Copa no Brasil" (31 de outubro) mostrou pontos positivos
e negativos de um país que sedia uma Copa do Mundo de futebol. Ficou claro
que as vantagens, como aumento de empregos, maior fluxo de turistas, entre outras,
quando comparadas às despesas, são pequenas. Concordo plenamente
com o economista Victor Matheson quando diz que a Copa é comparada a uma
festa de casamento: muitos gastos, sem expectativas de lucros. Será que
o Brasil está realmente preparado para sediar a Copa do Mundo de 2014?
Túlio Garcia Rocha Montes Claros, MG
A Copa de 2014 vai provar ao mundo que o Brasil não é apenas o país
do futebol e do Carnaval, mas também é um país em franca
evolução. Seu povo merece esse reconhecimento, pois, apesar das
dificuldades, tem cidadãos que vestem a camisa do Brasil fora dos campos
de futebol. Margarida Miranda rasília, DF
Já que grande parte desse investimento para as obras da Copa de 2014 sairá
dos bolsos do contribuinte e o retorno para esse patrocinador é altamente
questionável, por que não nos preocupamos em utilizar esses recursos
para fins mais emergenciais, como a democratização da educação
e da saúde, além de promover melhorias na infra-estrutura? Será
que nossa necessidade de auto-afirmação perante o mundo fala mais
alto que o desenvolvimento do país? José Inácio De
Bortoli Filho Ribeirão Preto, SP
A despeito da caravana que seguiu para a Suíça, a viagem é
uma grande demagogia, haja vista que não havia concorrente, tendo o Brasil
vencido por WO. Mesmo estando todos lá, pelos mais variados motivos, veio
de Romário a preocupação com a segurança do país,
que continua liderando o ranking de assassinatos e crimes não esclarecidos.
Faltou na caravana o capitão Nascimento, como garantia da ordem e da segurança.
Izabel Avallone Alto da Boa Vista, SP
Cotas para deficientes
Pode parecer contraditório, mas, como deficiente física e capaz
como sou, me vejo enclausurada no preconceito das pessoas. Sou publicitária,
tenho MBA em marketing e falo três idiomas. Porém, a única
chance que surgiu na minha carreira foi de assistente administrativo júnior.
Tenho absoluta certeza de que me falta a tão requisitada "experiência",
mas, há um ano trabalhando na função descrita, todas as minhas
atitudes são checadas três ou quatro vezes antes de ser validadas.
Sem falar no trabalho operacional que realizo diariamente. Não me canso
de fazer cursos e me atualizar, pois acredito que um dia olharão para mim
e me verão como uma profissional de fato e não como mais um número
para o preenchimento de uma cota ("Pleno emprego", 31 de outubro). Alessandra
Figueredo Rio de Janeiro, RJ
Holofote
Jorge Bornhausen está corretíssimo
em associar a CPMF ao terceiro mandato de Lula ("A CPMF e a reeleição",
Holofote, 31 de outubro). Está na cara que o dinheiro da CPMF servirá
para comprar alguns milhões de votos ao incluir mais pessoas no Bolsa Família
e apadrinhar seus eleitores em cargos do governo. É preciso ficar de olho,
pois o único objetivo do PT é se perpetuar no poder. Murilo
Augusto de Medeiros Guará II, DF
Beleza
Sou assinante de VEJA e fiquei
feliz quando vi a reportagem "O doutor mão leve" (31 de outubro), sobre
o cirurgião plástico Carlos Fernando de Almeida. Não sou
famosa, mas fui operada pelo Carlos Fernando há uns sete anos (quando morava
no Rio) e até hoje sou elogiada e grata pelas suas "mãos de ouro".
Simone F. Gonçalves Brasília, DF
História
Cumprimento VEJA pelo registro do livro sobre os nobres cavaleiros templários
("Perdão aos templários", 31 de outubro). Aqueles que tiveram contato
com a história de De Molay (último grão-mestre dos templários)
e seus comandados sabem que seus ensinamentos e exemplos em nada se assemelham
à heresia. De Molay foi torturado por anos, falsas confissões foram
feitas, mas o fato é que sua fidelidade aos seus irmãos foi inabalável.
Luiz Eduardo Silva Daniele São Paulo, SP
Che Guevara
Li, chocado, o quadro "Viuvinhas do Che" (Cartas, 31 de outubro), no qual algumas
câmaras municipais, na falta do que fazer, aprovaram sessão para
desancar a edição de VEJA sobre Che Guevara. É um completo
descalabro e poderia até ser engraçado se não fosse a ameaça
que o ato (não isolado, percebe-se) pode significar. A liberdade de imprensa
e de livre pensamento é cláusula pétrea de nossa Carta Magna.
Em nenhum artigo regimental das referidas câmaras, nem mesmo nas leis orgânicas
dos municípios citados na reportagem, há autorização
para sessões que atentem contra a liberdade de imprensa. Portanto, seria
bom que os senhores repudiassem práticas e atos que atentem contra os direitos
humanos (como guerrilhas, golpes de estado, genocídio, infanticídio
e tentativa de vigilância do estado contra a imprensa). Cleiton Dias Ceilândia, DF
Padre Júlio Lancellotti
Ao
olhar a foto do padre Júlio Lancellotti na reportagem "O padre e a moça"
(31 de outubro), senti um arrepio na espinha. Afinal, quem deveria estar preso?
Socorro Araújo Fortaleza, CE
André Petry
Gostaria de entender
por que o ser humano necessita de "políticas de planejamento familiar".
Até passarinho, antes de cortejar a fêmea, constrói seu ninho
em local seguro para mostrar que pode criar os filhotes de forma tranqüila.
Só então ela permite o acasalamento. Até passarinho sabe,
sem precisar de política nenhuma, que tem de ter estrutura para formar
uma família ("Fábrica de marginais", 31 de outubro). Leopoldo
Buonsanti Neto São Paulo, SP
Veja essa
Li na seção
Veja essa (31 de outubro) a sentença do juiz mineiro que diz: "A desgraça
humana começou no Éden: por causa da mulher (...). O mundo é
masculino!". Será que ele pensa que nasceu de chocadeira? Vanda
de Avelar Fortaleza, CE
O governador fluminense, Sérgio Cabral, tem toda a razão quando
fala da questão do número de nascimentos em populações
de baixa renda (Veja essa, 31 de outubro). É preciso, urgentemente, que
os governos federal e estaduais tomem a iniciativa de um programa de planejamento
familiar para essas populações. Suely Feitosa Jaboatão,
PE
Por que não existe
uma política pública efetiva de controle de natalidade e planejamento
familiar com operações de vasectomia e ligadura de trompas? Não
me oponho à legalização do aborto, mas torná-la uma
forma de diminuir o número de nascimentos é um tanto absurdo. Maria
Carolina Schneider Rio de Janeiro, RJ
Diogo Mainardi
O que o governador
Sérgio Cabral disse foi apenas uma adequação popular do pensamento
aristotélico: "Quanto mais desenvolvida for a espécie, menor será
sua prole". Daí a legalizar o aborto... Melhor seria empenhar esforços
para que a espécie progrida. Tanto na "Suécia" quanto na "Zâmbia"
("No Iraque, é melhor", 31 de outubro). Soraya M. Pellizer São Bernardo do Campo, SP
Vendo por trás das palavras de Diogo Mainardi, pude ler que Sérgio
Cabral admitiu que o maior problema do Brasil é o brasileiro. Alvíssaras
ao governador. De fato, leite com água oxigenada, gasolina batizada, políticos
corruptos e corruptores, a política de saúde matando, educação
de faz-de-conta, faveladas multíparas, aborto proibido (cadê o rei
Felipe IV, que enfrentou a Madre Igreja?). Este país é a farsa.
E os brasileiros? Meros espectadores dorminhocos dessa trama maldita. Vanderlena
Torquato Brasília, DF
Ao descriminar o aborto, temos de aceitar a pena de morte também. Punir
o feto como forma de evitar problemas já foi argumento de um ditador conhecido
mundialmente pelo seu racismo, violência, intolerância, que foi derrotado
na II Guerra Mundial e teve como única saída o suicídio.
Carlos Fabian Seixas de Oliveira Campos dos Goytacazes, RJ
Irmã Lindalva
A reportagem "Todo santo ajuda" (24 de outubro) refere-se à irmã
Lindalva de Oliveira como se ela fosse natural da Bahia. Na verdade, Lindalva
Justo de Oliveira nasceu no Rio Grande do Norte, mais precisamente na cidade de
Açu. Quando aconteceu o crime brutal que a vitimou, ela exercia suas funções
religiosas em Salvador (BA). José Justo Salvador Açu,
RN
CORREÇÕES: O
nome correto da delegada regional do Trabalho em São Paulo é Lucíola
Rodrigues Jaime ("Pleno emprego", 31 de outubro). A informação
da assessoria da Globo de que Aguinaldo Silva trabalha sozinho na elaboração
do roteiro da novela Duas Caras não procede. Ele conta com seis
roteiristas auxiliares ("Noveleiro e blogueiro", 24 de outubro).
SEM VEJA NO PANAMÁ
O
amazonense Arlesson Sicsú foi passar a lua-de-mel no Panamá e levou
a edição de VEJA que trazia a reportagem "O sim da América
Central" (17 de outubro) para ler durante a viagem. "Estava lendo minha revista
quando de repente um panamenho me pede para dar uma olhada na matéria que
falava de seu país. Emprestei a revista, pois o cidadão disse que
já havia morado no Brasil, onde gostava de ler VEJA. Resumindo: perdi minha
revista e, quando voltei, não a encontrei mais nas bancas aqui de Manaus."
Arlesson receberá um exemplar daquela edição em sua casa.
O FUTURO
VEJA
e a questão ambiental: um futuro para Cauã
Cauã
Lucas dos Santos, de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, completará 1 ano
de vida no próximo dia 26 e ainda não lê VEJA, a revista de
seus pais, o radialista Claudiomiro Sorriso e Marisa Maders. Mas "ele é
o primeiro a olhá-la". É pela geração de Cauã
que a humanidade começa a discutir as questões relacionadas à
preservação do planeta, tratada na reportagem de capa "SOS Terra"
(24 de outubro). Os pais corujas com toda a razão fizeram
questão de fotografar o filho com a revista.
NO INFERNO DA CALIFÓRNIA
Gustavo
Fraga, médico e professor assistente de cirurgia do trauma da Faculdade
de Ciências Médicas da Unicamp e membro da diretoria da Sociedade
Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado e da Sociedade Panamericana
de Trauma, leu a reportagem "Inferno dos milionários" (31 de outubro) e
escreve de San Diego, na Califórnia, para informar que as vítimas
do incêndio que destruiu milhares de residências naquele estado americano
foram atendidas na Divisão de Trauma e Queimados da Universidade da Califórnia
San Diego, cujo chefe e coordenador das ações é o paulistano
Raul Coimbra, que lá vive há dez anos. "A trajetória acadêmica
de Coimbra é simplesmente brilhante (é um estrangeiro, chefe de
um dos melhores serviços de cirurgia do trauma nos EUA, numa das melhores
universidades públicas), porém conhecida apenas por poucas pessoas
no Brasil", diz Fraga. Os interessados em conhecer o centro médico da universidade
e o trabalho do doutor Coimbra podem acessar o site trauma.ucsd.edu/default.aspx
QUIXADÁ VERDE
Ismar
Capistrano C. Filho, assessor de comunicação da Câmara Municipal
de Quixadá, no Ceará, escreve para falar de um exemplo que a casa
dá para a educação ambiental. É uma iniciativa limitada,
mas que serve de modelo a ser seguido. "A Câmara é o primeiro órgão
público brasileiro a neutralizar suas emissões de gases poluentes
conforme orientação do Protocolo de Kyoto", diz Ismar. A lei foi
aprovada em plenário, e no último dia 26 foi votada a dotação
orçamentária para garantir sua viabilidade. "A medida permitirá
ao Legislativo municipal contratar serviços de neutralização
dos gases de efeito estufa decorrentes dos deslocamentos dos vereadores, do consumo
de energia e do uso de materiais descartáveis. O projeto vai ser executado
seguindo critérios estipulados pelo Intergovernmental Panel on Climate
Change (IPCC), órgão científico para assuntos climáticos
da ONU", como informa o site da Câmara. A medida permitirá a revitalização
dos rios do município e o reflorestamento de sua Mata Atlântica local.
Mais informações, no site da Câmara (www.camaraquixada.ce.gov.br/).