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Ninguém
se salva
O
Capitão Corelli é ruim
de
doer. Mas a paisagem...
Isabela
Boscov
Grécia,
início dos anos 40. O Exército italiano ocupa a ilha de
Cefalônia, onde mora a bela Pelagia, prometida do pescador Mandras.
Em nome do orgulho pátrio, Mandras se junta à Resistência
bem na hora em que o capitão Corelli, um oficial que ama a ópera
e o seu bandolim, se hospeda na casa de Pelagia. Conversa vai, conversa
vem, rola o maior clima. Até que os nazistas, que nunca foram de
papo furado, assumem o controle de Cefalônia e complicam o romance
dos dois e a vida de todo mundo. O escritor Louis de Bernières
fez um bom livro, tomando a invasão da Grécia na II Guerra
como pano de fundo. Já o diretor John Madden, de Shakespeare
Apaixonado, transformou o livro num filme ruim de doer. O Capitão
Corelli (Captain Corelli's Mandolin, Estados Unidos/Inglaterra/França,
2001), que estréia nesta sexta-feira no país, é aquele
tipo de fita em que os atores falam inglês com sotaque "mediterrâneo".
Ninguém se salva e olhe que o elenco tem gente de classe,
como Irene Papas, John Hurt e Christian Bale, além de Penélope
Cruz e Nicolas Cage. Esse, aliás, anda cada vez mais canastrão.
Agora, pelo menos, tem companhia. Só não chega a ser trágico
ver tanto vexame porque, a exemplo dos soldados italianos, os atores parecem
mais interessados numas boas férias do que em trabalho sério.
Eles até que têm razão. Cefalônia é mesmo
linda.
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