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Depois
de 35
anos, a General Motors
tira de linha o Camaro
e o Firebird
Fotos divulgação

Camaro
último tipo: o carro que não oferece conforto
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Os carros,
assim como as pessoas, também ficam doentes e morrem. Anunciou-se
na semana passada a morte de dois ícones do automobilismo: o Camaro,
da Chevrolet, e o Firebird, da Pontiac, duas das várias divisões
da General Motors. São dois carros esportivos com 35 anos de idade.
Eram o máximo quando surgiram, para competir com o Mustang, da
Ford. Nos últimos tempos, passaram a vender pouco. E só
para quarentões. Era a doença chegando. A moçada
não quer nada com os Camaro. Mais conhecido dos brasileiros que
o Firebird, o Camaro foi lançado em 1967. Era um carrinho jeitoso
e baratinho. Custava o equivalente a 20.000
reais em dinheiro de hoje. Em 1979 foram vendidas, só nos Estados
Unidos, quase 300.000 unidades. No ano passado,
já na UTI, foram apenas 42.000. Então
a GM pôs na praça uma última versão do carro
e avisou que ele estava saindo de linha.

O Camaro
dos anos 70: 300 000 unidades vendidas num único ano
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Motivos da
decisão: primeiro, claro, o Camaro não vende; depois, ele
é produzido numa fábrica antiga, no Canadá, que de
tão pouco funcional será fechada. E é feito à
moda antiga. A plataforma do Camaro, assim como a do Firebird, só
serve para fazer esse carro. Não é como nas montadoras modernas,
que com uma única plataforma produzem vários modelos. Tem
mais. O Camaro é um bebedor de gasolina, o que em tempos de alta
do preço do petróleo não é uma boa pedida.
Mas há uma característica ligada ao setor automobilístico
que orienta a sobrevida dos automóveis. Os carros são fabricados
com uma cara, um estilo, uma personalidade. Muitas vezes, o projeto desagrada,
e a fábrica acaba tirando o veículo de linha em poucos anos.
Em outras ocasiões, o modelo é tão apreciado que
sua aparência é mantida relativamente intacta, incorporando
apenas curvas mais modernas e a tecnologia necessária à
segurança dos passageiros e ao melhor desempenho da máquina.
O Camaro
esteve durante muito tempo incluído na segunda categoria, a dos
veículos que agregam adaptações tecnológicas.
Recentemente, o projeto revelou-se incapaz de assimilar novos ajustes.
Um exemplo: para encaixar o catalisador no Camaro, aparelho que controla
a emissão de poluentes, foi preciso reduzir o espaço para
os pés do passageiro. Ficou uma esquisitice. Em pouco tempo, com
o surgimento de modelos mais modernos, o Camaro acabou incluído
na categoria dos carros indesejados. Hoje em dia, na opinião dos
consumidores, apresenta mais defeitos que virtudes. É considerado
tão baixo que o motorista tem a impressão de estar sentado
no chão. Um adulto precisa se espremer para caber no banco de trás.
Sua carroceria é tão comprida que estacioná-lo numa
vaga qualquer de centro de cidade tornou-se uma verdadeira proeza. Para
quem gosta de carros esportivos americanos, restam o Corvette, da própria
GM, e o Mustang, da Ford.
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