Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 725 - 7 de novembro de 2001
Geral Automóveis
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Geral
 

Maternidade: Médicos aconselham a não adiar demais
Uma dieta para retardar o envelhecimento
Os viciados em adrenalina
Americano faz doação recorde a uma universidade
Perfil: Benjamin Zander
Turistas invadem a Bahia para a pesca do marlim-azul
Como um modelo de carro envelhece
A nova guerra entre a Globo e o SBT
A preocupação com o português

Economia e Negócios
Especial
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Hipertexto
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Vão para a prateleira

Depois de 35 anos, a General Motors
tira de linha
o Camaro e o Firebird

Fotos divulgação

Camaro último tipo: o carro que não oferece conforto

Os carros, assim como as pessoas, também ficam doentes e morrem. Anunciou-se na semana passada a morte de dois ícones do automobilismo: o Camaro, da Chevrolet, e o Firebird, da Pontiac, duas das várias divisões da General Motors. São dois carros esportivos com 35 anos de idade. Eram o máximo quando surgiram, para competir com o Mustang, da Ford. Nos últimos tempos, passaram a vender pouco. E só para quarentões. Era a doença chegando. A moçada não quer nada com os Camaro. Mais conhecido dos brasileiros que o Firebird, o Camaro foi lançado em 1967. Era um carrinho jeitoso e baratinho. Custava o equivalente a 20.000 reais em dinheiro de hoje. Em 1979 foram vendidas, só nos Estados Unidos, quase 300.000 unidades. No ano passado, já na UTI, foram apenas 42.000. Então a GM pôs na praça uma última versão do carro e avisou que ele estava saindo de linha.


O Camaro dos anos 70: 300 000 unidades vendidas num único ano

Motivos da decisão: primeiro, claro, o Camaro não vende; depois, ele é produzido numa fábrica antiga, no Canadá, que de tão pouco funcional será fechada. E é feito à moda antiga. A plataforma do Camaro, assim como a do Firebird, só serve para fazer esse carro. Não é como nas montadoras modernas, que com uma única plataforma produzem vários modelos. Tem mais. O Camaro é um bebedor de gasolina, o que em tempos de alta do preço do petróleo não é uma boa pedida. Mas há uma característica ligada ao setor automobilístico que orienta a sobrevida dos automóveis. Os carros são fabricados com uma cara, um estilo, uma personalidade. Muitas vezes, o projeto desagrada, e a fábrica acaba tirando o veículo de linha em poucos anos. Em outras ocasiões, o modelo é tão apreciado que sua aparência é mantida relativamente intacta, incorporando apenas curvas mais modernas e a tecnologia necessária à segurança dos passageiros e ao melhor desempenho da máquina.

O Camaro esteve durante muito tempo incluído na segunda categoria, a dos veículos que agregam adaptações tecnológicas. Recentemente, o projeto revelou-se incapaz de assimilar novos ajustes. Um exemplo: para encaixar o catalisador no Camaro, aparelho que controla a emissão de poluentes, foi preciso reduzir o espaço para os pés do passageiro. Ficou uma esquisitice. Em pouco tempo, com o surgimento de modelos mais modernos, o Camaro acabou incluído na categoria dos carros indesejados. Hoje em dia, na opinião dos consumidores, apresenta mais defeitos que virtudes. É considerado tão baixo que o motorista tem a impressão de estar sentado no chão. Um adulto precisa se espremer para caber no banco de trás. Sua carroceria é tão comprida que estacioná-lo numa vaga qualquer de centro de cidade tornou-se uma verdadeira proeza. Para quem gosta de carros esportivos americanos, restam o Corvette, da própria GM, e o Mustang, da Ford.

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS