Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 725 - 7 de novembro de 2001
Brasil Sucessão

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
 

O enriquecimento de Brizola no governo
Maranhão: A farsa das eleições de 1994
Os tentáculos do lobista chegam ao Planalto
Gravações complicam Olívio Dutra
Paulo Renato continua candidato
O sucesso de FHC na Europa
Projeto de Aécio restringe a imunidade

Geral
Economia e Negócios
Especial
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Hipertexto
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Nada de Fla-Flu

Paulo Renato diz que está no jogo da
sucessão. E com o incentivo de FHC

Marcelo Carneiro

Ricardo Stuckert
Paulo Renato: problemas pontuais

Se depender da disposição do ministro da Educação, Paulo Renato Souza, a batalha no ninho tucano pela sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso não terminará em Fla-Flu. Nas últimas semanas, o ministro da Saúde, José Serra, e o governador do Ceará, Tasso Jereissati, deram demonstrações explícitas de que são candidatíssimos. O empenho dos dois foi tão grande que até no PSDB houve quem imaginasse não haver espaço para outros concorrentes no partido. Mas Paulo Renato, que patina em um índice de 2% a 3% nas pesquisas de intenção de voto, faz questão de avisar que o jogo está só começando. "Meu porcentual nas pesquisas é semelhante, até um pouco maior, ao do Tasso", diz o ministro da Educação. Nem a greve nas universidades federais, que já se arrasta por quase três meses, mudou seus planos. Na avaliação de Paulo Renato, os problemas causados pela greve são pontuais e estarão superados em pouco tempo.

Como credencial mais forte para entrar no jogo sucessório, Paulo Renato Souza tem a apresentar a revolução que promoveu na educação brasileira. Elevou índices de permanência na escola, baixou taxas de analfabetismo, criou bons programas de incentivo educacional, como o Bolsa-Escola. Por tudo isso, continua animado a entrar na disputa e diz ter um trunfo na manga: "Recebi o incentivo do presidente Fernando Henrique Cardoso". De agora em diante, terá de remar em corrente forte para associar sua imagem de ministro com a de político em vôo ambicioso. Da mesma forma que os outros dois tucanos candidatos, José Serra e Tasso Jereissati, Paulo Renato tem um índice baixo de reconhecimento entre os eleitores brasileiros. As pessoas sabem identificar com mais facilidade os políticos de oposição, como Lula, Ciro Gomes e Itamar Franco, que estão há mais tempo expostos na mídia como virtuais candidatos a presidente. No caso de Lula, a exposição já dura mais de uma década.

De qualquer modo, a greve continua exigindo a atenção de Paulo Renato. Na semana passada, foi anulado o vestibular da UFRJ, a maior universidade federal do Brasil. Pelo menos dez das principais universidades federais de todo o país já haviam decidido adiar suas provas, por causa da greve. A reitoria da UFRJ, porém, insistiu em realizá-las. Após uma batalha de liminares na Justiça, o reitor José Henrique Vilhena conseguiu manter a data programada. A vitória do reitor desagradou a um grupo de alunos e professores que decidiu ganhar na marra o que havia perdido nos tribunais. No dia do vestibular, manifestantes apedrejaram o campus da UFRJ. Em outro local de prova, quinze estudantes invadiram salas de aula e rasgaram os cartões de respostas que seriam usados pelos candidatos. Na quinta-feira, diante da confusão causada pelos manifestantes, o Conselho de Ensino de Graduação da UFRJ anulou o vestibular. Dificilmente as novas provas serão aplicadas ainda neste ano.

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS