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Gustavo Poloni
[e-mail:
hipertexto@abril.com.br]
Zoológico
digital
Fotos divulgação
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Os cachorros,
gatos, pássaros e seus respectivos adestradores que se acostumaram
a faturar bons cachês em comerciais de televisão estão
saindo de moda. De uns tempos para cá, vêm sendo substituídos
por bichinhos virtuais criados por computador. O mais famoso deles é
a tartaruga que faz embaixadas e dirige um caminhão num comercial
de cerveja. Ela já protagonizou três filmes em que trapaceia
um entregador. No último, lançado no começo de outubro,
a tartaruga conquista duas belas moças que pediam carona à
beira da estrada.
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O responsável
pelos movimentos e formas das novas vedetes da propaganda é o software
Maya, da Alias/Wavefront (www.aliaswavefront.com).
O programa deu vida aos personagens do filme Final Fantasy, lançado
recentemente no Brasil, e aos bonecos do clássico Toy Story.
O Maya demorou quinze anos para chegar a seu estágio atual e consumiu
pelo menos 400 milhões de dólares em investimentos. No Brasil,
uma das empresas pioneiras nas propagandas com bichos virtuais foi a Philco,
há sete anos. Impulsionadas pelo som retumbante de alto-falantes,
formiguinhas voavam de um lado para o outro. No verão de 2000,
surgiram os siris que mostram o traseiro depois de roubar a cerveja de
um banhista. Depois vieram os cupins pagodeiros, a tartaruga e o E.T.
que acessa a internet. Os bichinhos virtuais continuam invadindo as telas,
mas nem todos acreditam no potencial deles. A Kaiser fez uma pesquisa
para escolher os personagens de sua nova campanha. Na disputa entre mulheres
bonitas, amigos em férias, futebol e uma lagosta falante, deu mulheres
na cabeça.

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AOL na
China. Mas sem sexo,
violência nem notícia
Jorge de Souza
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Foram necessários dois longos anos e várias reuniões
com representantes do governo chinês até que, finalmente,
a AOL Time Warner conseguisse sinal verde para lançar seu serviço
de TV a cabo no sul da China. E, mesmo assim, o máximo que a gigante
americana conseguiu foi exibir uma pequena parte de sua programação.
O governo impôs uma barreira do tamanho da Muralha da China
para liberar o sinal da empresa. Entre outras coisas, a AOL está
impedida de transmitir programas com conteúdo de sexo, violência
e até mesmo notícias. O argumento do governo é que
os temas ferem a cultura e questões políticas locais. A
grade de programação, ainda em fase final de acertos, será
composta de seriados e jogos de auditório comprados de Taiwan e
Hong Kong. Foi o máximo que a censura chinesa deixou passar.

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A gente
se vê por aqui. E pelo UOL
Ana Paula Paiva
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Oscar Cabral
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A
Globo.com quer trazer para seu guarda-chuva todos os ídolos da
casa. Luciano Huck, por exemplo, acaba de levar 1 milhão
de reais para mudar seu site do Zip.Net para o portal da Globo. Foi mais
fácil que em outros casos, como o de Xuxa, que tempos atrás
quase fechou com a AOL e só ficou na Globo.com após muita
negociação. Se quiser na internet todo o elenco que tem
na TV, a empresa ainda vai precisar gastar uns bons trocados. Beldades
como as atrizes Flávia Alessandra e Danielle Winits, por
exemplo, hospedam seus sites no UOL.

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Provando
do próprio veneno
A
Jupiter e a Media Metrix reluziram no auge da internet. A primeira fazia
estudos ultra-otimistas sobre o futuro do setor. A segunda media a audiência
dos sites. Orgulhavam-se de ser "empresas puras de internet". Veio a crise
e as duas foram obrigadas a se fundir, criando a Jupiter Media Metrix.
Não bastou. Na semana passada, foram compradas por 71 milhões
de dólares pela NetRatings, que também faz estudos de audiência.
Com uma diferença: é uma divisão do instituto ACNielsen,
um gigante no setor de pesquisas no mundo real. A nova empresa seguirá
a cartilha das sobreviventes da aventura digital: atrelar-se a uma empresa
tradicional que garanta sua sobrevivência.

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Bill e o pingüim num só sistema
Ilustração sobre foto de Strana e Reuters
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A brincadeira feita na ilustração ao lado representa mais
ou menos aquilo que a Lindows (www.lindows.com),
uma pequena fabricante americana de software, quer fazer: juntar o ainda
pouco conhecido pingüim do Linux ao Windows de Bill Gates. Parece
brincadeira de mau gosto, mas não é. O sistema operacional
Lindows promete unir visual e características (leia-se estabilidade)
do Linux à capacidade de rodar programas bastante consagrados da
Microsoft, como Explorer, Word, Excel e Outlook. O fabricante, que mereceu
reportagens em veículos como o New York Times, diz que vai
cobrar 99 dólares pelo sistema.

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A
banda é larga, a freguesia é estreita
O
Windows XP não foi a única novidade apresentada pela Microsoft
no final de outubro. A empresa aproveitou a festa para o lançamento
do badalado sistema operacional para mudar a cara de seu portal, o MSN
(www.msn.com),
que nos Estados Unidos passou a oferecer acesso rápido à
internet a 40 dólares por mês. É um teste que a gigante
do software faz no mercado de banda larga. De acordo com os resultados,
o modelo será adotado em outros países, entre eles o Brasil.
Mas é bom a Microsoft não esperar muito da banda larga em
terras brasileiras. O número de clientes desse serviço por
aqui ainda é pequeno, pouco mais de 400.000.

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Salve
Aperitivo
virtual
A Amazon.com
implantou, via internet, o antigo hábito de folhear um livro
antes de comprá-lo. Desde meados de outubro, é possível
ler as orelhas e algumas páginas da obra antes de fazer a
encomenda.

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Delete
Quem
não comprou
Durou
um ano e meio o projeto da Ford de vender a preço simbólico
computadores com acesso à internet e impressoras a seus funcionários.
O aperto financeiro da montadora sepultou a idéia.

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Clique
aqui
Bola
murcha
Alexandre Battibugli
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Além de muita trapalhada dentro de campo, jogadores da seleção
brasileira estão jogando uma bola quadrada na internet. Em
geral, os sites deles têm textos com erros de português,
imagens desfocadas e notícias desinteressantes. Uma honrosa
exceção é o site do lateral Roberto Carlos.

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Vitrine
Pernas
para que te quero
Ricardo Salgado
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DD
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A
Rainha investiu três anos de pesquisa e 800 000 reais no DPT,
seu novo tênis para corrida. O resultado é inusitado.
O DPT, sigla para digital personal trainer, vem equipado com um
computador de bordo (no detalhe), que marca tempo, distância
e cadência da corrida. Um sistema de sensores escondidos na
sola e na palmilha é responsável pela alimentação
do computador. A novidade chega ao mercado em meados de novembro
e deve custar 180 reais.
Tecnologia
de ponta - dos pés
Tênis
com computador de bordo é só mais uma faceta de uma
indústria que descobriu a tecnologia dos chips e dos materiais
para turbinar suas novidades. A americana Nike empatou 3,5 milhões
de
dólares para lançar o Shox. Já a brasileira
Olympikus lançou em julho o Gravitor. Desenvolvido por um
ex-engenheiro da Nasa, ele resultou de um projeto ousado que consumiu
3,5 milhões de dólares e cinco anos de pesquisas.

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