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Edição 1 725 - 7 de novembro de 2001
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Gustavo Poloni [e-mail: hipertexto@abril.com.br]

Zoológico digital

Fotos divulgação

Os cachorros, gatos, pássaros e seus respectivos adestradores que se acostumaram a faturar bons cachês em comerciais de televisão estão saindo de moda. De uns tempos para cá, vêm sendo substituídos por bichinhos virtuais criados por computador. O mais famoso deles é a tartaruga que faz embaixadas e dirige um caminhão num comercial de cerveja. Ela já protagonizou três filmes em que trapaceia um entregador. No último, lançado no começo de outubro, a tartaruga conquista duas belas moças que pediam carona à beira da estrada.

 

O responsável pelos movimentos e formas das novas vedetes da propaganda é o software Maya, da Alias/Wavefront (www.aliaswavefront.com). O programa deu vida aos personagens do filme Final Fantasy, lançado recentemente no Brasil, e aos bonecos do clássico Toy Story. O Maya demorou quinze anos para chegar a seu estágio atual e consumiu pelo menos 400 milhões de dólares em investimentos. No Brasil, uma das empresas pioneiras nas propagandas com bichos virtuais foi a Philco, há sete anos. Impulsionadas pelo som retumbante de alto-falantes, formiguinhas voavam de um lado para o outro. No verão de 2000, surgiram os siris que mostram o traseiro depois de roubar a cerveja de um banhista. Depois vieram os cupins pagodeiros, a tartaruga e o E.T. que acessa a internet. Os bichinhos virtuais continuam invadindo as telas, mas nem todos acreditam no potencial deles. A Kaiser fez uma pesquisa para escolher os personagens de sua nova campanha. Na disputa entre mulheres bonitas, amigos em férias, futebol e uma lagosta falante, deu mulheres na cabeça.

 
Para navegar
Leia as informações institucionais sobre o Maya (em inglês)
Baixe uma versão de testes do software da Alias/Wavefront
Galeria de fotos com imagens dos bichinhos virtuais criados pelo Maya
Assista aos comerciais da tartaruga, dos siris e dos cupins (em Quicktime e RealPlayer)
  Tartaruga - Brahma I
  Tartaruga - Brahma II
  Tartaruga - Brahma III
  Moscas - Brahma
  Siri - Brahma I
  Siri - Brahma II
Conheça o site da Brahma e aproveite para se divertir com jogos on-line
Visite o site da Skol, assista às novas campanhas da cervejaria e ainda baixe um papel de parede para o seu micro
Conheça o portal Terra

 

AOL na China. Mas sem sexo,
violência nem notícia


Jorge de Souza


Foram necessários dois longos anos e várias reuniões com representantes do governo chinês até que, finalmente, a AOL Time Warner conseguisse sinal verde para lançar seu serviço de TV a cabo no sul da China. E, mesmo assim, o máximo que a gigante americana conseguiu foi exibir uma pequena parte de sua programação. O governo impôs uma barreira do tamanho da Muralha da China para liberar o sinal da empresa. Entre outras coisas, a AOL está impedida de transmitir programas com conteúdo de sexo, violência e até mesmo notícias. O argumento do governo é que os temas ferem a cultura e questões políticas locais. A grade de programação, ainda em fase final de acertos, será composta de seriados e jogos de auditório comprados de Taiwan e Hong Kong. Foi o máximo que a censura chinesa deixou passar.

Para navegar
Conheça a America Online
Leia reportagem do Herald Tribune sobre a chegada da AOL na China (em inglês)

 

A gente se vê por aqui. E pelo UOL

 
Ana Paula Paiva
Oscar Cabral

A Globo.com quer trazer para seu guarda-chuva todos os ídolos da casa. Luciano Huck, por exemplo, acaba de levar 1 milhão de reais para mudar seu site do Zip.Net para o portal da Globo. Foi mais fácil que em outros casos, como o de Xuxa, que tempos atrás quase fechou com a AOL e só ficou na Globo.com após muita negociação. Se quiser na internet todo o elenco que tem na TV, a empresa ainda vai precisar gastar uns bons trocados. Beldades como as atrizes Flávia Alessandra e Danielle Winits, por exemplo, hospedam seus sites no UOL.

Para navegar
Conheça o site do apresentador Luciano Huck na Globo.com
Visite o endereço da atriz Danielle Winits no UOL
Acesse a página pessoal da atriz Flávia Alessandra

 

Provando do próprio veneno

A Jupiter e a Media Metrix reluziram no auge da internet. A primeira fazia estudos ultra-otimistas sobre o futuro do setor. A segunda media a audiência dos sites. Orgulhavam-se de ser "empresas puras de internet". Veio a crise e as duas foram obrigadas a se fundir, criando a Jupiter Media Metrix. Não bastou. Na semana passada, foram compradas por 71 milhões de dólares pela NetRatings, que também faz estudos de audiência. Com uma diferença: é uma divisão do instituto ACNielsen, um gigante no setor de pesquisas no mundo real. A nova empresa seguirá a cartilha das sobreviventes da aventura digital: atrelar-se a uma empresa tradicional que garanta sua sobrevivência.

Para navegar
Conheça a Jupiter Media Metrix (em inglês)
Visite o site da ACNielsen NetRatings (em inglês)
Leia comunicado da Jupiter Media Metrix sobre a negociação (em inglês)
Reportagem da CNET sobre a história (em inglês)

 

Bill e o pingüim num só sistema

Ilustração sobre foto de Strana e Reuters


A brincadeira feita na ilustração ao lado representa mais ou menos aquilo que a Lindows (
www.lindows.com), uma pequena fabricante americana de software, quer fazer: juntar o ainda pouco conhecido pingüim do Linux ao Windows de Bill Gates. Parece brincadeira de mau gosto, mas não é. O sistema operacional Lindows promete unir visual e características (leia-se estabilidade) do Linux à capacidade de rodar programas bastante consagrados da Microsoft, como Explorer, Word, Excel e Outlook. O fabricante, que mereceu reportagens em veículos como o New York Times, diz que vai cobrar 99 dólares pelo sistema.

Para navegar
Leia informações institucionais sobre o Lindows
Leia reportagem do New York Times sobre o novo sistema operacional (em inglês)

 

A banda é larga, a freguesia é estreita

O Windows XP não foi a única novidade apresentada pela Microsoft no final de outubro. A empresa aproveitou a festa para o lançamento do badalado sistema operacional para mudar a cara de seu portal, o MSN (www.msn.com), que nos Estados Unidos passou a oferecer acesso rápido à internet a 40 dólares por mês. É um teste que a gigante do software faz no mercado de banda larga. De acordo com os resultados, o modelo será adotado em outros países, entre eles o Brasil. Mas é bom a Microsoft não esperar muito da banda larga em terras brasileiras. O número de clientes desse serviço por aqui ainda é pequeno, pouco mais de 400.000.

Para navegar
O portal MSN, da Microsoft, está presente em mais de 30 países. Conheça alguns deles:
  Brasil
  Estados Unidos (em inglês)
  Arábia Saudita (em inglês)
  África do Sul (em inglês)
  Japão (em japonês)
  Itália (em italiano)
  Espanha (em espanhol)

 

 

Salve

Aperitivo virtual

A Amazon.com implantou, via internet, o antigo hábito de folhear um livro antes de comprá-lo. Desde meados de outubro, é possível ler as orelhas e algumas páginas da obra antes de fazer a encomenda.

Para navegar
Conheça o site da Amazon
A biografia do jogador de golfe americano Tiger Woods é um exemplo de livro cuja "orelha" pode ser lida on-line.

 

 

Delete

Quem não comprou

Durou um ano e meio o projeto da Ford de vender a preço simbólico computadores com acesso à internet e impressoras a seus funcionários. O aperto financeiro da montadora sepultou a idéia.

Para navegar
Leia notícia completa sobre a decisão da Ford
Visite o site institucional da Ford

 

 

Clique aqui

Bola murcha

Alexandre Battibugli


Além de muita trapalhada dentro de campo, jogadores da seleção brasileira estão jogando uma bola quadrada na internet. Em geral, os sites deles têm textos com erros de português, imagens desfocadas e notícias desinteressantes. Uma honrosa exceção é o site do lateral Roberto Carlos.

 

 

Para navegar
Conheça os sites dos jogadores "selecionáveis" de Felipão
  www.r9ronaldo.com
  www.rivaldo10.com
  www.belletti.com.br
  www.cafu2.com.br
  www.robertocarlos.com.br
  www.uol.com.br/vampeta
  www.romario.com.br
  www.denilsonshow.com
Nem só de ídolos do futebol é feita a internet. Conheça sites de outros esportistas de destaque
  Gustavo Kuerten
  Gil de Ferran
  Oscar Schmidt
Assista a um lance genial do lateral direito da seleção Cafu.
O jogador argentino Riquelme dá um show de técnica. Confira o filme.

 

Vitrine

Pernas para que te quero

Ricardo Salgado
DD

A Rainha investiu três anos de pesquisa e 800 000 reais no DPT, seu novo tênis para corrida. O resultado é inusitado. O DPT, sigla para digital personal trainer, vem equipado com um computador de bordo (no detalhe), que marca tempo, distância e cadência da corrida. Um sistema de sensores escondidos na sola e na palmilha é responsável pela alimentação do computador. A novidade chega ao mercado em meados de novembro e deve custar 180 reais.

 

Tecnologia de ponta - dos pés

Tênis com computador de bordo é só mais uma faceta de uma indústria que descobriu a tecnologia dos chips e dos materiais para turbinar suas novidades. A americana Nike empatou 3,5 milhões de dólares para lançar o Shox. Já a brasileira Olympikus lançou em julho o Gravitor. Desenvolvido por um ex-engenheiro da Nasa, ele resultou de um projeto ousado que consumiu 3,5 milhões de dólares e cinco anos de pesquisas.

Para navegar
Visite o site da Rainha. O endereço, no entanto, ainda não tem informações sobre o DPT
Leia no site da Nike mais informações sobre o Shox (em inglês)
Leia reportagem de VEJA sobre o Shox
Conheça o Olympikus Gravitor. Acesse o site da fabricante e clique no ícone "Olympikus Gravitor"


 
 
   
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