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Do babado
A
Hollywood que corteja o público gay
"Hollywood é
uma cidade gay." A frase, da atriz Elizabeth Taylor,
líder de campanhas anti-Aids, alude ao fato de que
sempre houve grande número de homossexuais no mundo do
cinema. Só agora, no entanto, eles se tornaram
personagens principais nos filmes. Antigamente, eram
vistos na tela apenas como coadjuvantes. A Razão
do Meu Afeto (The Object of My Affection,
Estados Unidos, 1998), que entra em cartaz nesta semana
em circuito nacional, é mais uma amostra de como
Hollywood vem cortejando, de uns tempos para cá, o
público gay que ganha bem, não gasta com
família e adora diversão e cultura. Independentemente
do tema mulher grávida que se apaixona por um
homossexual , trata-se de um bom filme. Faz parte
do elenco o ótimo Nigel Hawthorne, de As Loucuras do
Rei George, um dos três gays assumidos de Hollywood
os outros são Rupert Everett, de O Casamento
do Meu Melhor Amigo, e sir Ian McKellen. Todos
ingleses. O único problema é que, como já ocorrera
anteriormente em Filadélfia em que a
família do personagem de Tom Hanks aceitava sem nenhuma
contrariedade o romance dele com Antonio Banderas ,
o filme é pouco realista ao mostrar um mundo onde
ninguém tem preconceitos e todos são bonzinhos. Os gays
de Hollywood vivem melhor do que os da vida real.
R.E.F.

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