"As reportagens 'Atenção com eles' e 'Turma da eficiência' foram um dos maiores serviços prestados aos eleitores e à nação."
Ariovaldo Daniel de Godoy
adaniel@uol.com.br

Reeleição

Além de educativas, as reportagens "Atenção com eles" e "Turma da eficiência" (30 de setembro) reforçam a importância do Congresso no ambiente democrático. O povo brasileiro precisa desse tipo de apoio da mídia para exercer seu direito de voto adequadamente. Sugiro que VEJA faça periodicamente reportagens de avaliação dos congressistas, com pontos positivos e negativos, para continuamente reforçar a democracia em nosso país.
Jorge Soto
São Paulo, SP


O leitor Mario Dias do Prado, de Macaé, Estado do Rio, tinha 21 anos quando comprou o exemplar número 1 de VEJA, em 1968. Hoje, sua filha mais velha tem essa idade. "Com certeza, VEJA teve um papel importante nas minhas atuais convicções. E, se até hoje continuo sendo assinante, obviamente é porque estou muito satisfeito. Gostaria, portanto, de compartilhar os parabéns por seus 30 anos. Parabéns para nós", escreve Prado.

A reportagem de capa desta semana é um exemplo de jornalismo de qualidade. A informação ao leitor a respeito do desempenho dos parlamentares está na linha do melhor jornalismo de serviço.
Carlos Alberto Di Franco
São Paulo, SP

Permita-me discordar dos critérios utilizados no processo de avaliação, lamentando que não tenham sido levados em consideração aspectos que espelhem a atuação parlamentar em toda sua abrangência. No que me diz respeito, tanto pelas emendas e projetos que apresentei, três dos quais convertidos em lei, como pelo meu trabalho nas Comissões e em plenário, e também na defesa dos interesses do meu Estado e do meu país, considero-me um bom parlamentar.
Deputado Nelson Marchezan
Brasília, DF

Informações dessa natureza certamente contribuem para clarear as idéias a respeito do verdadeiro valor do congressista, facilitando ao cidadão a escolha na hora do voto e, dessa forma, melhorando a qualidade dos seus legítimos representantes.
Nancy Deutsch
Rio de Janeiro, RJ

Na atual legislatura, presidi a CPI dos Fundos de Pensão, fui relator do projeto da participação dos trabalhadores nos resultados das empresas, do Proer, da regulamentação da CPMF e participei ativamente de todas as etapas dos trabalhos relativos às reformas constitucionais da Administração e da Previdência, bem como da flexibilização do monopólio estatal do petróleo e da regulamentação da Agência Nacional do Petróleo. Sou ainda coordenador do PFL na Comissão Permanente de Finanças e Tributação, integro as Comissões Especiais de Reforma Tributária e do Sistema Financeiro Nacional. A par dessas atuações no Congresso, na qualidade de diretor do Instituto Tancredo Neves, participo ativamente da reformulação ideológica e estrutural do PFL, agremiação política a qual pertenço, o que já resultou um documento básico, do qual fui relator — PFL 2000 —, em que estão definidas as estratégias do partido, para o início do terceiro milênio, tendo sido coordenador do 1º Encontro Latino-Americano dos Partidos e Políticos Liberais, realizado em agosto de 1997, na Bahia.
Deputado Manoel Castro
Salvador, BA

Jornal Nacional

Até pouco menos de um mês atrás, eu assistia religiosamente ao Jornal Nacional. Não era uma escolha, mas uma espécie de tradição. Certo dia resolvemos mudar de telejornal e descobrimos enfim o que é cobertura telejornalística de verdade. É uma pena que muitas famílias ainda não tenham percebido que a Globo tenta lhes impor uma novela camuflada, mas é um alívio saber que temos uma revista que esclarece o público a esse respeito. Parabéns, VEJA, espero que continue assim, indispensável ("O show de variedades das 8", 30 de setembro).
Amilton Sena
Jaboatão dos Guararapes, PE

Há nove anos, quando uma pessoa assistia ao Jornal Nacional, ela podia considerar-se razoavelmente informada. O que se vê atualmente é uma série de paisagens bucólicas ocupando espaço de notícias importantes.
Gilberto Bueno de Oliveira Júnior
jrbueno@zipmail.com.br

Os números atribuídos à Almap/BBDO sobre a audiência do Jornal Nacional na matéria "O show de variedades das 8" não deveriam ter sido apresentados como medições da nossa agência, já que, como todo mercado publicitário, usamos metodologia que se baseia em dados do Ibope, que são públicos. Não medimos audiência nem de programas de televisão e tampouco circulação. Pedimos a retificação da informação contida na reportagem, já que não se deveria atribuir a nós uma informação que, na essência, não nos pertence.
Marcello Serpa e José Luiz Madeira
Almap/BBDO
São Paulo, SP

Os noticiários televisivos têm-se mostrado ineficientes, transmitindo ao telespectador idéias e fatos distorcidos e muitas vezes não coerentes com a realidade. Fica difícil distinguir o que tem mais valor, pois o sensacionalismo usado para passar a notícia faz parecer que tudo tem igual importância: o nascimento de uma criança e uma crise de ordem mundial, por exemplo. Tudo explorado igualmente distrai atenções para fatos irrelevantes.
Tenile Vicenzi
evicenzi@mps.com.br

Aborto

É ridículo a Igreja se opor à decisão dos pais da garota de 10 anos de fazer o aborto. Garanto que, se essa família tivesse condições financeiras, o aborto já teria sido feito ("Infância roubada", 30 de setembro).
Waléria Milena Mathias
wmilena@uol.com.br

Familiarizado com tantas maldades de que as pessoas são capazes, sinto muito pelo que foi feito à menina C.B.S., de 10 anos, e espero que os culpados pelo crime hediondo arquem com todo o peso da lei. Não posso concordar, no entanto, que se condene a vítima e se submeta à pena de morte a pessoa que não é culpada. Cabe ao Estado prover condições à menina para sustentar a criança, ou encontrar adultos que queiram adotá-la e amá-la, mas não matar um ser humano indefeso e inocente.
Hans Udo Fuchs
descober@uol.com.br

Monica Lewinsky

Os valores morais não são mais os mesmos. A economia americana nunca passou por uma fase como a atual nos últimos cinqüenta anos. Por que o povo americano vai ligar para um caso sexual do presidente com uma estagiária que se vê não é nada inocente? O povo não é mais tão puritano quanto o promotor Starr pensa ("Um amor de garota", 30 de setembro).
Egberto Chokyu
egberto.chokyu@sidenet.com.br

Educação

Parabéns pela reportagem "Sem giz nem lousa" (30 de setembro), publicada na última edição de VEJA. Há três anos, o Sistema COC de Ensino de Ribeirão Preto lançava o Projeto COC Ano 2000 — a escola do futuro. Numa atitude de vanguarda, o COC trazia um modelo novo de educação, construindo a carteira do futuro e adaptando o uso da realidade virtual à educação. Depois da atitude pioneira do COC, muitas escolas no Brasil implementaram o mesmo sistema.
Patrícia Badessa Guimarães
Ribeirão Preto, SP


CORREÇÕES: A empresa de José Eduardo Porto em processo de falência, mencionada na reportagem "Malas de dólares" (23 de setembro), não é mais franqueada da Interclínicas, desde 19 de maio de 1998. O telefone do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo foi publicado erradamente na seção "Para usar" do Guia (30 de setembro). O número correto do Crea-SP é 0800 171811.


Foram felizes os advogados Miguel Reale Júnior e Alberto Toron quando elucidaram o equívoco do legislador em insistir no aumento das penas e no endurecimento do sistema penal com o objetivo de diminuir a criminalidade ("Lorota jurídica", 16 de setembro). O legislador brasileiro tem provocado leis ao sabor do momento, acreditando que legislar sob os influxos da emoção coletiva pode resolver os problemas que o Brasil enfrenta na área da segurança pública. A única chance que temos de diminuir a criminalidade é a certeza da punição, independentemente da quantidade das penas ou da adjetivação — hediondo — que se possa dar ao crime. Os advogados criminalistas aguardam a lucidez dos legisladores no apoio a um direito penal mínimo, que cuide somente das condutas que não puderem ser reguladas no campo extrapenal, e na aprovação do projeto que tramita no Congresso prevendo o aumento das possibilidades de penas alternativas.
Luiz Flávio Borges D'Urso
Presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas
São Paulo, SP


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