PUBLICIDADE

Home  »  Revistas  »  Edição 2133 / 7 de outubro de 2009


Índice    Seções    Panorama    Brasil    Economia    Internacional    Geral    Guia    Artes e Espetáculos    ver capa


O Rio rumo ao Olimpo

O Rio de Janeiro conquistou o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016,
na tarde de sexta-feira. O placar foi folgado. A vitória, arrasadora. O poder
econômico de Chicago, a eficiência de Tóquio e a história de Madri ficaram
a comer poeira. Na terceira e última rodada de votação, sobraram o Rio e Madri.
Vitória carioca por 66 votos a 32. O anúncio, feito pelo presidente do Comitê
Olímpico Internacional, Jacques Rogge, foi o reconhecimento de uma
candidatura madura e realista – corolário da força de uma economia estável
e de uma nação politicamente pacificada. A tocha do ideal olímpico já ilumina
o Rio de Janeiro com sua mensagem de superação individual com respeito
às regras: "Citius, altius, fortius!"

 

Oscar Cabral
FESTA NA PRAIA
Milhares de cariocas esperaram desde a manhã pelo resultado: promessa de redenção para a cidade


VEJA TAMBÉM

O ano de 2016 começou para os brasileiros às 13h50 da última sexta-feira. A entrada triunfal se deu a bordo de uma disputa avaliada em 500 milhões de reais, o total investido por Rio, Madri, Chicago e Tóquio juntas. No profissionalíssimo jogo em que se decide o destino dos Jogos, nada é gratuito. Na reta final, os estrategistas usaram a influência de políticos e personalidades internacionais no corpo a corpo com os eleitores do COI. O vale-tudo pelos votos transformou Copenhague num desfile de celebridades. Pelé jogou bola com crianças. Paulo Coelho ofereceu um almoço para uma plateia feminina. Lula, parafraseando o "Sim, nós podemos" de Barack Obama, partiu para cima do que parecia ser o maior oponente. Não foi.

Fotos Olivier Morin/AFP e Fabian Bimmer/AP
O MOMENTO DO SIM
O presidente do COI, Jacques Rogge, anunciou, impávido, o resultado da votação: Nuzman, Lula e Sérgio Cabral vibram de alegria


Vencer a disputa pela sede dos Jogos Olímpicos não é meramente uma questão de prestígio. O do presidente americano, incontrastável sob todos os aspectos, não o ajudou. Sua mulher, Michelle, brilhou como sempre ao lado de Oprah Winfrey, mas não o suficiente. No final de tudo, valeram os atributos de um projeto mais consistente. Aí, sim, é que contou a união estabelecida entre o presidente Lula, o governador do Rio, Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman. Os Jogos Olímpicos não são mais apenas competições entre atletas. São espetáculos dotados de uma capacidade única de alavancar economias e transformar cidades. Essa é a força da vitória conquistada agora.

Fotos Charles Dharapak/Pool/AP
DUPLA DERROTADA
O rei Juan Carlos, da Espanha, e o primeiro-ministro José Luis Zapatero: Madri em segundo

 

A PRIMEIRA DERROTA
Obama e Michelle foram em vão a Copenhague: Chicago foi eliminada na primeira votação

 

 

EDIÇÃO DA SEMANA
ACERVO DIGITAL
PUBLICIDADE
OFERTAS



Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados