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Home  »  Revistas  »  Edição 2133 / 7 de outubro de 2009


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Leitor

Assuntos mais comentados
Honduras (capa) - 87
"The United States of Sobral" - 47
Ana Beatriz B. Silva (Entrevista) - 33
Ensino no Brasil - 20
Mais vereadores - 14


Honduras

"Tegucigalpa é a cereja do bolo. O fecho de ouro da desastrada política
externa do Brasil pilotada por Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia."

Dilson Del Cima
Rio de Janeiro, RJ

O palanque é nosso
Marcos Azambuja, embaixador:
"O Brasil passou à condição de
refém de Zelaya. Ele jamais quis nossa proteção, tudo o que quer é usar a embaixada como palanque eleitoral"
Lau Polinesio/Abag

 

Indignado com a falta de bom senso de parte importante da nossa imprensa, do governo brasileiro e dos organismos internacionais no julgamento do conflito de Honduras, onde o golpista é tratado como mártir da democracia e os legalistas são tratados como golpistas, aguardei ansioso a edição de VEJA desta semana. Mais uma vez fui premiado com uma reportagem sensata que mostra o infame motivo ideológico que sustenta essa intrometida e covarde postura da diplomacia brasileira, serviçal dos interesses chavistas ("O pesadelo é nosso", 30 de setembro).
Fernando Jorge Nunes dos Santos
Salvador, BA

O povo brasileiro não apoia a ingerência de seu deslumbrado presidente nos assuntos internos de Honduras. Inesperadamente, o Brasil desperta para um inusitado desejo hegemônico na América Latina, contrariando sua equilibrada e responsável política externa de outrora, quando defendia com rigor a autodeterminação dos povos. O incentivo para que baderneiros treinados em Cuba ou na Venezuela do maluco Hugo Chávez incendeiem as ruas de Tegucigalpa, com saques e depredações, é de inteira responsabilidade de Lula. A deposição do candidato a ditador Zelaya está fundamentada na Constituição hondurenha, da mesma forma que o alijamento de nosso ex-presidente Fernando Collor do poder.
Sergio Villaça
Recife, PE

Pobre Honduras. O Brasil não consegue resolver sequer o problema de celulares em nossas prisões e se mete no quintal deles para atrapalhar ainda mais. Que vergonha!
Marlise Goetz Zenzen
Goiânia, GO

O Brasil, por intermédio de seu chanceler, pediu ao Conselho de Segurança da ONU – e conseguiu – a condenação ao cerco militar da nossa embaixada em Honduras e a imediata retirada dos soldados. Parece-me que a nossa diplomacia se encontra em mãos de amadores que desconhecem as conse-quências de deixar uma missão diplomática desprotegida em momentos de crise. A presença dos soldados em tais casos objetiva não apenas evitar a entrada de novos asilados (ou então "hóspedes" que se "materializam" como Zelaya), mas, sobretudo, proteger a missão diplomática contra a invasão dos opositores do asilado, ou "hóspede". Será que o governo do presidente Lula, ouvindo seus canhestros conselheiros diplomáticos, os chanceleres Amorim e Garcia, perdidos numa noite escura, pretende assistir de camarote à invasão da Embaixada do Brasil pelos antizelaystas, criando um clima insustentável?
Guilherme Luiz Leite Ribeiro
Rio de Janeiro, RJ

Inquestionavelmente, na divisão de tarefas do circo bolivariano de horror, coube ao Brasil a jaula dos macacos.
Jorge Isper
Manaus, AM

Genial! A capa de VEJA descreve com perfeição a enrascada em que o governo se meteu. Contudo, o pinto ficaria ainda melhor se tivesse uma pequena crista vermelha, para dar o tom bolivariano.
Gastão Eduardo de Figueiredo
Brasília, DF

Excelente o artigo "O país condenado a morrer de solidão" (30 de setembro), do jornalista Augusto Nunes, sobre a situação em Honduras. Expressou com clareza o que vem acontecendo neste mundo maluco. A ONU, que concede a palavra a tantos facínoras, nunca deveria ter expulsado Honduras de sua assembleia. No artigo, lamento apenas que o autor não tenha comentado a arrogância do nosso presidente, que agora passou a falar em nome da humanidade e, nessa condição, esquece Cuba, Venezuela, Coreia, Sudão, Líbia, Bolívia, Equador etc. e condena sumariamente Honduras.
Mário Ivan Araújo Bezerra
Por e-mail

 

Ana Beatriz Barbosa Silva

Ana Beatriz Barbosa Silva (Amarelas, 30 de setembro) é de uma competência invejável, uma mente brilhante. Venceu, mesmo sendo vítima do transtorno do déficit de atenção (TDA). Senti um alívio muito grande sabendo que também posso ser tratada do problema que tive de enfrentar durante toda a minha infância, adolescência e juventude. Estou com 26 anos e o TDA ainda é um pesadelo na minha vida. A entrevista, além de informativa, me encorajou a procurar tratamento, e os que padecem desse problema, assim como eu, podem ter esperanças de uma melhor qualidade de vida. Só quem convive com esse sofrimento sabe quanto ele afeta o dia a dia e a autoestima.
Libia Mara Angelo Felipe
Vitória, ES

Parabéns pela entrevista com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva. A informação é a chave para desmistificar os transtornos mentais. Os pais devem estar atentos e procurar por boas avaliações profissionais. Minha filha tem o TDA, percebido na mais tenra idade, pois sou psicóloga. Uso os livros da doutora Ana Beatriz para biblioterapia, os pacientes adoram. Atualmente minha filha tem 15 anos e não sofreu maiores prejuízos, um tanto porque encaramos o TDA como se deve, outro tanto porque damos suporte e acompanhamos de perto seus compromissos.
Márcia Fabíola Fontana Copetti
Psicóloga cognitivo-comportamental
Novo Hamburgo, RS



Sobral

Desde garoto, quando estudava no Marista de Fortaleza, ouvia falar em "U.S. of Sobral". Recentemente, aos 55 anos, fui presenteado pelo autor com o livro Clero, Nobreza e o Povo de Sobral, um relato histórico de um ilustre sobralense, o jornalista Lustosa da Costa, confirmando o que ouvia quando criança. A reportagem "The United States of Sobral" (30 de setembro) vem ilustrar de forma clara e precisa a influência do bispo Tupinambá, no passado, e dos nobres da atualidade, como o governador "El Cid", na fama da qual fazia muito tempo já ouvia falar.
Carlos Quezado
Brasília, DF

Tomo a liberdade de lembrar que a International Center for Relativistic Astrophysics Network (ICRANet), instituição de pesquisa avançada nas áreas de cosmologia, astrofísica e relatividade, com sede em Pescara, Itália, está celebrando o ano internacional da astronomia, criado pela ONU, com a realização de cinco importantes eventos científicos em diferentes locais do planeta. São eles: Zeldovich 95, em janeiro, em Minsk; Sobral Meeting, realizado em Fortaleza, de 26 a 28 de maio passado e encerrado em Sobral no dia 29 de maio; XII Marcel Grossman, Paris, de 12 a 18 de julho; First Galileo-Xuguangqi, Xangai, em outubro; Italo-Korean, Seul, em novembro; e Christchurch, Nova Zelândia, em dezembro. O nome Sobral Meeting, dado a um desses eventos, constitui inequívoco e honroso reconhecimento pela comunidade científica internacional da importância da observação astronômica realizada naquela cidade, em maio de 1919, do desvio da luz de uma estrela pela massa do Sol, o que confirmava uma previsão fundamental da teoria da relatividade geral de Einstein. Ele representa, igualmente, uma homenagem ao povo e às lideranças de Sobral, que souberam manter vivos a memória e os fortes estímulos criados por esse acontecimento, construindo o Museu do Eclipse, onde está preservada a memória desse acontecimento, e um Observatório Astronômico dotado do maior telescópio do Norte e Nordeste do Brasil.
F.J. Amaral Vieira
Secretário-geral da ICRANet para a América do Sul
Por e-mail




Ensino no Brasil

Concordo plenamente com o estudo do doutor Martin Carnoy ("Um retrato da sala de aula", 30 de setembro). Os professores são malformados e precisam de ajuda e apoio, principalmente no que diz respeito à violência em sala de aula. Todos os dias vemos casos de violência física e verbal contra professores e alunos. Menores infratores, em liberdade assistida, protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, chantageiam seus coleguinhas mais novos para fazer seus trabalhos, carregar seu material e outras coisas mais. Realmente, desafiar intelectualmente os alunos é quase impossível quando a maior preocupação é manter a integridade física de alunos e funcionários.
Regina Lúcia Fernandes Machado de Carvalho
Santos, SP



Mais vereadores

Mais uma bofetada foi dada por suas excelências em nossa cara, com a aprovação da PEC, em regime de urgência urgentíssima, autorizando os municípios a "contratar" quase 8 000 novos vereadores ("Dia de festa no interior", 30 de setembro). Em vista dessa insanidade política, as cidades terão de sustentar não só novos vereadores como toda a corriola de "aspones" que acompanha, como carrapatos e sanguessugas, essa nefasta classe que corrói permanentemente o Erário com suas mirabolantes ideias de obter vantagens para si próprios e enganar seus ingênuos eleitores com promessas pífias.
Mário Barbuti
São Bernardo do Campo, SP



Lya Luft

Objetivo e definitivo o texto de Lya Luft. Nós, pais, devemos aprender que o melhor presente que podemos dar a nossos filhos é a frustração. Aprender a dizer não a eles é um grande presente que deixamos de herança àqueles que amamos e a quem desejamos felicidades. Parabéns ("Educação e autoridade", 23 de setembro).
Fabiani Maria D. R. Barbosa
Primavera do Leste, MT



Carta ao Leitor

Fiquei muito indignado com a Carta ao Leitor da edição de 30 de setembro. O editorial, ao comparar o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, a um "caso clínico clássico de maluco que ouve vozes", foi extremamente infeliz. Não estou discutindo a crítica à figura do ex-presidente deposto. O que me levou a esta crítica foi uma comparação infeliz, preconceituosa e estigmatizante contra seres humanos que padecem de intenso sofrimento psíquico.
Vladimir Silva Goldbaum, Paciente
São Paulo, SP



Açúcar

A Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) manifesta-se surpresa em relação à reportagem "Açúcar é a droga da vez?" (23 de setembro). O texto atribui ao açúcar, e em especial ao refrigerante, o papel de principal responsável pela obesidade, sem apresentar fundamento científico algum que comprove essa suposta relação. Os refrigerantes podem fazer parte de um estilo de vida saudável. São fonte de hidratação – contêm pelo menos 90% de água em sua formulação – e, com destaque para as versões com açúcar, também fornecem energia ao organismo humano. O açúcar provém da cana e possui valor nutritivo. Seu consumo não traz nenhum problema à saúde, a não ser se ingerido em excesso, como qualquer outro nutriente. Os refrigerantes contribuem para a saúde emocional, proporcionando momentos especiais na vida das pessoas, com sabores atrativos que marcam celebrações e lazer com a família e os amigos. Atende ele – o refrigerante – adequadamente às necessidades de um organismo equilibrado. O consumo calórico derivado do açúcar dos refrigerantes no Brasil é de, em média, 5% do total de uma dieta regular diária de 2 000 kcal. Logo, 95% do consumo calórico vem de outras fontes. E apenas 14% do consumo per capita de açúcar dos brasileiros provém de refrigerantes. Tomando como exemplo o cenário nos Estados Unidos, as vendas de refrigerantes com açúcar caíram 9,6% entre 2000 e 2008, segundo o Beverage Digest Fact Book, enquanto as taxas de obesidade aumentaram 2,5% entre 2000 e 2006, de acordo com o Center for Diseases Control dos EUA, chegando a 34,3% da população. A comparação desses dados demonstrando seu comportamento inverso torna improvável a relação causal entre os fatos. A informação do texto de que a pessoa que bebe uma lata de refrigerante por dia ficaria 7 quilos mais pesada ao fim de um ano também não encontra respaldo científico, já que desconsidera o consumo calórico do ser humano, que gasta calorias mesmo dormindo. O consumo de cada lata de refrigerante por dia representa aumento ínfimo de 0,017% no índice de massa corporal. Uma pessoa de 68 quilos e 1,65 metro de altura ganharia apenas 40 gramas ao fim do ano, e não 7 quilos (Forshee, Richard et alli, American Journal of Clinical Nutrition, junho de 2008). Finalmente, cabe observar que a base de uma boa nutrição é constituída por equilíbrio, variedade e moderação. Nem o refrigerante nem nenhum outro alimento ou bebida podem, sozinhos, ser responsabilizados pelo excesso de peso e pela obesidade, que são multifatoriais em suas causas e demandam soluções mais amplas, tais como educação nutricional e, principalmente, a prática regular de exercícios físicos. 
Hoche Pulcherio
Diretor-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes
e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir)
Rio de Janeiro, RJ



Escova progressiva

Sobre a reportagem "Progressivas, uni-vos", publicada na última edição, a Sociedade Brasileira de Dermatologia acha válido destacar que a técnica de alisamento descrita no texto baseia-se na aplicação de substâncias potencialmente cancerígenas, segundo dados da Anvisa. Apesar de poderem ser usadas como conservantes, essas substâncias têm o uso proibido quando a finalidade passa a ser alisar os cabelos, independentemente da concentração utilizada. E os seus efeitos tóxicos vão além do momento da aplicação – quando há desprendimento de gás tóxico por meio do aquecimento dos fios pelo secador ou pela chapinha. Assim como acontece com o fumo, tais efeitos podem ocorrer após anos de exposição, prejudicando não só quem se submete ao alisamento, mas também os profissionais que o aplicam e/ou que estejam no mesmo ambiente, inalando o gás. Temos no Brasil e no restante do mundo substâncias e técnicas de alisamento permitidas e seguras, cujo efeito é o mesmo das escovas de formol ou glutaral. Como única entidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina para tratar pele, cabelos e unhas, a SBD preocupa-se em ter o Brasil como exportador de uma prática tão nociva e informa à população que seus médicos estão aptos a prestar esclarecimentos sobre o tema.
Maria Fernanda Reis Gavazzoni Dias
Membro da diretoria nacional da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Por e-mail

Correção: é de Aldemir Martins a ilustração da cachorra Baleia, personagem do livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, que aparece na página 89 da reportagem "Nossa família animal" (22 de julho).

Para se corresponder com a redação de VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereço, o número da cédula de identidade e o telefone do autor. Enviar para: Diretor de Redação, VEJA – Caixa Postal 11079 – CEP 05422-970 – São Paulo – SP; Fax: (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br.

Por motivos de espaço ou clareza, as cartas poderão ser publicadas resumidamente. Só poderão ser publicadas na edição imediatamente seguinte as cartas que chegarem à redação até a quarta-feira de cada semana.

 
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