Edição 1921 . 7 de setembro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Guia

Um golpe na preguiça

A cada ano cresce 10% o número de judocas federados, segundo a confederação brasileira. Em outras artes marciais a situação não é diferente. Somados, são mais de 9 milhões de adeptos no país, de acordo com o Atlas do Esporte no Brasil, um exaustivo levantamento publicado no ano passado por um grupo de entidades ligadas à prática esportiva. A maioria dos praticantes de artes marciais adota o esporte pelos benefícios que pode proporcionar ao corpo e à mente. São modalidades que desenvolvem vários grupos de músculos, a coordenação motora, a capacidade aeróbica e a cardiovascular, o raciocínio e a sociabilidade. Embora a defesa pessoal seja um argumento comum para atrair novos adeptos, as artes marciais geralmente estão ligadas a doutrinas que pregam a não-violência. "Na verdade, praticar chutes e socos aumenta o controle sobre a agressividade", explica Marcelino Soares Barros, vice-presidente da confederação de tae kwon do. Outra vantagem é que, em geral, bastam um quimono e uma pequena sala para começar. Os cursos têm mensalidades entre 50 e 100 reais. Os mais caros, de 300 reais. Eis as principais categorias de artes marciais populares e o perfil ideal para quem quer praticá-las.

Fernando Vivas

CAPOEIRA
Aumenta a agilidade e a flexibilidade. Crianças de 6 anos já podem praticá-la, inicialmente apenas como diversão e, a partir dos 16 anos, para aprimoramento físico e competições. Por não ter origem oriental, o método de aprendizado é considerado mais adaptável ao ritmo do aluno. São necessários mais de vinte anos para se tornar mestre.
Praticantes no Brasil: 6 milhões
Informações: Federação Internacional de Capoeira
(www.capoeira-fica.org)

JUDÔ
Aos 6 anos, a criança já tem suficiente controle motor para treinar. É considerado um esporte excelente para exercitar a disciplina e a interação, já que não existe treino individual. Como não há chutes nem socos, o risco de acidente é menor que em outras modalidades. Praticando regularmente, é possível chegar à faixa preta em dez anos. Obtida essa faixa, ainda há outras dez graduações, chamadas de "dan". Alcançar o décimo dan exige pelo menos vinte anos de dedicação.
Praticantes no Brasil: 2 milhões
Informações: Confederação Brasileira de Judô
(www.cbj.com.br)

CARATÊ
Recomenda-se o início da prática após a criança ter entrado na escola e ter tido noções de disciplina coletiva, por volta dos 7 anos. Praticando três vezes por semana, pode-se atingir o primeiro dan da faixa preta em quatro anos. A graduação máxima pode exigir quarenta anos de treino.
Praticantes no Brasil: 800 000
Informações: Confederação Brasileira de Caratê
(www.karatedobrasil.org.br)

JIU-JÍTSU
Desenvolve a habilidade de luta no chão. Como no judô, não há chutes nem socos. A partir dos 9 anos, o treinamento começa a ter caráter técnico.
Praticantes no Brasil: 370 000
Informações: Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu
(www.cbjj.com.br)

KUNG FU
Popularizado pelos filmes de artes marciais, é repleto de estilos. Por isso, tornar-se um mestre pode demorar até três décadas. O nome da arte vem do chinês e significa algo como "conquistado com muito trabalho". Com apenas dois anos de treino regular, porém, já é possível participar de competições.
Praticantes no Brasil: 230 000
Informações: Confederação Brasileira de Kung Fu/Wushu
(www.cbkw.org.br)

TAE KWON DO
Desenvolve o equilíbrio e o autocontrole – pois é preciso dar o chute no momento certo –, além dos músculos das pernas, para ataques, e dos braços, para defesa. Crianças de 3 anos podem começar com treinamentos lúdicos e recreativos. Um protetor para a cabeça ajuda a evitar acidentes.
Praticantes no Brasil: 220 000
Informações: Confederação Brasileira de Taekwondo
(www.cbtkd.com.br)

 

Colaborou Igor Ribeiro

 
 
 
 
topovoltar