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Guia
Um golpe na preguiça
A cada ano cresce 10% o número
de judocas federados, segundo a confederação brasileira.
Em outras artes marciais a situação não é
diferente. Somados, são mais de 9 milhões de adeptos
no país, de acordo com o Atlas do Esporte no Brasil, um
exaustivo levantamento publicado no ano passado por um grupo de
entidades ligadas à prática esportiva. A maioria dos
praticantes de artes marciais adota o esporte pelos benefícios
que pode proporcionar ao corpo e à mente. São modalidades
que desenvolvem vários grupos de músculos, a coordenação
motora, a capacidade aeróbica e a cardiovascular, o raciocínio
e a sociabilidade. Embora a defesa pessoal seja um argumento comum
para atrair novos adeptos, as artes marciais geralmente estão
ligadas a doutrinas que pregam a não-violência. "Na
verdade, praticar chutes e socos aumenta o controle sobre a agressividade",
explica Marcelino Soares Barros, vice-presidente da confederação
de tae kwon do. Outra vantagem é que, em geral, bastam um
quimono e uma pequena sala para começar. Os cursos têm
mensalidades entre 50 e 100 reais. Os mais caros, de 300 reais.
Eis as principais categorias de artes marciais populares e o perfil
ideal para quem quer praticá-las.
Fernando Vivas
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CAPOEIRA
Aumenta a agilidade e a flexibilidade. Crianças de 6 anos
já podem praticá-la, inicialmente apenas como diversão
e, a partir dos 16 anos, para aprimoramento físico e competições.
Por não ter origem oriental, o método de aprendizado
é considerado mais adaptável ao ritmo do aluno. São
necessários mais de vinte anos para se tornar mestre.
Praticantes no Brasil: 6 milhões
Informações: Federação Internacional
de Capoeira
(www.capoeira-fica.org)
JUDÔ
Aos 6 anos, a criança já tem suficiente controle motor
para treinar. É considerado um esporte excelente para exercitar
a disciplina e a interação, já que não
existe treino individual. Como não há chutes nem socos,
o risco de acidente é menor que em outras modalidades. Praticando
regularmente, é possível chegar à faixa preta
em dez anos. Obtida essa faixa, ainda há outras dez graduações,
chamadas de "dan". Alcançar o décimo dan exige pelo
menos vinte anos de dedicação.
Praticantes no Brasil: 2 milhões
Informações: Confederação Brasileira
de Judô
(www.cbj.com.br)
CARATÊ
Recomenda-se o início da prática após a criança
ter entrado na escola e ter tido noções de disciplina
coletiva, por volta dos 7 anos. Praticando três vezes por
semana, pode-se atingir o primeiro dan da faixa preta em quatro
anos. A graduação máxima pode exigir quarenta
anos de treino.
Praticantes no Brasil: 800 000
Informações: Confederação Brasileira
de Caratê
(www.karatedobrasil.org.br)
JIU-JÍTSU
Desenvolve a habilidade de luta no chão. Como no judô,
não há chutes nem socos. A partir dos 9 anos, o treinamento
começa a ter caráter técnico.
Praticantes no Brasil: 370 000
Informações: Confederação Brasileira
de Jiu-Jítsu
(www.cbjj.com.br)
KUNG FU
Popularizado pelos filmes de artes marciais, é repleto
de estilos. Por isso, tornar-se um mestre pode demorar até
três décadas. O nome da arte vem do chinês e
significa algo como "conquistado com muito trabalho". Com apenas
dois anos de treino regular, porém, já é possível
participar de competições.
Praticantes no Brasil: 230 000
Informações: Confederação Brasileira
de Kung Fu/Wushu
(www.cbkw.org.br)
TAE KWON DO
Desenvolve o equilíbrio e o autocontrole pois
é preciso dar o chute no momento certo , além
dos músculos das pernas, para ataques, e dos braços,
para defesa. Crianças de 3 anos podem começar com
treinamentos lúdicos e recreativos. Um protetor para a cabeça
ajuda a evitar acidentes.
Praticantes no Brasil: 220 000
Informações: Confederação Brasileira
de Taekwondo
(www.cbtkd.com.br)
Colaborou Igor Ribeiro
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