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CINEMA
Fotos divulgação
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| A
bela Paz Vega, em Lucia e o Sexo: e o sexo, e o sexo, e o sexo...
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Lucia e o Sexo (Lucía y el Sexo, Espanha/França,
2001. Desde sexta-feira em cartaz em São Paulo) A Lucia
do título (a belíssima Paz Vega) é uma garçonete
que vai a uma ilha agreste do Mediterrâneo onde anos antes seu namorado
um escritor que ela julga morto viveu uma experiência
cujas repercussões não param de vir à tona. Para
que a platéia possa deslindar esse acontecimento junto com Lucia,
o diretor espanhol Julio Medem, de O Esquilo Vermelho e Os Amantes
do Círculo Polar, realiza uma volta ao passado e ao início
de toda a trama dos primeiros dias de romance entre os protagonistas
(que incluem cenas de sexo muito sedutoras, e também um bocado
explícitas) à obsessão crescente do escritor, que
cada vez mais se perde na fronteira entre a realidade e a ficção
que ele cria a partir dela. Medem tem uma queda por coincidências
implausíveis, o que prejudica a coerência de seus roteiros.
Mas aquilo que lhe falta em solidez lhe sobra em talento para criar imagens
evocativas e em habilidade para enredar o espectador.
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| Sophia
e Mastroianni: obra-prima |
Um
Dia Muito Especial (Una Giornata Particolare, Itália/Canadá,
1977. Desde sexta-feira em cartaz em São Paulo) O diretor
italiano Ettore Scola é um mestre sem rival na arte de comentar
temas imensos e complexos fascismo, perseguição,
alienação através dos dramas humanos mais
miúdos. Um Dia Muito Especial, relançado agora em
cópia restaurada, talvez seja sua obra-prima. No dia em que Adolf
Hitler vai a Roma celebrar seu pacto com Benito Mussolini, duas pessoas
estão à margem das comemorações: a dona-de-casa
interpretada por Sophia Loren e o homossexual vivido por Marcello Mastroianni.
Ele sabe que nos novos tempos não há lugar para ele, e contempla
o suicídio. Ela ignora sua própria infelicidade até
conhecer seu vizinho e se dar conta de que há um mundo que ela
nem conheceu e que está para desaparecer. Sophia e Mastroianni
estão soberbos, e a sutileza com que Scola acompanha a aproximação
dos dois só torna mais dolorosa a tragédia da situação.
DISCO
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| The
Vines: estréia vibrante |
Highly
Evolved, The Vines (EMI) Esse quarteto australiano é
responsável pelo álbum de estréia mais vibrante do
rock desde Definitely Maybe (1994), do Oasis. Formado por ex-funcionários
de uma rede de lanchonetes, o Vines começou tocando covers do Nirvana
em festas de amigos. No ano passado bancaram um single com a música
Factory e chamaram a atenção da gravadora EMI, que
gastou uma fortuna com a banda. Highly Evolved foi gravado em Los
Angeles com o mesmo produtor de Foo Fighters e Beck. Os integrantes são
bonitinhos, o vocalista Craig Nicholls já tem pose de rock star
e as composições são muito boas. As faixas Highly
Evolvede Outtathaway! vão fazer sucesso em festas, enquanto
as baladas Homesick, Autumn Shade e Mary Jane são
ótimas para ouvir no carro com a namorada.

Veja também |
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DVD
Duelo
ao Sol (Duel in the Sun, Estados Unidos, 1946. Classicline)
O lendário produtor David O. Selznick, de ...E o Vento
Levou, quase foi à falência com essa tentativa de transformar
a morena Jennifer Jones que acabara de se tornar sua amante
numa estrela do primeiro escalão. Só assim, com o apoio
incondicional do produtor, uma atriz pode dar-se ao luxo de ser tão
desavergonhadamente canastrona quanto Jennifer. Mas a sua atuação
até que empresta charme ao faroeste. Ela interpreta aqui uma garota
mestiça muito ingênua que será a causa de uma rixa
trágica entre dois irmãos, o certinho Joseph Cotten e o
devasso Gregory Peck. A direção desenvolta de King Vidor
assegura o interesse até em momentos potencialmente ridículos,
como aquele em que Jennifer, já seduzida por Peck, grita: "Eu não
presto, eu não presto". Um clássico do camp.
LIVROS
Leo Feltran
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| Brandão:
a fama como tema |
O
Anônimo Célebre, de Ignácio de Loyola Brandão
(Global; 380 páginas; 39 reais) Em seu novo livro, o autor
de O Verde Violentou o Muro e Veia Bailarina debruça-se
sobre um tema atualíssimo: a indústria da fama. Embora seja
sósia de um ator famoso, freqüente as melhores festas e siga
a cartilha das celebridades, o protagonista não consegue desfrutar
a mesma projeção do artista com quem se parece. Isso é
motivo para angústias e reflexões sobre um tempo calcado
em aparências. Brandão não conta a história
de maneira linear, quebrando-a em vários fragmentos saborosos
muitos com cenas lúbricas. A literatura brasileira não produziria
algo melhor.

Veja também |
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| Hammett:
clássico em nova tradução
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Seara
Vermelha, de Dashiell Hammett (tradução de Alexandre
Hubner; Companhia das Letras; 260 páginas; 33,50 reais)
Se Dashiell Hammett é um dos pais do noir americano, essa sua primeira
novela pode ser considerada uma espécie de tábua dos dez
mandamentos do gênero. Lançada originalmente como folhetim,
no fim dos anos 20, contém os ingredientes que se tornariam clássicos
nesse tipo de romance entre eles, um detetive durão e anti-herói,
uma personagem feminina tão sensual quanto ambígua e uma
sociedade imersa na corrupção. O livro, que estava fora
de catálogo, ganha agora uma nova tradução. Inspirado
em sua própria experiência como investigador particular,
Hammett ambienta a história numa cidade de mineradores. Ao chegar
lá para encontrar um cliente, o detetive descobre que o sujeito
foi assassinado e precisa desviar da sujeira que vem em sua direção
de todos os lados.

Veja também |
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City,
de Alessandro Baricco (tradução de Roberta Barni; Rocco;
316 páginas; 38,50 reais) Alessandro Baricco é uma
das figuras mais festejadas da literatura italiana atual. Além
de escrever obras de sucesso, ele faz barulho como agitador cultural:
é ator, dono de livraria e promove cursos de incentivo à
leitura em sua terra, Turim. City, seu mais recente romance, gira
em torno de dois personagens. De um lado está um garoto tido como
gênio precoce. Enquanto padece nas mãos de professores ambiciosos,
ele divide sua solidão interior com dois amigos imaginários.
Na outra ponta está uma telefonista que cultiva certas manias,
como a de criar histórias de faroeste. O encontro da dupla é
o ponto de partida para aventuras nada convencionais pelas ruas de uma
cidade imaginária.

Veja também |
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