
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
O
pai dos hobbits
Um retrato interessante do
autor
de O Senhor dos Anéis
Marcelo
Marthe

Veja também |
|
|
|
A
trilogia O Senhor dos Anéis, do inglês J.R.R. Tolkien,
conquistou fãs ardorosos e alguma dose dessa reverência
se transferiu para seu autor. Tanto é assim que um biógrafo
já se referiu a ele como "santo homem". Não é essa
a linha, contudo, do britânico Michael White. Em
Tolkien (tradução de Alda Porto; Imago; 306
páginas; 39 reais), que chega nesta semana às livrarias,
ele analisa a vida do escritor sem mitificá-lo. Manias e defeitos
de Tolkien são trazidos à tona. White diz com todas as letras,
por exemplo, que a inveja desencadeou o fim da amizade de Tolkien com
C.S. Lewis, outro criador de fantasias literárias. "Ele ficava
ressentido quando os amigos conquistavam o sucesso", escreve. O livro
traz boas discussões sobre as relações entre a obra
de Tolkien e o catolicismo. Embora esse tipo de ilação irritasse
profundamente o autor, White também lista as possíveis alegorias
contidas nas páginas de O Senhor dos Anéis
sobretudo aquelas que ligariam o destino da Terra Média ao da Inglaterra
durante as Guerras Mundiais. Embora não traga nenhuma revelação
surpreendente, Tolkien é um livro interessante. Até
mesmo por ser o único sobre o autor disponível no Brasil.
|
|
 |
|
 |

|
 |