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Companheira
de viagem
Cada
mala pode servir a um
destino ou a um tipo de viajante.
Saiba como escolher a sua
Diogo Schelp

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Se
a idéia é desacatar, talvez não seja bom usar a palavra
"mala" para qualificar alguém. A boa companheira dos viajantes
está hoje tão versátil e sofisticada que pode tornar-se
sinônimo de elogio mesmo que pareça sem alça.
Em alguns modelos, a alça é escamoteável. Para fora,
facilita o transporte. Para dentro, permite encaixe perfeito no porta-malas
ou no carrinho de bagagem. Os desenhos e os materiais evoluíram
a tal ponto que as malas de viagem viraram símbolo de eficiência.
Já se pode até escolhê-las de acordo com o tipo de
roteiro que se pretende fazer (veja
no fichário as opções mais acertadas conforme as
características da viagem).
Nessa escolha, há quatro itens a considerar: o tamanho, o material,
as alças e as rodinhas. O tamanho deve combinar com a distância,
o destino, o tempo de permanência e, sobretudo, o furor consumista
do viajante. Para quem faz questão de trazer lembrancinhas de toda
parte, o ideal é uma mala maior com outra dentro, que vai
vazia para voltar repleta de suvenires. É óbvio que se leva
mais roupa, e mais peso, para lugares frios, mas já houve quem
analisasse tecnicamente a questão, para evitar exageros. "Para
que a mala não se torne um estorvo, não pode pesar mais
que 12 quilos", ensina Lúcio Martins Rodrigues, um dos autores
do Manual do Turista Brasileiro (Editora Aleph). Outra consideração
evidente, mas que muitos esquecem na euforia da viagem, é que não
se deve levar mais do que se pode carregar. Como temos duas mãos,
apenas, dois volumes de bagagem são o máximo que podemos
administrar com autonomia. Além desse ponto, o viajante está
entregue à sanha dos carregadores.
Quanto ao material, a regra é simples: quanto mais chance houver
de maus-tratos à bagagem, mais rígida ela deve ser. Conexões
costumam fazer muito mal ao estado geral das malas e mais ainda a seu
conteúdo. As malas flexíveis, por seu lado, significam menos
peso para o viajante, mas é melhor garantir que sejam pelo menos
impermeáveis. Dois detalhes que melhoram a relação
de conforto entre o dono e sua bagagem são as rodinhas e as alças.
Esse é um assunto tão sério que merece um test drive,
pessoalmente, na loja, antes de fazer a aquisição. Existem
malas horizontais com até quatro rodas, ideais para quem pretende
carregar muito peso. "O esforço para puxar uma mala dessas é
50% menor que o utilizado com um modelo vertical de duas rodas", explica
Simone Martin, gerente de marketing das malas Samsonite. Alguns modelos
comportam até 80 quilos e precisam de rodas robustas, portanto.
Considere, também, a hipótese de ter de arrastar as próprias
malas fora do aeroporto coisa comum em Veneza, Roma e Praga, por
exemplo. Nesses casos, os modelos de duas rodas e alças verticais
são mais apropriados, porque não tombam facilmente em pisos
irregulares. Para hotéis de selva ou expedições na
neve, é melhor não inventar. As mochilas foram criadas para
esse propósito. Por último, acredite sempre na máxima
segundo a qual companhias aéreas são capazes de perder qualquer
coisa. Documentos, valores e objetos pessoais, incluindo uma muda de roupa,
devem fazer parte da bagagem de mão.




Montagem com fotos de Xico Buny/Frederico Busch/Luiz Roberto
Pereira/
Marcelo Spatafora/Ivan Carneiro
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