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Ele
vai ficando
O que aconteceria com os
votos de Garotinho se ele
deixasse a corrida presidencial
Otávio Magalhães/AE
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| Garotinho:
agora é torcer pela mulher |

Veja também |
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A
candidatura de Anthony Garotinho, que começou promissora, é
levada tão pouco a sério atualmente que os institutos de
pesquisa passaram a fazer simulações sobre o destino de
seus votos em caso de renúncia. O candidato não gosta de
falar do assunto, mas o tema "renúncia" é cada vez mais
presente não apenas entre os observadores da eleição,
mas também entre seus correligionários. O Datafolha foi
um dos institutos que simularam os efeitos da saída de Garotinho.
O candidato do PSB tem 11% das intenções de voto. Caso ele
deixasse a corrida, 9 pontos porcentuais iriam para um dos três
candidatos com chance de vitória. O mais favorecido com a decisão
seria Ciro Gomes, que receberia 4 pontos do espólio. José
Serra ficaria com 3 e Lula, com 2 pontos.
Apenas nos últimos dias a campanha registrou três defecções
importantes. Deixaram a disputa os seguintes candidatos a governador que
estavam coligados a Garotinho: Lídice da Mata, da Bahia, Jacó
Bittar, de São Paulo, e Humberto Barradas, de Pernambuco. Os três
chegaram à conclusão de que essa aliança vai conduzi-los
à derrota. Preferiram antecipar-se aos fatos. Isso sem falar nos
assessores que já abandonaram o barco e no dinheiro, que está
curto. No último levantamento, a campanha registrava um buraco
de 2 milhões de reais. Integrantes da cúpula garantem que
o rombo vai dobrar até o fim do mês claro, se Garotinho
não der a volta por cima, ou pular fora.
A única boa notícia envolvendo Garotinho diz respeito a
sua mulher, Rosinha Matheus, que aparece em primeiro lugar nas pesquisas
ao governo do Rio de Janeiro. Na semana passada, Rosinha defendeu o marido
num bate-boca com a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. O tema
da discussão era o papel da mulher dos políticos. Entrevistada
pelo jornal O Globo, Marta provocou: "Existe algo mais acintoso
do que a utilização da mulher para servir aos propósitos
eleitorais do marido?" Rosinha se sentiu atingida com o comentário
e estocou, com grande espirituosidade: "Pior é quando a mulher
usa o marido para seus propósitos políticos e depois o descarta".
Até a sexta-feira passada, o argentino Luis Favre, namoradão
de Marta, não havia saído em sua defesa.
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MARTA
ATACA
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ROSINHA
RESPONDE
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Mônica Zarattini/AE
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Ana Carolina
Fernandes/Folha Imagem

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"Existe
algo mais acintoso do que a utilização descarada
da mulher para servir aos propósitos eleitorais do
marido?"
Marta Suplicy,
referindo-se à candidatura de Rosinha Matheus, mulher
de Garotinho, ao governo do Estado do Rio de Janeiro
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"Estou
à disposição dos propósitos eleitorais
do meu marido. Pior é quando a mulher usa o marido
para seus propósitos políticos e depois o descarta."
Rosinha Matheus,
respondendo a Marta com uma referência à sua
separação do marido, o senador Eduardo Suplicy,
que a introduziu na política
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