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Edição 1 763 - 7 de agosto de 2002
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Ele vai ficando

O que aconteceria com os
votos de Garotinho se ele
deixasse a corrida presidencial

 
Otávio Magalhães/AE
Garotinho: agora é torcer pela mulher

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Um falso problema no ar
Na internet
Notícias diárias sobre as eleições

A candidatura de Anthony Garotinho, que começou promissora, é levada tão pouco a sério atualmente que os institutos de pesquisa passaram a fazer simulações sobre o destino de seus votos em caso de renúncia. O candidato não gosta de falar do assunto, mas o tema "renúncia" é cada vez mais presente não apenas entre os observadores da eleição, mas também entre seus correligionários. O Datafolha foi um dos institutos que simularam os efeitos da saída de Garotinho. O candidato do PSB tem 11% das intenções de voto. Caso ele deixasse a corrida, 9 pontos porcentuais iriam para um dos três candidatos com chance de vitória. O mais favorecido com a decisão seria Ciro Gomes, que receberia 4 pontos do espólio. José Serra ficaria com 3 e Lula, com 2 pontos.

Apenas nos últimos dias a campanha registrou três defecções importantes. Deixaram a disputa os seguintes candidatos a governador que estavam coligados a Garotinho: Lídice da Mata, da Bahia, Jacó Bittar, de São Paulo, e Humberto Barradas, de Pernambuco. Os três chegaram à conclusão de que essa aliança vai conduzi-los à derrota. Preferiram antecipar-se aos fatos. Isso sem falar nos assessores que já abandonaram o barco e no dinheiro, que está curto. No último levantamento, a campanha registrava um buraco de 2 milhões de reais. Integrantes da cúpula garantem que o rombo vai dobrar até o fim do mês – claro, se Garotinho não der a volta por cima, ou pular fora.

A única boa notícia envolvendo Garotinho diz respeito a sua mulher, Rosinha Matheus, que aparece em primeiro lugar nas pesquisas ao governo do Rio de Janeiro. Na semana passada, Rosinha defendeu o marido num bate-boca com a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. O tema da discussão era o papel da mulher dos políticos. Entrevistada pelo jornal O Globo, Marta provocou: "Existe algo mais acintoso do que a utilização da mulher para servir aos propósitos eleitorais do marido?" Rosinha se sentiu atingida com o comentário e estocou, com grande espirituosidade: "Pior é quando a mulher usa o marido para seus propósitos políticos e depois o descarta". Até a sexta-feira passada, o argentino Luis Favre, namoradão de Marta, não havia saído em sua defesa.

 
MARTA ATACA
ROSINHA RESPONDE

Mônica Zarattini/AE

 

Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem

"Existe algo mais acintoso do que a utilização descarada da mulher para servir aos propósitos eleitorais do marido?"
Marta Suplicy, referindo-se à candidatura de Rosinha Matheus, mulher de Garotinho, ao governo do Estado do Rio de Janeiro

 

"Estou à disposição dos propósitos eleitorais do meu marido. Pior é quando a mulher usa o marido para seus propósitos políticos e depois o descarta."
Rosinha Matheus, respondendo a Marta com uma referência à sua separação do marido, o senador Eduardo Suplicy, que a introduziu na política


 
 
   
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