Edição 1861 . 7 de julho de 2004

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DVDS

Fotos divulgação
Perdidos no Espaço: humor que ainda funciona bem


Perdidos no Espaço – A Primeira Temporada
(Lost in Space – The First Season,
Estados Unidos, 1965. Fox) – A expressão "item de colecionador" nasceu para definir lançamentos como essa caixa com oito discos (à venda a partir do dia 21), que inclui todos os 29 episódios, além de um piloto nunca levado ao ar, de uma das séries mais kitsch e divertidas dos anos 60. Selecionada como pioneira da colonização espacial, a família Robinson se extravia por causa das armações do maquiavélico e pusilânime Dr. Smith (Jonathan Harris). Revista hoje, a série surpreende pela competência com que foi filmada – dentro dos limites da televisão da época, é claro – e pelo humor, que ainda funciona muito bem. O melhor: a caixa traz como opção a dublagem original brasileira.


Wayne: o maioral do western

Rio Grande, Rio Lobo e Jake Grandão (Estados Unidos, 1950, 1970 e 1971. Paramount) – John Wayne, o maior de todos os nomes do western, comparece em três ótimos momentos de sua carreira nesse pacote – e em todos eles as mulheres, mais do que os bandidos ou os índios, é que lhe dão fortes dores de cabeça. Em Rio Grande, de John Ford, sua mulher (Maureen O'Hara, sempre o melhor par do astro) se planta no meio de seu regimento. Em Rio Lobo, de Howard Hawks, Jennifer O'Neill é a moça atirada que o envolve numa briga com um proprietário de terras inescrupuloso. E em Jake Grandão, de George Sherman, Maureen volta à cena no papel da ex-mulher que obriga Wayne a resgatar o neto do casal das mãos de raptores.

 
DA INTERNET
Trailer de Rio Grande
Trailer de Rio Lobo
Trailer de Jake Grandão

 

LIVROS

 
Madonna e ilustração do livro: história com moral

Yakov e os Sete Ladrões, de Madonna (tradução de João Ximenes Braga; Rocco; 32 páginas; 35 reais) – É o terceiro livro infantil da cantora de Like a Virgin. Como tudo na carreira da autora, o livro é um megaevento mundial: está sendo publicado simultaneamente em 110 países e 38 idiomas. Madonna retrocedeu à Europa do século XVIII para compor uma fábula moral com uma vaga coloração mística. Para salvar o filho doente, o sapateiro Yakov recorre a um sábio que tem o dom de falar com os anjos. Sozinho, porém, o sábio não é capaz de abrir as portas do céu: precisa pedir ajuda a um divertido grupo de ladrões. As belas ilustrações de Gennady Spirin, artista russo radicado nos Estados Unidos, contribuem para o clima levemente anacrônico do livro – que traz, vejam só, até a velha "moral da história".

O que Eu Amava, de Siri Hustvedt (tradução de Sonia Moreira; Companhia das Letras; 510 páginas; 49,50 reais) – Professor universitário de história da arte, Leo Hertzberg já está ficando cego quando decide escrever sobre seu envolvimento com o pintor William Wechsler, que ele conheceu nos anos 70. Os dois viveram no mesmo prédio, em Nova York, e tiveram filhos pela mesma época. A princípio uma tranqüila história de amizade, a narrativa aos poucos vai desvelando um segredo perturbador. Mulher do escritor Paul Auster, a poeta e romancista Siri Hustvedt estará com o marido no Brasil nesta semana, participando da segunda edição da Festa Literária Internacional de Parati. O que Eu Amava é seu primeiro livro lançado no país. Leia trecho.

A Supremacia Bourne, de Robert Ludlum (tradução de Aulyde Soares Rodrigues; Rocco; 716 páginas; 64,50 reais) – Mestre dos best-sellers de espionagem, o americano Robert Ludlum (1927-2001) dedicou uma trilogia a Jason Bourne, um ex-agente secreto que sofre de amnésia. A Identidade Bourne – que virou filme, com Matt Damon no papel-título – e O Ultimato de Bourne já haviam sido publicados no Brasil. Lançado só agora no país, A Supremacia Bourne – cuja versão cinematográfica estréia nos Estados Unidos neste mês, com Damon novamente no papel principal – é na verdade o segundo livro da série. Nessa agitada aventura, Bourne tem de encontrar um farsante que assumiu sua identidade para cometer uma série de assassinatos em Hong Kong.

 

DISCOS

 
Djavan: homenagens à família

Vaidade, Djavan (Luanda Records) – O disco marca uma nova etapa na carreira do cantor e compositor alagoano. Djavan desligou-se da Sony Music, gravadora pela qual lançava discos desde 1982, e criou a própria companhia – a Luanda Records. Trancafiou-se em seu estúdio particular ao lado de um bando de jovens instrumentistas e de lá saiu com doze excelentes canções. O "estilo Djavan de composição" (aquele que mistura MPB, jazz, soul e letras cheias de palavras inventadas) marca presença no disco, porém as melhores faixas são aquelas em que o cantor homenageia a família. É o caso da valsa Bailarina, que ele compôs para a mulher, e de Dorme Sofia, uma canção de ninar feita em homenagem à filha de 2 anos de idade.

 
Smith, do The Cure: figura exótica

The Cure (Universal) – Robert Smith, vocalista e guitarrista do The Cure, é uma figura exótica. Rechonchudo, veste ternos dois números abaixo de seu tamanho, decora o rosto com maquiagem pesada e canta como se estivesse sempre chorando. Smith também é um compositor inspirado. Em 28 anos de carreira, sua banda transitou por estilos que vão do rock gótico ao pop mais descompromissado, tornando-se um dos grupos mais influentes do cenário internacional. The Cure é o primeiro disco de material inédito do quinteto em quatro anos e faz uma espécie de resumo de todas as mutações musicais dos ingleses. The End of the World se destaca em meio a um punhado de excelentes canções. Ouça o disco.

 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Fnac, Siciliano, Nobel; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano, Travessa, Argumento; Porto Alegre: Saraiva, Siciliano, Livraria Porto Alegre, Cultura, Livrarias Porto; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano, Livrarias Catarinense; Goiânia: Siciliano, Saraiva; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva, Livrarias Curitiba; Belo Horizonte: Siciliano; Maceió: Sodiler; Belém: Clio
 
 
 
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