Edição 1861 . 7 de julho de 2004

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Holofote

Felipe Patury

QUANDO O GRATUITO PODE SAIR CARO

Dida Sampaio/AE


Está explicado por que o senador baiano Antonio Carlos Magalhães não apareceu no último programa de televisão do PFL, que foi ao ar em junho. Uma pesquisa encomendada pelo partido mostra que boa parte dos eleitores associa a sigla a coronelismo e práticas retrógradas. Ela também revela que a personalidade pefelista que mais encarna tais defeitos é justamente ele, ACM. O senador não foi convidado a participar do programa, enfim, porque o horário gratuito poderia sair caro em termos de imagem.

 

O PARTIDO DO GAROTINHO

Agliberto Lima/AE


O secretário de Segurança Pública do Rio, Anthony Garotinho, quer herdar o espólio político de Leonel Brizola. Garotinho pretende trocar o PMDB pelo PDT e levar consigo a governadora Rosinha e dez deputados federais. O secretário também articula a fusão do PDT com o PSC. Se der certo, Garotinho comandará um PDT revigorado de quase trinta deputados e cinco senadores. Com a saída de Garotinho, o PMDB deverá colar de vez no governo e disputar a vaga de vice de Lula em 2006.

 

"NÃO SOU A NICÉIA PITTA"

Heudes Régis


Um boato cruel agitou Brasília na semana passada: o de que o casamento do presidente do PL, Waldemar Costa Neto, com a publicitária Maria Christina Mendes Caldeira teria terminado em briga e ameaças de denúncias. Eles, de fato, estão separados, mas continuam amigos. Tanto que Maria Christina tem ajudado Costa Neto a procurar investidores – para as estradas nacionais. "Não sou a Nicéia Pitta. Vou continuar ajudando o Waldemar", diz a ex mais boazinha do Brasil.

 

"SOU QUASE O FELIPÃO"

Bia Parreiras


Quando o executivo Fernando Pinto deixou a presidência da Varig, em 2000, pipocaram notícias de que sua gestão fora um desastre. Ele deu a volta por cima, como todo-poderoso da portuguesa TAP. Em 2003, a empresa teve um lucro de 20 milhões de euros, o primeiro em trinta anos, o que a transformou em objeto de estudo na Universidade de Harvard. "Por aqui, sou quase tão popular quanto o Luiz Felipe Scolari", diz. Ainda assim, seu emprego não está garantido. A TAP é estatal e o governo português está prestes a mudar.

 
Divulgação

 

Fotos Germano Luders e Marcello Casal Jr./Agência Brasil


Com reportagem de Camila Antunes e Juliana Linhares

 
 
 
 
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