Edição 1959 . 7 de junho de 2006

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Guia
O que faz mal à cabeça

Um adulto normalmente esquece 90% do que lê, 80% do que escuta, 70% do que vê e 30% do que fala. Na velhice, é natural que a capacidade de retenção de informações seja reduzida. Médicos consultados por VEJA dizem que os lapsos de memória só devem preocupar quando estão associados a casos de doença ou cansaço crônico.

Condição prejudicial à memória:
FALTA DE SONO

O que mostram as pesquisas: 83% dos estudantes que dormem pouco têm dificuldade para memorizar o conteúdo das aulas



Condição prejudicial
à memória:
ALCOOLISMO

O que mostram as pesquisas: o hipocampo de um alcoólatra é 10% menor que o de uma pessoa sem vícios. Essa é uma região do cérebro vital para a memória



Condição prejudicial à memória:
DEPRESSÃO

O que mostram as pesquisas: sentimentos de tristeza e rejeição podem reduzir o QI em torno de 25% porque atrapalham a concentração




Condição prejudicial
à memória:
ALZHEIMER

O que mostram as pesquisas: esquecimentos são um dos primeiros sintomas notados nos doentes. O mal de Alzheimer afeta 10% da população com mais de 65 anos no mundo



Condição prejudicial à memória:
CONSUMO DE REMÉDIOS PESADOS

O que mostram as pesquisas: os ansiolíticos, mais conhecidos como tranqüilizantes, podem causar um déficit irreversível de memória quando tomados de forma crônica e abusiva



Condição prejudicial à memória:
STRESS

O que mostram as pesquisas: cerca de 90% das pessoas que passam por situações de stress prolongado têm dificuldade para lembrar-se de dados recentes

Fontes: Universidade Estadual Paulista, universidades
Pittsburgh e Case Western Reserve, nos Estados Unidos,
Archives of General Psychiatry e Clineu Almada Filho, geriatra

 

Decorar é aprender?

Professores dizem que a decoreba não induz à reflexão. A melhor maneira de aprender, segundo eles, é brincar, jogar e pensar no assunto proposto em aula. O quadro destaca a opinião de dois dos maiores especialistas em educação

Paulo Jares


"As técnicas de memorização são uma conseqüência maligna de um ensino errado. A repetição, por exemplo, pode ser vantajosa no aprendizado da tabuada e da ortografia. Mas, se o aluno não é estimulado a pensar nem a gostar de estudar, o conteúdo tende a se perder com o passar do tempo. Nosso cérebro é formidável à medida que esquece o que não é relevante."

Claudio de Moura Castro, economista

Divulgação


"O que mede o desempenho do aluno é a capacidade de articular informações, dominar a linguagem e desenvolver um raciocínio crítico e lógico. Na matemática, o importante não é que os alunos decorem as fórmulas, mas que saibam como aplicá-las."

Maria Helena Guimarães de Castro, secretária de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo


Com reportagem de Camila Antunes e Gabriella Sandoval

 
 
 
 
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