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Guia
O que faz mal à cabeça
Um adulto normalmente esquece 90% do que lê,
80% do que escuta, 70% do que vê e 30% do que fala. Na velhice,
é natural que a capacidade de retenção de informações
seja reduzida. Médicos consultados por VEJA dizem que os
lapsos de memória só devem preocupar quando estão
associados a casos de doença ou cansaço crônico.
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Condição prejudicial
à memória:
FALTA DE SONO
O que mostram as pesquisas: 83%
dos estudantes que dormem pouco têm dificuldade para
memorizar o conteúdo das aulas
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Condição prejudicial
à memória:
ALCOOLISMO
O que mostram as pesquisas: o
hipocampo de um alcoólatra é 10% menor que o
de uma pessoa sem vícios. Essa é uma região
do cérebro vital para a memória
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Condição prejudicial
à memória:
DEPRESSÃO
O que mostram as pesquisas: sentimentos
de tristeza e rejeição podem reduzir o QI em
torno de 25% porque atrapalham a concentração
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Condição prejudicial
à memória:
ALZHEIMER
O que mostram as pesquisas: esquecimentos
são um dos primeiros sintomas notados nos doentes.
O mal de Alzheimer afeta 10% da população com
mais de 65 anos no mundo
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Condição prejudicial
à memória:
CONSUMO DE REMÉDIOS
PESADOS
O que mostram as pesquisas: os
ansiolíticos, mais conhecidos como tranqüilizantes,
podem causar um déficit irreversível de memória
quando tomados de forma crônica e abusiva
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Condição prejudicial
à memória:
STRESS
O que mostram as pesquisas: cerca
de 90% das pessoas que passam por situações
de stress prolongado têm dificuldade para lembrar-se
de dados recentes
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Fontes: Universidade Estadual
Paulista, universidades
Pittsburgh e Case Western Reserve, nos Estados Unidos,
Archives of General Psychiatry e Clineu Almada Filho, geriatra
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Decorar
é aprender?
Professores dizem que a decoreba
não induz à reflexão. A melhor
maneira de aprender, segundo eles, é brincar,
jogar e pensar no assunto proposto em aula. O quadro
destaca a opinião de dois dos maiores especialistas
em educação
Paulo Jares
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"As técnicas de memorização são
uma conseqüência maligna de um ensino errado.
A repetição, por exemplo, pode ser vantajosa
no aprendizado da tabuada e da ortografia. Mas, se o
aluno não é estimulado a pensar nem a
gostar de estudar, o conteúdo tende a se perder
com o passar do tempo. Nosso cérebro é
formidável à medida que esquece o que
não é relevante."
Claudio de Moura Castro,
economista
Divulgação
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"O que mede o desempenho do aluno é a capacidade
de articular informações, dominar a linguagem
e desenvolver um raciocínio crítico e
lógico. Na matemática, o importante não
é que os alunos decorem as fórmulas, mas
que saibam como aplicá-las."
Maria Helena Guimarães
de Castro, secretária de Ciência
e Tecnologia do Estado de São Paulo
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Com reportagem de Camila Antunes e Gabriella
Sandoval
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