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Beleza Elas
vão de creme e botox O lifting
facial perde espaço para os procedimentos estéticos mais
simples e baratos  Anna
Paula Buchalla
Fotos
Royalty-free Getty Images, Stephan Hoeck/Getty Images
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marcado para o estica-e-puxa: inevitável apenas para as vaidosas pós-60
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Até cinco anos
atrás, o lifting facial era um procedimento obrigatório para as
mulheres que recorriam à cirurgia plástica. Mas a procura pela técnica
que estica e puxa a pele do rosto vem encolhendo gradativamente desde então.
Na meca das operações estéticas, os Estados Unidos, caiu
20%, segundo as estatísticas da Sociedade Americana de Cirurgiões
Plásticos. No Brasil, a queda também é consistente, de acordo
com os médicos. A explicação para o fenômeno não
está, evidentemente, na diminuição da vaidade feminina
que continua tão inabalável quanto a passagem do tempo. O motivo
principal de o lifting ter perdido terreno é que agora existem tratamentos
contra os sinais da idade bem menos invasivos e eficientes. Na linha de frente
estão as aplicações de toxina botulínica (cuja marca
mais famosa é o Botox), os peelings químicos, os preenchimentos
e o uso de laser contra a flacidez. A procura por esses procedimentos aumentou
80% no Brasil, desde 2000. Eles não requerem anestesia geral nem internação
e, em média, custam a metade do preço de um lifting facial
cirurgia que ainda tem um inconveniente: o pós-operatório é
longo e doloroso. Manchas e hematomas podem levar até um mês para
sumir. "Além de mais simples, as alternativas não invasivas oferecem
resultados mais naturais", diz o médico Valcenir Bedin, presidente da Sociedade
Brasileira de Medicina Estética. Apesar do aprimoramento da técnica
cirúrgica, que nos últimos anos passou a ser executada com cortes
mais sutis, existe o risco de o "efeito esticado" ficar artificial demais.
Há ainda uma outra explicação para as indicações
do lifting estarem em queda. Como hoje as mulheres começam a se cuidar
mais cedo, isso adia muito a necessidade de uma intervenção plástica.
Só não se previne quem é mal informada ou mal fornida
de reais, um tipo de magreza de que ninguém gosta. O arsenal de cosméticos
à disposição impressiona, embora eles estejam longe de ser
a fonte da eterna juventude apregoada pela propaganda: vai de supercremes que
retardam o aparecimento de rugas a filtros com fórmulas mais refinadas,
que protegem contra o efeito envelhecedor dos raios solares. "Mas há estragos
causados pelo tempo que só mesmo uma operação pode resolver",
diz o cirurgião plástico Charles Yamaguchi, de São Paulo.
A técnica continua a ser a melhor alternativa quando a flacidez da pele
atinge níveis severos. Se quiser rejuvenescer, uma mulher na faixa dos
60 anos dificilmente escapará do bisturi.
Botox ganha do bisturi
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Desde 2000, os procedimentos pouco invasivos, como Botox e preenchimentos, tiveram
um aumento de 53% nos Estados Unidos •
No mesmo período, as cirurgias estéticas caíram 5%
a queda mais expressiva foi a do lifting: 19% •
No Brasil, a procura por tratamentos feitos em consultório cresceu 80%
nos últimos cinco anos Motivos
• Além de mais simples, os procedimentos
menos invasivos são mais baratos. Uma aplicação de Botox
custa até dez vezes menos do que um lifting
• Como as mulheres estão cuidando mais da pele desde
cedo, isso retarda a necessidade de uma cirurgia estética no rosto
• Embora o lifting esteja mais aprimorado, com incisões
pequenas e cicatrizes menores, o "efeito esticado" da técnica é
ainda artificial Fontes: Sociedade
Americana de Cirurgiões Plásticos e Sociedade Brasileira de
Medicina Estética | | |