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TELEVISÃO
Terror Universal
(segunda a sexta, no Telecine 5) Entre as décadas
de 20 e 40, os filmes de horror da Universal metiam medo
em crianças e adultos. Hoje, as cultuadas produções
do estúdio americano podem não assustar, mas
ainda impressionam graças aos roteiros bem bolados,
às interpretações antológicas
e ao visual arrojado sim, eles já eram arrojados
nos tempos do preto-e-branco! Nesta semana, a TV por assinatura
vai exibir oito decsas fitas em versões restauradas.
O ciclo começa na segunda, às 22h, com um
alentado documentário sobre o tema. No restante da
programação, as principais estrelas do período
estão bem representadas. O astro Lon Chaney, conhecido
como o homem das mil faces por usar e abusar da maquiagem,
é o protagonista do primeiro terror da companhia,
O Fantasma da Ópera
(1925), atração de segunda, às 23h40.
Quase vinte anos mais tarde, seu filho Lon Chaney Jr. encarnou
o Lobisomen
(1941), que vai ao ar na sexta, às 22h. As faces
mais famosas da Universal, contudo, são o húngaro
Bela Lugosi e o inglês Boris Karloff. Este último
atuou em filmes como A Noiva
de Frankenstein (1935), programado
para quarta, às 23h15. Lugosi, por sua vez, foi o
mais charmoso Drácula
(1931) do cinema. No filme (previsto para terça,
às 22h), incorporou com tal perfeição
o personagem imortalizado pelo escritor irlandês Bram
Stoker que nunca mais se livrou dele. Ao morrer, em 1956,
na total decadência, foi enterrado com a fantasia
do vampiro.
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Doutor Katz, o
terapeuta: desenho animado
inteligente
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Dr. Katz
(quartas às 15h30 e quintas à 1h, no Multishow)
Este desenho animado artesanal é uma das mais
inteligentes produções voltadas para o público
adulto. Acompanha a rotina de um terapeuta de meia-idade,
o doutor Katz do título, que atende em seu consultório
uma clientela meio esquisita. Ele tem uma recepcionista
entediada e um filho crescido que não sabe o que
fazer da vida. A nova temporada do desenho finalmente está
aportando na televisão a cabo e demorou, já
que fazia um ano que o Multishow só colocava reprises
no ar. Agora, falta apenas passar o programa num horário
mais decente. Dr. Katz é
ainda mais divertido para quem faz análise.
LIVROS
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A Vênus de Botticelli, em
A História da Arte:
nova edição
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A História
da Arte, de E.H. Gombrich
(tradução de Álvaro Cabral; LTC; 688
páginas; 95 reais) O historiador e crítico
inglês Ernst H. Gombrich escreveu este manual nos
anos 50, e desde então a obra virou um instrumento
precioso para quem deseja aprofundar-se no assunto. A boa
notícia é que, depois de cinco anos fora de
catálogo, o livro está retornando às
prateleiras numa edição atualizada. Ao narrar
a evolução artística da humanidade
da Pré-História ao pós-moderno, Gombrich
lança mão de um texto claro e conciso. O livro
traz mais de 400 ilustrações, reproduzindo
obras-primas como O Nascimento
de Vênus, de Botticelli
Dois
Irmãos, de Milton
Hatoum (Companhia das Letras; 268 páginas; 24 reais)
Onze anos atrás, o amazonense Hatoum causou sensação
com seu romance de estréia, Relato
de um Certo Oriente. Demorou
um tempão para lançar sua segunda obra, mas
o resultado compensa a espera. A trama é ambientada
em Manaus, mas escapa da mesmice que marca o romance regionalista
brasileiro. A cidade é apenas o cenário de
uma desconcertante fábula sobre o ódio. Os
dois irmãos do título são os gêmeos
de ascendência libanesa Omar e Yaqub. O temperamento
explosivo do primeiro e a vingança calculada do segundo
mantêm o leitor grudado no livro até a última
página.
FILME
O Primeiro
Milhão (Boiler
Room, Estados Unidos, 2000.
Estréia nesta sexta-feira em São Paulo e no
Rio de Janeiro) Volta e meia, algum cineasta se debruça
sobre o mundo ultracompetitivo das finanças, como
em Wall Street
e O Sucesso a Qualquer Preço.
Agora é a vez de o diretor Ben Younger, de apenas
26 anos, dissecar, com talento e olho clínico, a
agressividade de um grupo de jovens corretores de ações
todos milionários, e todos também inescrupulosos
a ponto de persuadir incautos a investir o seu dinheiro
em papéis falsos. A não ser por Ben Affleck,
que faz uma ponta como o brutal instrutor dos novatos que
chegam à empresa, o elenco é pouco conhecido,
mas desempenha seus papéis com garra.
DISCO
Monk
Alone The Complete Columbia Solo Studio Recordings: 1962-1968,
Thelonious Monk (Columbia/Sony
Music) Existem dois pontos de referência no piano
jazzístico. O primeiro é Art Tatum, mestre
da exuberância, com suas cascatas de notas. O segundo
é Thelonious Monk, gênio da economia, com seus
acordes rarefeitos e silêncios expressivos. Por essas
características, Monk é melhor como solista
do que tocando em trio. The
Complete Studio Recordings é
uma coletânea solo que compila composições
de uma das fases mais ricas do pianista quando ele lançou
maravilhas do quilate de Monk's
Dream e Criss-Cross
e sobras de estúdio. Entre as raridades, o destaque
é uma versão pouco conhecida de Round
Midnight, assinatura do compositor
e um dos mais belos temas do jazz de todos os tempos.