Topless no ar
Danielle Winits mostra os
seios na novela das 7
Silvia Rogar
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| Danielle, em Uga Uga: e a
criançada vendo tudo... |
A loiraça Danielle Winits se consagrou
na novela Corpo Dourado (1998) graças a uma
tarja preta. Na pele da personagem Alicinha, ela desfilava
de topless na praia para provocar ciúme no namorado,
Jorginho, interpretado por Gerson Brenner. Para evitar reclamações
dos pais e fazer uma brincadeira com a censura dos anos
70, a Globo colocava sobre os seios de Danielle uma tarja
preta. Na sexta-feira 26, a atriz, agora vivendo a Tatiana
de Uga Uga, resolveu dar um repeteco. Com
um detalhe importante: desta vez, seus opulentos atributos
pularam para fora da parte de cima do biquíni livres
de qualquer artifício gráfico e potencializados
pela recente aplicação de silicone feita pela
atriz. Juntamente com o torso de Humberto Martins e o bumbum
de Cláudio Heinrich, os seios de Danielle fazem parte
da estratégia da Globo para recuperar a audiência
no horário das 7 da noite. A coisa vem dando certo.
Uga Uga consegue a ótima média de 39
pontos, contra 31 de Vila Madalena, sua antecessora
no horário.
Divulgação
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| Heinrich: bumbum é
a atração |
Nem todo mundo, no entanto, está gostando de ver
o show de strip-tease antes do jantar. Depois de tomar conhecimento
de várias reclamações encaminhadas
às Varas de Infância espalhadas Brasil afora,
o Ministério da Justiça encaminhou uma advertência
à Globo. Explica-se. Pesquisas mostram que o horário
das 7 é o da preferência de crianças
e pré-adolescentes, que nessa hora já chegaram
da escola e ainda não foram dormir. Tanto que até
pouco tempo atrás a novela infantil Chiquititas
alcançava 21 pontos de audiência no horário.
Agora, o ibope de Chiquititas caiu para 15
o que sugere que muitas crianças, movidas pela curiosidade
natural, preferem ver os seios de Danielle às estripulias
de Pata e sua turma. Surpreendentemente, a principal queixa
do Ministério da Justiça se refere ao excesso
de violência nos momentos em que os personagens se
reúnem no chamado "Clube da Porrada". Antes da estréia
da novela, a Coordenação Geral de Classificação,
Títulos e Qualificação do Ministério
da Justiça, baseada numa sinopse, já havia
alertado a Globo de que a temática talvez fosse mais
adequada ao horário das 8. O autor da novela, Carlos
Lombardi, não concorda, é claro, que esteja
exagerando. "Minha história não tem nem cenas
de sexo, ao contrário de suas antecessoras no horário."
A julgar por essa declaração, pode ser que
venha chumbo ainda mais grosso por aí.