Edição 1 652 -7/6/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Mágico do Fantástico vem ao Brasil
Danielle Winits mostra os seios na novela das 7
Linha Direta enfrenta crise
28 Dias, com Sandra Bullock
Tenha Fé, com Edward Norton
A onda das versões
O centenário de Ismael Nery
Colunas
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Os mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Topless no ar

Danielle Winits mostra os seios na novela das 7

Silvia Rogar

 

Danielle, em Uga Uga: e a criançada vendo tudo...

A loiraça Danielle Winits se consagrou na novela Corpo Dourado (1998) graças a uma tarja preta. Na pele da personagem Alicinha, ela desfilava de topless na praia para provocar ciúme no namorado, Jorginho, interpretado por Gerson Brenner. Para evitar reclamações dos pais e fazer uma brincadeira com a censura dos anos 70, a Globo colocava sobre os seios de Danielle uma tarja preta. Na sexta-feira 26, a atriz, agora vivendo a Tatiana de Uga Uga, resolveu dar um repeteco. Com um detalhe importante: desta vez, seus opulentos atributos pularam para fora da parte de cima do biquíni livres de qualquer artifício gráfico – e potencializados pela recente aplicação de silicone feita pela atriz. Juntamente com o torso de Humberto Martins e o bumbum de Cláudio Heinrich, os seios de Danielle fazem parte da estratégia da Globo para recuperar a audiência no horário das 7 da noite. A coisa vem dando certo. Uga Uga consegue a ótima média de 39 pontos, contra 31 de Vila Madalena, sua antecessora no horário.


Divulgação
Heinrich: bumbum é a atração


Nem todo mundo, no entanto, está gostando de ver o show de strip-tease antes do jantar. Depois de tomar conhecimento de várias reclamações encaminhadas às Varas de Infância espalhadas Brasil afora, o Ministério da Justiça encaminhou uma advertência à Globo. Explica-se. Pesquisas mostram que o horário das 7 é o da preferência de crianças e pré-adolescentes, que nessa hora já chegaram da escola e ainda não foram dormir. Tanto que até pouco tempo atrás a novela infantil Chiquititas alcançava 21 pontos de audiência no horário. Agora, o ibope de Chiquititas caiu para 15 – o que sugere que muitas crianças, movidas pela curiosidade natural, preferem ver os seios de Danielle às estripulias de Pata e sua turma. Surpreendentemente, a principal queixa do Ministério da Justiça se refere ao excesso de violência nos momentos em que os personagens se reúnem no chamado "Clube da Porrada". Antes da estréia da novela, a Coordenação Geral de Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, baseada numa sinopse, já havia alertado a Globo de que a temática talvez fosse mais adequada ao horário das 8. O autor da novela, Carlos Lombardi, não concorda, é claro, que esteja exagerando. "Minha história não tem nem cenas de sexo, ao contrário de suas antecessoras no horário." A julgar por essa declaração, pode ser que venha chumbo ainda mais grosso por aí.