Edição 1 652 -7/6/2000

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Londres

Um brinde à custa do príncipe Charles

O prejuízo não foi dos maiores, apenas 200 dólares, mas o príncipe Charles ficou furioso quando deu pela falta de seis garrafas de champanhe de sua adega no Palácio de Saint James. O fato ocorreu há três semanas, e imediatamente sua alteza prestou queixa na polícia. A Scotland Yard está interrogando os funcionários do palácio, principais suspeitos do crime, na tentativa de esclarecer esse e outros pequenos furtos ocorridos na casa do príncipe.

 

Los Angeles

O que se pode fazer com o garoto tailandês?

AP
Phanupong chegou doente aos Estados Unidos


Há um mês, um casal acompanhado de uma criança desembarcou no Aeroporto de Los Angeles. Quando a polícia checou os documentos descobriu que o homem era um traficante de mulheres indonésio e a mulher, uma prostituta chinesa. A criança tailandesa havia sido vendida pela mãe por 250 dólares. Os adultos foram deportados. Já o garoto, Phanupong Khaisri, de 2 anos, virou um problema para a Justiça. Para não ser devolvido à mãe, teria de receber um asilo que não pode pedir.

 

Pequim

Eles tentam fugir do pior lugar do mundo

Um bilhão de pessoas e largos bolsões de miséria. Mesmo assim a China é um lugar e tanto, pelo menos para quem foge da Coréia do Norte, país em situação ainda pior. Mais de 200.000 norte-coreanos cruzaram a fronteira e vivem irregularmente na China. Quem é mandado de volta pode até ser condenado à morte. Ainda assim, eles tentam.

 

Sem perdão

A Justiça russa negou um pedido de perdão para Lavrenti Beria, o sanguinário chefe da polícia secreta soviética de Stalin, que acabou executado em 1953. Outras vítimas do regime soviético, mas sem as mãos sujas de sangue como Beria, já foram reabilitadas:

Rudolf Nureyev, bailarino, condenado e banido depois de fugir para a França, em 1961
Boris Pasternak, autor do romance Doutor Jivago, teve sua obra proibida na União Soviética
Alexander Soljenitsin, autor de O Arquipélago Gulag, condenado como traidor, abandonou o país em 1974