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Edição 2059

7 de maio de 2008
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EXPOSIÇÃO

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O Rio de Janeiro com ares italianos de Taunay: 71 obras reunidas

Nicolas-Antoine Taunay no Brasil: uma Leitura dos Trópicos (a partir de terça-feira no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro) – Nicolas-Antoine Taunay (1755-1830) integrou a Missão Francesa, como ficou conhecido o grupo de artistas daquele país que atuaram no Rio de Janeiro nos tempos de dom João VI. Pintor da França napoleônica que se exilou no Brasil por razões políticas (e não por convite da corte portuguesa, como já se aventou sobre tais artistas), ele retratou os trópicos sob uma ótica neoclássica. Em suas representações, as paisagens cariocas ganham ares de vilas italianas, por exemplo. Essa mostra, com curadoria de Lilia Moritz Schwarcz – autora do recém-lançado livro sobre o tema O Sol do Brasil –, conta com 71 obras de acervos nacionais e estrangeiros. Veja galeria de imagens.

 

LIVROS

Viagem ao Fundo da Sala, de Tibor Fischer (tradução de Paulo Reis; Rocco; 256 páginas; 38,50 reais) – Oceane adora viajar, mas detesta sair de casa. Ela "visita" o mundo todo navegando pela internet e pelos canais internacionais de sua televisão a cabo. Designer gráfica bem-sucedida, dá-se ao luxo de ter um apartamento abaixo daquele onde mora apenas para de vez em quando promover jantares temáticos em que reproduz costumes exóticos de países distantes. Sua rotina pacata é interrompida quando ela começa a receber cartas de um ex-namorado que morreu há dez anos. Autor de Um Palmo Abaixo e Adoro Morrer, o inglês Tibor Fischer cria enredos que flertam com o nonsense para iluminar o absurdo da vida cotidiana. Nesse novo livro, há até um personagem que morre esmagado por uma vaca que cai do céu. Leia trecho.

 

Divulgação
Max Barry: sátira corrosiva ao mundo corporativo

A Companhia, de Max Barry (tradução de Ricardo Silveira; Record; 336 páginas; 37 reais) – O romance é dedicado à Hewlett-Packard, indústria de eletrônicos para a qual o australiano Barry trabalhou antes de se dedicar à literatura. A dedicatória é uma evidente provocação, pois A Companhia é uma sátira corrosiva ao mundo corporativo. A Zephyr Holdings, empresa em que transcorre toda a ação do livro, é uma grande corporação com sede em Seattle. Seus funcionários se dedicam às pequenas guerras de poder do escritório, mas nenhum deles faz a mínima idéia do que a Zephyr produz. Barry é ótimo nas paródias da linguagem corporativa. Um bom exemplo é a "missão" da Zephyr, um parágrafo cheio de chavões como "abordagem estratégica" e "unidades de negócio" – e que não informa coisa alguma.

 

DVD

Doane Gregory/Divulgação
Coisas que Perdemos: a dor da ausência


Coisas que Perdemos pelo Caminho
(Things We Lost in the Fire, Estados Unidos/ Inglaterra, 2007. Paramount) – Audrey (Halle Berry) sempre detestou Jerry (Benicio del Toro), o amigo viciado em heroína de seu marido (interpretado em flashbacks por David Duchovny). Mas, no dia em que fica viúva de forma trágica e inesperada, ela decide chamar Jerry para o funeral. Inicia-se aí um relacionamento baseado em carências e ausências, que vai envolver ainda os filhos de Audrey, atordoados com a perda do pai, e um vizinho (o excelente John Carroll Lynch, tirando ouro de um papel pequeno), que não gosta de absolutamente nada na mulher com quem se casou. A diretora dinamarquesa Susanne Bier, de Depois do Casamento, é uma das continuadoras modernas do melodrama, para o qual demonstra afinação incomum. A única ressalva é sua lealdade a um elemento clássico – e ultrapassado – do gênero: os desdobramentos e reviravoltas improváveis. Veja cenas.

 

TELEVISÃO

Divulgação
Terminator: de filme a série, com estilo


Terminator: The Sarah Connor Chronicles
(estréia nesta terça-feira, às 22 horas, no Warner Channel) – Ao responder à chamada na sala de aula, o adolescente John Connor (Thomas Dekker) desencadeia uma seqüência de horror: o professor arranca uma pistola de dentro da própria coxa e sai atirando no aluno à queima-roupa. Só resta ao garoto fugir – e essa será a sina dele e de sua mãe, a Sarah Connor do título (Lena Headey, de 300), ao longo desse seriado de ficção científica. Baseado na série de filmes de sucesso criada por James Cameron e protagonizada por Arnold Schwarzenegger, Terminator retoma o mote central da história. Robôs que dominam a Terra em 2029 enviam andróides ao passado com o intuito de matar o futuro líder de uma rebelião dos humanos – que vem a ser o filho da durona Sarah.

 

 

DISCO

Good to Be Bad, Whitesnake (Hellion) – David Coverdale, líder do Whitesnake, é uma das maiores vozes do rock. Esse inglês de 56 anos tem uma interpretação rascante, calcada no rhythm’n’blues e nos agudos de Robert Plant, cantor do Led Zeppelin (seus detratores dizem que ele é a versão genérica de Plant). Coverdale, que também foi do lendário grupo Deep Purple, criou o Whitesnake em 1977. A banda teve diversas formações e alternou discos inspirados no blues e no rock de raiz com faixas que parecem ter sido compostas para jingles comerciais. Mas esse primeiro disco do Whitesnake em onze anos acerta no equilíbrio entre rocks e hits radiofônicos. Tem baladas, daquelas que Coverdale adora cantar colocando a mão no coração (a melhor delas é Summer Rain), e traz os rocks mais pesados da carreira da banda – caso de Lay Down Your Love, em que o guitarrista Doug Aldrich se mostra um discípulo aplicado de Jimmy Page.

 
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Fontes: Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Saraiva; Campinas: Fnac, Laselva; Campo Grande: Leitura; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense; Fortaleza: Laselva; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva; Londrina: Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Manaus: Laselva; Natal: Laselva; Navegantes: Laselva; Porto Alegre: Cultura, Livrarias Porto, Saraiva; Porto Seguro: Laselva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Ribeirão Preto: Paraler; Rio de Janeiro: Fnac, Laselva, Saraiva, Travessa; Salvador: Saraiva; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livraria da Vila, Martins Fontes, Nobel, Saraiva; Teresina: Laselva; Vitória: Laselva, Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Submarino.


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