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Edição 2059

7 de maio de 2008
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Cadê a fruta?

Os especialistas compararam três dos mais vendidos sucos em pó no Brasil, todos de laranja, à versão natural. Uma das conclusões é que a fruta passa longe dos sucos artificiais, ricos em aditivos químicos. Eles também perdem em sabor. Os comentários:

Fotos Julia Barbosa
Fresh
Menos doce que os outros, é também um pouco aguado
Mid
É ácido demais e deixa um gosto amargo na boca
Tang
Chama atenção pelo excesso de açúcar

 

Concentração de nutrientes
(médias por copo de 200 mililitros)

Bambu Productions/Getty Images


Extrato de laranja

Sucos artificiais
1%, sendo que a polpa é desidratada

Versão natural
100%

 

Vitamina C
(em miligramas)

Sucos artificiais
7 (o Tang tem 30)

Versão natural
115

 

Calorias
(em kcal)

Sucos artificiais
25

Versão natural
116

 

A soja no suco

Werner Rudhart
Carregamento de soja no Rio Amazonas


Engenheiros de alimentos explicam que a indústria emprega, basicamente, duas tecnologias para chegar ao suco de soja. Para quem consome, é bom saber que tal informação aparece no rótulo – e compensa ir atrás dela: dependendo da técnica, afinal, o suco revela diferentes características.

A partir do extrato da soja
Como é o processo: mecânico. O grão é aquecido a 100 graus e enviado a uma máquina para ser triturado. Resulta desse processo o extrato, ao qual se adicionam a polpa da fruta e os demais ingredientes
Diferença no copo: o suco fica mais denso e leitoso
Sucos testados com tais características: Ades, Mais Vita e Purity

Com base na proteína isolada
Como é o processo: químico. A proteína da soja é extraída por meio de uma solução alcalina. Recebe novo banho à base de uma solução ácida e vai à centrífuga. Já seca, junta-se à água e aos outros ingredientes
Diferença no copo: o gosto da soja se torna mais diluído
Sucos testados com tais características: Batavo e Shefa

 

Especialistas consultados: os engenheiros de alimentos Carlos Alberto Gois Suzart e Roberto Hermínio Moretti (da Unicamp) e as nutricionistas Claudia Caffer (do Hospital Sírio-Libanês), Helena Novaretti (da Unifesp) e Lilia Zago (da PUC-Campinas)

 

Com reportagem de Karla Dunder e Marcos Todeschini



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