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Edição 2059

7 de maio de 2008
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Nana Moraes/Boa Forma


A pinta ainda é a mesma

Olhe bem para a foto que enfeita a próxima edição da revista Boa Forma e responda: aos 34 anos, seis meses depois de ter o segundo filho, ANGÉLICA não está perfeita? "Quase", relativiza a própria. "Ainda preciso perder 3 quilos." Angélica conta que passou boa parte da vida fazendo todo tipo de "dieta maluca, com sopas, shakes e remédios". "Como tenho uma tendência a ser roliça, engordava outra vez", lembra. Aos 28 anos, emendou-se, graças a uma aptidão adquirida: aprendeu a gostar de praticar exercício físico. Da época de cheinha, só não abandonou um hábito: comer doce todo dia. "Mas como pouco e prefiro os diet", esclarece.

 

 

De braços dados, em Miami

Mike Franklin/Filmmagic/Getty Images


Depois de Lady Di, o travesti de Carandiru, e de Xerxes, o poderoso mas delicado rei de 300, RODRIGO SANTORO tirou de letra o passeio de braços dados com JIM CARREY (reparem na camiseta justinha e no cinto Versace) na Miami dos anos 80. A cena faz parte de I Love You Phillip Morris, longa baseado na história real de um pai de família, Steven (Carrey), que, preso, se apaixona pelo colega de cela Phillip (Ewan McGregor). Santoro é Jimmy, primeiro amor de Steven quando ele sai do armário e depara com um abdômen de parar South Beach. "Não sou ator principal e não ganho cachê, só a tabela do sindicato. Mas todo papel tem sua importância", diz Santoro, que neste mês vai ao Festival de Cannes lançar dois dos seis filmes em que atuou, em cinco países, no último ano. Sim, com falas – "Ai, ai, sempre a mesma história", suspira, com infinita paciência.

 

É só não seguir o mau exemplo

A rigor, nada além de um braço e um pedaço das costas está à mostra. Mas a mera insinuação de nudez de MILEY CYRUS, a estrelinha de 15 anos que arrasa como Hannah Montana no seriado da Disney, em foto assinada por Annie Leibovitz para a Vanity Fair, causou comoção nos Estados Unidos. Há explicações: toda a fabulosa indústria nascida em torno de Miley está ancorada na imagem bem-comportada, cultuada por pais preocupados com um mundo onde o caso mais parecido de talento juvenil é o de Britney Spears. A Disney, que tem cerca de 1 bilhão de dólares pendurados em Hannah Montana, criticou a "deliberada manipulação de uma menina de 15 anos". Miley, "mortificada", pediu desculpas aos fãs: "Era para ser uma foto artística". Até a poderosa Annie se desculpou pelo trabalho "mal interpretado".

 

Salvo pela conversão

PETER PHILLIPS, 30 anos, o neto mais velho da rainha Elizabeth, e AUTUMN KELLY, 29, consultora de negócios canadense, moram juntos há algum tempo e agora resolveram oficializar a união. Tudo perfeitamente normal, exceto por um detalhe: Autumn, de formação católica, converteu-se à Igreja Anglicana ("Por vontade própria", garantiu um porta-voz). Por causa disso, Phillips não terá de renunciar a seu direito ao trono, num distante mas respeitável 11º lugar (os três tios, os respectivos seis filhos e a própria mãe dele, a princesa Anne, estão na frente). Parece coisa do século passado? Pois é mesmo. Aliás, de três séculos: um decreto datado de 1701 determina que quem se casa com "papista" torna-se "para sempre impedido de herdar, possuir ou desfrutar a coroa".

 

Michael Loccisano/
Filmmagic/Getty Images


Não, ela não é de ferro

Talvez os homens que até hoje não conseguem pronunciar o nome dela agora prestem mais atenção. Aos 35 anos, a atriz GWYNETH PALTROW resolveu mostrar em detalhes os resultados da rotina espartana de mais de duas horas diárias de malhação. Na turnê de pré-estréias do filme Homem de Ferro, ela está embasbacando a plebe com saltos altíssimos (15, no mínimo), decotes vastíssimos e vestidos curtíssimos – reservando o apogeu para Nova York, onde desfilou num micro assinado por Stella McCartney e mais furado do que queijo suíço. Nas entrevistas de praxe, também simulou normalidade ("Adoro frituras") e virou um copão de cerveja. Sempre desacompanhada – ela e o marido, Chris Martin, do Coldplay, têm um pacto de nunca aparecerem juntos em público.

 

 

Editado por Lizia Bydlowski
Colaboraram Bel Moherdaui e Sandra Brasil

 



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